
As maiores empresas têm por vezes atitudes incompreensíveis para com os clientes. Não estou a pensar naquelas empresas do antigamente, sem regras de conduta, sem códigos de ética. Falo da FNAC, uma empresa que nós intelectuais portugueses ( desculpem lá a pretensão!) nos habituámos a admirar nas idas a Paris e que nos deixou confortáveis quando chegou a Portugal. Pois bem, o serviço de atendimento da FNAC tem vindo a perder qualidade. É verdade que há caixas simpáticas e um tipo de empregados com uma cultura acima da média, mas no melhor pano cai a nódoa.
Há meses tive uma discussão a viva voz numa das lojas FNAC quando um segurança impediu o meu filho de 6 anos de experimentar uma Playstation 3 que estava lá para ser experimentada e que ele já tinha usado noutras vezes. Ao perguntar porque não podia o puto experimentar, e porque punha a FNAC seguranças a dialogar com os clientes, ninguém me respondeu. Mandei chamar o gerente e não estava. Depois de uns berros, apareceu o gerente, as desculpas esfarrapadas " não podia experimentar porque não havia empregado..". Uma cena digna de uma loja de bairro daquelas de patrão antipático.
Foi uma cena que me deixou muito indignado e espantado: como pode uma loja daquelas estar preocupada com a demonstração do que vende, já que é por aí que também se conquistam os clientes.
Hoje outro familiar meu, ao comprar uns bilhetes para um concerto, queriam que ele os assinasse, como se para se comprar bilhetes se tivesse de mostrar o BI ! Na FNAC ninguém lhe explicava porquê, mas diziam-lhe: " tem de assinar!".
As empresas estão a seguir o governo e as instituições oficiais em arrogância. O cliente já é um serventuário de quem vende. Tem de se sujeitar a regras estapafúrdias, a caprichos, a burocracias de tipos varridos da cabeça.
Assinar bilhetes na bilheteira ?
A FNAC é a ASAE parte 2 ?
A cena acabou com uma queixa no livro de reclamações e com os bilhetes a serem comprados sem assinatura nenhuma. Óbvio!.. Mas foram 40 minutos a serrar presunto com uma loja que só tinha de servir com dignidade e eficácia os clientes. Mais nada.