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quinta-feira, outubro 01, 2009

A brigada do reumático ou o regresso de Sampaio

Foi com o cavaquismo e seus yuppies amestrados que se criou a ideia na sociedade portuguesa que quem tinha mais de 45 anos era velho e estava pronto a ser despachado a grande velocidade para a reforma. Foi aí que começou a engordar o déficit da Segurança Social, quando meio mundo andava a sustentar o outro meio cansado.

Mas passados vinte anos, é na política que se mantém a verdadeira brigada do reumático. Os portugueses andam a sustentar uma classe política velha na idade e, pior, caquéctica e senil na forma de pensar e agir na coisa pública.

O sermão aos jornalistas no Palácio de Belém foi um pungente longo momento de desgraçada decrepitude. E vendo hoje na TV as imagens de arquivo do tempo dourado cavaquista, em que o arrogante PM dizia desejar que Soares saísse com dignidade do cargo, remete-nos para um túnel do tempo que parece não ter fim.

Há vinte anos que andamos a ser desgovernados pelos mesmos (aqui Sócrates até tem a vantagem de alguma frescura, embora já caduca) e para desgaste máximo das nossas carolas houve alguém no PS que já avançou com a ideia de jerico de Jorge Sampaio voltar!

Quer dizer: o PR que nada fez, que falava em redondo, chorava e nos chateava até ao tutano com os seus discursos, já livres dele, UFFF!, ainda os nossos filhos tinham que passar o que nós passámos com o maestro falhado em Belém. Isto só para chatear e lixar Alegre!

O regime dos marretas é a prova de que esta chamada democracia é um sistema que não responde aos interesses dos cidadãos e que é regulada por uma prática fora do tempo, das novas formas de comunicação, das novas mentalidades. A política resiste até ao último minuto a continuar com o poder dos mesmos, que não dão o lugar aos jovens e que teimam ser os únicos portugueses a não se reformarem antes do tempo. Porque será ? Porque adoram trabalhar?

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Sampaio acha normal coabitação Belém-S.Bento

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio considerou hoje normal a "cooperação estratégica" do seu sucessor, Cavaco Silva, com o primeiro-ministro, José Sócrates, e negou ter admitido o cenário de demissão na crise política de 2004.

Na Grande Entrevista, na RTP, Jorge Sampaio afirmou que o próprio sistema político português (semipresidencialista) leva o chefe de Estado e o primeiro-ministro a entenderem-se.

"Tudo impele a que haja essa cooperação. O sistema político está feito para que haja uma cooperação", afirmou o ex-Presidente, que deixou o Palácio de Belém em Março passado, após dois mandatos (1996-2006).

Sem dar resposta ao ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, que, no lançamento do seu livro "2004 - Percepções e Realidades", o acusou de aliar-se a Cavaco Silva para derrubar o seu Governo de coligação PSD/CDS-PP, em 2004, Jorge Sampaio negou ter colocado a hipótese de demissão nessa altura.

Embora tenha admitido que se as eleições tivessem ditado a vitória do PSD e do CDS-PP teria ficado com "poderes muito reduzidos", Jorge Sampaio excluiu o cenário da demissão.

Demissão "seria acrescentar mais instabilidade"

"Seria acrescentar mais instabilidade" à situação de crise que já existia, argumentou o ex-chefe de Estado.

Na mesma entrevista, o ex-Presidente da República reafirmou a sua decisão de dissolver a Assembleia da República em Novembro de 2004.

"Decidi e tive a resposta. Achei que uma consulta eleitoral era indispensável e o povo deu-me razão", disse Jorge Sampaio.

Dissolução parlamentar "não foi por nenhuma birra"

"Não foi por nenhuma birra", afirmou Jorge Sampaio, que decidiu dissolver o Parlamento, onde PSD e CDS-PP tinham maioria, e antecipar as eleições legislativas que deram a vitória, com maioria absoluta, ao PS de José Sócrates, em Fevereiro de 2005.

Na sua primeira entrevista após deixar o cargo de Presidente, Jorge Sampaio confessou que mantém "relações de respeito e apreço" com o seu sucessor em Belém e que "sempre achou" que Cavaco Silva iria candidatar-se às presidenciais de 2006.

Afirmando ter recuperado a "rotina de cidadão", o hábito de ir ao cinema, o actual enviado especial da ONU para o combate à tuberculose afirmou ainda que não tem ambição de "voltar à vida política activa" no PS nem recandidatar-se a Belém, como aconteceu com Mário Soares há um ano.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Santana ganhou a Cavaco, mas telenovela superou



Ganhei ! Santana ganhou em audiência a Cavaco. Mas a telenovela da TVI superou os dois.
O povo votou nos marretas mas agora quer é intrigalhada noveleira. Ingratos !...
Foi por pouco mas Santana superou o PR em interesse.

Isto não é uma noticia contra Cavaco. A verdade é que os portugueses não votaram nele para o ouvir falar. Para isso havia melhor, mesmo Alegre a falar, recitar, debitar e entoar é the best. Cavaco é mais para aquela coisa do pai da Pátria e da estabilidade, conceitos que os portugueses gostam.
Santana também nunca foi votado pelo povo para primeiro.
Ganhou duas câmaras e já gozou.
Mas a intrigalhada atrai sempre mais a atenção dos pobres de espírito.

Ver Santana chorar acaba por ser mais reality show do que aturar a Floribela Espanta. Aquelas expressões, as mãos unidas, o olhar cavo, só faltou citar Sá Carneiro e olhar para o céu. Se Sampaio alinhasse no repto acabava tudo numa choradeira tipo "Perdoa-me!!".