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domingo, maio 16, 2010

A professora da Playboy metida nas Alhadas de Mirandela

Bruna Real, a posta mirandesa em novo ícone.

Em Mirandela havia as alheiras. Depois o metro. As rotundas no entretanto. Finalmente SEXO! A Câmara de Mirandela decidiu correr das aulas uma professora que deu o corpo ao manifesto em 8 longas e lânguidas páginas da Playboy em versão playboi, isto é: portuguese version.

Bruna Real * a pobre da professora de música, foi suspensa por ter criado "alarido social", segundo o Presidente da edilidade transmontana, o que nem é verdade. O que foi criado foi um verdadeiro alarido sexual promovido por umas falsas virgens, uns pais do tempo da avó e uns putos em idade do armário useiros e veseiros em usar as mãos nos bolsos. Nada de grave, nem nada que não se tenha visto já.

O meu filho de 8 anos é, infelizmente, muito mais violentado todos os dias à hora do jantar com imagens obscenas e violentas nos telejornais, em promos de canais generalistas e até já no Panda um pai não fica descansado! Portanto: uma jovem professora, boa profissional (nas palavras cínicas do Presidente da Câmara, de quem aliás é amiga, segundo ele) e que tem queda para a pose artística, não pode ser prejudicada enquanto mestrina, e tratada como se se tratasse de uma puta de estrada.

A Playboy, mesmo em versão portuga, não me parece que seja matéria e material disponível para venda a menores, e também não se impõe, nem é impingida, a quem não a procura.

Se os putos têm acesso à revista é culpa dos pais, se já têm mais de 16 anos sorte a deles poderem receber lições de quem "transa" o corpo numa "nice" e ainda por cima tem o valor acrescentado de ser uma excelente professora. Tudo isto em forma de música. E se Bruna é um regalo para os olhos, pode dizer-se que é música para os ouvidos. Talvez por isso o Presidente de Mirandela emprenhe tão bem pelos ouvidos. Com todo o respeito.

Este caso, que tem sido pouco destacado na imprensa, talvez porque a luz de Sua Santidade ainda esteja a iluminar o desktop de muitas redacções, é verdadeiramente um caso de ataque pessoal e de uma ilegítima usurpação da liberdade constitucional.

Ninguém
pode ser prejudicado profissionalmente por ser giro, ter pose sensual e assumir a sua sexualidade, fora das horas de serviço e longe do local do ganha-pão.

Ao exilar para o arquivo municipal a professora-modelo, a Câmara de Mirandela está a cometer uma injustiça odiosa. Está a transformar o arquivo num ghetto sexual, numa casa de correcção, onde entram pecadoras e boazonas que devem estar longe dos olhares gulosas.

Bruna Real pode ser consumida nas duas dimensões da Playboy mas se a quiserem ver a três dimensões os mirandeses têm de ver a posta no arquivo!

E como a professora tem um contrato anual a sua chefe disse à Antena 1 que para o ano não haveria renovação do contrato.

Isto não é uma Câmara é uma fábrica de enchidos. Alhadas e alheiras de Mirandela. Tomem juízo e devolvam a jovem professora- digna aos seus alunos. Para bem da justiça e para um ensino sexlex.

* Lembram-se daquela actor brasieiro a dizer: "Hummm! A Bruuna !!!"