A foto de hoje no i de Filipe Casaca é excelente, do bom fotojornalismo que queremos. Mostra o arguido Oliveira e Costa a sair da ramona. O seu relógio marca 9h20 em ponto e um livro com um título irónico tenta tapar-lhe a cara, em vão. "Um novo mundo"- como se fosse uma legenda de uma história ainda sem final.
O homem que no tempo do cavaquismo atacou os contribuentes com medidas duras e que mais tarde se transformou num dos maiores banqueiros da praça, regressa agora ao lar-doce-lar depois de uma permanência nos simpáticos calabouços da Judiciária- uma espécie de hotel para prisioneiros de classe.
Oliveira e Costa deu brado na comissão de inquérito da AR, granjeou a simpatia de deputados, levou até o deputados bloquista a mostrar alguma simpatia, tramou o seu ex-amigo e "companero" Dias Loureiro e na hora do regresso a casa, usando uma pulseira electrónica à prova de evasão (não fiscal!), voltou ao personagem anterior de envergonhado.
Vestia uma camisa vistosa, às riscas, daquelas que os ricos gostam de exibir, calça clara como se fosse a uma festa da noite algarvia, mas agora a expressão já não era a do pobre velho que estava na AR para ajudar a verdade, entre risos e piadolas mastigadas com sandes.
Um rico da sua categoria poderia ter sido despejado num condomínio de alto luxo, rodeado de campos de golfe e gorilas amestrados, mas foi para a sua residência, um apartamento numa avenida da classe média alta de há 50 anos atrás, em Lisboa. O que remete para Madoff: também este Midas vivia numas casas boas mas demasiado modestas para os montantes que recebia e deixou de dar. Muito curioso este lado um pouco austero de génios que fizeram em certo tempo uma engenharia financeira mais difícil do que a construção de uma torre de babel.
O dinheiro, afinal, não é tudo.
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sexta-feira, julho 24, 2009
terça-feira, julho 21, 2009
Pulseira electrónica estilosa

Há de vários estilos, gostos e preços. Algumas são belas peças de design com assinatura, outras vieram da loja do chinês, outras passaram de padrinho para afilhado.
As pulseiras electrónicas estão a ser um "must" nesta temporada Primevera/Verão.
Os juízes descobriram este "gadjet" para presos muito amantes de liberdade e o Estado Social empatou uns euros, nada de relevante, comparado com o orçamento destinado a alimentar malandros na prisão para se ver livre de dependentes.
Com a pulseira o preso vai para casa e a família que o sustente e que tome conta dele. É o princípio do utilizador-devedor.
Oliveira e Costa vai agora regressar ao Lar Doce Lar sem deixar de exibir a sua pulseira de estilo italiano, numa combinação generosa de tolerância democrática e sede de mais justiça.
Para os derrotistas para quem tudo está mal em Portugal, esta nova vida de Oliveira e Costa vem provar que a Justiça funciona, o simplex na Justiça está a bombar, que o ministro Costa é um must em competência, e que o BPN vai ficar para a História como uma instituição em movimento perpétuo. Grandes homens que ergueram grandes bancos!!!
Enquanto Arlindo de Carvalho, esse Cavaquista que nos andou a tratar da saúde, é impedido de falar à saída do tribunal pela firmeza do seu advogado Dr. Nabais, mas que mostra uma calma tão sólida como a amnésia de outro "companero" o também cavaquista Doutor Loureiro, enquanto a justiça se mexe, Oliveira e Costa (o secretário de estado Cavaquista que flagelava o contribuinte) reencontra a paz doméstica.
Tudo está mal quando acaba em bem !!!
quarta-feira, maio 27, 2009
Costa casca em Dias, confirma Marta
Quando saiu do carro celular cambaleou a subir as escadas do Parlamento, apoiou-se nos guardas e deu sinais de fragilidade física. Mas passadas oito horas a desabafar e a dizer o que lhe saiu espontâneo e com convicção, parecia fresco que nem uma alface. Ainda teve calma para responder aos jornalistas, embora o não pudesse fazer como preso, gracejou sobre as "belezas" ali presentes e não se mostrou vingativo. Ainda se intitulou de "velhote" a poder ajudar o país.
Oliveira e Costa é inteligente, tem talento e a experiência que tem da política e do Parlamento também o deve ter ajudado. Raposa velha, astuto, rápido, ágil e seguro. Embora muito atento.
Parece um tipo apagado, tímido. Mas quando se solta ganha humanidade e credibilidade. Claro que os milhões desaparecidos não se sabe para onde foram, mas percebe-se que há enredos que envolvem outros sócios e Dias Loureiro.
Perante o descrédito de Dias Loureiro, Cavaco fica sem saída: ou anuncia publicamente que lhe retira confiança ou o conselheiro de Estado abdica se quiser.
Isto vai aquecer e ofuscar as eleições.
terça-feira, maio 26, 2009
Oliveira e Costa faz queixinhas aos sôtores
No país dos enredos, hoje há mais um: o episódio da novela BPN com Oliveira e Costa à frente de um grande elenco. O BPN e o BPP são os casos mais exemplares da vida política e económica desta década decadente do Portugal neo-liberal. Dois casos que levaram na enxurrada da ganância, a poupança de uns desgraçados que acreditaram naqueles gestores exemplares, e que pensaram poderem viver uma vida à custa do lucro rápido e fácil, sem risco com juros altos. Uma utopia capitalista, ainda mais lunar do que a socialista.
Hoje um dos cabecilhas desse projecto financeiro, um ex-cavaquista e um verdadeiro torcionário dos contribuintes, quando foi secretário de estado do tesouro(?), vai à AR por sua conta, boa-vontade e risco, com cartas na manga, para pressionar os seus ex-compagnons de casino a darem-lhe uma boquinha, senão ele vai contar aos sôtores.
A nossa sociedade passou a viver de chantagem, ameaças e escandaleiras.
Com gente desta ainda esperam que Portugal venha a ser um país decente.
Hoje um dos cabecilhas desse projecto financeiro, um ex-cavaquista e um verdadeiro torcionário dos contribuintes, quando foi secretário de estado do tesouro(?), vai à AR por sua conta, boa-vontade e risco, com cartas na manga, para pressionar os seus ex-compagnons de casino a darem-lhe uma boquinha, senão ele vai contar aos sôtores.
A nossa sociedade passou a viver de chantagem, ameaças e escandaleiras.
Com gente desta ainda esperam que Portugal venha a ser um país decente.
terça-feira, janeiro 13, 2009
Oliveira e Costa entrou mudo saiu calado
Não foi uma entrada na AR à la Pedroso mas foi uma entrada muda para uma saída calada. Os senhores deputados queriam uma sessão no género de "Conta-me como foi" mas o homem que montou a máquina do IRS em Portugal, aquele que foi um dos braços armados de Cavaco nos anos noventa, na caça ao contribuinte, limitou-se a estar calado que nem um rato de cofre-forte!
Como arguido ele argumenta que não pode falar enquanto os deputados pareciam gritar:" Despe... aliás: conta, conta!!!!". A ideia de Maria de Belém, uma tontísse pegada, foi reduzida ao silêncio, um fracasso político. Queriam circo, levaram com tampa. O homem não é parvo, embora já tenha estado em dias melhores de esperteza.
O PSD já veio defender o silêncio do Ceaucescu da nossa banca privada. Só faltou Oliveira e Costa ter dito que o BPN nunca existiu, aquela sede nunca existiu, foi tudo fantasia de uns rapazes gulosos e ambiciosos que queriam transformar umas migalhas em colossais fortunas, ajudados pela comunicação social, uns rapazes de imaginação fértil, manobrados por mentes doentes.
Onde já ouvimos isto?
Como arguido ele argumenta que não pode falar enquanto os deputados pareciam gritar:" Despe... aliás: conta, conta!!!!". A ideia de Maria de Belém, uma tontísse pegada, foi reduzida ao silêncio, um fracasso político. Queriam circo, levaram com tampa. O homem não é parvo, embora já tenha estado em dias melhores de esperteza.
O PSD já veio defender o silêncio do Ceaucescu da nossa banca privada. Só faltou Oliveira e Costa ter dito que o BPN nunca existiu, aquela sede nunca existiu, foi tudo fantasia de uns rapazes gulosos e ambiciosos que queriam transformar umas migalhas em colossais fortunas, ajudados pela comunicação social, uns rapazes de imaginação fértil, manobrados por mentes doentes.
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