Perdeu-se hoje na RTP-2 uma boa oportunidade para se falar de fotografia.
Paula Moura Pinheiro quis meter o Rossio na Betesga e fazer, em alguns minutos, um programa sobre fotografia total.
Quem convidou ?
Uma das betesgas que mais sussura sobre arte, o inefável Delfim Sardo, cúmplice de Molder, e um desconhecido: Eduardo Veloso.
Pelo que ouvi trata-se de um amador que parou no tempo do Ansel Adams e pelo que vi tira umas fotografias paradas a preto e branco, sem o rigor do mestre venerado, nem o talento que seria de supor ouvindo a sua capacidade de citador.
Depois de várias peças sobre vários géneros fotográficos, depois comentados pelas sumidades convidadas, que iam despejando banalidades ou inventando teorias como as da relação fotografia- cinema ou pintura-fotografia, a cereja em cima do bolo veio da boca de Sardo que acha que o fotojornalismo está no limbo do que os paparazis fazem. Ele que foi programador no CCB, tem o descaramento de insultar o fotojornalismo e de pôr em causa a honra e a ética de quem exerce a profissão.
Pinhólas fica ao rubro, engole em seco, e ainda consegue vir em socorro dos colegas jornalistas-fotógrafos lembrando à bestiola que muitas das fotografias do World Press Photo conseguiram com a sua força documental tornarem-se em baluartes da defesa dos Direitos Humanos.