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sábado, outubro 18, 2008

Sócrates e Santana desgraçam Leite

Há uma evidência: Sócrates soube responder à crise, em tempo, com rapidez, dando a ideia de que há segurança na banca, e determinação para vencer a tempestade financeira. Pelo contrário, o PSD e a sua maga patológica preferiu o faz-de-morto, para depois anunciar que vai vetar o orçamento, sem ter apresentado qualquer razão válida a não ser a evidente falta de sentido de Estado, ausência de patriotismo, cinismo, perante os portugueses que quer governar.
A postura de Manuel Ferreira Leite tem sido de uma total falta de responsabilidade.
Veio uma vez por todas provar que a contabilista que quer ser professora de finanças, entre o Salazar e o professor Cavaco, não passa de uma versão medíocre e bufa de qualquer um deles. Mas para irritação e desespero das figuras honoríficas laranjas, que a foram buscar qual Padroeira de Portugal para escorraçar do PSD os populistas malvados, ela afinal vai ter que apoiar o sobrinho mal criado, aquele que mete os dedos na tarte de laranja e que prefere namorar e brincar à política (e a divertir-se com ela) a estudar e ir à catequese, ser bom menino e não brincar com as primas aos médicos.
O nosso homem da Marmeleira que saiu do casulo e apareceu de máquina digital a fotografar a aparecida naquela apresentação pública, falo do Dr. Pacheco, está agora a vomitar descontentamento porque afinal a Sra. Leite está a azedar-lhe a digestão política.
Já se viu que aquela que quer ser política- líder mas que se esqueceu de falar quando o Mundo tremia por causa de uma matéria que ela diz ser especialista, está entre a espada e a parede. Isto é: entre aceitar Santana à corrida a Lisboa, e assim contentar a "canalha" populista (aqueles com quem ela se recusa a conviver no Pontal, na Madeira e noutras feiras) e evitar a fractura total ou então propor um idiota útil que se prontifique a ser sacrificado pela vitória possível do António Costa, um Betoneira do Amaral, e ficar ela ainda mais fragilizada.

Se Santana ganhar ela ficará desclassificada se ele perder será apontada como a "esperta" que teve a incoerência e a suprema fraqueza de deixar avançar o loser de serviço do seu partido.
Ela, que foi trazida ao colo pelo baronato de casa dos netinhos para se afirmar contra o traquinas Santana, vai ser vaiada pelos mesmos por ter dado rebuçados ao menino rabino.
Sócrates está portanto na maior: para já salvou a Pátria e tranquilizou os inquietos. Tomou medidas justas e em tempo. Reduzir o IRC e o pagamento por conta e prever uma almofada para que os falidos possam passar a pagar renda em vez de prestação foi bom.
Ele pode ser um engenheiro da treta mas em matéria de finanças já ultrapassou a Maga Leite, que quando era ministra das finanças aumentou o IMI, o pagamento por conta, vendeu património ao desbarato, impôs portagens na CREL....
Doutora Leite: vá para casa descansar, já tem idade para isso, como diziam os seus correlegionários ao Dr. Soares.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Elogio a Filipa Martins


Deixo-vos mais este curto clip sobre Filipa Martins e o seu livro Elogio do Passeio Público. Espero que gostem e comprem o livro. Uma nova página na literatura portuguesa contemporânea, como muito bem disse BB. ( Baptista-Bastos)

Miguel Sousa Tavares adora Magalhães

O Miguel Sousa Tavares mostrou-se hoje, na TVI, encantado com o programa de Sócrates para as escolas para espalhar Sócrates....desculpem: Magalhães por todo o lado. Um dos maiores especialistas em pessimismo nacional (aí a sua graça e sucesso) vinha hoje dar uma de porreirão e dizer que afinal estamos sempre a dizer mal mas o Magalhães deve ser muita coisa boa. É feito cá, com mãos portuguesas, vamos exportar o traste e os putos vão aprender.
Pelo que conheço do Miguel ele deve saber mais de cartucheiras e tiro à passarada e raposas do que de computadores. Lembro-me dele quando andava de Fiat Uno e achava a máquina porreira, hoje deve ter ainda um Uno de computador. Francamente: dizer que aquela máquina de escrever com ar de brinquedo da loja do chinês que é entregue sem ligação móvel à net ( fazendo dele uma má máquina de escrever) é um bom exemplo para os nossos putos, é como distribuír botas ortopédicas às criancinhas para aprenderem a andar.
É por estas e outras que continuamos a ser uns info-excluídos.
Nas escolas não há wireless, os alunos mal sabem a tabuada e as letras, e Sócrates (agora apoiado por Miguel Sousa Tavares) dá tostadeiras às crianças para elas usarem aquilo para fazerem contas de somar e ditados de diminuír.
Triste. Mas bom para o Gates.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Elogio do Passeio Público hoje na Biblioteca

Lançamento hoje às 18 horas na nova livraria da Guimarães Editores na Biblioteca Nacional, em Lisboa, do livro da Filipa Martins, " Elogio do Passeio Público". Foi uma sessão animada com a presença de Paulo Teixeira Pinto que fez as honras, da escritora e do convidado para apresentar o livro, o escritor e ex-jornalista Baptista-Bastos. Outras figuras como Vasco Graça Moura estiveram atentas. Passou o meu vídeo de apresentação do livro (ver em baixo) uma curta que me deu muito gozo fazer, embora o desafio tenha começado por ser: um pequeno filme, quase ao estilo YouTube. Filmar como quem toma notas. Precisamos de desmistificar a linguagem do vídeo e a sua prática.
Um abraço para a equipa blogueira do Corta-Fitas ali a dar força à Filipa. Um abraço linkado.

Os novos MacBook pro

segunda-feira, outubro 13, 2008

Nos bastidores da crise islandesa

O primeiro-ministro bufando no final da conferência de imprensa. Foto LC/Expresso
Chegar a um país falido, entrar no táxi para fazer o trajecto aeroporto-hotel, ouvir em directo na rádio o discurso do primeiro-ministro a acalmar os ânimos, enquanto à volta se vislumbra uma paisagem tranquila como se os duendes da Islândia estivessem a fazer a sesta, não é muito habitual. Acontece por vezes a repórteres imprevisíveis. Já aterrei em países endividados-crónicos, em ex-colónias na maior das misérias económicas e humanas, mas nunca tinha aterrado num país arrumado como se uma orgulhosa dona de casa tivesse cada coisa no seu lugar e cada lugar na sua coisa, um país aparentemente próspero, com cidadãos montados em belas máquinas rolantes (daquelas com duzentos cavalos para cima e no mínimo com 6 cilindros), com mulheres lindas que souberam polir o diamante que nasceu com elas, uma terra com evidentes sinais exteriores de riqueza e...pura e simplesmente falida. Falo da Islândia (reportagem esta semana no Expresso) que depois da crise financeira em que caiu mais parece uma aristocrata que já teve melhores dias, mas que ainda não interiorizou que tudo a abastança levou, entre créditos mal parados numa economia que deve doze vezes o produto interno bruto.
Para um fotógrafo a aproximação a um primeiro-ministro nem sempre é evidente. Mas, tal como contava no início, depois do táxi me ter deixado no hotel, encontro-me com o meu colega Daniel do Rosário e avançámos para a tal conferência de imprensa do primeiro-ministro. Chegámos e veio a primeira desilusão: a conferência tinha acabado. Os jornalistas, muitos e estrangeiros, já guardavam o material. Mas a experiência e persuasão do Daniel fez com que a assessora do primeiro-ministro nos tivesse pedido para esperarmos um pouco. Passados cinco minutos estávamos a entrevistar o já cansado primeiro. Éramos os últimos jornalistas a falar com ele e este mostrou-se de uma total disponibilidade. Bom, uma situação destas era impossível nos dias de hoje em Portugal, ou noutro país com líderes demasiado ocupados para responderem a entrevistas a solo. Não percebi se era sintoma de país falido ou pura e simplesmente de um país onde a comunicação é importante.
No final a foto do primeiro-ministro a bufar mostrava bem o enfado de quem tinha de explicar uma crise aguda e um futuro incerto.

(também em: www.expressso.pt)

Marcelo azeda a Leite (parte2)

A descida para o fundo começou definitivamente para Ferreira Leite quando hoje Marcelo no seu programa da RTP deu nota negativa à líder do seu partido.
O professor mostrou-se irritado e disse não compreender como uma líder que tem um passado de ministra das finanças e que sabe da poda, não tenha vindo falar neste clímax de uma crise financeira. Terá sido o único (a) líder da oposição na Europa que não deu as mãos ao partido no poder para ajudar a resolver um problema sério.
A falta de sentido de Estado e de política aí está demonstrado por parte de Ferreira Leite. Afinal ela está preocupada em gerir um silêncio, que mais não é do que uma cabal falta de capacidade dirigente, um total vazio de ideias, um bluff total.
Os barões assinalados que a norte e na zona de Cascais se manifestaram contra o avanço populista, podem começar a desligar os motores V8 dos seus carros de assalto ao poder.
Santana tem fortes possibilidades de ganhar em Lisboa a um presidente cinzento rodeado de uma clique esquerdalha por todos os lados. Se Santana ganhar está montada a rampa de lançamento para o ataque à direcção de Leite. Vai ser divertido. Em política não há mortos e Santana parece estar mais vivo do que parece. Que avance e que traga de novo Ghery para Lisboa. Precisamos de orgulho e de correr com os arquitectos dos caixotes dos anos setenta.
Entretanto...Sócrates levanta-se e anda.

sábado, outubro 11, 2008

A lição de vida que vem do frio da Islândia

Durante dez anos os islandeses gastaram à tripla forra. Desataram a comprar jipes de luxo, carros potentes, casas de campo...enfim: entretiveram-se a brincar ao bom e melhor usando para tal o crédito aberto pela banca local. Endividaram-se em euros (eles não pertencem à comunidade) e agora chegou a hora da verdade: a banca já não consegue mais empréstimos externos, muitas das aplicações e acções financeiras caíram, o país está à beira da banca rota, para não se dizer que já está.
Enquanto os icebergs derretem na sua fantástica paisagem povoada por duendes e lendas, os islandeses parece que ainda não acordaram para o pesadelo que vai ser as suas realidades nos próximos anos. E nem a matança de baleias, nem a pesca ao tubarão, chegarão para pagar tanto devaneio.
Os empréstimos mais que duplicaram, a banca não tem liquidez, o desemprego que estava quase em 1 por cento passará para uma cifra assustadora. Os trezentos mil islandeses que constituem este paraíso terrestre bem podem pensar em mudar de vida. Vão explorar ainda mais a indústria de exportação de alumínio e a pesca será de novo uma esperança para a sobrevivência.
Esta semana os islandeses continuavam a passear os seus belos carros, a consumirem nas lojas chiques da baixa de Reykjavik , as mulheres passeavam os filhos nos elegantes carrinhos de bebé como se tudo continuasse na melhor das vidas.
Mas os alarmes concretos começaram a disparar: reuniões de urgência feitas por patrões avisando da iminente falta de liquidez para pagar salários, psiquiatras com mais doentes, anúncios desesperados nos jornais de proprietários que pagavam a quem quisesse ficar com o belo Range Rover e...não havia quem quisesse negócios a pagar em euros numa moeda que vale cada vez menos.
Este exemplo de novo-riquismo e abastança sem controle, baseado na conjuntura financeira e não na económia real, pode ser uma séria lição para os portuguesinhos que gostam de passear pelos Colombos e vão de férias pagas aos bochechos para o Brasil...e já agora para os gestores da geração Cavaco que transformaram empresas rentáveis em casinos onde o futuro treme a cada descida na bolsa.

Veja aqui na Meditação na Pastelaria o video que explica a crise para Totós perceberem.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Chavez retira Burguer King ao povo

O camarada Chavez mandou fechar 115 MacDonalds por alegadamente terem irregularidades fiscais. Esta é uma medida que o camarada Sócrates gostaria de aplicar a muitas empresas se daí viessem mais uns cobres para a faminta máquina fiscal.
Os dois amigos estão de novo em sintonia. Chávez acha que os hamburguers americanos não passam de carne para canhão imperialista e sabe que ao mandar fechar as portas dos populares mata-fome tem um impacto internacional.
Mas também sabe que convém não esticar a corda da paciência do povo e da sua demagogia de fantoche porque os seus súbditos gostam mais de Burguer King do que ele de banana.
Agora com os Magalhães deste mundo a trabalharem no país do petróleo ao preço da uva mijona é natural que o povo que elegeu este demagogo passe a poder esquecer o Fidel da treta e a dedicar-se mais a ver o Mundo tal qual ele é.
É preciso que a fábrica que fabrica os Trabandt da informática sobreviva à sua divida ao fisco e que entretanto os venezuelanos aprendam a ler.

A desilusão do neo-liberalismo

O Tsunami financeiro que começou na América e já deu à costa na Islândia, com a Europa a sentir também as réplicas, veio mostrar como é frágil a estabilidade social nos dias de hoje. A economia mundial depois da globalização passou a reger-se por regras especulativas, engenharias financeiras. Não foi só a internet e os computadores que tornaram as nossas vidas demasiado virtuais, foi também a economia. A produção, o trabalho e a competência deram lugar ao truque financeiro. Passou a haver uma classe de ricos virtuais, por milagre do crédito. A todas as escalas: desde o pobre que pediu para comprar o plasma, ao banco poderoso que pediu a outro poderoso para poder vender créditos sobre garantias virtuais.
Esta roda da sorte, qual D.Branca global e sofisticada, acabaria por ter o seu crash, bastaria uma quebra na confiança ou o início de uma derrocada em créditos muito mal parados.
A classe média passou a viver muito acima do que vale, ou seja: do quase nada do que vale.
Oxalá esta hemorragia consiga ainda ser estagnada. A economia de casino acabaria forçosamente nisto.
É também o fracasso total das políticas populistas e neo-liberais tão queridas ao PSD e à sua putativa líder vencedora Dra. Leite, que aliás partiha o credo com Barroso e Cavaco. A ideia de que o Estado regulador bastava fracassou. O Estado não regula nada porque é incompetente e tem lobbies escondidos.
Agora que a doutrina de Leite falhou só falta falhar ela redondamente. A recente sondagem da Universidade Católica é demolidora para a salvadora da Pátria. Esta gente não percebeu que estão fora do tempo e que a política à la Tatcher tem os dias contados e mergulhou na demência da infeliz dama de ferro.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Islândia: paisagens de sonho num país falido



fotos de Luiz Carvalho, hoje na Islândia

O parque jurássico industrial português

foto LC

Um operário que trabalhou 30 anos na CUF dizia-me esta semana que nunca imaginou que uma empresa como aquela pudesse um dia acabar. Era mais que uma empresa: era um país dentro de outro, com regras próprias, regalias, controle, polícia política, guarda montada e a bastão, padre e bombeiros...a CUF era um mundo...que desabou. Hoje ao percorrermos as ruas do parque jurássico da nossa pelintra revolução industrial ainda sentimos o cheiro desses tempos a preto-e-branco de ambiente neo-realista.
Passaram 100 anos sobre a fundação do império industrial de Alfredo da Silva, um homem empreendedor que transformou o Barreiro na cidade mais trabalhadora de Portugal, ao mesmo tempo que criou riqueza e matou a fome a muita gente. Isso não impediu que no 25 de Abril os comunistas não tenham vingado a sua memória e que muitos que tudo foram, graças a ele não se tivessem tornado nas pontas de lança do revisionismo comunista.
Mesmo os que lutaram contra o regime antigo e se viraram comunistas, não deixam hoje de elogiar o capitalista bom que foi Alfredo. Talvez porque no fundo o comunismo que muitas queriam era de uma matriz igual ao mundo da CUF: um meio trabalhador, paternalista, proteccionista, onde os que criavam mais valias tinham casa de borla, cinema a dois tostões, futebol e outras alegrias no trabalho.
Os comunistas queriam no fundo aquilo que já lhes era dado. Um mundo de ordem e autoridade, de pão e festa, um mundo de homens de ferro.

domingo, outubro 05, 2008

Todos no Google à procura das poses eróticas da Carolina Salgado


Já tinha acontecido à Carla Matadinho, aconteceu agora a Carolina Matadona: as fotos que ela já assumiu serem de si, e que o autor-fotógrafo também perfilhou, foram postas online por uma criatura malvada, bruxa-má, vingadora ou dragona do caraças. O namorado, amante, ex-companheiro, camarada, palhaço, que julgo ter uma estalagem no género daquela do Gado Bravo que está em ruínas na Recta do Cabo, veio justificar o sucesso e o inconveniente das fotos online por um descuido: parece que o portfolio estava no computador da recepção da estalagem, o sítio ideal para guardar em segredo esse tipo de material explosivo, e alguém decidiu editar a matéria.
O corropio tem sido desenfreado na net mas parece que ninguém dá com o sítio da picapau. Na verdade alguém idóneo como o 24 horas descreveu as fotos como cenas de grande intensidade dramática principalmente quando Carolina aparece com a boca na botija exactamente no sítio do picapau, ou seja: afagando o Rôlo (o fotógrafo-namorado),
As discussões sobre a fraca rentabilidade de alguns sites estaria resolvida assim. Querem ver como a escritora Carolina Salgado sabe usar a boca no verbo, carreguem no enter e passem o número do cartão de crédito. A ex-pitinha de Pinto está de regresso aos tablados.
O pessoal só quer ver Carolina em poses ousadas com o seu Rôlo.
Ele canta, ela encanta.

O elogio de Cavaco às Vacas

Fiquei fascinado quando vi e ouvi (não podiaaa ignoraaaar!!) Cavaco a elogiar as vacas que se dispõem a tudo, e em bicha, para serem sugadas por um ternurento e competente robôt.
O PR confessou emocionado (ele que nunca liga o bate-bate-coração) como nunca mais esquecerá aquelas obedientes vaquinhas trabalhadoras que viu numa visita de estudo ao Norte.

Mas, parafraseando o mesmo PR em Trás-os-Montes perante o voo de uma águia real no desfiladeiro do Douro, temos também de pensar nos homens. Eu acrescentaria: nas mulheres. E se as vacas que se entregam ao doce mamar do robôt merecem elogios e admiração, também a variante humana nesse tipo de actividade deverá merecer o nosso apreço, afecto e reconhecimento. Ainda por cima quando há nesse nicho de mercado mulheres brasileiras, ucranianas, russas e outras, que contribuem para o Dia da Raça e para o crescimento do PIB em Bragança.
Cavaco falhou ao pôr no seu discurso o foco só nos animais. Também há muitos robôts humanos que têm de trabalhar para satisfazerem as suas crias, muitas vezes disfarçando que não passam de homens máquinas, outras chegando a dar música para a ordenha ser mais rápida e prazenteira.
Há no PR um fascínio evidente pela situação: um robôt trabalhador e uma manada de vacas obedientes. Sente-se aqui de novo uma convergência com Sócrates, o nosso robôt-master: conseguiu pôr os portugueses em bicha ordeira enquanto ele vai ordenhando em impostos de todo o tipo o parco sustento que ainda cada um ganha. E todos os portugueses se põem a jeito para a ordenha. Parece que a única rebelde é mesmo Fernanda Câncio: consegue desancá-lo no jornal onde trabalha, ainda por cima dando-se ao luxo de ser a única jornalista do DN a dizer mal do governo!!! Presidente: para quando um elogio a esta teimosa ? Talvez uma medalhita no Dia da Raça, em nome das minorias desobedientes, claro!

PS: também achei piada ao PR a defender o apoio aos jovens agricultores. Depois do seu governo ter liquidado a agricultura em Portugal, vem agora encorajar jovens cavadores para serem aquilo com que ele acabou. Há uma enorme falta de memória neste país. O melhor mesmo é ficarmos com as vacas.

OBRIGADO ANA CRISTINA LEONARDO PELA DICA DO VIDEO

O VÍDEO QUE VAI FICAR MAIS FAMOSO DO QUE AQUELE DO BOLO-REI

sábado, outubro 04, 2008

sexta-feira, outubro 03, 2008

Depois do Magalhães: o Mercedes Cigano


Depois do sucesso do Magalhães, o governo português vai patrocinar o Mercedes Cigano numa versão nacional quer vai ter um estudo prévio do PDN, dirigido da cadeia de Custóias pelo seu encarcerado dirigente. Manuel Pinho reuniu-se hoje ao fim da noite com dirigentes da C. Santos que afirmaram à saída da reunião que tanto vendem um Mercedes a um cigano como um Papamóvel a um protestante.
O projecto tem rodas para andar- disse Pinho a 212 à hora, como já é seu habitual. Aliás a velocidade máxima deste Mercedes ficar-se-à por uns modestos 212 à hora, velocidade a que o ministro da Economia foi em tempos apanhado na A1 ( ao que consta pelo nosso PP!).
A campanha de promoção do Mercedes Cigano vai ser fotografada pelo vencedor do BESphoto Paulo Catrica e a apresentação à imprensa será feita na Feira do Relógio, sendo convidado especial o chefe máximo da ASAE e os jogadores Quique e Quaresma que conduzirão o Mercedes Cigano. A Sapo dará o apoio multimédia e Paco Bandeira dará a voz ao spot de promoção.

Este modelo só será vendido em preto e disporá de vários compartimentos interiores camuflados para arrumar notas com cheiro a peixe, cassetes de Cunhal e mesmo roupas de contrefacção só nacionais.
O ministro das finanças vai abrir uma linha de crédito para a compra do Cigano. Para se ter direito a este crédito bonificado o cigano terá de provar que vive em casa social, que não recebeu nenhuma habitação de renda baixa de qualquer presidente da câmara de Lisboa, deve mostrar o subsídio de rendimento de inserção e fazer um teste de tiro ao alvo.
Estão previstos modelos blindados do Mercedes Cigano para quem morar na Quinta da Fonte ou num raio de 5 quilómetros à volta.
Como clausula de exclusão: Vale e Azevedo não poderá usufruir deste modelo porque trocou o carro da estrela por um vulgar Bentley!

C. Santos não quer vender Mercedes a ciganos

Já está no site do Expresso e vem amanhã com grande destaque: a C.Santos, concessionária da Mercedes, emitiu uma ordem interna em que dá indicações concretas aos seus vendedores para não venderem Mercedes a ciganos (pelos vistos os Smart escaparam!). Quem não conseguir ser "cigano" e acabar por vender um carro a ciganos é penalizado.
Uma ordem destas é inacreditável e revela como algumas das nossas empresas ainda trabalham como no tempo da outra senhora. A medida além de lamentável e discricionária é estúpida. Demonstra como há gestores que estavam melhor a vender carroças a venderem carros a sério.
Eu como proprietário de um Mercedes também não posso deixar de me indignar. Por mim chateia-me muito mais saber que há ministros e gestores públicos que andam em Mercedes que nunca os pagaram do seu bolso, a saber que no semáforo ao meu lado pára uma família cigana no seu Classe E avantgarde, caixa automática e pintura que só aquela série tem, e que foi pago com dinheiro fresco de trabalho.
E por "ciganos" (estes que me perdoem a inevitável analogia) por vezes como cliente sinto-me mais numa feira onde me tentam enganar do que num representante da Mercedes. Já me tentaram vender um elevador para o vidro da porta que não estava estragado, já me levaram 100 euros para me porem o comutador das luzes a funcionar...bom por vezes é isso que sinto como cliente. Por isso evito lá ir. Tenho o meu mecânico de confiança (por acaso já o vi vender BMW a ciganos).
Parece que na C.Santos negam a pés juntos a ordem interna mas o Expresso traz lá a circular escarrapachada.
Não sou vendedor de carros mas já tive também de vender um carro a um cigano que até pagou e tudo. Portanto: se querem representar com dignidade uma marca que o merece deixem-se de atitudes fascistóides e descricionárias. Estas posições só estimulam os ódios.
Por este andar a C.Santos qualquer dia ainda vai proibir a venda de carros a judeus.
Espero que segunda-feira aparecam por lá uns ciganos a comprarem em "el contado" uns Mercedes daqueles especiais. Eeheehh!

É pena: hoje Mário Machado foi 4 anos para a prisão. Mas no regresso, a C.Santos que parece despedir vendedores como quem despacha clientes ciganos, pode contratá-lo para chefe das vendas. Com ele Mercedes só para brasonados com a etiqueta: Nacional Nosso.

quinta-feira, outubro 02, 2008

PORTUGAL NO SEU MELHOR

foto de Luiz Carvalho, hoje em Alcobaça
O Presidente da Câmara de Alcobaça não gosta de carros na cidade nem de tabuletas para orientar os forasteiros. Parece que por ele nem lá ia ninguém de fora. Mas quando toca a permitir alarvidades como este letreiro no centro histórico da cidade...então aceita. O que é preciso é não entrarem carros e transformar os passeios da cidade em canteiros com vasos estúpidos ou berloques de pedra.
Portugal daria um salto em frente, maior do que o nosso campeão olímpico, se cortasse as verbas a estes novos-ricos da política que se entretêm a degradar o património. Mas perderíamos o podium do país civilizado com mais rotundas por hectar.

Políticos unidos pelas casinhas para os amigos

Ouvi por alto: há uma vereadora lisboeta de António Costa que tem uma casinha de renda em conta dada pela Câmara. Costa que quer ser o vingador da Lisboa desonrada faz de conta que não percebeu. A vereadora continua com o seu voto de confiança.

Hoje na SIC N, João Soares dá a mão a Meneses e em directo, perante a estupefacção de Mário Crespo, acabam num happy end: os portugueses são invejosos e mesquinhos, alguns jornalistas malvados, e as benesses a intelectuais desamparados existem em toda a Europa. As casas que a Câmara recebe e que depois oferece aos amigos são actos de cultura e solidariedade.

Estas atitudes são chocantes. Apetecia-me um dia gravar o prime-time das televisões e editá-lo com o meu olhar. Montar a mãe coragem que trabalha 365 dias por ano, ganha 4oo euros, e sustenta e educa com dignidade o filho, e ainda tem amor próprio para pôr um creme na cara, ao lado destes pavões da política que esquecem os eleitores, os contribuintes e defendem este fartar vilanagem. É na verdade escandaloso.
O corporativismo político, o centrão, o regime, esteve ali bem retratado entre dois "losers" da política, mas que não desistem de defenderem até ao tutano os camaradas. Para Soares, Coelho fez muito bem e parece muito bem estar onde hoje está. E para Meneses, Betoneira do Amaral só faz sentido na Lusoponte e não a assar castanhas!
Detesto atitudes miserabilistas e do contra, mas a política está mesmo numa fase de decadência total. Esta gente, que vive à nossa custa, nada tem a ver com o tecido social, com as novas gerações, com nada. Rodam à sua volta e vão tentar aguentar-se no Poder qual brigada do reumático na derradeira bajulação a Tomás.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Os dois passos atrás do valente José Lello

O destemido socialista José Lello, o homem do Norte, que não hesitou e deu dois passos à frente para enxovalhar o seu amigo João Soares quando este foi candidato no PS contra Sócrates, está hoje em estado de histeria máxima porque um soldado russo lhe apontou uma arma na Geórgia.

O conflito estava à beira do fim quando José Lelllo teve de dar dois passos atrás. Com miaúfa da metralha foi socorrido por um polícia local que deverá ter dito ao russo para não acagaçar o socialista que está mais habituado a dançar o vira com emigrantes a dar o pira com soldados.

Depois foi logo fazer queixinhas ao camarada Solana que o mandou dar uma volta. Então Lello desatou a telefonar aos amigos jornalistas que conhece há anos-night do Procópio a contar a sua aventura de político destemido.

Por fim, ameaça que vai denunciar os russos por não estarem a cumprir o plano de retirada.

Oh José Lello você tem de trazer essa estratégia para Lisboa: o seu amigo Costa deu hoje um belo exemplo de retirada exemplar: com aquela de só assumir que ele é que nunca deu casotas a amigos, não pondo no lume as suas mãos pelos camaradas Sampaio e Soares. Este último já veio protestar e com razão. Mas nesta terra a razão parece já nada contar.

Já havia no Norte o Major Valentão, agora passa a haver o valente soldado Lello!!!...