"Médica de Vara assalta ourivesaria" - era o título de hoje do Correio da Manhã, a propósito de um assalto feito ontem no Centro Comercial Roma, Lisboa. havia 3 fotografias a ilustrar o artigo. Uma foto a toda a altura da página de Armando Vara, um retrato com destaque do pai da "assaltante" e um pequeno retrato tipo passe da protagonista da história.
Chama-se a isto jornalismo de sarjeta. A médica é de Vara, porque terá sido ela que o deixou passar à frente numa bicha para lhe assinar um atestado qualquer. O CM faz esta elipse: a tipa que assalta uma ourivesaria é cúmplice de Vara, logo: Vara é da mesma estirpe. O Vara até é uma das minhas figuras políticas de embirração. Mas fazer este tipo de ligação é miserável e de uma total falta de ética.
Mas o dramático e triste desta história vem a seguir.
Eu li o artigo porque a minha mãe, a recuperar no hospital de uma cirurgia que correu felizmente bem, tinha na hora da visita o jornal dobrado e meio escondido na mão. Quando lhe perguntei o que trazia, ela disse-me: "conheces este homem?", apontando para a foto do pai da "assaltante". Não o reconheci. Ela acabou por me explicar que era um senhor que tinha sido nosso vizinho no andar de baixo. "Um senhor a sério, educado, um cavalheiro"- referiu o meu pai." Não podia ser mais correcto, um gentleman.". Este homem honrado acaba de ver a sua vida destruída no meio de uma notícia onde a filha é protagonista, devido a uma situação limite de resistência psíquica. Alguém que comete um acto de loucura no meio do desespero. E que arrastou consigo um filho na hora trágica.
Pois bem. Que faz o Correio da Manhã? Escancara a intimidade e publica com todo o despudor uma história que devia ser contada com pinças. A médica não é uma figura de um gangue à solta, nem uma vamp de faca na liga, é alguém que teve uma hora má e que está a ser acompanhada por um psiquiatra.
Trabalhava, tinha 4 empregos e hoje tem dividas. Fazer da desgraça um motivo para vender papel higiénico é lamentável. E não posso aceitar que a ERCS, o Sindicato dos Jornalistas (já que nem uma Ordem existe!) não deixem de se pronunciar sobre a forma como esta notícia foi feita.
É demasiado mau e grave para ser aceite numa regime onde, pelos vistos, a auto-regulação não funciona em certos casos.
quinta-feira, dezembro 29, 2011
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Passos Coelho, um Primeiro com mala de cartão.
Um primeiro-ministro não pode ser um comentador político, um cobrador do fraque, um bitaiteiro. O que nunca se pode esperar de primeiro-ministro é que ele tenha sido eleito para fazer o papel do Diabo. Um primeiro-ministro tem de ser um líder. Alguém que leva consigo o povo que o elegeum nas horas boas mas sobretudo nas horas difíceis.
O segredo da popularidade de muitos ditadores é que mesmo nas horas más eles faziam sentir ao povo que tinham ali um anjo da guarda, alguém em quem podiam confiar.
Foi esse o trunfo de Salazar ao mostrar que Portugal nunca cederia a pressões externas, nunca venderia por nada a sua independência. Mesmo que tal atitude significasse só. Orgulhosamente só.
É esse o segredo de Alberto João Jardim. Os madeirenses sabem que ele nunca fará nada que possa significar a perda de direitos e de autonomia na Madeira. Podemos discordar, mas se fossemos madeirenses dificilmente veríamos nele um castigador.
Ora Passos Coelho não é nada disto. Ganhou umas eleições que ele precipitou em nome do crescimento de Portugal, contra as medidas do PEC IV. Mentiu quando disse que não tinha sido informado delas. E nunca mais parou de mentir quando jurou a uma criança que nunca aumentaria impostos, muito menos sacar o subsídio de Natal. Mentiu.
Em 5 meses espremeu o país numa cavalgada paranóica contra os direitos dos trabalhadores, o Estado Social, destruíndo a débil economia que em 10 anos teve um crescimento zero. Para ele o objectivo é destruír o país para construír um outro com sede em Berlim. Habituado a gerir umas empresas que se movem entre negócios com o Estado, julga que um país é uma empresa e que os portugueses são empregados que se podem despedir carimbando-lhes o passaporte com visto para Angola.
A sua estratégia é a de um coveiro que tem pressa em enterrar o morto, cuspir nas mãos, para que a enxada lhe escorregue bem nas mãos sujas.
O político com uma carreira académica de cábula, o político que nunca teve um emprego decente na vida, este carreirista do aparelho do PSD, chegou a primeiro-ministro porque era o idiota útil, no tempo certo, para uma direita troglodita levar a cabo um sonho antigo: a destruição de um conceito social de fazer política, a construção de um Estado refém dos insteresses privados. A crise internacional foi a grande oportunidade para esta gente levar a cabo uma política de destruição da classe média, das empresas médias.
Portugal só pode saír do buraco poupando, gerindo bem e crescendo. Para isso é preciso confiança, ânimo, liderança. Em suma: é preciso política activa, corajosa, interveniente, feita por um líder maior e não por um garoto armado em comentador taxista.
E já agora um líder da oposição a sério também dava jeito!!
PS: revisto e mudado o título original: o taxímetro de Passos Coelho
O segredo da popularidade de muitos ditadores é que mesmo nas horas más eles faziam sentir ao povo que tinham ali um anjo da guarda, alguém em quem podiam confiar.
Foi esse o trunfo de Salazar ao mostrar que Portugal nunca cederia a pressões externas, nunca venderia por nada a sua independência. Mesmo que tal atitude significasse só. Orgulhosamente só.
É esse o segredo de Alberto João Jardim. Os madeirenses sabem que ele nunca fará nada que possa significar a perda de direitos e de autonomia na Madeira. Podemos discordar, mas se fossemos madeirenses dificilmente veríamos nele um castigador.
Ora Passos Coelho não é nada disto. Ganhou umas eleições que ele precipitou em nome do crescimento de Portugal, contra as medidas do PEC IV. Mentiu quando disse que não tinha sido informado delas. E nunca mais parou de mentir quando jurou a uma criança que nunca aumentaria impostos, muito menos sacar o subsídio de Natal. Mentiu.
Em 5 meses espremeu o país numa cavalgada paranóica contra os direitos dos trabalhadores, o Estado Social, destruíndo a débil economia que em 10 anos teve um crescimento zero. Para ele o objectivo é destruír o país para construír um outro com sede em Berlim. Habituado a gerir umas empresas que se movem entre negócios com o Estado, julga que um país é uma empresa e que os portugueses são empregados que se podem despedir carimbando-lhes o passaporte com visto para Angola.
A sua estratégia é a de um coveiro que tem pressa em enterrar o morto, cuspir nas mãos, para que a enxada lhe escorregue bem nas mãos sujas.
O político com uma carreira académica de cábula, o político que nunca teve um emprego decente na vida, este carreirista do aparelho do PSD, chegou a primeiro-ministro porque era o idiota útil, no tempo certo, para uma direita troglodita levar a cabo um sonho antigo: a destruição de um conceito social de fazer política, a construção de um Estado refém dos insteresses privados. A crise internacional foi a grande oportunidade para esta gente levar a cabo uma política de destruição da classe média, das empresas médias.
Portugal só pode saír do buraco poupando, gerindo bem e crescendo. Para isso é preciso confiança, ânimo, liderança. Em suma: é preciso política activa, corajosa, interveniente, feita por um líder maior e não por um garoto armado em comentador taxista.
E já agora um líder da oposição a sério também dava jeito!!
PS: revisto e mudado o título original: o taxímetro de Passos Coelho
domingo, dezembro 18, 2011
Passos Coelho: marrão na aula de Merkl, medíocre menos na sua carreira académica
PPCoelho é um aluno marrão nas aulas da Chanceleira Markl, mas foi um aluno medíocre no seu percurso académico. Pior, muito pior do que o engenhocas. Leiam e não esqueçam. E parabéns aos totós que com o seu voto puseram este génio a governar Portugal:
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964 Formação Académica: Licenciatura em Economia – Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade) Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado ‘moço-de-fretes’, tais como: (2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA; (2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA; (2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest; (2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA; (2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA; (2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS; (2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA; (2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA; (2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA; (2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA. Este é o “magnífico” CV do homem que ‘teoricamente’ governa este País! Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada…) com 37 anos de idade! Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR… em empresas de Ângelo Correia, “barão” do PSD e seu tutor e patrão político!... Enfim. Nada de favores nem de compadrios na vida deste trabalhador incansável. Um homem que chegou onde chegou por mérito - muito mérito, não haja dúvida! O mesmo que secunda quem manda os jovens emigrar e que toma mesmo a palavra para bolsar idêntico conselho aos professores.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
sexta-feira, dezembro 02, 2011
José Mensurado, partiu um grande Senhor da TV
Cresci a ver o José Mensurado na RTP. Era um seu fã. Lembro-me da sua forma moderna de fazer televisão. O Frente a Frente, um programa de entrevistas que passava a seguir ao Telejornal, era uma hora de conversa tranquila, com uma realização muita avançada para a época. Foi lá um dia a Amália.
Lembro a chegada do Homem à Lua sempre em directo durante horas madrugada dentro.
Ainda tenho na memória uma série de reportagens na Guiné, pouco antes do 25 de Abril.
Conheci-o anos mais tarde, na década de 80, o José Mensurado no Bar Snob. Falámos horas sobre tudo e nada. Tinha uma sincera amizade por ele, embora nunca tivéssemos sido amigos íntimos. Por coisas do destino ele acabou por ir morar para o Bairro de Alvalade, mesmo em frente à Tabacaria do meu pai, onde sempre foi até ontem, horas antes de morrer.
Era um gentleman, um homem de bom gosto, nos carros que tinha ( teve um Triumph e agora um Mazda Mx-5), nos charutos que fumava. Um leitor atento e diário da melhor imprensa mundial.
Fazia parte de uma geração de jornalistas que me inspirou, daquele grupo de excelência nascido no Século e de onde alguns acabaram meus colegas no Expresso. Uma elite que fez do jornalismo uma profissão de grande estatuto e de uma enorme dignidade.
Esteve anos na prateleira da RTP e chegou a ter um processo disciplinar quando a chegada de Proença de Carvalho à RTP, no tempo da AD, despejou para um canto muitos profissionais que viram terminada antes de tempo uma brilhante carreira profissional. Mensurado disse mesmo nessa altura numa entrevista ao Tal&Qual que Proença era um maquiavel à moda do Minho!
Não tenho dúvidas que na América José Mensurado teria terminado os seus dias a fazer um programa de informação de prestígio.
Tenho muita pena que tenha partido e que nunca tivéssemos tomado aquele copo sempre adiado.
Ao Pedro, seu filho, e meu colega fotógrafo, um grande abraço.
Lembro a chegada do Homem à Lua sempre em directo durante horas madrugada dentro.
Ainda tenho na memória uma série de reportagens na Guiné, pouco antes do 25 de Abril.
Conheci-o anos mais tarde, na década de 80, o José Mensurado no Bar Snob. Falámos horas sobre tudo e nada. Tinha uma sincera amizade por ele, embora nunca tivéssemos sido amigos íntimos. Por coisas do destino ele acabou por ir morar para o Bairro de Alvalade, mesmo em frente à Tabacaria do meu pai, onde sempre foi até ontem, horas antes de morrer.
Era um gentleman, um homem de bom gosto, nos carros que tinha ( teve um Triumph e agora um Mazda Mx-5), nos charutos que fumava. Um leitor atento e diário da melhor imprensa mundial.
Fazia parte de uma geração de jornalistas que me inspirou, daquele grupo de excelência nascido no Século e de onde alguns acabaram meus colegas no Expresso. Uma elite que fez do jornalismo uma profissão de grande estatuto e de uma enorme dignidade.
Esteve anos na prateleira da RTP e chegou a ter um processo disciplinar quando a chegada de Proença de Carvalho à RTP, no tempo da AD, despejou para um canto muitos profissionais que viram terminada antes de tempo uma brilhante carreira profissional. Mensurado disse mesmo nessa altura numa entrevista ao Tal&Qual que Proença era um maquiavel à moda do Minho!
Não tenho dúvidas que na América José Mensurado teria terminado os seus dias a fazer um programa de informação de prestígio.
Tenho muita pena que tenha partido e que nunca tivéssemos tomado aquele copo sempre adiado.
Ao Pedro, seu filho, e meu colega fotógrafo, um grande abraço.
segunda-feira, novembro 28, 2011
Fado, património da Humanidade
O
FADO é a partir de hoje património da Humanidade.É justo, e esta forma
de vida merece. Tendo começado por ser uma forma de expressão popular à
margem da moral e dos costumes estabelecidos, acabou por ser uma voz
colectiva onde a dor e o sentimento fundo dos portugueses se tornou num
ícone de um povo. Depois o Estado Novo usou-o como a expressão de um
povo resignado no sofrimento e fatal no seu destino triste.
A Amália foi a voz que internacionalizou o género e que demonstrou com o seu cantar que os portugueses não são "toujors gais".
E foi com Amália que poetas como David Mourão-Ferreira ou Alexandre
O`Neill, se fizeram pela primeira vez cantar. E foi com ela que
compositores como Alain Oulman e fotógrafos como Augusto Cabrita
intervieram no fado, dando-lhe ainda maior dimensão artística.
Depois de Abril o fado virou faduncho. Foi rejeitado pela esquerda e
usado pelos saudosistas como um cantar saudoso dos tempos obscuros.
Mas Carlos do Carmo reabilitou o Fado quando Ary dos Santos ou António
Vitorino de Almeida trabalharam com ele, no final dos anos 70.
Depois dos anos 80 um grupo de pós-modernos desenterrou o fado e hoje há uma geração fantástica de fadistas. Cantam e encantam.
Eu que só gosto de fado em muitas pequenas doses estou feliz por este reconhecimento de algo que é profundamente português.
Um bom motivo para puxarmos da nossa auto-estima e mandarmos o hino da Troika e as doce cantilenas de PPCoelho às urtigas.
Cantemos alto até que a voz nos doa!!!!!
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domingo, novembro 13, 2011
O novo colonialismo interno europeu
A Líbia foi atacada pelas forças europeias e americanas em nome da democracia. Derrubaram um regime ditatorial mas que durante anos temeram e por fim até reverenciaram. Mas já antes tinha havido a invasão do Iraque contra tudo o que é o direito internacional.
Mas agora é a vez da Europa adoptar internamente as mesmas normas ilegítimas agora em nome do Euro e da democracia europeia.
O que aconteceu esta semana na Grécia e na Itália, onde dois primeiros-ministros eleitos democráticamente tombaram, logo substituídos por dois tecnocratas, sem que os respectivos povos se tenham pronunciado, é o retrato do estado a que a Europa chegou.
Quem põe e dispõe dos governos passou a ser a lógica de casino dos mercados e os interesses imediatos do dito eixo Paris-Bona.
E quando acabo de ouvir que Sarkozy e Merkl vão a Roma à posse do novo governo...bom o colonialismo interno europeu nasceu e já não tem vergonha de dar a cara.
O que está a acontecer não é uma mera crise. Éstá a decorrer uma guerra para engolir e dominar os países do Sul.
Mas agora é a vez da Europa adoptar internamente as mesmas normas ilegítimas agora em nome do Euro e da democracia europeia.
O que aconteceu esta semana na Grécia e na Itália, onde dois primeiros-ministros eleitos democráticamente tombaram, logo substituídos por dois tecnocratas, sem que os respectivos povos se tenham pronunciado, é o retrato do estado a que a Europa chegou.
Quem põe e dispõe dos governos passou a ser a lógica de casino dos mercados e os interesses imediatos do dito eixo Paris-Bona.
E quando acabo de ouvir que Sarkozy e Merkl vão a Roma à posse do novo governo...bom o colonialismo interno europeu nasceu e já não tem vergonha de dar a cara.
O que está a acontecer não é uma mera crise. Éstá a decorrer uma guerra para engolir e dominar os países do Sul.
quarta-feira, outubro 26, 2011
segunda-feira, outubro 24, 2011
Miguel Macedo vai devolver os subsídios?
Miguel Macedo tem uma casa de 4 assoalhadas em Algés, na rua Fernando Curado Ribeiro, com uma hipoteca a favor do Millennium BCP. Tem rendimentos dela ou usa-a como habitação? Se a usa porque aceitou receber um subsídio de alojamento? Esse direito só lhe seria consentido caso não tivesse residência em Lisboa. VAI DEVOLVER OS SUBSÍDIOS QUE RECEBEU ATÉ HOJE?
Rui Vasco mostra Rita Pereira, e outras, hoje no Curso de Fotografia de Luiz Carvalho
Rui Vasco é o convidado de hoje no CURSO DE FOTOGRAFIA. Vai falar do seu trabalho e da sua experiência como fotógrafo. Uma honra para mim em o receber na LIGHTSHOT, LxFactory, num curso que tem corrido com muita fotografia.
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Rui Vasco
Miguel Macedo vive ou não vive na casa de Algés?
Miguel Macedo que é hoje ministro da administração interna, era um dos mais ruidosos deputados contra o governo de Sócrates. Acabou por ganhar com Passos Coelho, e todos os outros que infelizmente conhecemos, umas eleições precipitadas através de um golpe de secretaria em nome da verdade, do rigor e do fim de uma política gastadora.
Tudo serviu para ganhar o Poder. Prometeram mais do que qualquer santo milagreiro de que há memória. O povo habituado em acreditar em telenovelas e casas de segredos, apostou nestes cavalos políticos, desconhecendo que eram umas pilecas e não uns verdadeiros corredores.
Nos últimos dias descobriu-se que Miguel Macedo, ministro de um governo que decretou medidas inenarráveis sacrificando milhões de portugueses que ficam agora na pobreza, não perdeu tempo e pediu um subsídio de alojamento em Lisboa para quem é da província, vem para o governo e precisa de ajuda.
A lei faz sentido. Se um daqueles caciques locais é chamado para ser ministro, sendo o ordenado de um ministro modesto, sendo as casas em Lisboa caras, sendo eles uns tipos sem grandes posses pois se o fossem não iriam para ministros, o subsídio justifica-se. Mas a lei refere que isso se aplica a quem não tem casa em Lisboa, ou num raio de 100 quilómetros.
Ora Miguel Macedo tem uma casa em Algés, que rima com Massamá, embora ( e aqui está a xico-espertísse) a sua residencial oficial seja no Porto. Isto é: esperemos que legalmente seja no Porto a sua morada fiscal.
Eu gostava de saber, já agora, se ele tem usado a casa de Algés, ou se usou o subsídio para alugar outra.
Como foi apertado o ministro não teve outro remédio senão desistir do subsídio.
Para um político neo-liberal que vive a criticar os subsídios do Estado, que por ele acabava com todos os apoios sociais, matando esses monstros que engolem os impostos da classe média, abdicar de um subsídio que é mais alto do que o mais alto subsídio de desemprego que o seu governo acaba de baixar, deve ser duro. Mas devia ser uma VERGONHA. E ainda vem com ar de Maria ofendida dizer que foi tudo transparente e declarado. Pois foi. E daí?
A ética acaba na lei e a atitude política acaba na lei? Também é legal ter dinheiro em off-shores e é legítimo um político fazê-lo? Também é legal vender acções do BPN, mesmo que tenham sido oferecidas, mas num político isso é aceitável?
É legal essas figuras da democracia como Dias Loureiro, Miga Amagal, Armando Vara ou Ângelo Correia, ou a renegada Zita Seabra receberem pensões vitalícias. Mas isso é moralmente aceitável e éticamente correcto?
Tal como a lei que prevê o subsídio de deslocação, a pensão vitalícia faz sentido. Mas se não for acumulável com reformas ou outras pensões. E só na idade da reforma e não antes. Mesmo assim é discutível.
O primeiro-ministro viaja em turística (embora fosse de investigar se essa promessa se tem verificado. Eu duvido) numa campanha de marketing parola e populista, mas os seus Chicago-boys vão metendo a mão na massa e aí estão a montar a pileca do Poder, não no seu esplendor, mas na pior das
mesquinheses pequeno-burguesas.
Como todos os moralistas, estes tipos são de uma total perversão no exercício das funções. E a procissão ainda não saiu do adro.
Tudo serviu para ganhar o Poder. Prometeram mais do que qualquer santo milagreiro de que há memória. O povo habituado em acreditar em telenovelas e casas de segredos, apostou nestes cavalos políticos, desconhecendo que eram umas pilecas e não uns verdadeiros corredores.
Nos últimos dias descobriu-se que Miguel Macedo, ministro de um governo que decretou medidas inenarráveis sacrificando milhões de portugueses que ficam agora na pobreza, não perdeu tempo e pediu um subsídio de alojamento em Lisboa para quem é da província, vem para o governo e precisa de ajuda.
A lei faz sentido. Se um daqueles caciques locais é chamado para ser ministro, sendo o ordenado de um ministro modesto, sendo as casas em Lisboa caras, sendo eles uns tipos sem grandes posses pois se o fossem não iriam para ministros, o subsídio justifica-se. Mas a lei refere que isso se aplica a quem não tem casa em Lisboa, ou num raio de 100 quilómetros.
Ora Miguel Macedo tem uma casa em Algés, que rima com Massamá, embora ( e aqui está a xico-espertísse) a sua residencial oficial seja no Porto. Isto é: esperemos que legalmente seja no Porto a sua morada fiscal.
Eu gostava de saber, já agora, se ele tem usado a casa de Algés, ou se usou o subsídio para alugar outra.
Como foi apertado o ministro não teve outro remédio senão desistir do subsídio.
Para um político neo-liberal que vive a criticar os subsídios do Estado, que por ele acabava com todos os apoios sociais, matando esses monstros que engolem os impostos da classe média, abdicar de um subsídio que é mais alto do que o mais alto subsídio de desemprego que o seu governo acaba de baixar, deve ser duro. Mas devia ser uma VERGONHA. E ainda vem com ar de Maria ofendida dizer que foi tudo transparente e declarado. Pois foi. E daí?
A ética acaba na lei e a atitude política acaba na lei? Também é legal ter dinheiro em off-shores e é legítimo um político fazê-lo? Também é legal vender acções do BPN, mesmo que tenham sido oferecidas, mas num político isso é aceitável?
É legal essas figuras da democracia como Dias Loureiro, Miga Amagal, Armando Vara ou Ângelo Correia, ou a renegada Zita Seabra receberem pensões vitalícias. Mas isso é moralmente aceitável e éticamente correcto?
Tal como a lei que prevê o subsídio de deslocação, a pensão vitalícia faz sentido. Mas se não for acumulável com reformas ou outras pensões. E só na idade da reforma e não antes. Mesmo assim é discutível.
O primeiro-ministro viaja em turística (embora fosse de investigar se essa promessa se tem verificado. Eu duvido) numa campanha de marketing parola e populista, mas os seus Chicago-boys vão metendo a mão na massa e aí estão a montar a pileca do Poder, não no seu esplendor, mas na pior das
mesquinheses pequeno-burguesas.
Como todos os moralistas, estes tipos são de uma total perversão no exercício das funções. E a procissão ainda não saiu do adro.
sexta-feira, outubro 21, 2011
CURSOS DE FOTOGRAFIA
Entre no site e veja os cursos de fotografia e de fotojornalismo dirigidos por Luiz Carvalho
quinta-feira, outubro 20, 2011
Um governo a prazo
As pessoas esquecem-se: este governo assenta numa coligação. Não é um governo maioritário de um partido maioritário. O PSD ganhou as eleições com uma maioria relativa. Foi preciso que o CDS, na sua ânsia de voltar ao Poder, entrasse neste casamento de conveniência, com comunhão de bens e separação de adquiridos.
Ora, depois da intervenção de ontem de Cavaco, que acaba de pôr em alvoroço a base eleitoral do PSD, duplamente desiludida, porque votou num partido que jurava às crianças que nunca roubaria o subsídio de Natal, nem aumentaria impostos, e desencantada porque afinal Cavaco acordou e já viu que o país corre sérios riscos de revolta social, a caminho da falência geral. Depois de ontem este governo não terá mais a solidez que aparentava. Foi o primeiro dia do resto da sua desgovernação.
Estas medidas avulsas, num misto de ressabiamento político e de susto em temer não conseguir cumprir o recado da Troika, que ele mandou chamar num golpe de Estado em democracia, muitas delas em que o CDS discorda mas consente, estão a partir a corda.
Quando o CDS chegar á conclusão que nada ganha em estar na agência governativa, e que a sua continuidade neste governo o vai reduzir de novo ao partido do táxi, e que Portas acabará o seu reinado de Jardim do CDS no desemprego político, a coisa mudará. Se acrescentarmos a agitação social a coisa vai estar difícil.
Até a confereção dos patrões começa a dar sinais de descontentamento com as medidas tomadas. Promovem a atrofia da economia, logo: as empresas vão vender menos, lucrar menos, fechar mais.
A inexperiência de Coelho, ao querer repetir o pecado original de Sócrates, que era disparar sobre tudo e todos, acabará por o catapultar para as calendas da política. Voltará ao seu escritório das Amoreiras com vista para o Tejo, retomando os seus negócios da biomassa (a adversária das eólicas, não esquecer!) e outros negócios de grande alcance económico.
O psico-drama telenovelesco de que a culpa é do outro e que esta política não tem alternativa cairá com este governo sem política, sem rasgo, sem palavra e sem rumo. O governo comporta-se como uma nave de loucos em que cada um grita e atira ao mar quando o mar se revolta e a solução é ir deitando a tripulação com escorbuto económico às vagas.
Os portugueses estão entregues a si próprios. Mas foi parte deles que optou por pôr a cabeça no cepo. Desça a guilhotina. Pum.
Ora, depois da intervenção de ontem de Cavaco, que acaba de pôr em alvoroço a base eleitoral do PSD, duplamente desiludida, porque votou num partido que jurava às crianças que nunca roubaria o subsídio de Natal, nem aumentaria impostos, e desencantada porque afinal Cavaco acordou e já viu que o país corre sérios riscos de revolta social, a caminho da falência geral. Depois de ontem este governo não terá mais a solidez que aparentava. Foi o primeiro dia do resto da sua desgovernação.
Estas medidas avulsas, num misto de ressabiamento político e de susto em temer não conseguir cumprir o recado da Troika, que ele mandou chamar num golpe de Estado em democracia, muitas delas em que o CDS discorda mas consente, estão a partir a corda.
Quando o CDS chegar á conclusão que nada ganha em estar na agência governativa, e que a sua continuidade neste governo o vai reduzir de novo ao partido do táxi, e que Portas acabará o seu reinado de Jardim do CDS no desemprego político, a coisa mudará. Se acrescentarmos a agitação social a coisa vai estar difícil.
Até a confereção dos patrões começa a dar sinais de descontentamento com as medidas tomadas. Promovem a atrofia da economia, logo: as empresas vão vender menos, lucrar menos, fechar mais.
A inexperiência de Coelho, ao querer repetir o pecado original de Sócrates, que era disparar sobre tudo e todos, acabará por o catapultar para as calendas da política. Voltará ao seu escritório das Amoreiras com vista para o Tejo, retomando os seus negócios da biomassa (a adversária das eólicas, não esquecer!) e outros negócios de grande alcance económico.
O psico-drama telenovelesco de que a culpa é do outro e que esta política não tem alternativa cairá com este governo sem política, sem rasgo, sem palavra e sem rumo. O governo comporta-se como uma nave de loucos em que cada um grita e atira ao mar quando o mar se revolta e a solução é ir deitando a tripulação com escorbuto económico às vagas.
Os portugueses estão entregues a si próprios. Mas foi parte deles que optou por pôr a cabeça no cepo. Desça a guilhotina. Pum.
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quarta-feira, outubro 19, 2011
E quem pagou os estragos do Hitler?
O historiador Albrecht Ritschl evoca hoje em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".
Fátima Doelinger
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".
Fátima Doelinger
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terça-feira, outubro 18, 2011
O despudor do BCP e outros que tais
Por vezes descubro que ando a dormir na forma, quando lido com os bancos onde tenho as minhas misérias, os serviços da Zon, ou com um telefone de fio que esqueci ligado em casa.
Acabo de descobrir que o BCP, que passa a vida a chatear-me porque quer que eu aplique dinheiro em coisas que não quero, me cobra 10 euros por uma conta "prestige". Quer dizer: um banco falido, sem liquidez, a quem eu entrego o meu dinheiro numa atitude de optimista parôlo, cobra-me 10 euros para eu fazer o favor de lá ter o meu dinheiro. Devia ser ele a pagar-me, mas sou eu que pago!
O BES acaba de me cobrar 300 euros de um seguro da casa (obrigatório para o crédito) quando me cobrava 200. A casa desvalorizou, mas eles aumentam o seguro. E nem sequer contempla o pior dos riscos: os sismos.
A Zon reduziu-me em 20 euros mensais os meus custos com internet e tv, porque fui lá acertar as contas senão saía da operadora. Se não tivesse dado conta eram mais 20 euros.
A PT que oferece no pacote da MEO o velho telefone de fios, um serviço que não tem razão de ser nos dias de hoje, cobrou-me 35 € este mês por meia dúzia de chamadas. É um serviço gratuito que eles cobram a quem está distraído. Um roubo. E para desisitir do telefone parece que se vai iniciar um divórcio!
As empresas poderosas do mercado continuam a portar-se como donas dos clientes. Cobram à socapa, prestam maus serviços, são um Estado dentro do Estado. E os clientes aceitam pacificamente este estado.
Eu com o BCP vou resolver a coisa. Se me cobram 10 euros para eu lá ter uma conta, que movimento e onde entra e sai dinheiro (não é uma conta parada), eu vou mudar a conta para o Barclays ou para o Deustch Bank. Esta gente tem de aprender e têm de ser os clientes a decidir. Acabou a mama.
Se a banca portuguesa julga que está no tempo das vacas gordas, engane-se. Há bancos estrangeiros a operarem em Portugal. São a mesma coisa? Não digo que não. Mas só o facto de mudar afecta-os. E isso é bom para os consumidores.
Acabo de descobrir que o BCP, que passa a vida a chatear-me porque quer que eu aplique dinheiro em coisas que não quero, me cobra 10 euros por uma conta "prestige". Quer dizer: um banco falido, sem liquidez, a quem eu entrego o meu dinheiro numa atitude de optimista parôlo, cobra-me 10 euros para eu fazer o favor de lá ter o meu dinheiro. Devia ser ele a pagar-me, mas sou eu que pago!
O BES acaba de me cobrar 300 euros de um seguro da casa (obrigatório para o crédito) quando me cobrava 200. A casa desvalorizou, mas eles aumentam o seguro. E nem sequer contempla o pior dos riscos: os sismos.
A Zon reduziu-me em 20 euros mensais os meus custos com internet e tv, porque fui lá acertar as contas senão saía da operadora. Se não tivesse dado conta eram mais 20 euros.
A PT que oferece no pacote da MEO o velho telefone de fios, um serviço que não tem razão de ser nos dias de hoje, cobrou-me 35 € este mês por meia dúzia de chamadas. É um serviço gratuito que eles cobram a quem está distraído. Um roubo. E para desisitir do telefone parece que se vai iniciar um divórcio!
As empresas poderosas do mercado continuam a portar-se como donas dos clientes. Cobram à socapa, prestam maus serviços, são um Estado dentro do Estado. E os clientes aceitam pacificamente este estado.
Eu com o BCP vou resolver a coisa. Se me cobram 10 euros para eu lá ter uma conta, que movimento e onde entra e sai dinheiro (não é uma conta parada), eu vou mudar a conta para o Barclays ou para o Deustch Bank. Esta gente tem de aprender e têm de ser os clientes a decidir. Acabou a mama.
Se a banca portuguesa julga que está no tempo das vacas gordas, engane-se. Há bancos estrangeiros a operarem em Portugal. São a mesma coisa? Não digo que não. Mas só o facto de mudar afecta-os. E isso é bom para os consumidores.
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domingo, outubro 16, 2011
sexta-feira, outubro 14, 2011
Aula sobre o que é o Banco Central Europeu
MENINAS E MENINOS A AULA DE HOJE É SOBRE O
QUE É O BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.
E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.
ENTãO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS.
- Não, não pode.
PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.
ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.
AH PERCEBO, ENTãO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.
MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NãO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!
AGORA NãO PERCEBI!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.
MAS ISSO ASSIM É UM “NEGÓCIO DA CHINA” SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.
ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.
MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.
ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamosde corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.
ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.
MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.
MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá.
Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.
E ONDE O FORAM BUSCAR?
Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...
MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's,uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Cursos de Fotografia da LIGHTSHOT
A LIGHTSHOT sob a direcção de Luiz Carvalho, continua a promover no seu estúdio na LxFactory em Lisboa, workshops e cursos de fotografia e de fotojornalismo.
Aos fins-de-semana há workshops apara quem quer entrar na fotografia. São aulas descontraídas a pensar como actividades de fim de semana. Há sessões dentro do estúdio e no exterior. Muita prática enquadrada na teoria da fotografia e nas referências aos grandes mestres da fotografia.
Por trimestre há os cursos que decorrem em horário pós-laboral, 20-23 horas. Cursos com 3 fases, para quem quer aprofundar a fotografia ou aprender a profissão de fotojornalista. Clique na imagem e entre no site onde pode melhor se informar e escolher. Venha clicar com o Luiz Carvalho.
Aos fins-de-semana há workshops apara quem quer entrar na fotografia. São aulas descontraídas a pensar como actividades de fim de semana. Há sessões dentro do estúdio e no exterior. Muita prática enquadrada na teoria da fotografia e nas referências aos grandes mestres da fotografia.
Por trimestre há os cursos que decorrem em horário pós-laboral, 20-23 horas. Cursos com 3 fases, para quem quer aprofundar a fotografia ou aprender a profissão de fotojornalista. Clique na imagem e entre no site onde pode melhor se informar e escolher. Venha clicar com o Luiz Carvalho.
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