Pacheco Pereira desanca hoje no Público a blogosfera portuguesa. Acha que ela reflecte narcisismos, invejas e má língua ( cito de cor). E acha mesmo que os blogues padecem do mesmo mal dos jornais, da falta de análise profunda, do pessimismo doentio, do bota-abaixo, enfim: os blogues do "Portugalinho" são mais do mesmo da imprensa tradicional, com a agravante que agora na blogosfera cada um se acha senhor de poder opinar sobre tudo, todos e o próprio umbigo.
Cada país tem a blogosfera que merece.
Até posso estar de acordo genericamente com esta crítica de Pacheco e posso mesmo adaptá-la a outras áreas da vida portuguesa, nomeadamente o fotojornalismo.
Só que, vindo de quem vem, esta análise demolidora perde bastante força. Legitimidade mesmo.
O blogue de Pacheco Pereira, O Abrupto, é de uma pobreza franciscana a tocar a indigência. É cinzento, chato, feio, pouco ágil, nada surpreendente, sem ferramentas multimédia, é uma folha simplória que por acaso é lida num monitor, mas se fosse impressa em papel podia ser um rascunho de um desroganizado estudante liceal.
Claro que tem audiência porque basta o homem querer opinar para os jornais lhe oferecerem páginas, as rádios ligarem os microfones, as televisões entrarem no ar. Pacheco atrai audiências. É o pensante útil, de serviço, para todo o serviço, como outros que assim ganham honradamente a vidinha. Nada de mal.
Até se lhe pode reconhecer uma corajosa frontalidade. Só que um site, ou um blogue que viva apenas do conteúdo escrito, caso do Abrupto, não atingirá nunca a dimensão para que nasceu: comunicar através de um novo meio, a internet com todas as ferramentas digitais que permitem uma nova forma de linguagem e interactividades nunca antes experimentadas. Os blogues são uma nova linguagem, uma nova cultura, uma geração diferente da tradicional que comunicava do alto.
Pacheco Pereira usa a blogosfera mas está longe de saber o que é este meio e as suas potencialidades. Ainda está na pré-história da web e já critica como se fosse uma sumidade na matéria, aliás como faz em relação a tudo e todos.
Pacheco: é o nosso, e o seu, portugalinho !!...
COMENTÁRIOS DESTACADOS DOS LEITORES:
O Pacheco é o próprio Centralismo Blogosférico. Comité Central de si próprio, o homem não pára! Opina sobre tudo. É o secretário geral dos aborrecidos-oprimidos. Chega de tanto cabotinismo.
7:27 AM
Nesta matéria de blogs o LC ressentiu-se e com a legitimidade que o seu trabalho neste blog lhe outorga. Nós somos previligiados leitores bloguistas.
Agora o PAcheco , acha que só devem emitir opiniões sobre outrém ( individuo ou sociedade ) quem tem alvará para tal.Assim só pode ser religioso quem vai à missa e entregar ao padre a sua ligação com Deus.
Com o Pacheco passa-se o mesmo! Nós para termos opinião temos que citar o Pacheco.
Este Portugal está cheio de Pachecos e por isso temos maiorias absolutas na politica há 20 anos.Temos os orgãos do estado sempre controlados pelos mesmos e somos cada vez mais pobres. Para além do estado apadrinhar monopolios empresariais.
Lembro-me do Mario Soares dizer que com a entrda na CEE os portugueses iriam ter o nivel de vida da Europa, Foi à 21 anos!
Esqueceu-se de dizer qual Europa!
Nós vamos caminhando em direcção à Roménia a grande velocidade !!!
O Pacheco que diga quêm o financia e quêm lhe encomendou essa opinião?
Vem ai o controle da internet! Não é PAcheco? Entretanto vamos já lavando a cabecinha do gentio!!!!
12:57 PM