O estado a que chegou a governação socialista mostra e demonstra de novo, como as maiorias políticas acabam por corromper por completo o espírito da democracia. Se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente.
O que estamos a assistir em matéria de dança de cadeiras entre a CGD, o BCP e o governo não pode deixar de nos aparvalhar. Pior é difícil de imaginar, mas vai ficar pior, descansem.
Sócrates está naquela curva do mandato em que vale a pena valer tudo. Ou agora ou nunca.
O que fizer agora ainda não será lembrado nas próximas eleições e portanto: o fartar vilanagem tem de ser já.
O povinho tem memória curta. O povinho não tem mesmo memória.Um político que prometeu e não cumpriu em áreas tão sérias como os impostos e o emprego, um político que não tomou uma única medida que tenha beneficiado quem quer que seja, a não ser os interesses do grande capital ( pareço o PCP mas é a verdade), um governo que aniquilou a classe média, tirou regalias sociais, que destruiu o pouco que havia do estado social, ainda aparece nas sondagens com um
excelente resultado.
Os portugueses perderam a noção de tudo. Satisfazem-se com um pérfido poder de compra, a possibilidade de uns endividamentos, umas larachas de TV e férias pagas a prestações.Perdemos a qualidade e pior: perdemos uma cultura responsável de vida e de cidadania.
Com um primeiro-ministro licenciado pela sorrelfa, a mediocridade instalou-se na sociedade portuguesa e alastrou a todas as áreas da sociedade. No Estado e nas empresas. Nas escolas e nas famílias.
Até os padres mudaram. Tornaram-se modernos, light, e esqueceram o latim.
É uma análise
catastrofista e amarga mas convenhamos que
é difícil não se ser amargo num país que demora 15 anos a construir um túnel inútil no Terreiro do Paço, que fez estádios de futebol e fecha hospitais, que tem o pior
ensino da Europa, embora o mais caro, que tem uma saúde cara, estúpida, incompetente, digna de um país do
terceiro Mundo... Temos uma justiça anacrónica que não permite o crescimento económico e que deixa
injustiçados muitos... Estes últimos anos, depois do
Guterrismo,
ficamos com todos os índices estatísticos contra nós, a não ser o da mortalidade infantil, o único item onde crescemos e melhorámos. E sabem porquê ? porque foi sempre o mesmo grupo a tratar do assunto e os políticos esqueceram-se de ali fazer mexidas.
Se Pinho for para a CGD já nem vai poder haver adjectivos. Mas esta maioria absoluta que os
portuguesinhos elegeram está um brinco. Não parece haver grandes contestações: vamos pagar mais impostos, aceitamos pacificamente a nova lei sobre o tabaco, aceitamos tudo. Sócrates é um sortudo.