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sexta-feira, julho 04, 2008

Sócrates: o cordeiro que deu em animal feroz


"O socialista aliviava a tensão repetindo interiormente que não chegara até ali para se contrair diante dos desafios. Precavia-se contra a eventualidade de algumas daquelas raposas velhas decidir saltar as bancadas e abocanhar um cordeiro incauto".

quem conta é a biógrafa Eduarda Maio, a sub-directora da RDP que abraçou a tarefa de contar para a gente a vida e obra do primeiro-ministro. Ficamos a saber a páginas tantas que Sócrates podia ser já o Siza da Beira-Baixa mas que em matéria política era um cordeirinho que podia ser devorado por uma das raposas do PS. Acredito que podia ter acontecido, ai não que não podia !

O voto contra do PCP a favor dos terroristas

VIVA INGRID BETANCOURT, SARKOZY E CARLA BRUNI !
O PCP não aprende porque não há dinossauros reciclados e burro velho não tem emenda. O voto na AR contra os terroristas colombianos só não teve o voto favorável dos comunas que pela boca do seu Kim Jong-il veio justificar a aberração pelo facto de não se ter votado também contra o governo da Colômbia. A estratégia é velha e vem dos tempos do saudoso Cunhal. Continuam a dividir o Mundo em dois como se ainda existisse o muro da vergonha. Com comunas destes a classe operária bem pode ir morrer longe.

Empresa das águas mete água

A empresa de que Mário Lino foi presidente até há 3 anos está falida, mete água por todos os lados. O relatório do Tribunal de Contas foi devastador: investimentos no estrangeiro em total perda, proliferação de 60 empresas dependentes, gastos faraónicos com carros no valor de dois milhões e meio de euros, uma factura de combustível alarmante, prémios a funcionários sem a respectiva contrapartida produtiva...um fartar vilanagem.
Agora que a água transbordou o copo, a água vai aumentar para pagar o desperdício ou então: vão privatizar o bem público para pagar a gestão leviana e incompetente.
Quando se vem com a lenga-lenga de que os portugueses andaram a pedir ao banco para ir de férias, comprar apartamentos na Amadora e para andarem de carros cinzentos metalizados, deviam apontar o dedo a este Estado que gasta à tripa-forra como se o dinheiro fosse destes gestores do bloco central, que enriqueceram nos últimos anos, e criaram uma classe média-alta cheia de privilégios que não merecem porque não são fruto da produtividade que permitiram e da competência que deviam ter tido.

No Estado como nas empresas a chave do sucesso está nas chefias intermédias. Lembro-me de que quando era arquitecto na Ministério das Obras Públicas o problema estava nos chefes de divisão e nos directores e não no governo que estivesse. A verdade é que aqueles burocratas eram verdaeiros burrocratas. Hoje mantém-se esse estigma.
Os sargentos e cabos de esquadra acabam por alimentar a mediocridade, o deixa-andar, o amiguismo. As empresas públicas, e muitas privadas, depressa ganharam os vícios do aparelho de Estado: privilégios para os mandões, escassez de meios para a modernização. Uma empresa compra mais depressa carros para as chefias do que equipamento para trabalho, trocam de carro de quatro em quatro anos, mas mantêm computadores no activo com dez, sem memória, sem "suplesse" com monitores baços e queimados. E Windows eheheh!!!
Esta cultura do poder é anacrónica num país sem recursos e que precisava de instinto ganhador.
Mas quem julga que só no Estado e empresas públicas esta chaga existe que se desengane: quando toca a mordomias a raça portuguesa ( como diria Cavaco) é toda igual.

quinta-feira, julho 03, 2008

Mama do IMI dá mais 15 por cento às câmaras

As câmaras municipais ( cerca de trezentas mamadeiras) aumentaram em 15 por cento os seus orçamentos. Muito à custa desse imposto malvado inventado por outra malvada ministra das finanças, a actual libertária da oposição laranja.
Num país onde a classe média anda a trabalhar para o Estado gastador e parasitário, as autarquias que se notabilizam por exibir a mentalidade nova-rica de um país pelintra, enchem os seus cofres em mais 15 por cento. Engordam com betão, anarquia urbanística e estúpidas rotundas.
Os autarcas são uma das grandes chagas de Portugal. São os gastadores do pouco que temos e muito do nosso deficit deve-se precisamente aos gastos exagerados das autarquias e das suas dividas. Os autarcas são gastadores compulsivos, gastam o que não têm e pediam o que não podiam pagar.
Mamam usando o IMI no seu esplendor máximo de taxação (António Costa atirou-se logo à taxa máxima!) e até do IRS os fuínhas beneficiam ao máximo. Lembre-se que os autarcas podem abdicar de cobrar o IRS pelo máximo mas até agora só 1 em 300 se lembrou de o fazer.
O rei dos autarcas, o Fernadinho Ruas de Viseu, Restaurador Olex para os amigos, já veio vociferar contra o congelamento do IMI. O Rei do Cavaquistão está com medo que os seus associados não possam esbanjar o dinheiro suficiente em obras de faroós de pacotilha (o verdadeiro é Sócrates) e assim perderem o voto dos pacóvios que gostam de alcatifa nos passeios, mármore nas retretes e luz de néon nas fachadas das igrejas.

À nossa custa esta casta de políticos de freguesia anda em carros de 80 mil euros ( a presidente de Almada anda num 530D novinho com full-extras) vivem como se isto fosse uma República centro-africana.
O cancro da política portuguesa começa nas autarquias, de onde saem de resto os líderes nacionais que acabam reféns destes caceteiros. Há honrosas excepções de autarcas de qualidade mas por ironia acabam linchados pela perseguição e maledicência. Oeiras é um exemplo.

Centro Cultural Berardo (CCB) faz 1 ano

O Centro Cultural Berardo, vulgo CCB, fez 1 ano.
Sócrates abriu as portas ao comendador, transformou um centro cultural do Estado na sala de visitas de Berardo. Marimbou-se na programação cultural excelente que o CCB tinha e mandou calar António Mega Ferreira que ficou com o seu papel reduzido a mero gestor burocrático.
A exposição de arte moderna ( com peças muito boas e com peças desconchavadas, começando pela fotografia!) foi vista por 500 mil borlistas que aproveitaram para olhar para obras que se lhes passem ao lado noutro local achariam que eram desperdícios. E nunca pagariam 1 euro para verem caixas de detergente encavalitadas e assinadas como Arte!!!
Tudo o que é à borla o povo quer, começando nos brindes dos jornais (essa droga que o arquitecto Saraiva tão bem definiu) acabando nas entradas livres desde museus a salões de festas.

O Estado pôs-se de cócoras, aceitou condições que os estados não costumam aceitar, desprezou espólios valiosos (como o de Fernando Pessoa) enquanto dava gaz aos investimentos de Berardo.
A cereja no cimo do centro vai ser a construção do módulo que faltava e outro módulo que era o hotel sonhado por Santana e apadrinhado por Maria Cavaco, nos anos oitenta.
Vinte anos depois Cavaco vai sentir-se justiçado. Os socialistas que tanto criticaram o CCB acabam a obra do actual PR com o alto patrocínio do Comendador da Madeira. Não é que Berardo não seja figura simpática e com piada, além de um grande empreendedor. Mas esta bajulação a tudo que cheire a dinheiro privado para fins públicos começa a ser bastante desagradável.
Uma coisa é mecenato outra é mercenataria.

quarta-feira, julho 02, 2008

Sócrates a reboque do Manelismo-Leitismo

Está na cara: Sócrates recupera a ideia bacoca do Manelismo- Leitismo sobre os pobres e equiparados e começa a piscar à esquerda para virar para a praça da classe média. Agora é o IMI que vai baixar depois da dona do imposto, a carrasca ministra de Durão, ter vindo confessar já na qualidade de líder da oposição que tinha metido demasiado a unha com o imposto. Depois Sócrates está com a cassete de fazer crer aos patetas (não o Alegre) que votaram nele, que é com ele que o pais vai avançar em TGV e quando cair o vai fazer numa pista de um aeroporto construído no deserto. (hoje estou inspirado!!).
A entrevista à RTP foi atabalhoada. Judite tropeçou em José Alberto e Sócrates fez de Sousa, ou seja: quis mostrar o lado dele mais sensível, firme mas não arrogante, paternalista mas sem chegar às botas do Salazar ! Falta a Sócrates chorar um destes dias para ser mais Sampaio na hora da despedida. Entrevistas a dois é uma péssima ideia, quer em televisão quer em jornais. Uma entrevista é um acto cúmplice entre duas pessoas, cada uma em posições antagónicas, e é desse jogo, dessa dança,que pode sair, ou não, uma grande entrevista.
Judite é muito boa neste jogo, José Alberto é muito pior, talvez porque é uma pessoa muito cordata e conciliadora e o que lhe sobra em charme, falta-lhe por vezes em agressividade. Sócrates que é um animal mais de televisão do que da selva jogou bem com isso e quase pôs o director da RTP a pedir-lhe perdão.
Mas há uma coisa em que Sócrates tem razão e onde esteve muito bem: os projectos faraónicos foram aprovados pelo governo de Durão com Durona nas finanças e foram eles que assinaram protocolos ao pormenor. Agora vem dizer que não há dinheiro ?
É o discurso da tanga agora em versão de Avózinha forreta. Ela não dá nem deixa dar. E também é verdade que ela não tem propostas porque a sua competência (?) resume-se a contas de sumir.
Repito: depois de termos um prof de finanças em Belém dispensamos uma contabilista em S. Bento.
Voltando à entrevista: a Eduardo Maio tinha sido a escolha certa para entrevistadora.
" menino de ouro, diga-nos: há algum socialista melhor do que o senhor ?"- Claro que não !

terça-feira, julho 01, 2008

Quem tramou o processo Maddie?

Goncalo Amaral no primeiro dia do resto da sua vida na Praia do Alvor. Foto LC/Expresso

O processo Maddie vai ser arquivado e hoje foi o primeiro dia "em liberdade" do inspector Gonçalo Amaral, o homem que mais empenho terá posto para juntar as inúmeras e contraditórias peças deste caso hipermediático, e que decidiu meter a papelada para a reforma.
Depois de todo o alarido, fica ao cidadão comum uma sensação de qualquer coisa mal acabada e pior: muito mal começada.
A história tem todos os ingredientes para o guião de uma superprodução cinematográfica. Uma família bem parecida da classe média alta, que vem de férias em Maio com inúmeros amigos para uma zona discreta do Allgarve (!). Não se sabe porque estão assim tão juntos, porque decidiram vir de férias, qual era a verdadeira relação entre eles, para onde foram depois, quem são, o que fazem, onde vivem, o que pensam do caso, o que sentiram, porque se escondem. Um mistério. Depois toda a construção do caso é feito à volta da permanente auto-defesa do casal, ao ponto de ter sido nomeado para porta-voz um assessor que trabalhava para o gabinete do primeiro-ministro inglês.

Há falhas na investigação, tardia, porque à partida foi a tese do rapto que logo vingou e quando se avançou para a investigação criminal já era tarde para exames técnicos precisos, ouvir testemunhas que tinham desaparecido, algumas fundamentais.
Depois houve a demissão do inspector Gonçalo Amaral feita de uma forma autoritária e burocrática dando a entender uma evidente posição de força do director da PJ depois de criticas ao inspector por parte da imprensa inglesa. Ai houve uma evidente mudança no rumo das investigações até ao ponto morto: o arquivamento.
Ficamos todos com uma sensação de vazio, impotência e perplexidade. Um caso simples: o desaparecimento de uma criança num contexto bem definido com personagens definidas, acabou num caso complexo e...arquivado.
Mesmo face à lei portuguesa havia factos que poderiam, só por s,i incriminar os pais: o abandono das crianças no quarto é um acto de negligência grave. Qualquer comissão para a protecção de menores agiria, e age todos os dias, perante atitudes destas. Em Inglaterra é mesmo crime.
Parece que quem estava a fazer o trabalho não o acabou, mas há sempre um clique que pode fazer a história recomeçar do zero. A pobre Maddie não merecia este arquivamento.
Os pais decidiram entretanto ir de férias...

segunda-feira, junho 30, 2008

O menino de lata do PS

Eduarda Maio que fazia aquele programa " O juiz decidiu está decidido!" e alguns fóruns populistas da TSF rendeu-se aos encantos do poder socrático e lançou ufffffffff! um livro sobre o menino de ouro do PS. Já a tia Agustina tinha escrito o menino de ouro dedicado ao Sá Carneiro. Tudo bem. Cada um tem o direito a escrever sobre e quem quiser, e o facto do padrinho Dias Loureiro ter aparecido a apresentar a laudatória também se explica. Dias loureiro, Jorge Coelho, Ferro Rodrigues, são amigos e já têm laços familiares. O centrão começa nos negócios, contamina as famílias e acaba na política para voltar aos negócios. É o sistema.

Espero só que Eduarda Maio tenha entregue a sua carteira de jornalista e era bom que nunca mais a usasse. Ficava-lhe bem e o jornalismo agradecia.

PS: Parece que Eduarda Maio é sub-directora de informação da RDP. E eu é que sou burro ??? E a ERCS não se pronuncia agora? E a comissão da carteira ? E o sindicato ? E a oposição ?

domingo, junho 29, 2008

Hoje somos todos espanhóis

clique na foto
Vitória ibérica do Euro 2008. Grande jogo e grande tareia na Alemanha, pese embora que por pouco a Alemanha não marcava o golo do empate. Quem é bom prova-o sempre, e é no limite, na urgência da vitória, que os melhores são mesmo os melhores. O futebol aqui, como noutros aspectos, é uma grande lição de vida.

Jornal de Noticias multimédia

Muito interessante esta reportagem multimédia do JN. Os jornais estão mesmo a mudar.
Clique na foto para ver.

O Papa veste-se de Prada

O Santíssimo Papa e os seus sapatos Prada

ASPECTOS DA SEMANA PASSADA QUE PASSOU...

Houve tiros na barraca, em Portimão, onde Sócrates discursou, Cavaco foi a Roma e viu o Papa - que segundo a Reuters veste Prada- e o calor deixa o país ainda mais sequioso. Algumas notícias do fim de semana são surpreendentes (ainda bem assim o jornalismo vai sobreviver!).

Uma das gordas é o facto de Scolari ter sido apanhado na Operação Furacão. E " EU É QUE SOU BURRO?". Afinal parece que não é so o Vale e Azevedo que emigra para Inglaterra.

A semana que passou não deixou de ser trepidante.
Juízes levaram na cara em pleno barracão- tribunal (passámos dos palácios da justiça para os barracos) e Marinho Pinto veio mais uma vez fazer tremer os acomodados deste país com verdades.
O bastonário tem mais que razão. Os polícias comportam-se como meros funcionários públicos com horários de mangas de alpaca. De dia roçam-se pelas encardidas secretárias das esquadras (sentido literário), multam uns distraídos aqui e ali pelas redondezas das esquadras e às 5 ala que se faz tarde, regressam a casa ou vão fazer uns biscates. A crítica é mais que certeira. Incomoda ? Claro. os sindicatos não pressionam ? Ai não.

E não é verdade que a Vale e Azevedo não foi dado o cúmulo jurídico da segunda condenação?

E não é uma afronta ao Estado vinte e tal juízes entrarem em greve de zelo porque só fazem julgamentos em palácios de pedra e madeira de castanho ?

Em Portugal tornou-se moda chamar aos que incomodam "politicamente incorrectos, malucos ou narcisistas". A verdade é que estas mentiras repetidas acabam por funcionar como armas eficazes. E os medíocres sabem-no.

Mas o que me impressionou mais, e divertiu, foi um pastor de chapéu à cow-boy e óculos espelhados, nos sessentas, que foi acusado de perseguir uma mulher e acabou a bater na juíza. À saída do tribunal, falou para a s câmaras como uma vedeta e respondeu como um artista:" Se me meterem na cadeia estão-me a dar férias. Até agradeço. Bater na juíza ? Não me dou ao trabalho de bater numa mulher. Além disso sou maluco e até tenho diploma!".

quinta-feira, junho 26, 2008

Portugal ao rubro

A metereologia alerta: as temperaturas vão passar os 40 graus.
ASAE reforça inspecção aos sovacos sem desodorizante.

A Nova Vespa 300 GTS SUPER ! La bella máquina!

Marinho Pinto comenta o caso Vale e Azevedo

Leia AQUI

Judite pesca na Costa Vicentina

Os pescadores estão falidos mas a PJ dedica-se à pesca: capturou umas toneladas de haxixe na Costa Vicentina. Será que a Green Peace também vai dizer que é pescado em vias de extinção ?

Juízes sovados em pleno tribunal

NOTICIA DO DIA

Os juízes de Santa Maria da Feira entraram numa espécie de greve de zelo até vinte e tal de Setembro. Porque um juiz e mais dois levaram ontem uma tareia no fim da leitura de uma sentença. Os condenados agiram e voaram para cima da mesa dos juízes. Trolha da grande. A cena contada por um dos agredidos (ainda com a cara à banda)seria digna de uma boa telenovela. Uma família de drogaditos a bater na justiça. O cenário era mais frágil do que de uma novela. Era, não um daqueles palácios de justiça que Eanes gostava de inaugurar, mas um quartel de bombeiros, daqueles que Eanes também adorava inaugurar. Antes da moda das rotundas !!!

A Justiça e o estado dela em grande. O país que quer andar de TGV e que quer um aeroporto novo quando a sua empresa aérea acaba de dar só no primeiro semestre 20 milhões de contos (em moeda antiga) tem 28 juízes a julgarem num barracão. O edifício do tribunal tem 17 anos mas rachou por todo o lado. Era bom saber de quem é a responsabilidade: se do projectista (terá tirado o curso na UNI?) se do empreiteiro, se de quem.

Portanto: porrada na barra do tribunal. O sindicato dos juízes já está a usar o facto como argumento de classe, o que é natural. Só faltava mesmo agora o poder judicial cair desta forma. Vergonha.
Depois da classe dos professores ser sovada nas salas de aula, chegou a vez dos juízes.

PS: gostava de ver a cara de Vale e Azevedo, em Londres, a ler esta notícia ! eheheh!!

Os maus costumes portugueses


Um dos estigmas da nossa sociedade é o desprezo pelo conforto dos cidadãos. É um sintoma criado com a pobreza austera do Salazar e com o miserabilismo militante da esquerdalhada depois do 25 do quatro.
A barulheira animal que se faz nas Janelas Verdes ( e se fosse só ali...) e que o empata Fernandes despachou de forma burocrática, repete-se a toda a hora no nosso dia-a-dia. Exemplos corriqueiros: estaciono no parque de um hotel 5 estrelas de Cascais. Ando 10 minutos à procura do sítio para pagar. A gerência acha que toda a gente já lá foi e que se desenrasque. Vou ao Instituto de Emprego. Faz um calor sufocante o ar condicionado está desligado. Os utentes que se lixem ! Vou ao hospital Amadora- Sintra. Tem um relvado sem fim mas os utentes não têm sítio para estacionar. São pobres vêm a pé, se têm carro que o pendurem às costas.
Vai-se à Assembleia da República e não há local para estacionar, mesmo indo como jornalista. Mas os 3 pisos do parque subterrâneo estão ocupados por carros de deputados ( o que é justo) mas também ( e aqui é um escândalo) por funcionários da AR que estacionam de borla o mês todo. No parque do Largo do Município é a mesma balda: mais de metade dos lugares são para os burocratas da Câmara estacionarem de borla.

Se um vizinho quer aparar a relva ao sábado está à vontade, se outro quer serrar presunto na maior, se quer fritar peixe também. Aqui já não conta a ecologia.
A nossa educação está muitos furos abaixo da Europa. Em Bruxelas quem fizer descargas de autoclismo depois das 22 tem o polícia a bater-lhe à porta. Por cá sai-lhe o empata na rifa a promover o direito da cidadania copofónica.

quarta-feira, junho 25, 2008

Sá Fernandes pactua com algazarra nocturna


Cristina Francisco mora na Rua das janelas Verdes, em Lisboa, e foi hoje dizer ao empata Sá Fernandes, na Assembleia geral de Câmara, que não dorme há 1 ano por causa do barulho de 4 bares abertos que fazem barulho a noite toda na sua rua.
Pois bem: em vez de tomar uma atitude rápida e eficaz de forma a acabar com a bandalheira, o nosso empata bloquista respondeu com uma frase burocrática que " embora haja medições de ruído têm de ser feitas pelo menos 4 vezes para depois se agir". Ora como os tipos dos bares parece que são avisados calam-se no minuto de fazer o teste. Logo: fica tudo na mesma.
Mas o que me parece mesmo grave é ter de se fazer testes para se perceber e proibir bares abertos em zonas de habitação. Os bares deviam pura e simplesmente ser proibidos nas zonas de habitação e muito menos permitir-se a possibilidade de se fazer barulho e quebrar o sossego de quem paga casa, impostos municipais e diabo a quatro.

Esta mentalidade que se pode fazer barulho por tudo e por nada e aquela resposta que "até à meia-noite e ao fim-de-semana se pode estrilhar na maior" é mesmo típica de um povo que acha que não deve comer chouriços feitos pela tia Emengarda de Currais de Cima, nem fumar Partagas apertados à mão, mas que pode gritar que nem selvagens e não respeitar ninguém.

Os direitos mais elementares dos cidadãos são desprezados e não há quem os defenda. Há anos fui fotografar uma família que vivia no prédio do Frágil e tinha que levar com a bagunça até às 6 da manhã, fora os prolongamentos. Viveram anos naquele inferno.

O rendido aos encantos socialistas, o empata que tanto dinheirinho fez gastar aos contribuintes por birras de menino esquerdalho mimado, agora aluga praças para stands nocturnos de carros e pactua com a arruaça de bêbados e inúteis que em vez de dormirem para poderem ir trabalhar, destroem a paz e o sossego de quem paga IMI.
Que tal um buzinão por baixo do quarto do camarada ?

O dia em que conheci Zézé Camarinha


Estava eu com a Lili Caneças nos estúdios da TVI no programa do meu querido amigo Manuel Luis Goucha quando reparo que havia Zézé Camarinha na ementa. Olhei à volta procurando um machão de bigode e andar gingão e nada. Até que a Lili abre os braços e cai-lhe no colo um simpático homem, charmoso e bem apresentado. Era o Zézé Caminha agora na sua nova vida de escritor e empresário. Antes já contava histórias e trabalhava por conta própria, agora está estabilizado, fala de amor e pensa no futuro. Há figuras públicas que na vida real acabam por ser gente como as outras e revelarem um lado humano surpreendente. E aqueles que passam a vida a praticar esse desporto nacional que é o corte a fundo na casaca alheia deviam ter mais cuidadinho com a naifa.

terça-feira, junho 24, 2008

ASAE QUER PROIBIR CHARUTOS AVULSOS


Bom isto começa a entrar na paranóia ! A ASAE do Norte andou a chatear casas honestas, com séculos de bom nome, por venderem charutos avulsos. Não há país que eu conheça - e são muitos- onde não se vendam charutos avulsos.Nos restaurantes, nos hóteis e, sobretudo, nas casas especializadas em tabaco. Na América ou Libéria, em londres ou em Badajoz. Portanto os tipos da ASAE, comandados pelo governo e pelo basset Pinho estão loucos, viraram personagens persecutórias que perseguem tudo e todos.

Insisto: não está em causa a protecção dos consumidores, está em causa uma campanha monumental para estragar a vida aos cidadãos e transformar a ASAE numa polícia de costumes que dita regras e impõe condutas. A PIDE nunca foi tão longe. Até deixava fumar durante os interrogatórios e o inspector Rosa Casaco preferia o Partagas D4.
Espero que haja alguém, ou grupos de influência nesta nossa acomodada sociedade, que ponham cobro ao desvario da ASAE. Ou então o melhor é emigrarmos. Por mim ia para Londres.
Já e em força.