Os números oficiais divulgados ontem sobre a segurança em Portugal são aterradores. Aumentaram de forma exponencial e cresceram em violência, organização e crueldade. Aqueles números do terror público deveriam ser agora trabalhados por sociólogos e permitirem assim um melhor retrato colectivo do país que somos e, porventura, naquilo em que nos vamos ainda tornar: numa sociedade frágil, inquieta, imprevista. Mais do já somos.
Por muito que o governo diga que arregimentou mais polícias, que vai ler digitalmente as matrículas dos carros com uns chipes incorporados como usam os nossos cães, por muito que a polícia faça de salteador de estrada, mandando parar automobilistas pacatos, a caminho dos poucos empregos existentes, em ratoeiras em forma de rotundas, o panorama da segurança está explosivo.
Claro que a violência social não se combate a montante mas a jusante, e não pode haver um polícia em cada esquina (embora já os haja em cada rotunda!). E, usando a teoria da esquerda, o melhor remédio é sempre a prevenção, mas quando caminhamos para uma taxa de desemprego acima dos 10 por cento, quando a maioria desses desempregados são imigrantes desesperados, quando as franjas urbanas cresceram desajustadamente, mais do que nos anos sessenta com os bairros de barracas, quando a justiça é impune, incompetente e gerida por leis cada vez mais permissivas...aí temos o vulcão social.
E só falamos da violência criminal porque a social já vem a caminho. Já se ouvem ao longe os tambores.
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sexta-feira, março 27, 2009
quinta-feira, março 20, 2008
Video do You tube retirado onde havia violência escolar
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