A Beira-Alta parece saber homenagear os seus filhos mais carismáticos. Foi em Santa Comba Dão no passado 25 de Abril a homenagem do edil local a Salazar, foi hoje a homenagem do edil de Aguiar da beira a Dias Loureiro. Estas homenagens nestas terras tocam o meu sentimento beirão. Sou dali perto, ou melhor os meus pais são de Sarzeda, a escassos quilómetros destes recentes altares de culto personificado. Ainda corro o risco de me homenagearem um dia, embora festas e condecorações não sejam muito atribuídas a fotógrafos. Veja-se a quantidade de artistas que já foram condecorados nos 10 de Junho pelos diferentes presidentes e nenhuma comenda calhou a algum fotógrafo. Só Eanes condecorou Gageiro e teria sido uma justíssima homenagem de Cavaco, se este ano tivesse condecorado esse fotógrafo ímpar que tão bem soube retratar Portugal, Gageiro ou Gerard Castello Lopes.
Mas, dizia eu, que a homenagem que hoje foi feita a Dias Loureiro na sua santa terrinha não deixou de ser um filme de comédia, pelo menos na forma como a vi na SIC. Há um bom plano de televisão: agência do BPN, panorâmica para a esquerda, entra Dias Loureiro em campo, segue-se um passeio entre ele e uma aparente jovem jornalista de micro na mão, numa sequência de racords, como se fosse uma curta sobre o passeio de um ex-conselheiro á sua terrinha acompanhado por uma jornalista gira!
Percebe-se que Aguiar da Beira tem um auditório bestial (como qualquer vila que se preze em gastar bem o dinheiro do contribuinte) e que as autoridades locais são uns patuscos. O homenageado parece estar com pressa e no fim tem direito a tempo de antena, dizendo daquelas frases que já não resultam e que ainda enterram mais quem as profere. Dizer que aprendeu mais na terra do que na escola, que aprendeu os valores da lealdade, da seriedade, da amizade, blá, blá, todos nós aprendemos e cada um os aplica mais ou menos. Portanto aquele tempo de antena não fica bem ao empresário que não quer voltar à política e que diz não haver nela gratidão. Pois não...é a vida!
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quarta-feira, junho 10, 2009
quarta-feira, junho 03, 2009
A explicação para as boas acções de Cavaco.
Percebi, penso que bem, porque ficou tão irritado Cavaco Silva com a notícia dada pelo Expresso no último sábado sobre o facto de ele ter comprado e vendido acções da Sociedade Lusa de Negócios (e não do BPN, não é a mesma coisa) antes de ser PR, estando fora portanto da actividade política.
Cavaco Silva, ou a Presidência, nunca responderam directamente. Isto é:
uma coisa é comprar acções de uma empresa como qualquer um de nós o pode fazer através do seu gestor de conta. Outra é comprar acções, como eram as da SLN, que só se podiam realizar através de convite. Ora, isto também não tem nada de ilegal, só que do ponto de vista político isso tem uma importância enorme.
Se nos lembramos que Oliveira e Costa e Dias Loureiro eram amigos de Cavaco, e que estiveram no governo de Cavaco Silva, e que Dias Loureiro foi o que foi até há poucos dias, essa participação accionista acaba por ser penalizadora politicamente.
Como sabemos, nem tudo o que é legal é ético. E nem tudo o que o que um cidadão pode praticar se aplica à prática de um político. Em política o que parece é.
O que o Presidente devia ter dito, quando em Novembro fez aquele esclarecimento, é que tinha também tido acções da SLN, o que é diferente de ter acções de outras empresas cotadas e abertas em bolsa. É um pormenor, dirão, mas é uma omissão politicamente penalizadora para o Presidente.
O mais que podemos desejar todos é que ao menos na cúpula do Estado possamos estar tranquilos, sem enredos nem confusões.
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Cavaco Silva, ou a Presidência, nunca responderam directamente. Isto é:
uma coisa é comprar acções de uma empresa como qualquer um de nós o pode fazer através do seu gestor de conta. Outra é comprar acções, como eram as da SLN, que só se podiam realizar através de convite. Ora, isto também não tem nada de ilegal, só que do ponto de vista político isso tem uma importância enorme.
Se nos lembramos que Oliveira e Costa e Dias Loureiro eram amigos de Cavaco, e que estiveram no governo de Cavaco Silva, e que Dias Loureiro foi o que foi até há poucos dias, essa participação accionista acaba por ser penalizadora politicamente.
Como sabemos, nem tudo o que é legal é ético. E nem tudo o que o que um cidadão pode praticar se aplica à prática de um político. Em política o que parece é.
O que o Presidente devia ter dito, quando em Novembro fez aquele esclarecimento, é que tinha também tido acções da SLN, o que é diferente de ter acções de outras empresas cotadas e abertas em bolsa. É um pormenor, dirão, mas é uma omissão politicamente penalizadora para o Presidente.
O mais que podemos desejar todos é que ao menos na cúpula do Estado possamos estar tranquilos, sem enredos nem confusões.
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quarta-feira, maio 27, 2009
A Duracell de Dias Loureiro acabou
Empurrado Dias Loureiro deixou o lugar de Conselheiro de Estado. Cavaco suspira de alívio, a oposição rejubila, o PSD acalma e o PS...tem agora o seu "Loureiro": Lopes da Mota, de quem já ninguém fala, aliás.
Em Portugal os políticos agarram-se que nem lapas aos lugares e resistem, duram, duram, são os nossos duracel. A política atrai, vicia, dá lucro, protagonismo, afaga o ego.
Veremos as cenas dos próximos capítulos.
Em Portugal os políticos agarram-se que nem lapas aos lugares e resistem, duram, duram, são os nossos duracel. A política atrai, vicia, dá lucro, protagonismo, afaga o ego.
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