Amanhã a AR estará agitada por causa da aprovação que permitirá o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Volto a afirmar que sou absolutamente contra o casamento gay mas completamente a favor pelo reconhecimento dos direitos civis vários em uniões entre duas pessoas do mesmo sexo. O Estado não tem que se meter em questões de sexo entre cidadãos e o casamento é um contrato e não tem nada a ver com sentimentos. Para amar nunca foi preciso casar, bem pelo contrário.
Portanto, o que está em causa não é o não reconhecimento de direitos, o que está em causa é que nem tudo cabe no mesmo saco, nem ser diferente é por si um direito para aceder a determinados estatutos. Não me parece que por se ser lésbica isso dê direito automático a ser sócia do sindicato dos camionistas::))
Países avançados democraticamente não optaram pela permissividade do casamento gay mas garantem todos os direitos aos casais homossexuais.
Sócrates quis anular a onda bloquista e deu um passo mais longo do que a perna.
Esta lei vai virar muita gente contra os homossexuais o que é lamentável. Há na opinião pública uma onda de ironia, anedotas e crispação contra a lei, o que só prejudica a aceitação do homossexualismo. Basta andar na rua e ouvir.
Os homossexuais que sempre tiveram o sentido da transgressão, da independência, da coragem e da intimidade, acabaram por ser os arautos de uma lei burguesa e que põe o Estado a meter-se onde não é chamado. Mas Sócrates prometeu, Sócrates cumpriu. Haja uma vez.