O debate no Prós-e-contras entre Marinho Pinto e os advogados mostrou isto: há um poder instalado que não quer abdicar de mordomias, estilo arcaico e dinheiro. Os advogados estabelecidos na manjedoura querem continuar a exercer a profissão como um ofício superior, bem pago e com funções que ultrapassam largamente a profissão: políticos, gestores de negócios, defensores de casos chorudos.
Todos sabemos que se precisarmos de uma mera opinião de um advogado vamos resistir a consultá-lo até à última. Sabemos que nos vai sair muito caro e que raramente teremos retorno do dinheiro gasto. Se a justiça é para os ricos, a mera consulta de um profissional é pelo menos para quem ganha bem. Ora o que se passa na Ordem dos advogados, é que há os advogados ricos e os advogados pobres. Como acontece com os palhaços nos circos. Os ricos são os senhores instalados que controlam os órgãos da Ordem. Cobram ensino, recebem subsídios, normalizam o exercício e o acesso dos pobres e jovens à profissão. E são esses que conseguiram um batalhão de advogados inúteis, cuja única utilidade foi a de terem pago a sua inútil formação à Ordem, ou melhor às sucursais da Ordem.
O debate foi esclarecedor. Estamos perante uma classe representada por cínicos, retóricos, mesquinhos e que se auto-denunciam na sua mediocridade e na sua arrogância. Rogério Alves é o exemplar típico da classe dominante: bem falante, verborreico, com a agravante lastimável que acha que tem piada, numa espécie de José Miguel Júdice dos pobres. Poupem-nos !!!
Deus nos livre de precisarmos algum dia daquela gente. Por acaso vi na plateia uma advogada que me cobrou 800 euros para chegar à conclusão que o tipo que eu queria por em tribunal por me ter pregado um calote tinha mudado de morada. E fui eu que encontrei em 5 minutos na lista telefónica o que ela não encontrara em 4 meses. Claro que desisti da queixa e da advogada. Mas lá estava ela por sinal do lado dos que acham Marinho Pinto um mau bastonário.
Também devo dizer que foi Marinho Pinto, meu ex-colega no Expresso, que ao saber por acaso que eu tinha sido apedrejado por um vizinho, que se ofereceu para me defender em tribunal gratuitamente, tendo vindo 3 ou 4 vezes de propósito de Coimbra a Cascais, e que nem sequer me deixou pagar as despesas da viagem. Percebo pois muito bem que ele tenha saído em defesa daquela mãe que perdeu o filho no Algarve e que o tenha feito de borla, o que muito preocupou aquele Cabrita de Faro que o acusava hoje de acumular o cargo com a advocacia. Grande lata! Grande descaramento!
Marinho Pinto não é o bastonário do "status quo",e em Portugal ninguém perdoa aos que avançam a têm a coragem de por em causa as regras, os costumes, os interesses. É na Ordem dos Advogados mas podia ser numa qualquer repartiçãozeca ou num microcosmo de uma empresa de vão de escada. Marinho Pinto não pode ser demitido, mas vão fazer tudo para o liquidar pelo lado do desgaste, uma velha e eficaz táctica. Talvez Deus não durma e a justiça resista.os cães ladram, a caravana passa.
Mostrar mensagens com a etiqueta Antonio Marinho Pinto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Antonio Marinho Pinto. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, junho 02, 2009
sábado, maio 23, 2009
Marinho Pinto mete na ordem Manuela Moura Guedes
Sejamos honestos: o que Marinho Pinto disse ontem a Manuela Moura Guedes, e que deixou tanta gente escandalizada, não foi mais do que muitos gostariam de ir ali dizer ao jornal de sexta. A verdade é que há uma impunidade instalada e que hoje pode escrever-se e dizer-se tudo da forma mais delirante sem que haja nesse aventureirismo qualquer penalização. Pior: os espectadores e leitores adoram ouvir e ler dizer mal, mesmo pelas razões mais idiotas.
Só há pouco vi os três minutos para a eternidade Guedes-Marinho, mas ontem à noite depois de ter visto uma peça na SIC-N tinha ficado perplexo. Como era a estrutura da peça? Um apanhado entre todos (ou quase todos) os secretários-regionais da Ordem dos Advogados a malharem no bastonário sem apresentarem um argumento com pés nem cabeça. Limitavam-se aos insultos e a debitarem meias-verdades, que qualquer jornalista minimamente informado teria logo percebido que se tratavam de insultos e não de factos. E um jornalista responsável não pode editar bocas e frases de propaganda, sem haver sequer contraditório.
A verdade é esta: os secretários- regionais da Ordem portam-se como entidades que querem podem e mandam, têm um orçamento de 6 milhões de euros por ano, e fazem da profissão um lobby. O bastonário quer acabar com esta pouca vergonha, quer moralizar e meter na ordem uma situação escandalosa. Claro que os barões ao verem postas em causa mordomias e regalias, como se estivéssemos no tempo do Marquês de Pombal, só podem fazer uma coisa: uma intentona contra o bastonário. Os jornais não costumam explicar isto. E as televisões preferem ganhar share a dizerem mal, do que ganharem prestígio e explicarem a verdade ( ou as verdades) aos espectadores.
Pode até não se gostar do estilo lança-chamas de Marinho Pinto, mas há verdades demasiado duras e escandalosas no exercício da advocacia: deputados que são advogados e defendem os interesses pessoais, escritórios que ganham consultadorias no Estado no valor de milhões de euros sem concurso, políticos que exercem Poder e mantêm os seus escritórios na retaguarda, exploração miserável dos jovens advogados que chegam a ganhar menos que uma mulher a dias,
uma relação arrogante com os clientes sem posses, mordomias tão ridículas como poderem passar à frente de qualquer cidadão numa fila das finanças...os advogados instalados, com uma cultura pouco ou nada democrática, não querem perder.
O bastonário, que é um homem de uma dimensão humana excepcional, e que ganhou o cargo não para brilho ao ego, mas porque acredita na mudança das coisas, está a ser atacado por todos os lados. Percebe-se.
Em Portugal podemos sempre criticar, desde que não se ultrapasse o risco que separa a critica sem consequências, daquela que faz mesmo mudar e pôr em causa. Esta norma conta para todas as actividades. O pior da nossa sociedade são os pequenos poderes instalados. O poderzinho do chefe, do burocrata, do doutor, os pequenos mundos de apaniguados que giram à volta de amizades de circunstância, almoçinhos e fins-de-semana, entre medíocres da mesma condição. São os arrogantes, inseguros, formados por cartilhas que ajudam a manter o lugarzinho, mas onde não há espaço nem para a critica, nem para a inovação. A mediocridade total.
Manuela Moura Guedes ouviu o que nunca ouviu. Ela que começou por ser uma jornalista irreverente transformou o seu jornal de sexta numa atordoada ridícula e caricata.
Marinho Pinto dizia na quinta de manhã numa entrevista que não devemos ter medo de duas coisas na vida: do Diabo (porque assim temos medo todos os dias) e da morte (porque assim morremos todos os dias). Agora acrescentou-lhe a Manuela Moura Guedes !
Só há pouco vi os três minutos para a eternidade Guedes-Marinho, mas ontem à noite depois de ter visto uma peça na SIC-N tinha ficado perplexo. Como era a estrutura da peça? Um apanhado entre todos (ou quase todos) os secretários-regionais da Ordem dos Advogados a malharem no bastonário sem apresentarem um argumento com pés nem cabeça. Limitavam-se aos insultos e a debitarem meias-verdades, que qualquer jornalista minimamente informado teria logo percebido que se tratavam de insultos e não de factos. E um jornalista responsável não pode editar bocas e frases de propaganda, sem haver sequer contraditório.
A verdade é esta: os secretários- regionais da Ordem portam-se como entidades que querem podem e mandam, têm um orçamento de 6 milhões de euros por ano, e fazem da profissão um lobby. O bastonário quer acabar com esta pouca vergonha, quer moralizar e meter na ordem uma situação escandalosa. Claro que os barões ao verem postas em causa mordomias e regalias, como se estivéssemos no tempo do Marquês de Pombal, só podem fazer uma coisa: uma intentona contra o bastonário. Os jornais não costumam explicar isto. E as televisões preferem ganhar share a dizerem mal, do que ganharem prestígio e explicarem a verdade ( ou as verdades) aos espectadores.
Pode até não se gostar do estilo lança-chamas de Marinho Pinto, mas há verdades demasiado duras e escandalosas no exercício da advocacia: deputados que são advogados e defendem os interesses pessoais, escritórios que ganham consultadorias no Estado no valor de milhões de euros sem concurso, políticos que exercem Poder e mantêm os seus escritórios na retaguarda, exploração miserável dos jovens advogados que chegam a ganhar menos que uma mulher a dias,
uma relação arrogante com os clientes sem posses, mordomias tão ridículas como poderem passar à frente de qualquer cidadão numa fila das finanças...os advogados instalados, com uma cultura pouco ou nada democrática, não querem perder.
O bastonário, que é um homem de uma dimensão humana excepcional, e que ganhou o cargo não para brilho ao ego, mas porque acredita na mudança das coisas, está a ser atacado por todos os lados. Percebe-se.
Em Portugal podemos sempre criticar, desde que não se ultrapasse o risco que separa a critica sem consequências, daquela que faz mesmo mudar e pôr em causa. Esta norma conta para todas as actividades. O pior da nossa sociedade são os pequenos poderes instalados. O poderzinho do chefe, do burocrata, do doutor, os pequenos mundos de apaniguados que giram à volta de amizades de circunstância, almoçinhos e fins-de-semana, entre medíocres da mesma condição. São os arrogantes, inseguros, formados por cartilhas que ajudam a manter o lugarzinho, mas onde não há espaço nem para a critica, nem para a inovação. A mediocridade total.
Manuela Moura Guedes ouviu o que nunca ouviu. Ela que começou por ser uma jornalista irreverente transformou o seu jornal de sexta numa atordoada ridícula e caricata.
Marinho Pinto dizia na quinta de manhã numa entrevista que não devemos ter medo de duas coisas na vida: do Diabo (porque assim temos medo todos os dias) e da morte (porque assim morremos todos os dias). Agora acrescentou-lhe a Manuela Moura Guedes !
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Júdice chama GORDO a Marinho Pinto

José Miguel Júdice tem um problema, diria mesmo muitos, com António Marinho Pinto. São ambos de Coimbra, conhecem-se desde os tempos de 75, tiveram aventuras comuns, uma delas foi a derradeira: o terem partilhado poder na Ordem quando Júdice era bastonário e acabou por correr com Marinho.
Júdice tem cultivado nos últimos anos uma irreverência chique reacionária o que não é de admirar atendendo às suas ligações de há muito com facções direitistas. Ele foi fundador do Diabo e colaborador próximo de Vera Lagoa, fundou o Semanário e um outro jornal que era dirigido pela esposa do Sr. Vanzeler, a Maria João Avillez. Nada de posições direitistas admiram em Júdice. Ele é um personagem culto e divertido. Eu gosto dele. Mas irrita-me as suas posições sobre o António Marinho Pinto. Sou amigo do António, fomos colegas no Expresso durante 18 anos, e chegou a defender-me numa rixa que tive com um energúmeno de um vizinho, a qual ganhei graças à minha razão e à sua acção em minha defesa.
Tenho de dizer que o António Marinho Pinto se sentiu tão indignado com o que me aconteceu que aceitou defender-me gratuitamente, chegando a vir de Coimbra a Cascais só para a defesa do processo.
O António Marinho Pinto é um homem de causas, um lutador, de uma coragem como já pouco se vê em Portugal.
O que ele tem vindo a dizer incomoda. É um facto. Ele diz de boca cheia o que muitos dizem entre dentes ou o que alguns dizem por parábolas, bom método para cobardolas do não me comprometa.
Hoje em A Regra do Jogo, um bom programa da SIC N da direcção nova do António José Teixeira ( um abraço António e parabéns pelo excelente trabalho!), Júdice voltou a pôr o ódio a falar do seu sucessor na Ordem. Só lhe fica mal esta atitude ressabiada. Disse que era gordo, populista e que ia ser o candidato da esquerda contra Cavaco ! Boa ideia.
Não é a injuriar Marino Pinto que ele chega a algum lado. Júdice está a perder a credibilidade. Um destes dias ninguém o leva a sério. Já se enterrou com a promiscuidade entre Costa e as funções na frente ribeirinha. Já defendeu demais Sócrates para quem deixou o PSD. Tem demasiados lobbies para ser um isento na política. Não lhe tira a qualidade mas fragiliza-o.
António Barreto também falou de Marinho Pinto como se tivesse medo de dizer que concordava. Por amor de Deus ! Já é políticamente incorrecto concordar com o bastonário e dizer que há corrupção ?
E outra coisa: agora Correia de Campos já é herói ? Não faltava mais nada !
Etiquetas:
Antonio Marinho Pinto,
Jose Miguel Judice
Subscrever:
Mensagens (Atom)