segunda-feira, junho 22, 2009
Telemóvel na mão, filmar, filmar. No Irão.
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Luiz Carvalho
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11:49 da tarde
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Irão
O pior Visa Pour L`Image de sempre

O director do Visa Pour L`Image está irritado. E diz com a sua frontalidade e mau feitio que este ano o seu festival vai ser o pior de sempre. Em 20 anos nunca viu portfolios tão maus e fotógrafos tão banalizados. Aponta o dedo ao novo regime comercial das agências, que vendem por tuta e meia fotos para serem eternamente publicadas sem direitos acrescentados de autor, culpa a web por canibalizar o trabalho dos jornalistas usando amadores, culpa os fotojornalistas por terem perdido a noção de fotografia social e comprometida.
Jean Francois-Leroy tem mais que razão. A imprensa tradicional está a precisar de se deitar no divã do psicanalista para resolver os seus problemas de identidade e também a necessitar de abandonar o espírito do merceeiro achando que não há investimento na reportagem e de que o leitor compra jornais para ver bonecadas, fotografias do MacDonalds e textos escritos por analfabetos que aprenderam escrever na escola por sms.
O desinvestimento dos grupos de media nos jornais, na qualidade e no rigor, estão a transformar os jornais em papel demasiado caro (e pequeno!) para servirem de estrado no caixote dos gatos e estão a abrir as portas na net para os preguiçosos se limitarem a parar dois minutos em cada site, saltitando entre breves e brejeirices de artistas despidas. O que aliás se está a estender às televisões, agora alimentadas por idiotas úteis a debitarem postas de pescada no prime-time, quase a custos zero, em vez de investirem em histórias e em produções jornalísticas que superem a pinderiquísse das novelas e dos concursos para pategos.
Leroy tem razão, mas o problema é tê-la antes do tempo, embora talvez já seja demasiado tarde para voltarmos ao jornalismo puro e duro.
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11:32 da tarde
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Visa pour L `Image
domingo, junho 21, 2009
A morte de Neda Soltani no Irão
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Luiz Carvalho
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11:47 da tarde
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O meu MGB e o TGV

Há 25 anos em plena crise económica em Portugal, desemprego, fome em Setúbal, Bloco-central no poder, gasolina a preços proibitivos, eu era um arquitecto sem grande futuro e um fotojornalista promissor. Tinha amealhado uns dinheiros e trocado o meu Dyane com 110 mil quilómetros (que tinha comprado novo) por um Citroen Visa, na altura um carrito com algum vistaço. Passados 6 meses de ter o pequeno-aburguesado utilitário, um amigo meu arquitecto demonstrou-me que era uma patetice gastar 330 contos num carreco novo quando por menos podia andar montado num MGB usado e que a diferença de preço ainda dava para sustentar o guloso MGB por uns dois ou três anos.
Fiz contas, entreguei o Visa num stand e trouxe um MGB-GT lindo, de jantes raiadas, volante de madeira, roncar de bólide e um charme eterno. Eu, um teso, andava com um carro esplêndido que me tinha custado menos do que um utilitário. Claro que a primeira revisão custou-me logo 40 contos, mesmo assim ainda não estava a perder dinheiro. Na oficina insistiam em me tratar por doutor e o sr.Alexandre, o chefe, aconselhava-me a pôr liquido refrigerante no radiador, em vez de água, por causa das viagens no inverno à Serra Nevada (ele estava sempre convencido que eu ia e até citava o Dr. Balsemão que ia, e que estava longe de vir a ser o meu patrão).
Para os meus amigos ter comprado um MGB era uma loucura. Ficaria comprometido o meu futuro financeiro, perderia poder de compra, gastaria um exagero em gasolina, pagaria contas caladas de oficina, o meu filho só poderia andar no banco de trás até aos 10 anos ( e já tinha 7), não dormiria descansado com aquele carro na rua, não dava para trabalhar como repórter, enfim: eu estava doido e acabaria por vender o carro passado pouco tempo, agoiravam entre moralismos e uma evidente inveja. Tive o MGB 14 anos, vendi-o por 1850 contos, mais 1500 contos do que na compra. E só o vendi porque já tinha um Porsche e eram dois carros rivais entre si. Optei pela mudança e por outra cultura automóvel. Mas ainda tenho todos os dias umas saudades incríveis do carro. Namorei, viajei, roubaram-mo, reavi-o, tive um acidente enorme com ele em Espanha e foi estúpido vendê-lo.
Esta minha aventura faz-me lembrar a discussão sobre termos ou não TGV. À partida tudo parece uma questão de simples bom senso não termos TGV. Há óptimos e baratos voos low-coast e o comboio tradicional serve para fazer 200 quilómetros até Elvas e 300 até ao Porto. Portugal pode investir em coisas com retorno mais imediato. Mas esta é a questão que se põe quando na nossa vida temos de fazer opções de fundo. Comprar casa ou alugar ? Comprar o Rolex com que sempre sonhámos ou um Swatch? Ir fazer aquela longa viagem ou ir para a INATEL? Casar ou viver eternamente num t0 com vista para Alfama? Ter filhos ou uma discoteca invejável? Tudo são opções. E aquela frase: se casa não pensa, se pensa não casa, aplica-se bem ao TGV.
Agora podemos achar que o investimento vai ser brutal, no futuro vamos olhar para trás e vermos que foi a oportunidade perdida.
Começo a pensar que não basta uma análise economicista para recuarmos no TGV. Estamos fartos de economistas e das suas opiniões burocráticas e pessimistas. Porventura temos mesmo de avançar, não a todo o vapor, mas a todo o power.
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tgv
Eleições no Benfica iguais às da politica
O mundo do futebol reproduz o pior do mundo da política. Ouvir hoje na TV os depoimentos de Luís Nazaré ou de Rui Gomes da Silva sobre o Benfica, e a candidatura que eles apoiam, é de rebolar no chão aos gritos. Nazaré fala do Benfica e da candidatura de Luís Filipe Vieira com o mesmo semblante e tom com que falava dos CTT, quando era Presidente, ou de PS no tempo de Guterres. Até evocou o nome da democracia, como se um debate sobre o Benfica fosse um debate ideológico. Rui Gomes da Silva, o inefável ex- de Santana (o que pressionou a saída de Marcelo da TVI!) é agora aliado de Nazaré e, metidos no mesmo barco, falam de bola como do futuro da Pátria.
O panelão que vai ser o Estádio da Luz para toda esta gente, vai ser impressionante!
São interesses a mais, poder a mais, dinheiro a mais, para ainda se pensar numa coisa simples: uma bola e onze rapazes a tentarem concretizar...
Na verdade José Eduardo Moniz ainda não rematou a sério. Provocou uma falta, mas o festival de penaltis é lá mais para Outubro. Ele não se devia candidatar a presidente da bola, devia ser o campeão do xadrez. Com a sua competência e capacidade de mover equipas, quando for presidente da águia até pode ser ele a definir a táctica e a assumir-se como treinador. Até lá é recauchutar pneus. ÃH!!ÃH!!
O panelão que vai ser o Estádio da Luz para toda esta gente, vai ser impressionante!
São interesses a mais, poder a mais, dinheiro a mais, para ainda se pensar numa coisa simples: uma bola e onze rapazes a tentarem concretizar...
Na verdade José Eduardo Moniz ainda não rematou a sério. Provocou uma falta, mas o festival de penaltis é lá mais para Outubro. Ele não se devia candidatar a presidente da bola, devia ser o campeão do xadrez. Com a sua competência e capacidade de mover equipas, quando for presidente da águia até pode ser ele a definir a táctica e a assumir-se como treinador. Até lá é recauchutar pneus. ÃH!!ÃH!!
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eleições no Benfica
sábado, junho 20, 2009
Alguém já reparou no bacamarte em Belém da Fundação Champalimaud? E alguém é capaz de se indignar contra a destruição do Museu de Arte Popular?
Ninguém comenta, nem critica: a construção da Fundação Champalimaud lado a lado com a Torre de Belém, em cima do Tejo, é um volume de construção aberrante. O projecto de arquitectura até poderá ser de qualidade, mas o que devia ser discutido era isto: é razoável construir à beira-rio infraestruturas que trazem um elevado índice de ocupação e que não vão servir para o usufruto dos cidadãos em geral? Deve a margem do rio ser ocupada por serviços terciários que estariam muito melhor em zonas de fácil acesso sem porem em causa a densidade de ocupação de uma zona que se quer nobre e livre de actividades institucionais?
A verdade é que este precedente foi aberto com a Agência Europeia no Cais do Sodré, prosseguiu com o hotel de Manuel Salgado e vai continuar com a Fundação Champalimaud e outras que virão. Um projecto global que tivesse como filosofia urbanística a mínima ocupação de solo para um máximo usufruto da margem do Tejo para actividades lúdicas e ecológicas já foi pelo cano.
Muito fala António Costa e a sua voluntariosa equipa de tipos que dizem detestar carros na cidade. Mas quando têm oportunidade de abrir a malha da cidade a espaços livres e funcionais, acabam a construir hóteis, escritórios e devem já estar a pensar em condomínios de luxo.
Por exemplo: cantam bicicletas e eu, que adoro andar de carro e que adoro andar de bicicleta, percebi que é impossível ir de Cascais a Lisboa de bicicleta em segurança e conforto. Pior: a Câmara de Lisboa está a reconstruir o pavimento entre o novo hotel de Belém e as docas e não está a por lá uma ciclopista. Há 300 metros de ciclopista entre o Café In e a parte debaixo da ponte. Depois acaba. Ora como tem lata esta gente de vir defender a bicicleta se nem pistas fazem? Ou porque insistem em atirar as bicicletas contra os carros, sendo possível a conciliação de todos os meios de transporte, salvaguardando a liberdade dos utentes?
Para cúmulo fala-se agora na destruição do Museu de Arte Popular, um edifício dos anos 30 construído para a Exposição do Mundo português, uma memória viva da nossa cultura. O que acaba sempre por acontecer é que quem nos desgoverna insiste no camartelo contra a memória, e no novo-riquismo contra a cultura. São umas bestiolas, mas a culpa é de uma geração de esquerdalhos que sempre acharam que a cultura devia ser construída incendiando o passado. Começou no dia em que um desses comunas gritou dentro da embaixada de Espanha: "Queimem o Vélasquez!! É cultura burguesa!"
A verdade é que este precedente foi aberto com a Agência Europeia no Cais do Sodré, prosseguiu com o hotel de Manuel Salgado e vai continuar com a Fundação Champalimaud e outras que virão. Um projecto global que tivesse como filosofia urbanística a mínima ocupação de solo para um máximo usufruto da margem do Tejo para actividades lúdicas e ecológicas já foi pelo cano.
Muito fala António Costa e a sua voluntariosa equipa de tipos que dizem detestar carros na cidade. Mas quando têm oportunidade de abrir a malha da cidade a espaços livres e funcionais, acabam a construir hóteis, escritórios e devem já estar a pensar em condomínios de luxo.
Por exemplo: cantam bicicletas e eu, que adoro andar de carro e que adoro andar de bicicleta, percebi que é impossível ir de Cascais a Lisboa de bicicleta em segurança e conforto. Pior: a Câmara de Lisboa está a reconstruir o pavimento entre o novo hotel de Belém e as docas e não está a por lá uma ciclopista. Há 300 metros de ciclopista entre o Café In e a parte debaixo da ponte. Depois acaba. Ora como tem lata esta gente de vir defender a bicicleta se nem pistas fazem? Ou porque insistem em atirar as bicicletas contra os carros, sendo possível a conciliação de todos os meios de transporte, salvaguardando a liberdade dos utentes?
Para cúmulo fala-se agora na destruição do Museu de Arte Popular, um edifício dos anos 30 construído para a Exposição do Mundo português, uma memória viva da nossa cultura. O que acaba sempre por acontecer é que quem nos desgoverna insiste no camartelo contra a memória, e no novo-riquismo contra a cultura. São umas bestiolas, mas a culpa é de uma geração de esquerdalhos que sempre acharam que a cultura devia ser construída incendiando o passado. Começou no dia em que um desses comunas gritou dentro da embaixada de Espanha: "Queimem o Vélasquez!! É cultura burguesa!"
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Fundação Champalimaud
A solidão de Sócrates
José Sócrates abandona a AR, pasada quarta, depois da Moção de Censura apresentada pelo PP.Foto: Luiz Carvalho/Expresso
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Jose Sócrates
WORLD PRESS PHOTO SEM VISÃO NO MUSEU EDP

A partir de amanhã no Museu da Electricidade, Lisboa, mais uma exposição anual do World Press Photo. Este ano sem a companhia do Prémio Visão, interrompido devido à crise, e que de há 9 anos até ao ano passado vindo mostrando e premiando o melhor fotojornalismo português.
A interrupção do Prémio Visão é muito triste e lamentável. O principal patrocinador, o BES, parece que deixou de ter meia dúzia de dezenas de euros para permitir a continuação do prémio. Podiam ter reduzido o valor dos prémios, que eram mais altos do que os do World Press Photo (verdade!), podiam ter simplificado a forma de constituição do júri de forma a minimizar custos de estadias e viagens em Lisboa, teriam uma oportunidade para integrarem no júri alguns portugueses, o que nunca foi feito (mal quanto a mim). Não. Acabaram pura e simplesmente com o concurso. Eu até tenho um bocadinho a mania da perseguição, e apetece-me logo dizer que o lobby anti-fotojornalismo funcionou. Hoje prefiro pensar que foi mesmo incompetência e falta de visão. O BES que apoia este ano várias manifestações culturais e até de uma forma muito digna no seu espaço arte do Marquês, bem podia ter "aguentado" o prémio de fotojornalismo. Porventura acharão que o fotojornalismo não é arte, logo não é bom investimento.
Veremos se para o ano vai voltar, embora esta interrupção não agoire futuro promissor.
Queria acrescentar que Anthony Suau, o grande vencedor do World já expôs em Lisboa na Culturgest e que é um dos últimos moicanos por um jornalismo fotográfico empenhado e de testemunho social. Premiado com uma foto que descreve um cenário de abandono a propósito da falência bancária americana, ele próprio falido depois de a TIME lhe ter deixado de encomendar reportagens devido a redução de custos. Suau é free-lancer o que nos Estados Unidos também começa a significar desempregado!
(Fundada em 1955 na Holanda, a World Press Photo é uma organização não-governamental que promove o profissionalismo no fotojornalismo e a liberdade de informação, a realização de várias iniciativas nesta área, entre as quais se destaca o maior concurso mundial de fotografia.
A grande vencedora do prémio da 52ª edição - no valor de 10 mil euros - imagem que já correu o mundo, foi captada pelo fotógrafo norte-americano Anthony Suau em pleno impacto da crise imobiliária nos EUA, quando centenas de famílias foram despejadas por não poderem pagar as casas.
No que aparenta ser um cenário de guerra, um polícia norte-americano empunha uma arma no interior de uma casa. Quando as habitações foram abandonadas, a polícia teve que intervir muitas vezes para expulsar vagabundos e toxicodependentes que as haviam ocupado.
O júri internacional, presidido pela editora de fotografia Mary Anne Golon, sublinhou na altura que a força daquela fotografia estava no significado duplo da imagem: deixa a impressão de uma guerra clássica, mas representa apenas uma casa abandonada após o despejo./Público)
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World Press Photo
quinta-feira, junho 18, 2009
Sócrates conversa em família, humilde
Dia longo para o camarada Sócrates. Matinée na AR, onde meteu no bolso Aguiar Branco com uma pinta como há muito se não via, e desmontou a táctica de Portas em querer ser líder da oposição por uma tarde. Mesmo a dramatização de Louçã indo buscar uma lei que permite o trabalho infantil cheirou a rasteira.
O engenheiro manteve-se mais ou menos no seu novo papel de político amigo do utilizador e teve toda a paciência do Mundo para tentar explicar à noite na SIC aos portugueses as virtudes de um governo que pelos vistos está mais desgastado do que uma novela pífia em horário nobre.
Claro que a entrevista à doce Ana Lourenço mais parecia uma Conversa em Família dos Tempos modernos e os desempregados aflitos e as empresas à beira do afogamento não devem ter tido a mais pequena tolerância para um Primeiro que nem falou nos casos mais dramáticos da actualidade portuguesa.
Sócrates levanta-se a anda. Mas quando Rangel aparece a oposição ganha alguma credibilidade. O problema é que no PSD os barões já espumam com o ganhador de Domingo e com todos à espera do poder, Sócrates ainda vai ganhar. Deixem vir a praia, o verão, e Outubro será o mês do regresso do Humilde.
O engenheiro manteve-se mais ou menos no seu novo papel de político amigo do utilizador e teve toda a paciência do Mundo para tentar explicar à noite na SIC aos portugueses as virtudes de um governo que pelos vistos está mais desgastado do que uma novela pífia em horário nobre.
Claro que a entrevista à doce Ana Lourenço mais parecia uma Conversa em Família dos Tempos modernos e os desempregados aflitos e as empresas à beira do afogamento não devem ter tido a mais pequena tolerância para um Primeiro que nem falou nos casos mais dramáticos da actualidade portuguesa.
Sócrates levanta-se a anda. Mas quando Rangel aparece a oposição ganha alguma credibilidade. O problema é que no PSD os barões já espumam com o ganhador de Domingo e com todos à espera do poder, Sócrates ainda vai ganhar. Deixem vir a praia, o verão, e Outubro será o mês do regresso do Humilde.
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12:34 da manhã
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José Sócrates
terça-feira, junho 16, 2009
CHAMAVAM-LHE JAMAIS E DEIXOU O TGV NO APEADEIRO
Percebe-se que Sócrates entrou em desnorte. A ideia de que era um duro já se tinha há muito dissipado, agora com a derrota humilhante veio à tona a imagem de um político fragilizado, indeciso, incoerente, um líder que dirige o rebanho ao sabor do vento, um timoneiro que só já consegue navegar com costa à vista.
O recuo sobre a decisão do TGV é a gota de água. Ontem Lino tentava pressionar Cavaco no sentido de ele ter de acabar por dar o ok ao inicio do processo do TGV, mas hoje era o mesmo Lino que vinha dar aos jornais mais amigos do PS (DN e i) a grande manchete de que afinal o TGV ia ficar para já parado no apeadeiro. O homem das obras por fazer tem azar e tem um jeito especial para falar tarde e já fora de tempo, ou fala muito antes do tempo. O nosso Jamais aí está com mais uma gaffe histórica.
Claro, que deve ter havido um aviso de Belém. Se o governo teimasse em avançar o comboio contra tudo e contra todos o nosso agulheiro iria fazê-lo parar desse lá para onde desse. Para não comprar mais uma guerra com o PR e sair derrotado, o engenheiro acabou por recuar o comboio. Ele que era o cowboy dos duros acabou com o duro dos comboios. Duro mesmo só Durão (que agora é Barroso), o único portuga ao lado de Ronaldo que continua em alta e de quem no estrangeiro ainda se sabe o nome.
Percebemos que isto vai entrar tudo em câmara lenta. Eu diria: vamos ficar com o país em câmara ardente durante o verão. A malta está ansiosa por receber o subsidio de férias (aqueles que ainda têm essa regalia social), os desempregados respiram porque ainda vai haver um dinheirito para a praia, os reformados e os funcionários públicos têm o deles garantido, sem a corrosão da inflação, e Sócrates vai refrear a cabeça numa praia longe da multidão e, reza ele, dos paparazzis portugueses- que são tão incompetentes que nem vão perceber que o Primeiro vai andar por aí, não longe porque há que manter os alertas vigilantes.
Os professores com um bocado de pressão ainda conseguem anular as classificações (ou não conseguiram já?) e a partir de agora é tudo à vontade do povo.
Estas atitudes repetem-se sempre nos arrogantes de meia tigela, naqueles que não têm convicções, nem programas, nem rigor. O que mais marca este governo é essa falta de acreditar, a fobia pelo marketing, a politiquice aprendida nos manuais (?) rascas da televisão populista.
Isto é o governo, mas o país não é diferente. Por isso, talvez Sócrates ainda consiga uma vitoriazita para um governozito, para um tempito, para depois se retirar demissionário, mártir, a tempo de avançar para esse palácio inexplicavelmente tão desejado: o palácio rosa em Belém.
O recuo sobre a decisão do TGV é a gota de água. Ontem Lino tentava pressionar Cavaco no sentido de ele ter de acabar por dar o ok ao inicio do processo do TGV, mas hoje era o mesmo Lino que vinha dar aos jornais mais amigos do PS (DN e i) a grande manchete de que afinal o TGV ia ficar para já parado no apeadeiro. O homem das obras por fazer tem azar e tem um jeito especial para falar tarde e já fora de tempo, ou fala muito antes do tempo. O nosso Jamais aí está com mais uma gaffe histórica.
Claro, que deve ter havido um aviso de Belém. Se o governo teimasse em avançar o comboio contra tudo e contra todos o nosso agulheiro iria fazê-lo parar desse lá para onde desse. Para não comprar mais uma guerra com o PR e sair derrotado, o engenheiro acabou por recuar o comboio. Ele que era o cowboy dos duros acabou com o duro dos comboios. Duro mesmo só Durão (que agora é Barroso), o único portuga ao lado de Ronaldo que continua em alta e de quem no estrangeiro ainda se sabe o nome.
Percebemos que isto vai entrar tudo em câmara lenta. Eu diria: vamos ficar com o país em câmara ardente durante o verão. A malta está ansiosa por receber o subsidio de férias (aqueles que ainda têm essa regalia social), os desempregados respiram porque ainda vai haver um dinheirito para a praia, os reformados e os funcionários públicos têm o deles garantido, sem a corrosão da inflação, e Sócrates vai refrear a cabeça numa praia longe da multidão e, reza ele, dos paparazzis portugueses- que são tão incompetentes que nem vão perceber que o Primeiro vai andar por aí, não longe porque há que manter os alertas vigilantes.
Os professores com um bocado de pressão ainda conseguem anular as classificações (ou não conseguiram já?) e a partir de agora é tudo à vontade do povo.
Estas atitudes repetem-se sempre nos arrogantes de meia tigela, naqueles que não têm convicções, nem programas, nem rigor. O que mais marca este governo é essa falta de acreditar, a fobia pelo marketing, a politiquice aprendida nos manuais (?) rascas da televisão populista.
Isto é o governo, mas o país não é diferente. Por isso, talvez Sócrates ainda consiga uma vitoriazita para um governozito, para um tempito, para depois se retirar demissionário, mártir, a tempo de avançar para esse palácio inexplicavelmente tão desejado: o palácio rosa em Belém.
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segunda-feira, junho 15, 2009
Cristiano Ronaldo com Paris Hilton
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Paris-Hilton,
Ronaldo
Bairros de Lisboa por Luiz Carvalho
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Lisboa fotos
Morreu o fotógrafo Ricardo Rangel
Morreu o fotógrafo moçambicano Ricardo Rangel. Muito pouco conhecido em Portugal, mas com uma obra notável. Cliquem na foto para verem algumas das suas extraordinárias fotografias.
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quinta-feira, junho 11, 2009
A novela Cavaco Silva
Não sei se em Espanha o Rei aproveita os discursos solenes para dar recados ao governo, ou se em Itália o Presidente passa a vida a mandar indirectas a Berlusconi, ou se na Suécia o Rei passa a vida a discordar de quem governa. Nós por cá, temos este viciozinho que vem do tempo de Eanes: os presidentes não têm poder nenhum mas, talvez por isso, vivem numa espécie de complexo de inferioridade o que se traduz em puxões de orelhas discursivos, e em chumbos de leis votadas pela maioria da Assembleia da República. O Presidente é assim uma espécie de pai moral, um vigilante, um redentor, que fala muito mas faz pouco e que apenas vai influenciando aqui e ali, sem grandes consequências. A não ser quando usa a "bomba atómica" e desfaz governos e maiorias, como aconteceu com a lamentável atitude de Sampaio quando demitiu Santana Lopes. Aliás, a única decisão que ficou para a História desses longos e chatos 10 anos de Jorge Sampaio.
O povo já percebeu que o Presidente é assim uma espécie de Rei, em versão a gasóleo, e que trocou as janelas manuelinas palacianas por uma marquise de alumínio anodizado. E vive feliz para sempre...
Cavaco Silva a quem devemos a estrutura de desenvolvimento que hoje temos, e que no essencial gerou os males estruturais de que hoje o país padece,(e que beneficiando dessa característica tão comum aos portuguesinhos que á a amnésia, conseguiu ser eleito) volta agora ao discurso paternalista de que precisamos de ser mais poupadinhos. Genial ! Os autarcas andaram a fazer construções faraónicas, de rotundas a centros de congressos, os governos andaram a comprar material bélico e submarinos, transformámos o país numa placa giratória de auto-estradas, este governo quer TGV e aeroporto e dá computadores a crianças que nem sabem a tabuada, e agora os contribuintes que poupem? Bom, o que nos vai acontecer é que depois das eleições aí vamos ter mais uma carrada de impostos para a classe média pagar.
A dramatização do estado do país em permanentes chamadas, alertas, de nada valem. Já percebemos que Sócrates até ao fim do mandato se vai comportar como uma esposa largada num centro comercial com um cartão VISA platina, que já não tem plafond, mas que ela nem sabe o que é isso. E nós cidadãos seremos os mansos que iremos pagar até a carroça da Mitra nos recolher às escondidas noite dentro.
O problema de Cavaco é que ele até pode ter toda a razão do Mundo, mas para quem ainda tem alguma memória Ram não esquece que foi nessa longa noite do Cavaquistão, de Aguiar da Beira a Boliqueime, com paragem por vários paraísos fiscais, que começou esta saga lusitana. A telenovela até pode ser outra, mas os actores são ainda os mesmos e os autores os mesmos velhadas. Há apenas um novo player: Paulo Rangel. E é nestes protagonismos novos que por vezes tudo muda. On verra !!!.
O povo já percebeu que o Presidente é assim uma espécie de Rei, em versão a gasóleo, e que trocou as janelas manuelinas palacianas por uma marquise de alumínio anodizado. E vive feliz para sempre...
Cavaco Silva a quem devemos a estrutura de desenvolvimento que hoje temos, e que no essencial gerou os males estruturais de que hoje o país padece,(e que beneficiando dessa característica tão comum aos portuguesinhos que á a amnésia, conseguiu ser eleito) volta agora ao discurso paternalista de que precisamos de ser mais poupadinhos. Genial ! Os autarcas andaram a fazer construções faraónicas, de rotundas a centros de congressos, os governos andaram a comprar material bélico e submarinos, transformámos o país numa placa giratória de auto-estradas, este governo quer TGV e aeroporto e dá computadores a crianças que nem sabem a tabuada, e agora os contribuintes que poupem? Bom, o que nos vai acontecer é que depois das eleições aí vamos ter mais uma carrada de impostos para a classe média pagar.
A dramatização do estado do país em permanentes chamadas, alertas, de nada valem. Já percebemos que Sócrates até ao fim do mandato se vai comportar como uma esposa largada num centro comercial com um cartão VISA platina, que já não tem plafond, mas que ela nem sabe o que é isso. E nós cidadãos seremos os mansos que iremos pagar até a carroça da Mitra nos recolher às escondidas noite dentro.
O problema de Cavaco é que ele até pode ter toda a razão do Mundo, mas para quem ainda tem alguma memória Ram não esquece que foi nessa longa noite do Cavaquistão, de Aguiar da Beira a Boliqueime, com paragem por vários paraísos fiscais, que começou esta saga lusitana. A telenovela até pode ser outra, mas os actores são ainda os mesmos e os autores os mesmos velhadas. Há apenas um novo player: Paulo Rangel. E é nestes protagonismos novos que por vezes tudo muda. On verra !!!.
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quarta-feira, junho 10, 2009
Dias Loureiro pródigo na Santa Terrinha
A Beira-Alta parece saber homenagear os seus filhos mais carismáticos. Foi em Santa Comba Dão no passado 25 de Abril a homenagem do edil local a Salazar, foi hoje a homenagem do edil de Aguiar da beira a Dias Loureiro. Estas homenagens nestas terras tocam o meu sentimento beirão. Sou dali perto, ou melhor os meus pais são de Sarzeda, a escassos quilómetros destes recentes altares de culto personificado. Ainda corro o risco de me homenagearem um dia, embora festas e condecorações não sejam muito atribuídas a fotógrafos. Veja-se a quantidade de artistas que já foram condecorados nos 10 de Junho pelos diferentes presidentes e nenhuma comenda calhou a algum fotógrafo. Só Eanes condecorou Gageiro e teria sido uma justíssima homenagem de Cavaco, se este ano tivesse condecorado esse fotógrafo ímpar que tão bem soube retratar Portugal, Gageiro ou Gerard Castello Lopes.
Mas, dizia eu, que a homenagem que hoje foi feita a Dias Loureiro na sua santa terrinha não deixou de ser um filme de comédia, pelo menos na forma como a vi na SIC. Há um bom plano de televisão: agência do BPN, panorâmica para a esquerda, entra Dias Loureiro em campo, segue-se um passeio entre ele e uma aparente jovem jornalista de micro na mão, numa sequência de racords, como se fosse uma curta sobre o passeio de um ex-conselheiro á sua terrinha acompanhado por uma jornalista gira!
Percebe-se que Aguiar da Beira tem um auditório bestial (como qualquer vila que se preze em gastar bem o dinheiro do contribuinte) e que as autoridades locais são uns patuscos. O homenageado parece estar com pressa e no fim tem direito a tempo de antena, dizendo daquelas frases que já não resultam e que ainda enterram mais quem as profere. Dizer que aprendeu mais na terra do que na escola, que aprendeu os valores da lealdade, da seriedade, da amizade, blá, blá, todos nós aprendemos e cada um os aplica mais ou menos. Portanto aquele tempo de antena não fica bem ao empresário que não quer voltar à política e que diz não haver nela gratidão. Pois não...é a vida!
Mas, dizia eu, que a homenagem que hoje foi feita a Dias Loureiro na sua santa terrinha não deixou de ser um filme de comédia, pelo menos na forma como a vi na SIC. Há um bom plano de televisão: agência do BPN, panorâmica para a esquerda, entra Dias Loureiro em campo, segue-se um passeio entre ele e uma aparente jovem jornalista de micro na mão, numa sequência de racords, como se fosse uma curta sobre o passeio de um ex-conselheiro á sua terrinha acompanhado por uma jornalista gira!
Percebe-se que Aguiar da Beira tem um auditório bestial (como qualquer vila que se preze em gastar bem o dinheiro do contribuinte) e que as autoridades locais são uns patuscos. O homenageado parece estar com pressa e no fim tem direito a tempo de antena, dizendo daquelas frases que já não resultam e que ainda enterram mais quem as profere. Dizer que aprendeu mais na terra do que na escola, que aprendeu os valores da lealdade, da seriedade, da amizade, blá, blá, todos nós aprendemos e cada um os aplica mais ou menos. Portanto aquele tempo de antena não fica bem ao empresário que não quer voltar à política e que diz não haver nela gratidão. Pois não...é a vida!
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Luiz Carvalho
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11:20 da tarde
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Dias Loureiro
segunda-feira, junho 08, 2009
AS FOTOS DA DERROTA DO PS
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Luiz Carvalho
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11:38 da tarde
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Derrota do PS
Agora falas tu, agora falo eu...
Em Portugal ou temos um excesso de protagonismo ou uma atrofia nas posições que se deviam tomar. Vejamos o dia de hoje neste aspecto: o nosso Presidente recusa-se a comentar o resultado das Europeias, embora não se tenha recusado a dar desabafos quase do foro pessoal quando referiu na passada semana que não guardara dinheiro no colchão, nem no estrangeiro...Bom, acho incrível que um Presidente não tenha uma palavra de conforto para quem perdeu e de ânimo democrático para quem ganhou. E perdeu, claro. Ninguém estava à espera que ele fizesse um arrebatador comentário como se estivesse num painel do Pós- e- Contras, mas devia ter dado uma palavra sobre a noite de ontem. Era indispensável.
Mas se há quem fale de menos há quem fale de mais. Veja-se a intervenção de Vítor Constâncio hoje na Comissão da AR. Por pouco fazia-nos lembrar a sua faceta de Vitinho do PS, quando era secretário-geral socialista. Trouxe argumentos e falou com um estilo que não parece ser bem o papel e a postura de um Presidente de um banco central.
Outro que fala de mais: Azeredo Lopes da ERC na sua habitual crónica no Público de hoje comenta comentadores, jornalistas, fala de áreas onde pode intervir na sua qualidade de entidade oficial. No fundo este país tem demasiados opinadores (até eu opino!) e todos se acham com poder para falarem de tudo e de todos, independentemente do seu estatuto. Juízes emitem opiniões políticas, políticos falam dos jornalistas, polícias insultam o primeiro-ministro....a rebaldaria total. Mas o que é preocupante mesmo é quando percebemos que começamos a ter falta de uma reserva de consciência da Nação e que já não resta bom senso em lado nenhum.
Mas se há quem fale de menos há quem fale de mais. Veja-se a intervenção de Vítor Constâncio hoje na Comissão da AR. Por pouco fazia-nos lembrar a sua faceta de Vitinho do PS, quando era secretário-geral socialista. Trouxe argumentos e falou com um estilo que não parece ser bem o papel e a postura de um Presidente de um banco central.
Outro que fala de mais: Azeredo Lopes da ERC na sua habitual crónica no Público de hoje comenta comentadores, jornalistas, fala de áreas onde pode intervir na sua qualidade de entidade oficial. No fundo este país tem demasiados opinadores (até eu opino!) e todos se acham com poder para falarem de tudo e de todos, independentemente do seu estatuto. Juízes emitem opiniões políticas, políticos falam dos jornalistas, polícias insultam o primeiro-ministro....a rebaldaria total. Mas o que é preocupante mesmo é quando percebemos que começamos a ter falta de uma reserva de consciência da Nação e que já não resta bom senso em lado nenhum.
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Luiz Carvalho
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9:57 da tarde
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A derrota de Sócrates
Foto de Luiz Carvalho/Expresso
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12:38 da manhã
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domingo, junho 07, 2009
Socialistas desaparecem em noite de derrota
Nunca vi o Hotel Altis tão vazio em noite eleitoral. Os camaradas socialistas eclipsaram-se, apareceram alguns ministros a fugir dos jornalistas e espera-se a declaração de derrota de José Sócrates. A sala onde falam os dirigentes para o país costuma estar repleta de militantes mas hoje foram chamados à pressa alguns elementos da Juventude Socialista para comporem o ramalhete de um salão...às moscas. Nem folclore nem Avô Cantigas. Isto parece o cemitério dos prazeres!
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Luiz Carvalho
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9:18 da tarde
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Check-list para não votar no Avô Cantigas
. Vital Moreira é um ex-comunista que sempre foi contra a Europa
. Há candidatas elegíveis que também concorrem a presidentes de câmara
. Vital insultou tudo e todos e não discutiu a Europa
. O Carrasco do Serviço Nacional de Saúde, Correia de Campos vai ser premiado com um lugarzinho chorudo na Europa. Fechou-nos os centros de saúde e "nós" votamos nele !!!!
. Sócrates precisa de um cartão vermelho
. O PS recusou-se a fazer o referendo europeu, mas agora quer o "nosso" voto.
. Sócrates aceitou na maior a reeleição de Barroso, o rosto do passado e da cimeira dos Açores.
. O Tratado de Lisboa é um fiasco e foi patrocinado por Sócrates.
. A ASAE de Sócrates atacou em nome da Europa.
. A lei do tabaco vem da Europa.
. A proibição de muitos produtos tradicionais vem da Europa.
. O PS preferiu ser bom aluno europeu a ser um aluno que questiona e impõe vontades.
. Com o PS nem os fundos estruturais servem para nada: não os aproveitou para poupar no déficit
. Votar nas europeias contra o PS é uma das poucas possibilidades que temos de começarmos JÁ a despedir um governo que foi um fracasso total e que soube ser mais conservador do que toda a direita junta.
Amanhã (hoje) não me vou esquecer disto:
. Sócrates tirou-me a Caixa dos Jornalistas (é uma posição individual mas também tenho direito a isso!)
. O PS subiu toda a carga fiscal sobre a classe média
. Reforçou a ditadura fiscal
. Em nada contribui para o apoio às famílias
. A Justiça bateu no fundo
. O ensino um campo de batalha com sucessos virtuais baseados em estatísticas.
. O Magalhães é caro e é uma vigarice.
. A saúde é cara, cara, e teve um carrasco chamado Correia de Campos que vai ser eleito para a Europa. O cúmulo!!!
. As obras públicas não existem mas vamos ter TGV e aeroporto novo, agora que vai até haver menos voos.
. A cultura foi descapitalizada e reduzida a cinzas.
. A insegurança aumentou
. O desemprego aumentou
. A nova lei do trabalho é uma afronta aos direitos sindicais.
. As historietas do primeiro-ministro lamentáveis, mesmo sendo ele um inocente em todos os processos.
. A pressão sobre os jornais e televisões intolerável.
É tarde. Mas na verdade amanhã vou engolir um sapo e vou votar num partido que detesto mas que pode fazer o que urge em Portugal: tirar os socialistas, estes socratistas, do poder. JÀ.
. Há candidatas elegíveis que também concorrem a presidentes de câmara
. Vital insultou tudo e todos e não discutiu a Europa
. O Carrasco do Serviço Nacional de Saúde, Correia de Campos vai ser premiado com um lugarzinho chorudo na Europa. Fechou-nos os centros de saúde e "nós" votamos nele !!!!
. Sócrates precisa de um cartão vermelho
. O PS recusou-se a fazer o referendo europeu, mas agora quer o "nosso" voto.
. Sócrates aceitou na maior a reeleição de Barroso, o rosto do passado e da cimeira dos Açores.
. O Tratado de Lisboa é um fiasco e foi patrocinado por Sócrates.
. A ASAE de Sócrates atacou em nome da Europa.
. A lei do tabaco vem da Europa.
. A proibição de muitos produtos tradicionais vem da Europa.
. O PS preferiu ser bom aluno europeu a ser um aluno que questiona e impõe vontades.
. Com o PS nem os fundos estruturais servem para nada: não os aproveitou para poupar no déficit
. Votar nas europeias contra o PS é uma das poucas possibilidades que temos de começarmos JÁ a despedir um governo que foi um fracasso total e que soube ser mais conservador do que toda a direita junta.
Amanhã (hoje) não me vou esquecer disto:
. Sócrates tirou-me a Caixa dos Jornalistas (é uma posição individual mas também tenho direito a isso!)
. O PS subiu toda a carga fiscal sobre a classe média
. Reforçou a ditadura fiscal
. Em nada contribui para o apoio às famílias
. A Justiça bateu no fundo
. O ensino um campo de batalha com sucessos virtuais baseados em estatísticas.
. O Magalhães é caro e é uma vigarice.
. A saúde é cara, cara, e teve um carrasco chamado Correia de Campos que vai ser eleito para a Europa. O cúmulo!!!
. As obras públicas não existem mas vamos ter TGV e aeroporto novo, agora que vai até haver menos voos.
. A cultura foi descapitalizada e reduzida a cinzas.
. A insegurança aumentou
. O desemprego aumentou
. A nova lei do trabalho é uma afronta aos direitos sindicais.
. As historietas do primeiro-ministro lamentáveis, mesmo sendo ele um inocente em todos os processos.
. A pressão sobre os jornais e televisões intolerável.
É tarde. Mas na verdade amanhã vou engolir um sapo e vou votar num partido que detesto mas que pode fazer o que urge em Portugal: tirar os socialistas, estes socratistas, do poder. JÀ.
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Luiz Carvalho
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1:13 da manhã
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