Expresso online revela hoje: "O primeiro-ministro nada mais busca que a vingança contra o declarante pelo facto de este ter iniciado, como cidadão, uma investigação sobre a licitude do percurso académico na Universidade Independente". Esta é uma das linhas de defesa do blogger António Balbino Caldeira, autor do blogue doportugalprofundo.blogspot.com, no processo em que é arguido e José Sócrates o queixoso. Em causa estão os artigos do professor de Alcobaça sobre a licenciatura do primeiro-ministro na Universidade Independente. A defesa do blogger, que é representado pelo advogado José Maria Martins, questiona a pertinência da queixa do primeiro-ministro contra Balbino Caldeira. "O que está subjacente é a falta de coragem do primeiro-ministro para atacar aqueles que têm muito poder político e mediático, quando disseram coisas gravíssimas e o primeiro-ministro não reagiu". E dá exemplos: Marcelo Rebelo de Sousa disse que a licenciatura de José Sócrates tinha sido tirada na "farinha Amparo" e, sobre o controlo dos media (outra matéria sobre a qual Sócrates apresentou queixa), citou declarações de Marques Mendes, um artigo do Expresso, "O impulso irresistível de controlar" (que deu origem a uma averiguação por parte da Entidade Reguladora da Comunicação) e artigos de opinião de Vasco Pulido Valente, Pacheco Pereira e António Barreto. A queixa do primeiro-ministro é clara quanto aos textos de António Balbino Caldeira sobre a licenciatura na Independente: "têm por consequência lançar dúvidas sobre o meu carácter, ofendendo-me e prejudicando-me, quer pessoalmente quer no exercício da acção política". Mas se, em relação aos comentadores Sócrates nada fez, Balbino Caldeira diz que quanto a si "o primeiro-ministro musculou-se e vá de usar até papel timbrado da presidência do conselho de ministros para se queixar também como cidadão". Recentemente, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) arquivou o processo sobre a licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente e uma eventual utilização de um título falso, o de engenheiro, por parte do primeiro-ministro. Segundo o despacho de arquivamento, Sócrates não foi beneficiado em nada durante a frequência da licenciatura. Inconformado com o arquivamento, José Maria Martins requereu a abertura de instrução. Uma fase na qual pode requerer a realização de outras diligências. Caso o requerimento seja admitido, tal poderá implicar a constituição como arguido de José Sócrates que, durante o inquérito, não foi ouvido. Por sua vez, António Balbino Caldeira aguarda a decisão final do Ministério Público quanto à queixa de José Sócrates. |
quarta-feira, outubro 10, 2007
Balbino acusa Sócrates de falta de coragem
Dois blogues para visitar
Dois blogues, duas sugestões: Meditação na Pastelaria e Bobsacha. O primeiro é português e percorre muito da literatura, da música, da cultura. O segundo é um bom objecto multimédia com a fotografia e o vídeo como protagonistas. Vão por mim.
Catalina pia e Pedroso faz de morto
Já me tinha esquecido de falar sobre a entrevista de Catalina Pestana à Tábu que li na net porque não gasto o meu rico dinheiro a comprar o Sol.
A velha senhora indignada faz lembra o orelhas: denúncia no timing certo, quando já não pode ser vítima da sua verdade. Se sabe tanto porque não fez nada enquanto lá esteve ? Não era também para limpar a podridão que para lá foi ?
Estranho, muito estranho...
Mais intrigante é a reacção de Paulo Pedroso às acusações de Catalina. Veio dizer muito discretamente que ela não tinha dito nada que o voltasse a envolver, e quem a ouviu ou leu é que a compreendeu mal. Mal ? Não percebo.
O facto de adiantar que não a vai processar pode levar muita gente a pensar que quem cala consente. O melhor nestas alturas é ameaçar com um processo em cima e de seguida fazer de morto. Pedroso quis calar logo o caso desta maneira e porventura voltar para a "clandestinidade" na Roménia.
A velha senhora indignada faz lembra o orelhas: denúncia no timing certo, quando já não pode ser vítima da sua verdade. Se sabe tanto porque não fez nada enquanto lá esteve ? Não era também para limpar a podridão que para lá foi ?
Estranho, muito estranho...
Mais intrigante é a reacção de Paulo Pedroso às acusações de Catalina. Veio dizer muito discretamente que ela não tinha dito nada que o voltasse a envolver, e quem a ouviu ou leu é que a compreendeu mal. Mal ? Não percebo.
O facto de adiantar que não a vai processar pode levar muita gente a pensar que quem cala consente. O melhor nestas alturas é ameaçar com um processo em cima e de seguida fazer de morto. Pedroso quis calar logo o caso desta maneira e porventura voltar para a "clandestinidade" na Roménia.
terça-feira, outubro 09, 2007
Hoje também regressei à escola
Hoje também fui ao liceu da minha infância, o Camões em Lisboa. Durão Barroso esteve lá, talvez nos tenhamos cruzado numa das paradas da Mocidade Portuguesa de sábado à tarde, nos anos sessenta...
Era um ambiente fascista típico: ia de autocarro de 2 andares de Alvalade para lá, já fardado de bufo, sempre no lugar da frente, em cima. ( Anos mais tarde preferi o último lugar em cima ao fundo!).
As tardes da Mocidade começavam com o perfilar rigoroso no pátio ladeado por árvores e galerias sustentadas por estruturas de ferro pintado. Os chefes de quina começavam a cantarolar o " Lá vamos cantando e rindo.." e o Reitor de perfil seráfico, fato escuro e óculos de metal aparecia no alto da galeria olhando-nos como se fosse o Salazar numa pose para o Rosa Casaco ( faço eu hoje essa leitura). A malta marchava à volta do pátio e depois havia actividades. Podia ser um daqueles filmes documentários do regime sobre a África portuguesa ou uma palestra qualquer que já não me recordo.
Pelas 5 da tarde acabava a palhaçada e voltávamos a casa. Eu achava aquilo muito chato mas sentia ali um espírito de grupo e uma encenação que me agradava.
Sobrevivi ao fascismo, portanto "aquilo" não me deixou marcas psicológicas.
Ainda vi a sala onde fiz o meu exame de admissão aos liceus, um exame difícil aos 10 anos e já muito selectivo. O meu pai esperava-me no pátio e no intervalo comprou-me um Sumol. Na altura era um luxo. A minha nota na oral foi distinta.
Gostei muito de ter voltado ao meu Liceu Camões. Foi, no entanto, no Padre António Vieira onde andei 6 anos, até fazer o sétimo.
RTP mete na ordem José Rodrigues dos Santos
Já o tinha escrito aqui no Fatal: as declarações de José Rodrigues dos Santos à Pública são inaceitáveis num profissional que deve lealdade à empresa onde trabalha. Mais: o timing que o pivot escolheu para fazer aquelas declarações, por escrito via e-mail, era-lhe mais que favorável: a actual administração está de saída e José Alberto de Carvalho foi nomeado director executivo na passada semana. Logo o pivot estava a aproveitar uma aberta para poder exorcizar a sua demissão de há 4 anos por causa da colocação em Madrid da Rosa Veloso.
As acusações de que houve interferência do governo nos telejornais, ditas agora neste contexto são de uma grande falta de coragem e oportunidade. Tivesse-o dito na hora em que foi corrido porque, por embirração sua, não queria Rosa Veloso (que na verdade tinha ganho o concurso, e nunca esteve em 4º lugar, esta é a verdade!) para correspondente em Madrid. Dizem que a interferência de Judite de Sousa também terá pesado na embirração.
José Rodrigues dos Santos é um, ou mesmo "o" jornalista mais bem pago da RTP ( aqueles raivosos que vociferavam contra o ordenado do Rangel deviam ir ver quanto ganha este) tem imensas mordomias e dizem que tem uma qualidade: raramente vai à RTP, a não ser na semana em que lê o teleponto. Deve mesmo ser o único pivôt de uma televisão pública que tem tempo para escrever aqueles calhamaços todos que metem pesquisa e investigação.
A administração da RTP teve grande coragem e soube cortar a direito. Que nunca te doam as mãos Luís Marques.
As acusações de que houve interferência do governo nos telejornais, ditas agora neste contexto são de uma grande falta de coragem e oportunidade. Tivesse-o dito na hora em que foi corrido porque, por embirração sua, não queria Rosa Veloso (que na verdade tinha ganho o concurso, e nunca esteve em 4º lugar, esta é a verdade!) para correspondente em Madrid. Dizem que a interferência de Judite de Sousa também terá pesado na embirração.
José Rodrigues dos Santos é um, ou mesmo "o" jornalista mais bem pago da RTP ( aqueles raivosos que vociferavam contra o ordenado do Rangel deviam ir ver quanto ganha este) tem imensas mordomias e dizem que tem uma qualidade: raramente vai à RTP, a não ser na semana em que lê o teleponto. Deve mesmo ser o único pivôt de uma televisão pública que tem tempo para escrever aqueles calhamaços todos que metem pesquisa e investigação.
A administração da RTP teve grande coragem e soube cortar a direito. Que nunca te doam as mãos Luís Marques.
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RTP; José Rodrigues dos Santos
segunda-feira, outubro 08, 2007
Azerbeijão adopta Viagra de Saraiva
"De qualquer forma, ao ponto a que se chegou, já não há nada a fazer.O mundo não anda para trás – e nenhuma descoberta regressa ao armário nem tem a possibilidade de escolher aquilo que se fará com ela, de condicionar o uso que lhe for dado.O Viagra é um dado com o qual temos a partir de agora de contar nas relações humanas."- José António Saraiva
Sócrates volta amanhã à escola

É verdade e vai ser um fartote de rir. Sócrates vai á Covilhã para ter uma aula onde estudou (?) há uns bons anos. É uma iniciativa do Parlamento Europeu ( acho...) e Durão vai também ao Liceu Camões, e lá estarei eu a fotografá-lo.
O sindicato do Centro dos Professores foi invadido pela polícia que apanhou diverso material. A ideia parece ser o de intimidar o sindicato que estava a pensar manifestar-se amanhã contra Sócrates. O Primeiro dá-se pior com manifestações e sindicatos do que com escolas e já ontem veio com a conversa dos comunistas ( por favor ! Essa nem eu já uso!) estarem a aproveitar-se dele ( se ainda fosse uma coisa boa...).
Penso que os sindicatos dos professores não leram o artigo sobre o Viagra do arquitecto Saraiva e não deve fazer parte da estratégia de luta para tramarem Sócrates.
Quando o engenheiro se sentar na carteira ainda estou para ver como vai ele somar dois mais dois. É fazer as contas....
Entre famosos
Há algumas experiências na vida pelas quais devemos passar. Uma delas é aparecermos um dia numa revista côr-de-rosa. A minha amiga Ana Anes desafiou-me e lá aceitei posar para a VIP juntamente com a minha mulher, o meu filho David e o cachorro Óscar. Saiu hoje, estava muito exagerado o texto em simpatia, tanta simpatia que até fui promovido a director da Fotodigital ! Desculpa José Antunes. Ontem escrevia o Rui Araújo, no Público, que é preciso darmos uma entrevista a um jornalista para sabermos como os jornais são imprecisos. É verdade, mas não é por mal. Eu até tinha revisto texto e não tinha lido a imprecisão.
A utilidade destes trabalhos pode não ser muito intelectual, mas a verdade é que se chega a um público muito vasto e a possibilidade de podermos falar do que gostamos acaba por ser um bom motivo. E muitas vezes são estes artigos que despertam o interesse em públicos que estão longe do que fazemos e do que promovemos; no meu caso o fotojornalismo e também uma certa ideia de felicidade e harmonia que eu muito prezo, por vezes no meio de contradições e ansiedades próprias de quem gosta de pôr em causa o estado das coisas, mas que preza e estima a estabilidade ( pareço o Cavaco!).
Portanto, a VIP desta semana está o máximo. Traz o Ronaldo e a Merche e eu e a minha família estamos entalados entre as avós que ainda namoram e uma mázona que põe em sentido muitos malandros.
Não é fácil estar do outro lado mas quem não gostar de aparecer que dê um passo em frente.
A utilidade destes trabalhos pode não ser muito intelectual, mas a verdade é que se chega a um público muito vasto e a possibilidade de podermos falar do que gostamos acaba por ser um bom motivo. E muitas vezes são estes artigos que despertam o interesse em públicos que estão longe do que fazemos e do que promovemos; no meu caso o fotojornalismo e também uma certa ideia de felicidade e harmonia que eu muito prezo, por vezes no meio de contradições e ansiedades próprias de quem gosta de pôr em causa o estado das coisas, mas que preza e estima a estabilidade ( pareço o Cavaco!).
Portanto, a VIP desta semana está o máximo. Traz o Ronaldo e a Merche e eu e a minha família estamos entalados entre as avós que ainda namoram e uma mázona que põe em sentido muitos malandros.
Não é fácil estar do outro lado mas quem não gostar de aparecer que dê um passo em frente.
Arquitecto Saraiva descobre o Viagra
O VIAGRA QUANDO NASCE É PARA TODOSSempre a considerar o meu ex-director e sempre a citá-lo no seu melhor. Com a devida vénia faço um copy-paste do site do Sol onde encontrei este texto que vai marcar a época pós-Meneses. Com a sua capacidade premonitória, o arquitecto Saraiva acaba de marcar mais uma vez a História. Depois do tábu, o Viagra.
As complicações do Viagra
Um Embaixador (já entradote na idade) dizia-me há tempos: «Desde que apareceu o Viagra, os velhos andam pr’aí todos doidos». Os «velhos» eram figuras públicas bem conhecidas, também já entradotas na idade, cujos nomes omito por razões evidentes.Creio que a ‘informação’ era, pelo menos parcialmente, verdadeira. Não me espanta que alguns ‘velhotes’, que já tinham dado a loja por encerrada, a tenham reaberto perante a descoberta do remédio da virilidade eterna.Acredito, por outro lado, que o Viagra tenha salvo alguns casamentos em risco e tenha dado a outros uma nova cor, um novo encanto. Certos casais para quem o sexo tinha acabado há muitos anos terão redescoberto os prazeres da cama, provavelmente até fazendo novas descobertas, experimentando sensações que no fulgor da juventude não tinham ensaiado.
O problema do Viagra é que, como todas as grandes descobertas, pode ser usado com objectivos diferentes daqueles para que foi idealizado. Por outras palavras, pode servir o bem e o mal. Tal como a energia atómica – que quando apareceu foi saudada com júbilo em todo o mundo e hoje mantém a humanidade sob um clima de terror.O mesmo, a outra escala, sucedeu com certas profissões. Pensemos nos advogados. Os advogados surgiram para solucionar diferendos que as pessoas comuns tinham dificuldade em resolver. Para tornar mais fácil aquilo que se apresentava difícil. Para defender os direitos dos cidadãos e pugnar por causas justas. Ora, para que servem hoje os advogados? Servem para complicar os problemas e não para os simplificar. Para tornar difícil e tortuoso o que parecia fácil. Para defender boas causas mas também más causas, arranjando expedientes para livrar da prisão burlões confessos. Também por isso os julgamentos se arrastam tanto. Os juízes levam tempos infindos a tentar desenredar a meada que os advogados de um lado e doutro enredaram.
Do mesmo modo, o Viagra, servindo para salvar casamentos e tornar outros casais mais felizes, serve igualmente para destruir famílias e semear a desgraça.Contam-se várias histórias, passadas em vários pontos do país e em vários estratos sociais, de velhotes que, renascidos pelo Viagra, seduzem jovens, aliciam-nas, separam--se das mulheres e rompem relações com a família – que assiste, atónita, ao comportamento ‘irresponsavelmente juvenil’ do velhote. E o que está aqui em causa não é a separação: há casais que deixaram de se suportar e cujo único caminho é mesmo o divórcio. O problema, aqui, é outro. É uma relação que se inicia na base de uma performance sexual artificial, que se irá alimentar dessa performance, e que só por acaso resultará.
Não se pense, entretanto, que este tema diz apenas respeito aos ‘velhos’.A ‘moda’ do Viagra estendeu-se a todas as idades. O dono de uma farmácia dizia a uma pessoa amiga que os grandes clientes do Viagra não são hoje os idosos – são os jovens que, perspectivando uma relação ocasional e querendo fazer boa figura, recorrem ao elixir da longa vida (sexual, entenda-se).Também aqui a relação dificilmente terá futuro. Uma relação que começa esforçadamente na cama, em geral continua na cama – até os dois parceiros se cansarem um do outro e verificarem que no fim do túnel não existe nada.
De qualquer forma, ao ponto a que se chegou, já não há nada a fazer.O mundo não anda para trás – e nenhuma descoberta regressa ao armário nem tem a possibilidade de escolher aquilo que se fará com ela, de condicionar o uso que lhe for dado.O Viagra é um dado com o qual temos a partir de agora de contar nas relações humanas. Ora, sendo isto assim, faço as seguintes propostas: Primeira – Que, tal como existem vários tipos de champôs, também passe a haver vários tipos de Viagra: Viagra para idosos, Viagra para jovens, Viagra fraco, Viagra forte, Viagra de efeito curto, Viagra de efeito prolongado, Viagra para cardíacos, Viagra para uso regular, Viagra para uso ocasional, etc.Assim, haverá possibilidade de escolha – e o cidadão não terá de tomar um medicamento indicado para casos diferentes do seu. Um jovem não precisa de emborcar fórmulas inventadas para velhos, e um homem casado não necessita de se enfrascar com uma bombada destinada a executivos que querem impressionar a secretária ou a mulher de um amigo.Em suma, para cada caso o seu Viagra.
Segunda proposta – Deve fazer--se um alerta a todas mulheres, no sentido de que:Desconfiem do macho que conheceram na discoteca, e que se manteve firme por várias horas, proporcionando-lhes um prazer desconhecido. Não pensem que ele se comportará sempre assim. Quando as tiver presas no anzol, passará a ser igual a muitos outros homens. E desconfiem dos velhos que mostrarem uma virilidade suspeita para a idade: revolvam-lhes os bolsos, não para lhes roubarem a carteira mas para descobrirem os comprimidos milagrosos que os desmascararão.Com o Viagra, ninguém – ou quase ninguém – fica hoje mal visto. Mas ele veio instalar a desconfiança universal.O mais seguro, portanto, é mesmo não confiar – e, a par do sexo, ter em conta outras qualidades menos na moda. As «boas e velhas qualidades», como se diria num anúncio de whisky. A saber: o carácter, a personalidade, a lealdade, a inteligência, a sabedoria. Estas, pelo menos, não se podem alterar com um comprimido.
domingo, outubro 07, 2007
José Rodrigues dos Santos queixa-se da RTP
A entrevista de José Rodrigues dos Santos à Pública de hoje demonstra uma grande falta de solidariedade para com a administração e direcção da RTP. Os últimos 4 anos não têm sido muito agradáveis para ele na RTP depois do caso Rosa Veloso, a jornalista que ele e a Judite de Sousa não queriam enquanto directores mandar para correspondente em Madrid. Não engoliram o sapo e demitiram-se. Nunca mais foram chefes.
Esta semana José Alberto de Carvalho assumiu a direcção executiva da informação, logo o nosso amigo orelhas ficou de fora e deu esta entrevista que noutras televisões seria alvo de um processo disciplinar no minímo. Acho que não devemos cuspir na mão que nos dá de comer e a solidariedade é fundamental numa empresa, embora as criticas e as discussões internas tenham toda a legitimidade. Internas, não públicas.
A verdade é que mesmo queixando-se e mostrando-se arrependido em não ter aceitado em tempos ir para as privadas, José Rodrigues dos Santos tem tempo para escrever romance atrás de romance( como é possível conciliar a vida de romancista com a de jornalista ?) tem dos ordenados mais altos, se não o mais alto da RTP, e uma série de mordomias fantásticas. Ainda bem. Os grandes profissionais devem ser bem pagos. Mas também devem lealdade e solidariedade às empresas onde trabalham...
Esta semana José Alberto de Carvalho assumiu a direcção executiva da informação, logo o nosso amigo orelhas ficou de fora e deu esta entrevista que noutras televisões seria alvo de um processo disciplinar no minímo. Acho que não devemos cuspir na mão que nos dá de comer e a solidariedade é fundamental numa empresa, embora as criticas e as discussões internas tenham toda a legitimidade. Internas, não públicas.
A verdade é que mesmo queixando-se e mostrando-se arrependido em não ter aceitado em tempos ir para as privadas, José Rodrigues dos Santos tem tempo para escrever romance atrás de romance( como é possível conciliar a vida de romancista com a de jornalista ?) tem dos ordenados mais altos, se não o mais alto da RTP, e uma série de mordomias fantásticas. Ainda bem. Os grandes profissionais devem ser bem pagos. Mas também devem lealdade e solidariedade às empresas onde trabalham...
Os comentários assassinos
Por princípio, razões de higiene e preguiça, não respondo aos comentários obtusos que muita gente me faz por aqui. Apago-os só em última instância quando já ultrapassam o mínimo aceitável democraticamente. Apesar de eu me estar nas tintas para o democrático. A democracia não pode servir de justificação para tudo, e já serve há trinta e tal anos de justificação para muita bestialidade.
Com este blogue tenho aprendido bastante sobre a raça humana e por vezes acho que é uma ingenuidade expor as minhas opiniões. Não quero mudar o Mundo e acabo por ter uns invejosos crónicos ainda mais raivosos contra mim, e uns medíocres ainda mais danados.
Mas gosto de enfrentar a cãozoada e de lhes atirar uns bifes de vez em quando para se lamberem alarvemente.
Este é o lado irritante. O lado agradável e muito motivador é que passam por aqui pessoas de muita qualidade, com quem tenho aprendido e sabido partilhar opiniões, gostos e conhecimentos. Portanto vou continuar, mesmo pondo-me a jeito.
Um dos problemas deste país é que todos sabem gerir burocraticamente a vidinha, sem ondas, sem polémica e com um ou dois tiques ganham o céu.
Ainda há pouco comentava que há tipos que conseguem colar à sua imagem uma qualidade, que nem têm, e ao longo dos anos vivem desse mito urbano, mesmo tendo dado sucessivas provas de que são uns falhados.
A imagem convence mais do que o conteúdo.
Com este blogue tenho aprendido bastante sobre a raça humana e por vezes acho que é uma ingenuidade expor as minhas opiniões. Não quero mudar o Mundo e acabo por ter uns invejosos crónicos ainda mais raivosos contra mim, e uns medíocres ainda mais danados.
Mas gosto de enfrentar a cãozoada e de lhes atirar uns bifes de vez em quando para se lamberem alarvemente.
Este é o lado irritante. O lado agradável e muito motivador é que passam por aqui pessoas de muita qualidade, com quem tenho aprendido e sabido partilhar opiniões, gostos e conhecimentos. Portanto vou continuar, mesmo pondo-me a jeito.
Um dos problemas deste país é que todos sabem gerir burocraticamente a vidinha, sem ondas, sem polémica e com um ou dois tiques ganham o céu.
Ainda há pouco comentava que há tipos que conseguem colar à sua imagem uma qualidade, que nem têm, e ao longo dos anos vivem desse mito urbano, mesmo tendo dado sucessivas provas de que são uns falhados.
A imagem convence mais do que o conteúdo.
A bandalheira da caça em Portugal
Abriu a época da caça e com ela veio a tradicional loucura armada. Há em Portugal quase um milhão de armas em boas mãos, parafraseando o grande Otelo dos tempos revolucionários.
A caça causa histeria colectiva e é uma das maiores manifestações de bestialidade que se realizam em Portugal. O macho que há em cada tuga pode concretizar-se de arma na mão, por campos e vales, madrugadas adentro.
Estes aventureiros da treta sacrificam á pólvora tudo o que mexe, por vezes filhos em acidentes estúpidos. Matam animais e tratam na maior das selvajarias os cães que muitas vezes abandonam quando a época termina. O espírito da beberagem está presente nesta cultura de matança, em exibições macabras com os troféus das manhãs sangrentas.
A caça em Portugal não é um ritual, uma cultura, um respeito pela natureza. A caça em Portugal é malvadez, crueldade, selvajaria. Nenhum governo conseguiu até hoje regular com eficácia e muito bom senso esta prática. Tanto quanto sei tem havido cedências, facilidades, porque o lobby destes energúmenos é forte e os governos fracos.
A fiscalização por parte da GNR e outras autoridades também tem sido mais que tolerante. Gostava de saber quantas operações stop são feitas nesta altura, para verificação de licenças, condições em que os cães são transportados e que caça foi feita. Estes bandos armados percorrem o país aos tiros matando e cantando como se isto fosse a terra da bandalheira. Na verdade é uma bandalheira.
E custa-me ver pessoas como o Miguel Sousa Tavares a alinharem neste folclore a cavaquear com o Ministro da Agricultura, o Sousa Cintra e o Barata-Feyo, como se a abertura da caça fosse um evento extraordinário. Vestidos com coletes novinhos à caçadores parecem o clube do Bolinha. Divertem-se como putos mas acabam a promover a paranóia nacional do tiroteio.
A caça causa histeria colectiva e é uma das maiores manifestações de bestialidade que se realizam em Portugal. O macho que há em cada tuga pode concretizar-se de arma na mão, por campos e vales, madrugadas adentro.
Estes aventureiros da treta sacrificam á pólvora tudo o que mexe, por vezes filhos em acidentes estúpidos. Matam animais e tratam na maior das selvajarias os cães que muitas vezes abandonam quando a época termina. O espírito da beberagem está presente nesta cultura de matança, em exibições macabras com os troféus das manhãs sangrentas.
A caça em Portugal não é um ritual, uma cultura, um respeito pela natureza. A caça em Portugal é malvadez, crueldade, selvajaria. Nenhum governo conseguiu até hoje regular com eficácia e muito bom senso esta prática. Tanto quanto sei tem havido cedências, facilidades, porque o lobby destes energúmenos é forte e os governos fracos.
A fiscalização por parte da GNR e outras autoridades também tem sido mais que tolerante. Gostava de saber quantas operações stop são feitas nesta altura, para verificação de licenças, condições em que os cães são transportados e que caça foi feita. Estes bandos armados percorrem o país aos tiros matando e cantando como se isto fosse a terra da bandalheira. Na verdade é uma bandalheira.
E custa-me ver pessoas como o Miguel Sousa Tavares a alinharem neste folclore a cavaquear com o Ministro da Agricultura, o Sousa Cintra e o Barata-Feyo, como se a abertura da caça fosse um evento extraordinário. Vestidos com coletes novinhos à caçadores parecem o clube do Bolinha. Divertem-se como putos mas acabam a promover a paranóia nacional do tiroteio.
A aventura SIC
Parece que foi ontem.
O início da SIC, o entusiasmo que era ver nascer em Portugal uma estação privada de televisão, feita por gente nova, com uma ideia, um arrojo e um experimentalismo como nunca se vira. A RTP era uma instituição velha e cinzenta, institucional, burocrática. Estava a anos luz das televisões estrangeiras de referencia, embora nos seus quadros houvesse gente notável, muitos deles talentos emprateleirados.
Eu fui das pessoas que mais vibrou com o nascimento da SIC. Sempre acalentei o sonho de fazer televisão e pensava que ia ter uma oportunidade para fazer reportagem atrás de uma câmara, fazer em vídeo o que sempre fiz em fotografia. Tinha referencias do que se fazia lá fora, onde muitos fotojornalistas tinham ensaiado com sucesso o caminho do documentarismo e da grande reportagem usando uma linguagem visual, sem estar dependente de redactores.
Por isso fiquei bastante desnorteado quando um dia ao chegar ao 37 da Duque de Palmela, a sede do Expresso, me cruzo com o Emídio Rangel e ele me pega no braço e me diz que vai dizer ao Balsemão que me quer na SIC. Da redacção do Expresso já estavam de saída o Paulo Camacho, o Ricardo Costa, a Sofia Pinto Coelho, havia outros nomes no ar e eu estava indeciso. O fotojornalismo era a minha paixão, tudo o que queria fazer, mas andava muito frustrado com a minha vida a ter de aturar os humores do Rui Ochoa, bastante insuportáveis diga-se. Acabei por falar com o Rangel, ainda no gabinete provisório próximo da redacção do Expresso. A indefinição do que eu poderia fazer realmente na SIC levou a eu optar por ficar no Expresso. Não queria ser cameraman, nem realizador de informação e não havia o lugar de realizador de reportagem.
Mas fiquei sempre com essa ambição. Dentro do Expresso acabava sempre por defender a SIC nas reuniões de editores, o que deixava o José António Saraiva e o José António Lima bastante irritados comigo. Chamavam-me “o amigo do Rangel”.
Anos mais tarde acabei por fazer uma reportagem para a SIC sobre os novos mercados da China em convergência com o Expresso. Foi a minha primeira reportagem para a televisão. O Dr. Balsemão nomeou-me pouco tempo depois coordenador de comunicação editorial, cargo que ainda exerço, para fazer uma melhor ligação entre os dois títulos com o objectivo de haver mais convergência no grupo.
Este aniversário toca-me portanto e, ao ver hoje alguns resumos de muitas das grandes reportagens que a SIC tem feito, reconheço que muito do que eu gostaria de ter feito o foi realizado com uma qualidade de que eu porventura não teria sido capaz. É uma equipa de ouro: Renato Freitas e Cândida Pinto, José Maria Cyrne e Paulo Camacho, Sofia Pinto Coelho, Teresa Conceição e muitos outros são repórteres incontornáveis em qualquer SKY ou BBC.
Claro que os tempos mudaram e o elitismo que ao princípio fez da SIC uma estação avançada e de referencia, com condições de trabalho extraordinárias e com profissionais inquestionáveis, foi cedendo à ditadura dos custos, aos cortes orçamentais. Depois da crise de crescimento e da partida de Rangel, todos sabemos como muita coisa mudou. Hoje a SIC bate-se entre conquistar um público dividido entre o canal do Estado -que arrepiou caminho e tem sabido aproveitar a estabilidade financeira dada pelos governos- e uma TVI que encontrou em José Eduardo Moniz o líder que tem faltado em Carnaxide.
As reportagens perderam fulgor, emoção e empenho. A chama da paixão esmoreceu e isso é mais que notório nas peças que vão para o ar. A imagem perdeu em qualidade, os cameraman de hoje não têm o talento e o profissionalismo dos fundadores, os grandes repórteres têm dado lugar a estagiários sem virtuosismo. O grafismo e a edição parece que valem mais do que o trabalho de campo, a acção deu lugar a efeitos bonitinhos para ilustrarem temas neo-realistas, histórias de coitadinhos e de fazerem chorar as pedras da calçada. Perdeu-se ambição e perderam-se as grandes histórias.
Claro que ainda é uma grande televisão e que a reestruturação anunciada, com grandes investimentos, trará de volta uma nova televisão.
Mas o que jamais se esquecerá é a aventura SIC, o pioneirismo que foram aqueles tempos em que todos trabalhavam 24 sobre 24 horas ao ponto de se terem também apaixonado entre eles, casado, feito filhos, porque era ali a grande casa de todos. Uma grande família.
Parabéns amigos.
O início da SIC, o entusiasmo que era ver nascer em Portugal uma estação privada de televisão, feita por gente nova, com uma ideia, um arrojo e um experimentalismo como nunca se vira. A RTP era uma instituição velha e cinzenta, institucional, burocrática. Estava a anos luz das televisões estrangeiras de referencia, embora nos seus quadros houvesse gente notável, muitos deles talentos emprateleirados.
Eu fui das pessoas que mais vibrou com o nascimento da SIC. Sempre acalentei o sonho de fazer televisão e pensava que ia ter uma oportunidade para fazer reportagem atrás de uma câmara, fazer em vídeo o que sempre fiz em fotografia. Tinha referencias do que se fazia lá fora, onde muitos fotojornalistas tinham ensaiado com sucesso o caminho do documentarismo e da grande reportagem usando uma linguagem visual, sem estar dependente de redactores.
Por isso fiquei bastante desnorteado quando um dia ao chegar ao 37 da Duque de Palmela, a sede do Expresso, me cruzo com o Emídio Rangel e ele me pega no braço e me diz que vai dizer ao Balsemão que me quer na SIC. Da redacção do Expresso já estavam de saída o Paulo Camacho, o Ricardo Costa, a Sofia Pinto Coelho, havia outros nomes no ar e eu estava indeciso. O fotojornalismo era a minha paixão, tudo o que queria fazer, mas andava muito frustrado com a minha vida a ter de aturar os humores do Rui Ochoa, bastante insuportáveis diga-se. Acabei por falar com o Rangel, ainda no gabinete provisório próximo da redacção do Expresso. A indefinição do que eu poderia fazer realmente na SIC levou a eu optar por ficar no Expresso. Não queria ser cameraman, nem realizador de informação e não havia o lugar de realizador de reportagem.
Mas fiquei sempre com essa ambição. Dentro do Expresso acabava sempre por defender a SIC nas reuniões de editores, o que deixava o José António Saraiva e o José António Lima bastante irritados comigo. Chamavam-me “o amigo do Rangel”.
Anos mais tarde acabei por fazer uma reportagem para a SIC sobre os novos mercados da China em convergência com o Expresso. Foi a minha primeira reportagem para a televisão. O Dr. Balsemão nomeou-me pouco tempo depois coordenador de comunicação editorial, cargo que ainda exerço, para fazer uma melhor ligação entre os dois títulos com o objectivo de haver mais convergência no grupo.
Este aniversário toca-me portanto e, ao ver hoje alguns resumos de muitas das grandes reportagens que a SIC tem feito, reconheço que muito do que eu gostaria de ter feito o foi realizado com uma qualidade de que eu porventura não teria sido capaz. É uma equipa de ouro: Renato Freitas e Cândida Pinto, José Maria Cyrne e Paulo Camacho, Sofia Pinto Coelho, Teresa Conceição e muitos outros são repórteres incontornáveis em qualquer SKY ou BBC.
Claro que os tempos mudaram e o elitismo que ao princípio fez da SIC uma estação avançada e de referencia, com condições de trabalho extraordinárias e com profissionais inquestionáveis, foi cedendo à ditadura dos custos, aos cortes orçamentais. Depois da crise de crescimento e da partida de Rangel, todos sabemos como muita coisa mudou. Hoje a SIC bate-se entre conquistar um público dividido entre o canal do Estado -que arrepiou caminho e tem sabido aproveitar a estabilidade financeira dada pelos governos- e uma TVI que encontrou em José Eduardo Moniz o líder que tem faltado em Carnaxide.
As reportagens perderam fulgor, emoção e empenho. A chama da paixão esmoreceu e isso é mais que notório nas peças que vão para o ar. A imagem perdeu em qualidade, os cameraman de hoje não têm o talento e o profissionalismo dos fundadores, os grandes repórteres têm dado lugar a estagiários sem virtuosismo. O grafismo e a edição parece que valem mais do que o trabalho de campo, a acção deu lugar a efeitos bonitinhos para ilustrarem temas neo-realistas, histórias de coitadinhos e de fazerem chorar as pedras da calçada. Perdeu-se ambição e perderam-se as grandes histórias.
Claro que ainda é uma grande televisão e que a reestruturação anunciada, com grandes investimentos, trará de volta uma nova televisão.
Mas o que jamais se esquecerá é a aventura SIC, o pioneirismo que foram aqueles tempos em que todos trabalhavam 24 sobre 24 horas ao ponto de se terem também apaixonado entre eles, casado, feito filhos, porque era ali a grande casa de todos. Uma grande família.
Parabéns amigos.
sexta-feira, outubro 05, 2007
Hello!!! Por acaso viram por aí o eng. Sócrates?
Caso Maddie, o regresso de Carlos Cruz, o Caso Esmeralda, Meneses, PSD, o funeral do pai de Cavaco...há quanto tempo não se fala de Sócrates ? Aí está meus caros: a gestão do silêncio é mais difícil do que a gestão do país. Um destes dias são vésperas de eleições e o homem vai aparecer como o símbolo da estabilidade e do progresso. Aprendam meus caros, porque Sócrates não dura sempre.
quinta-feira, outubro 04, 2007
Meneses e o gang do multibanco
Dizem que Pacheco Pereira se passou de vez e que está com uma dor de corno aguda e ressabiamento avançado por não ter mais de volta o PSD onde ele era barão.
A vitória do homem de Gaia deixou-o ainda mais irritado e disparou que o PSD estava a ser dirigido por uns tipos que tinham o perfil do Gang do Multibanco. A semelhança é chata mas é divertida e irrita, principalemente Angelo Correia.
Quando comecei a ver os salamaleques à volta do novo rei do norte, e quem já andava em volta da cama do novo líder ( no sentido literal já que ele se deixou fotografar no quarto com a cama já feita para a noitinha) percebi como os enjeitados do Cavaquismo e moribundos do satanismo podiam agora voltar às luzes da Ribalta. Não será para já um grande palco, a Broadway mas podem começar a brincar ao Parque Mayer, esse ícone tão querido pela direita e acarinhado pelos socialistas.
Gangue, ou não, a verdade é que quando vi alguns dos figurões pus logo a mão na carteira.
E tenho boas e reais razões para isso. Acreditem.
A vitória do homem de Gaia deixou-o ainda mais irritado e disparou que o PSD estava a ser dirigido por uns tipos que tinham o perfil do Gang do Multibanco. A semelhança é chata mas é divertida e irrita, principalemente Angelo Correia.
Quando comecei a ver os salamaleques à volta do novo rei do norte, e quem já andava em volta da cama do novo líder ( no sentido literal já que ele se deixou fotografar no quarto com a cama já feita para a noitinha) percebi como os enjeitados do Cavaquismo e moribundos do satanismo podiam agora voltar às luzes da Ribalta. Não será para já um grande palco, a Broadway mas podem começar a brincar ao Parque Mayer, esse ícone tão querido pela direita e acarinhado pelos socialistas.
Gangue, ou não, a verdade é que quando vi alguns dos figurões pus logo a mão na carteira.
E tenho boas e reais razões para isso. Acreditem.
quarta-feira, outubro 03, 2007
Inspector da Judiciária foi bem demitido
A reportagem da Sky News que ontem a SIC passou mostrou em síntese o que tem sido a saga Maddie. E se a reportagem tem algum tom a favor dos MacCan também é verdade que mostra bem a trapalhada que tem sido a investigação portuguesa. A Judiciária soube manobrar muito bem a imprensa portuguesa e muitos jornalistas deixaram-se manobrar, mesmo sem o quererem, pelas bocas que vão sendo dadas, a maioria sempre com o objectivo de mostrar que os polícias são os maiores.
A manipulação das fontes junto da imprensa é de uma promiscuidade lamentável. E se há jornalistas que sabem onde começa uma boa informação em off e onde acaba uma informação que depois de publicada não passa de uma manobra de propaganda, há outros que só querem publicar tudo o que lhes dizem.
Não é só no Caso Maddie, em quase todos os casos.
A demissão do Inspector que coordenava a investigação foi muito bem feita. Acho insustentável que os polícias dêem entrevistas, façam lobbie, influenciem a opinião pública. Assim como acha inacreditável que um juiz venha para a televisão falar de um processo com a capa de ser dirigente sindical.
Os juízes e os polícias deviam ser proibidos de dar entrevistas e de falarem politicamente sobre as suas áreas de influência.
Sabemos hoje que as investigações da Judiciária no caso Maddie foram tardias, precipitadas, muito pouco cientificas e muito pouco deontológicas no que respeita a fuga de informações. Também foi lamentável o volte- face que levou à condenação pública do casal.
Refugiando-se no malfadado segredo de justiça, a polícia acaba por dizer em off o que não pode em on, e de acrescentar em off o que devia calar.
A demissão do inspector, que está indiciado na agressão à mãe da Joana, foi mais que justa, foi exemplar. Já é tempo de amordaçar os polícias que se manifestam como desordeiros e dos que tendo um estatuto de excepção na sociedade se portam como comentadores políticos.
A manipulação das fontes junto da imprensa é de uma promiscuidade lamentável. E se há jornalistas que sabem onde começa uma boa informação em off e onde acaba uma informação que depois de publicada não passa de uma manobra de propaganda, há outros que só querem publicar tudo o que lhes dizem.
Não é só no Caso Maddie, em quase todos os casos.
A demissão do Inspector que coordenava a investigação foi muito bem feita. Acho insustentável que os polícias dêem entrevistas, façam lobbie, influenciem a opinião pública. Assim como acha inacreditável que um juiz venha para a televisão falar de um processo com a capa de ser dirigente sindical.
Os juízes e os polícias deviam ser proibidos de dar entrevistas e de falarem politicamente sobre as suas áreas de influência.
Sabemos hoje que as investigações da Judiciária no caso Maddie foram tardias, precipitadas, muito pouco cientificas e muito pouco deontológicas no que respeita a fuga de informações. Também foi lamentável o volte- face que levou à condenação pública do casal.
Refugiando-se no malfadado segredo de justiça, a polícia acaba por dizer em off o que não pode em on, e de acrescentar em off o que devia calar.
A demissão do inspector, que está indiciado na agressão à mãe da Joana, foi mais que justa, foi exemplar. Já é tempo de amordaçar os polícias que se manifestam como desordeiros e dos que tendo um estatuto de excepção na sociedade se portam como comentadores políticos.
O regresso do senhor Carlos Cruz
Pela calada de uma noite de show no Casino Estoril, Carlos Cruz apareceu aos espectadores do Salão Preto e Prata como um fantasma. Ninguém estava à espera e ninguém tinha pago para o ver.
Segundo um jornalista presente na sala metade do público não bateu palmas perante o holograma falso, para Carlos Cruz a outra metade aplaudiu. Se ninguém tivesse aplaudido o ex-apresentador de TV garantiu mais tarde, numa daquelas entrevistas confessionais, que teria pedido desculpa e ido embora. O respeitinho pelo públicozinho é sempre bonito.
O que me choca nesta cena, a que ninguém ligou neste país demasiado entretido com outros faits-divers, é que um arguido num processo de pedofilia possa aparecer a apresentar um espectáculo. Por acaso era para crescidos, mas do ponto de vista ético e legal também poderia ter acontecido se fosse para crianças.
E das duas uma: ou o homem está inocente e o que se lhe tem feito e à família e amigos, é de uma barbaridade sem perdão, e então o Estado terá de ser responsabilizado por isso, ou se ele vier a ser condenado é um escândalo um tipo daqueles ter a suprema lata de vir apresentar um show como se se estivesse a rir na cara das vitimas. Passou de umas apertadas medidas de coacção à mais displicente descontracção ao ponto de poder viajar para o Brasil, se assim lhe apetecer.
Esta lentidão da justiça portuguesa é de gritos.
Pelo novo código aqueles que estiveram presos preventivamente no Caso Casa Pia nunca o teriam estado e, porventura, acabariam por nunca ter sido presos. Portanto:com a lentidão da nossa Justiça nunca teriam visto o Sol aos quadradinhos.
Lamentávelmente em Portugal só funciona a Justiça Popular, a condenação na praça pública e o perdão dado pelo esquecimento, esse dom tão peculiar dos anestesiados depois da selvagem sede de justiça. É ainda o tique do Poder Popular e dos divertidos e sinistros julgamentos revolucionários.
Uma realidade triste e penosa para inocentes, malandros e para os desgraçados a quem tarde ou nunca chega a hora do julgamento final.
Safam-se os que têm lata, descontracção e esperteza natural.
PS: Bibi é o único arguido do Processo Casa Pia que aceitou ser tratado para refrear os seus ímpetos de pedófilo. Está a ser acompanhado por médicos e psiquiatras por votade própria. Os outros passeiam-se, dão show e ainda vão ser homenageados um destes dias pela RTP. Admirem-se !
Segundo um jornalista presente na sala metade do público não bateu palmas perante o holograma falso, para Carlos Cruz a outra metade aplaudiu. Se ninguém tivesse aplaudido o ex-apresentador de TV garantiu mais tarde, numa daquelas entrevistas confessionais, que teria pedido desculpa e ido embora. O respeitinho pelo públicozinho é sempre bonito.
O que me choca nesta cena, a que ninguém ligou neste país demasiado entretido com outros faits-divers, é que um arguido num processo de pedofilia possa aparecer a apresentar um espectáculo. Por acaso era para crescidos, mas do ponto de vista ético e legal também poderia ter acontecido se fosse para crianças.
E das duas uma: ou o homem está inocente e o que se lhe tem feito e à família e amigos, é de uma barbaridade sem perdão, e então o Estado terá de ser responsabilizado por isso, ou se ele vier a ser condenado é um escândalo um tipo daqueles ter a suprema lata de vir apresentar um show como se se estivesse a rir na cara das vitimas. Passou de umas apertadas medidas de coacção à mais displicente descontracção ao ponto de poder viajar para o Brasil, se assim lhe apetecer.
Esta lentidão da justiça portuguesa é de gritos.
Pelo novo código aqueles que estiveram presos preventivamente no Caso Casa Pia nunca o teriam estado e, porventura, acabariam por nunca ter sido presos. Portanto:com a lentidão da nossa Justiça nunca teriam visto o Sol aos quadradinhos.
Lamentávelmente em Portugal só funciona a Justiça Popular, a condenação na praça pública e o perdão dado pelo esquecimento, esse dom tão peculiar dos anestesiados depois da selvagem sede de justiça. É ainda o tique do Poder Popular e dos divertidos e sinistros julgamentos revolucionários.
Uma realidade triste e penosa para inocentes, malandros e para os desgraçados a quem tarde ou nunca chega a hora do julgamento final.
Safam-se os que têm lata, descontracção e esperteza natural.
PS: Bibi é o único arguido do Processo Casa Pia que aceitou ser tratado para refrear os seus ímpetos de pedófilo. Está a ser acompanhado por médicos e psiquiatras por votade própria. Os outros passeiam-se, dão show e ainda vão ser homenageados um destes dias pela RTP. Admirem-se !
terça-feira, outubro 02, 2007
O devedor de promessas e o salvador de Gaia
O nosso desemprego ultrapassou depois de 20 anos a Espanha. Mas o preço dos combustíveis também. Os irmãos ibéricos vivem muito melhor, num país desenvolvido, moderno, de mentalidades abertas. Espanha tem problemas fracturantes e alguns barris de pólvora. As independências, a contestação à monarquia, a bolha imobiliária. Mas a verdade é que a vida em Espanha está noutra dimensão comparada com a triste, vil e pobre tristeza portuguesa.
Em Espanha houve poucas mudanças de governos depois da democracia, houve estabilidade, rumos definidos, objectivos e dispensaram a tropa fandanga e a porcaria da revolução como nós o fizemos com o 25 de Abril. Eles construíram um Estado democrático, nós andámos a reinar aos revolucionários. Hoje eles são mais para a frente em muitas leis e sobretudo fizeram uma revolução de costumes.
Sócrates que prometeu aos portugueses baixar o desemprego e criar 15o mil novos postos de trabalho...aí tem o seu objectivo gorado.
Mas com a nova oposição vinda de Gaia o devedor de promessas vai poder continuar a pregar e a ser eleito. Desgraçadamente.
Em Espanha houve poucas mudanças de governos depois da democracia, houve estabilidade, rumos definidos, objectivos e dispensaram a tropa fandanga e a porcaria da revolução como nós o fizemos com o 25 de Abril. Eles construíram um Estado democrático, nós andámos a reinar aos revolucionários. Hoje eles são mais para a frente em muitas leis e sobretudo fizeram uma revolução de costumes.
Sócrates que prometeu aos portugueses baixar o desemprego e criar 15o mil novos postos de trabalho...aí tem o seu objectivo gorado.
Mas com a nova oposição vinda de Gaia o devedor de promessas vai poder continuar a pregar e a ser eleito. Desgraçadamente.
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