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quinta-feira, julho 17, 2008

Sócrates dá direitos iguais a homossexuais. Uff! Temos governo.


Os homossexuais vão passar a ter os mesmos direitos. Acho bem, só não percebo porque deve haver uma medida discriminatória positiva para este ou aquele grupo. Vivi anos acompanhado sem ser casado e nunca senti necessidade de ter um tratamento especial por isso. Não percebo o que tem a ver a orientação sexual com direitos. Mas Sócrates quando lhe cheira a modernice está sempre pronto a legislar. Já ontem o tinha escrito aqui. Se o carro é eléctrico é bom, se o tipo é gay deve ser protegido, se aquele é rico deve ser taxado, se fuma deve ser proibido...esta mentalidade fascistóide, no fundo os Salazaristas não andavam longe destes comportamentos só que em registos políticos antagónicos.
A pressão sobre o comportamento dos cidadãos por parte deste governo- os outros não andavam longe, verdade seja dita- é uma grande carga. Esperemos que qualquer dia não sejamos obrigados a pertencer a comunidades "especiais" para sermos considerados cidadãos de primeira.

Sócrates canta: Nuclear Não!!! Obrigadooo!


O governo gosta de estar sempre ao lado do politicamente correcto. Quer dizer: temos uma governação mais direitista que os assumidos neo-liberais mas quando estão em discussão temas fracturantes o camarada Sócrates gosta de dar uma de esquerda. Mas só quando isso não representa uma entrada imediata de mais uns milhões para a máquina trituradora dos impostos.
A negação sumária de que o governo não irá optar pelo nuclear está neste ponto. Barragens que destroem a paisagem, como o que vai acontecer à foz do Tua, parecem não afligir a mente certinha do engenheiro mas Nuclear não, obrigado!
O Nuclear exige uma discussão pública mas se for como as outras acabará tudo na grande confusão, como os portugueses gostam, para depois nada fazerem.
A Finlândia já está a fritar urânio (!) e a solução para a crise parece passar por esse tipo de energia que deixa mais resíduos tóxicos do que uma China a fogareiros durante gerações.
Há que fazer qualquer coisa. Não me parece que aqueles tontassos que fabricam carros a electricidade em pó venham resolver o impasse.

Ninguém diz isto: a maior fonte produtora de CO2 em Portugal são as nossas centrais termo eléctricas ( 60 por cento). Se passarmos a usar trotinetes eléctricas vamos ainda de precisar de muito fuel para produzir aquelas faíscas todas. Era bom fazerem as contas. E era bom sabermos o que vamos necessitar de petróleo para fabricar tudo o que nos rodeia que é derivado do petróleo. Até os queridos iPhones!!
A estupidez de se achar que a crise energética e ambiental se resolve com carros eléctricos é mais um mito urbano de que a esquerda e uns renegados direitistas gostam de apregoar. E porquê ? porque cheira a mais taxas para os cofres do Estado mamão. E vão fazendo moral. Deviam ter sido catequistas.

terça-feira, julho 15, 2008

Já chateia tanta crise

Uma das coisas que mais me irrita ao ver telejornais é que de dois em dois minutos vem a frase:" a crise também chegou a não sei onde"- e aparece mais um tuga a lamentar-se, a dizer que isto está mal, por aí fora. Andamos há 35 anos a falar em crise, e esta é sempre pior do que a anterior.
Os portugueses desataram a consumir à tripa forra desde os tempos do cavaquismo.
Acharam que iam poder viver no futuro sem mais exigência no trabalho, mais pontualidade, rigor e avanço técnico. Criámos uma geração de jovens mimados a viverem também eles acima daquilo que os pais lhes podem pagar e que eles jamais terão possibilidades por si de ter.

O Senhora Vítor Constâncio ( o Vitinho para os socialistas) lá veio com a sua predica de coruja de novo chatear com a crise, antes das férias. À mesma hora em que ele fazia o seu diagnóstico cinzento, milhares de portugueses enchiam a Praia de Carcavelos, e outras da linha, parecendo que Copacabana era ali. Contaminados pelos milhares de milhar de brasileiros que passaram a viver por cá mais parece que já adoptámos a cantilena e e manha dos brasucas: tá-se bem e vamos a banhos, a crise que se lixe.
Enquanto uns cantam a crise, o governo continua a não explicar o óbvio: o país está cheio de impostos, taxas, há uma classe média a pagar este regabofe total. Quando o ministro das finanças vem com a treta de ajudar os mais desfavorecidos a vencerem a crise já percebemos: a classe média vai ser sacada de novo com o pretexto da ecologia, do luxo ou qualquer outra manobra de diversão moralista, para render em taxa ou alcavala.
Quando percebemos os privilégios dos senhores juízes, a casta de barões que preenche os quadros superiores da Ordem do Advogados, quando se percebe o que pagamos em bairros sociais para se transformarem em far-west...a classe média tudo paga, tudo suporta.
A crise existe para quem paga, não para quem vive no baronato do Estado ou numa pobreza que começa nessa aberração que é o rendimento mínimo garantido, casas sociais à borla, subsídios de integração, desemprego falso e outros.
Com tantos a receberem e com tão poucos a pagar é natural que o crescimento seja aquela parcela ridícula que Vítor Constâncio prevê e o governo afinal " já estava à espera". Se estava porque não o veio antes dizer ?

segunda-feira, julho 14, 2008

A lei de Sócrates que põe bandidos na rua


O que aconteceu na Quinta da Fonte foi mais que grave. Percebemos que há ali interesses antagónicos de grupos rivais, gangs e concorrência. os subúrbios vivem na clandestinidade, sem controle da polícia e com o apoio de uma série de medidas sociais que permitem a um grupo vasto de indivíduos viverem à custa da comunidade, dos contribuintes, sem nada fazer, sem nada contribuírem. Ganharam um estatuto de impunidade e de totais regalias sociais. O rendimento minímo garantido tem este lado perverso: permite a muitos calões viverem em permanente reforma, com casas pagas, ensino, saúde e tratamento personalizado.
Hoje na SIC N Ferraz da Costa- uma personalidade nada simpática para mim- dizia uma grande verdade: que sentirão as famílias que vivem as maiores dificuldades em pagarem a prestação da sua casa, com o seu trabalho, perante isto ?
O presidente da Câmara de Loures meteu o rabinho entre as pernas e cedeu em tudo à chantagem, remetendo para mais tarde a resolução de um problema que vai acabara com casas de borla para o resto da vida. Entretanto os tipos que andaram aos tiros no meio da rua- numa filmagem pungente feita por um amador- foram devolvidos à liberdade. O presidente do sindicato dos senhores juízes António Cluny explicou muito bem o porquê desta permissividade: o célebre código penal revisto por este governo- e que analistas disseram ter sido feito de tal forma que facilita a vidinha aos acusados no Caso Casa Pia- diz lá que um tipo que apresentado a tribunal não aparente ter uma pena pelo delito em causa superior a 5 anos não pode ser preso preventivamente.
Claro que não são os juízes a fazerem as leis e a balda da justiça é por vezes e tão só a grande rebaldaria legislativa feita por este governo para poupar nos orçamentos das prisões e nas latrinas, já poucas, onde os presos defecam a raiva de uma vida atrás das grades ( com frases destas vou escrever um romance!!).
Portanto: meus caros podemos ver o nosso salário penhorado por uns trocos, podemos ser julgados no dia seguinte por termos insultado um casmurro da BT ( aconteceu de uma forma miserável a um familiar meu), a justiça funciona nesta terra contra o cidadão que prevarica, sem atenuantes para o facto de ele ser cumpridor, ir à missa, ser do Benfica e de ter uma bandeirola na janela. Mas para os malandros de caçadeira há sempre uma atenuante.
A esquerda tanto defendeu os pobrezinhos que agora estes disparam a céu aberto, ocupam casas, incendeiam quarteirões, sempre com termos de identidade e residência.
Como dizia ontem aqui, as sementes da violência germinam. E até João Soares que sempre lidou bem com a comunhão entre credos, raças e cores, dizia hoje que por cá não estamos longe do inferno dos subúrbios de Paris.

domingo, julho 13, 2008

Porrada nos subúrbios, chips nas matrículas

As sementes da violência espalhadas pelos arredores de Lisboa e Porto acabarão um dia por rebentar. O caso desta semana em Loures, onde população cigana se envolveu em pancada com outra de raça negra, é apenas um sinal. um aviso, do que aí poderá vir.
Com armas em "boas mãos", sem policiamento de proximidade, sem controle nos movimentos marginais, o Estado corre o risco de ser um destes dias confrontado com tumultos sem controle. Sabemos como o governo pouco ou nada tem feito para combater e controlar a violência. E se a polícia pode evitar pontualmente, o que se deve fazer é prevenir e a melhor maneira de o fazer é a integração social dos mais marginalizados.
Os governos, desde Guterres, têm achado que o melhor remédio para a inclusão é espalhar dinheiro, subsídios, rendimentos mínimos, casas de borla, tudo à borla. Existem milhares de famílias destas a viverem confortavelmente sem trabalharem à custa do rendimento de inserção, de subsídios de desemprego, de escolas, ATL`s, casas sociais...tudo sem ser pago com o mínimo de trabalho. São os novos pobres-ricos que vivem à custa do erário público em franco e escandaloso contraste com os reformados de miséria, os pensionistas, as viúvas deserdadas.
Na televisão um dos chefes de família que tinha invadido uma casa para a ocupar punha tudo naturalmente: bastava alguém chegar e pagar para tudo.
Numa reportagem que fiz há meses um destes "sortudos" estava indignado porque a segurança social queria que ele fosse viver para uma casa nova com 4 assoalhadas para poder alojar dignamente toda a família e ele recusava-se a abandonar onde vivia- um apartamento decente mas acanhado- porque lhe estavam a querer dar uma casa a 5 quilómetros dali !
Sabemos como é difícil gerir o bolo a repartir entre quem precisa mesmo e quem nada faz, mas que há por aqui um grande facilitismo ninguém duvida. Há pobres de luxo e pobres esquecidos porque não se enquadram em grupos reivindicativos e em etnias politicamente correctas. É uma verdade dura mas há que dizê-lo com toda a frontalidade.
Entretanto o ministro da administração interna parece não dar conta do recado mas o governo vai ajudá-lo: os carros vão passar a ter chips nas matrículas ! Este governo é genial. Está só preocupado com moderníces que possam controlar os contribuintes e de seguida atacar com mais um imposto ou taxa qualquer. Preparem-se: a seguir vem aí a taxa para quem andar de carro ao fim de semana, a certas horas. E quem tiver motores com mais de 4 cilindros...ou paga ou manda tirar dois. Taxar, taxar sempre. Como era deliciosa e naive a taxa sobre os isqueiros do Salazar!

O estado da Nação em slideshow

Uma edição inteligente, sensível e jornalística da minha colega da SIC Anabela Neves, sobre as minhas fotografias do estado da Nação, passada quinta na Assembleia.
Foi a primeira vez que colaborei neste conceito com a SIC, confesso que estava renitente ao princípio, reconheço agora que só falta às fotografias falarem ! Algumas falam mesmo. Assim vale a pena fazer multimédia.

fotografias de Luiz Carvalho

sábado, julho 12, 2008

Lisboa mais às moscas

Estão a entrar por dia em Lisboa menos 60mil carros mas essa falta não se faz sentir em aumento dos transportes públicos, logo: Lisboa está a ficar mais abandonada.
A minha teoria bate certo: conseguiram matar a cidade com todas as medidas restritivas, impostos, EMEL, multas, parques caros, moralismo com transportes públicos.
Quando se criam barreiras as pessoas escolhem outras paragens.
O problema é que estes políticos não aprendem. Não é Sr. Costa?

quinta-feira, julho 10, 2008

iPhone: PORTUGUESES CHEGUEI!!!

O Estado da Nação


Rangel caiu na cadeira como se tivesse levado um murro certeiro. E levou-o de Sócrates, ali no hemiciclo da Nação, no início do debate sobre o estado da dita. O novo líder da bancada laranja tem o mesmo apelido do Emídio, o Ranger, e que até é muito amigo de Sócrates, mas este terceiro líder PSD em 3 anos, caiu inanimado. Só faltava Gama de laço vir contar ao pé dele:" 3,2,1...perdeu!". Imagino Manuela Ferreira leite em casa a tratar do netinho e sem poder socorrer o KO monumental do seu avançado centro no parlamento.
Sócrates esteve hoje num daqueles dias de arrogância máxima para propaganda mais. Usou palavras como esquerda, afagou a classe média, distribuiu uns trocos aos pobres e anunciou essa coisa espantosa: vai tirar 100 milhões de euros aos lucros das petrolíferas, sem que tal faça baixar o preço dos combustíveis, e foi dizendo que essa taxa não vai fazer aumentar a gasosa. Não vai ? A ver vamos. Mesmo que assim seja, o que Sócrates faz é ficar com um terço do grande bolo que as Galps deste mundo ganham SÓ à custa do aumento. Portanto: todos ganham com o preço em alta do petróleo menos o consumidor que vai pagando. Para fazer política correcta o primeiro deseja que os contribuintes andem, ou a pé ou de transportes públicos. Quer dizer: Sócrates sonha com a Albânia do Ever Hocha, das bicicletas e dos carros pretos dos burocratas.
O cúmulo do discurso de Sócrates chegou com o insulto a Louçã. Sócrates usa a desonestidade intelectual e gincana das palavras para minimizar ou apagar algumas verdades que Louçã lhe lançou.Armaou-se em Diácono e pai tirano. Sócrates é bom em telenovela e sabe-o.
A moda agora é: quando alguém diz verdades com coragem é acusado de "pessoa sem credibilidade"- o mesmo que disseram os senhores juízes de Marinho Pinto (grande entrevista hoje a Judite de Sousa) quando este os atacou por achar inadmissível que órgãos de soberania possam fazer greve e serem sindicalizados. E hoje ficámos a saber do estatuto de excepção que a classe tem nas reformas, nos ordenados, nas mordomias.
O estado da Nação não foi debatido. O problema estrutural não foi analisado na AR, mas os partidos entretiveram-se numa bagunçada e num total desrespeito por aqueles que votaram e lhes deram um bom emprego. Aproveitem enquanto é tempo.

LURA

Para ouvir bem e dançar melhor.

terça-feira, julho 08, 2008

INSTANTE FATAL ultrapassa as 300 mil visitas

A SEDES do mal

Para Augusto S.S. a SEDES é quase uma associação de malfeitores. E só não atiça a ERCS contra ela porque não pode. Ainda por cima, e por todos os lados, o documento agora dado a público sobre o estado da Nação tem como orientador o ex-ministro Luis Campos e Cunha.
O relatório faz cócegas a Sócrates porque está lá escrito que o governo está já a fazer balanço para a campanha eleitoral. Cedeu na agitação social, nos impostos (?), esbanja em obras públicas, o ensino não cumpre critérios cientificos...fora o resto.
O governo reage através do ministro Augusto dizendo que a SEDES está a apoiar a oposição e que ela (SEDES) é que parece estar em campanha eleitoral.
Quando as coisas não são bajuladoras são más. Num directo da SIC-N vi um dos moderadores de um debate na mesma SEDES dizer que não está em causa o governo mas a conjuntura e que este governo foi o melhor dos últimos doze anos. Espanto!!! Não havia necessidade, oh doutor!!!

Carla Bruni afirma-se uma criança apesar dos quarenta anos e dos trinta amantes


O novo disco da italiana Carla Bruni chega esta quarta-feira à Internet. «Comme Si De Rien N'Etait» («Como Se Nada Tivesse Acontecido») vai estar disponível para audição a partir do site oficial da modelo tornada cantora, e agora primeira-dama de França.

O terceiro álbum de estúdio é, sem dúvida, o mais mediatizado de Bruni, surgindo apenas alguns meses após o casamento com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Por essa mesma razão, a temática e as letras de algumas canções estão a surpreender muita gente, que esperava uma versão bem mais comedida e conservadora, supostamente de acordo com o papel de primeira-dama.

«Sou uma criança, apesar dos meus quarenta anos, apesar dos meus trinta amantes», canta Carla Bruni em «Je suis Une Enfant», para em «Tu Es Ma Came» comparar o amor e a paixão (por Sarkozy, quem sabe?) à heroína afegã ou à cocaína colombiana.

O verso «tu és a minha droga, mais mortal que a heroína afegã, mais perigosa que a branca colombiana» mereceu mesmo um protesto do oficial do ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia./ Portugal Diário

A bagunçada da Federação de Futebol

A bagunçada aí está no futebol. Os dirigentes da Federação decidem ao molhe e fé em Deus, sobretudo se for para fazerem justiça, qualquer que ela seja, para tramarem Pinto da Costa e o vizinho Boavisteiro.
A trolha é de tal ordem que o governo já se mete, quer pôr ordem no esférico. É uma total vergonha e é a demonstração do ambiente medíocre, rasca e de interesses que movem o futebol. Numa altura em que ficámos mal no retrato do Euro, com as broncas do brasuca e a forma também atabalhoada em como se está a contratar o novo treinador...isto é um barril de pólvora!!!

Quem se ri é Vale e Azevedo em Londres. Hoje foi ouvido pelo tribunal e mandado para casa sem fiança e vai ter mais uma conversa daqui a dias com os juízes. De uma coisa pode ele estar seguro: em Inglaterra a justiça não enxovalha as pessoas. E não venham os justiceiros de cá depois dizer que em Inglaterra não há lei!

Manuela Ferreira Leite em Belém e apartes

foto LC/Expresso
Manuela Ferreira Leite foi hoje a Belém acompanhada por alguns dos novos (velhos) barões do PSD apresentar cumprimentos ao Presidente Cavaco Silva. Testemunhei o encontro com a minha câmara e verifiquei como o Presidente estava contente em receber a nova líder da oposição no Palácio. A cumplicidade política é quase total entre o Presidente e a líder laranja e as criticas às obras megalómanas de Sócrates embora feitas pelos dois durante a passada semana foram apenas coincidência. Os acompanhantes de Manuela Ferreira Leite davam ao encontro um tom passadista. Rui Machete é mesmo um laranja na reserva e como líder do PSD não se pode dizer que tenha sido um sucesso. António Borges é uma figura que não fica bem na fotografia. A sua ânsia de poder é cansativa, a gestão que fez dos timings demasiado óbvia, o mito do salvador que quis colar à imagem de banqueiro por conta de outrém, um fracasso. Não me parecem grandes personagens ao lado de quem devia avançar contra o PS pela frescura com credibilidade, pelas propostas políticas sólidas sem estar refém de lobbies de personalidades que têm um ego maior do que os interesses do país.
Também a presença do ex-ministro da Justiça de Santana Lopes, no fundo o que provocou a queda do homem de Gaia, estava ali a destoar.
Leite não irá longe com um elenco deste tipo e o que se sente é que já pode estar refém da entourage. Para compor o retrato só lá faltou Pacheco Pereira, mas não esperem pela demora!...

Talvez por isto, Manuela Ferreira Leite deixou entrar primeiro os actores secundários, depois deixou-os sair e só depois sorriu (Hélas, ela já sorri!) para não dizer nada. Lá dentro a conversa durou quase uma hora o que foi bom: pude falar com dois amigos meus da Presidência que muito prezo e que sempre me confirmam que a amizade e a cumplicidade intelectual estão muito acima da política. Quando se chega a este estado avançado sentimos que se atingiu a maturidade na vida.
É por ser permitido escrever estes apartes num blogue que eu gosto da blogosfera!

segunda-feira, julho 07, 2008

António Costa já cheira a queimado

Passados vinte anos sobre o incêndio do Chiado, Lisboa mantém a chaga do abandono no centro da cidade. Pode dizer-se que nada foi feito para atrair novos moradores e nada foi feito para manter os que ainda viviam na parte histórica.
O que os autarcas sucessivos de Lisboa têm feito é contribuir para que apeteça cada vez menos viver em Lisboa e que só um doido queira deixar os arredores para ir viver para uma cidade fantasma.O incêndio de ontem na Avenida da Liberdade só vem confirmar o que todos sabemos: Lisboa fechou há vinte anos e tirando algumas acções positivas de Santana, nada mais se fez a não ser politica.
Vivi 15 anos na Graça. Toda aquela zona só piorou desde que deixei de lá morar. Não por eu ter saído mas porque aumentaram os assaltos, os drogados, a prostituição, o esterco nas ruas, A Câmara fez ZERO neste tempo todo que passou.

Que fizeram os autarcas para atraírem moradores? Inventaram a EMEL para criar todo o tipo de dificuldades e custos para quem tem automóvel. As ruas estão esburacadas, sujas, escuras, perigosas. O estacionamento tem um preço proibitivo. O IMI é taxado pelo valor máximo. Há escolas e liceus que fecharam. À noite não se vê vivalma, excepto no Bairro Alto que se transformou numa festa permanente de bêbados, drogados, ladrões e paneleiros. Os assaltos são frequentes. Andar na baixa à noite é pior que andar no Bronx. Os transportes públicos são caros, lentos, atrasados, porcos. O serviço de táxis está ao nível do quinto mundo. Não há sossego em Lisboa, alei do ruído não é aplicada. Há quarteirões ao abandono entregues aos ratos. Os hospitais são velhos e obsoletos. Tirando os bairros de Campo de Ourique e Alvalade todos os outros não resistiram à erosão do tempo e são hoje dormitórios de reformados e velhos. Os radares de Carmona prevaleceram com Costa, uma espécie de mosquitos para chatear quem conduz em vez de prevenirem para os excessos onde na verdade há acidentes. O rosário podia desfiar-se.
O actual presidente Costa está preocupado com as grandes obras ribeirinhas mas despreza o estado dos jardins (alguns já são stands de automóveis), a limpeza, a segurança. Montou uns polícias numas motas eléctricas para o show-off mas o verdadeiro policiamento não existe a não ser para a multazinha mesquinha. Costa está-se nas tintas para a qualidade de vida na cidade, para os alarves que não deixam ninguém dormir, Costa quer satisfazer o ego do seu vereador do urbanismo que projectou uma das maiores enormidades à beira do rio, o hotel a ser acabado frente ao CCB e que até agora não houve uma alma a dizer mal daquilo, porque é de esquerda e a esquerda tem o beneplácito da asneira na imprensa portuguesa.

Portanto: deixem arder Lisboa. E já agora ponham portagens à entrada para nós deixarmos de vez de ir a uma cidade decrepita, destruída pelos caprichos da esquerda.

Toyota com painéis solares

Os Toyotas vão passar a ter painéis solares no tejadilho para alimentarem os ar condicionado e o micro-ondas (!). Há uns anos o arquitecto Saraiva dizia numa reunião de editores que era inevitável aproveitar os tejadilhos dos carros para se produzir energia. Na altura achei aquilo um pouco à frente...

Agora a história que ninguém quer contar é que o Prius da Toyota polui mais através da produção das baterias do que uma vida inteira a combustível tradicional. O fabrico das baterias é feito de um produto altamente tóxico, que só se encontra num deserto inóspito no Canadá (cito de cor) e depois o carro dá 2 voltas ao mundo para ser montado e vendido ( acresce pois o que isso representa em poluição dos carregueiros).
Portanto vamos ter carros politicamente correctos a pilhas, que não poluem na rua mas já deram cabo do ambiente na altura da construção.
Que saudades vamos ter da gasolina !!!

O polícia que não esquece Maddie

Gonçalo Amaral, terça-feira passada na Praia do Alvor. Foto LC/Expresso

Os dedos estão amarelos pelo uso do cigarro atrás de cigarro. Quando chego ao seu encontro mal o reconheço. O corte do bigode à Saddam mudou-lhe a face e sem aqueles óculos espelhados panorâmicos como um pára-brisas ainda menos se reconhece.
Está calor e o encontro numa cervejaria de Portimão ajuda a refrescar o ambiente. Está um dia sufocante e aquele homem que protagonizara o filme real do drama real, que foi o desaparecimento da pequena Maddie, estava agora ali sentado, sózinho, no dia que era o primeiro do resto da sua vida: Gonçalo Amaral era a partir daquela manhã um polícia na reforma, por sua vontade, embora tenha apenas 49 anos.
Na véspera pôs um boné que um seu mestre lhe oferecera, e que nunca usara, e como era o último dia de acção encerrou uma truculenta carreira de inspector da Judiciária apanhando dois mil e quinhentos quilos de haxixe a bordo de uma traineira. O último golo. Uma façanha de pequena grandeza profissional, comparada com a responsabilidade anterior como coordenador e líder de equipas que trabalharam nos casos Joana e Maddie.

Gonçalo está nervoso, vê-se na voz e num riso para dentro que disfarça. Há muito que este personagem me despertava a curiosidade, por isso fiquei entusiasmado em o ir fotografar para o Expresso, esta semana no Algarve. É uma figura de filme.
Lera sobre Gonçalo descrições incríveis sobre a sua personalidade e pelo estilo muito pessoal em campo, na investigação. Percebi logo que era um anti-burocrata, alguém que usava o instinto, a emoção, a inteligência na investigação. Também se percebia que era invejado e só não o derrubariam se não pudessem. Puderam e tramaram-no.
Para um profissional empenhado ver a carreira manchada por calúnias, depois de uma demissão primeiro conhecida pelos jornais, sem explicações da hierarquia, sem respeito. Perdemos a dignidade e o sentido da honra. O inspector não resistiu e demitiu-se da Judiciária, a polícia que era a sua vida. Escreveu ao director da PJ que gostava de Mozart a dizer-lhe que tinha direito à sua honra. Nunca teve resposta e o próprio director acabou despedido no meio da confusão.
Sacrificou conforto, família, para ter uma recompensa em forma de desprezo.
Ao ouvi-lo em off percebe-se que muito há a saber ainda do caso Maddie. Que houve procedimentos que ficaram por esclarecer, testemunhas por ouvir, pormenores por esclarecer. Houve uma pressão insuportável do poder político, da imprensa, da opinião pública.
Há factos que são factos e que por si não se podem provar, mas há factos que só por si exigiriam medidas jurídicas concretas. Porque nunca se avançou contra o casal pelo facto de ter havido óbvia negligência ? É um dos mistérios.
Quando lhe sugiro para o fotografar na Praia da Luz, a mulher que tinha entretanto chegado, diz-me: "Não lhe peça isso! Pelo que conheço do Gonçalo ele nunca mais na vida vai querer ir à Praia da Luz!".
Por troca Gonçalo aceita ser fotografado na Praia do Alvor, o local onde termina o livro que sairá logo que o segredo de justiça seja levantado, e onde passou largas horas a jantar e almoçar num restaurante local de peixe, com os seus colegas polícias ingleses.
Digo-lhe que passeie na praia e me esqueça. Vou fotografando atrás dele, mais parece um leão enjaulado na sua própria liberdade, quando lhe peço para se pôr junto à água hesita:"Nunca se sabe se esta zona é pantanosa!"- e avança pisando antes o terreno com rara prudência.
Depois convida para umas sardinhas, que ele próprio acaba de assar e retira do grelhador. Passados uns minutos de franca descontracção parte já o Sol começa a caír. Tem de ir buscar as filhas. A mais pequena tem uma idade muito próxima à de Maddie.
Abraça a mulher, põe os já emblemátcos óculos de Sol espelhados, arranca rumo ao futuro.

Gonçalo Amaral reformou-se.
Tudo me leva a acreditar que, mesmo resistindo a si próprio, Gonçalo Amaral vai voltar um dia ao local do crime.

PS: Goncalo Amaral reformou-se aos 49 anos e começou a trabalhar aos 14.

BAIXA DE LISBOA A ARDER


Começou há cerca de 3 horas um incêndio num prédio devoluto da Av. da Liberdade em Lisboa. As chamas já se alastraram entretanto para outros edificios e as chamas estão longe de estarem controladas.
As televisões estão a dar em directo, o presidente António Costa preferiu não falar e deixar falar um bombeiro.

Dou esta notícia no Fatal pois os jornais online estão a dormir. Não há esta noticia na net. Não é espantoso ?

domingo, julho 06, 2008

Paulinho das feiras em procissão alentejana

Perguntou onde ficava S. Gregório, mas em Arraiolos não lhe souberam dizer. Paulo Portas acabou por descobrir a festa de S.Gregório a 7 quilómetros da vila alentejana. Havia festa na aldeia, na minha aldeia, e Paulo Portas apareceu discretamente entre os fiéis da procissão de ontem ao fim da tarde. A freguesia de S. Gregório agrega o Carrascal -a minha aldeola alentejana onde estava. Só que não fui à procissão. Troquei a fé por questões tão profanas como ter de lavar uma piscina que se tinha transformado num tanque de esterco.
Fiquei irritado por não ter encontrado Portas. Teria dado uma boa foto. Mas a notícia aqui fica, logo assoprada por uma vizinha e confirmada por outra. (jornalismo de investigação ehehehe!!!)

S. Gregório é uma das freguesias mais comunistas de Portugal, um conjunto de casas tradicionais com uma igreja maravilhosa. A festa acabou há pouco, embora o frio esteja de cortar nesta noite de Julho.Mas a música pimba aquece.
Depois das feiras, Portas aposta nas procissões. Chegou discreto, acompanhado por um reduzido staff e dispensou a imprensa. Estas acções sem jornalistas ganham muito mais força, principalmente quando se sabem depois. Grande comunicador este Portas!