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terça-feira, maio 06, 2008

Alípio:o adeus de um "polícia" que adora Mozart


Há pessoas de quem se gosta desde o primeiro momento. Alípio Ribeiro é uma dessas pessoas cheias de charme, educação, inteligência e muito bom senso. "Nunca, mas mesmo nunca perco a calma!"- disse ele em entrevista ao Expresso, ocasião em que eu o conheci. Escrevi aqui na altura que ter um " chefe da polícia" com aquele perfil era um luxo. Claro que as declarações públicas de Alípio Ribeiro não foram sempre das mais oportunas, isto é: eram politicamente incorrectas e desenquadradas do estilo vigente. Quem diz o que pensa ou surpreende na praça pública está hoje em dia condenado.
Já todos percebemos que o problema da PJ não são os directores mas uma estrutura viciada, obsoleta, sem orçamento nem meios, porventura com uma cultura arredada das novas exigências da criminalidade moderna. Reestruturar sem cheta uma casa daquelas deve ser impossível. E a vontade política para termos uma polícia eficaz não sei se será assim tanta. Se fosse para as finanças ou as actividades económicas, talvez já tivesse havido melhores resultados.