segunda-feira, abril 23, 2007

17 de Abril, 60 anos de Magnum



Deixei passar o dia, faz parte do meu embirrante feio para esquecer datas festivas. A Magnum fez 60 anos, um número notável para uma cooperativa de fotógrafos, de loucos, que um dia depois da guerra decidiram juntar-se para formarem uma cooperativa.
Capa conhecera Rodgers na frente de batalha e decidiram juntar os trapinhos com Cartier-Bresson e David Seymour ( Chim) para poderem sobreviver ao mercado desgastado. Queriam reinventar o fotojornalismo, estabelecer regras éticas, funcionais. Iam ser os senhores dos seus trabalhos, reafirmarem-se como autores-fotógrafos.

O que levou à criação de Magnum continua em discussão no mundo da imprensa. o pqpel dos fotógrafos, a importância testemunhal da fotografia, a visão pessoal e ética, o jornalismo de causas, por aí fora.
A Magnum não era uma agência de fotografia, era uma ordem religiosa, com etapas dificeis para se ser admitido, um percurso até ao calvário, com sofrimento, rigor, dor e paixão. Um fotojornalismo de causas, forte, integro, de carácter.

A postura de um fotógrafo da Magnum era, é, de um profissionalismo à prova de bala. Não basta ser-se fotógrafo, é fundamental ser-se um olhar, um outro olhar sobre a vida e a sociedade.




On this day in 1947, Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, George Rodger and David "Chim" Seymour founded the legendary photo agency Magnum Photos.

Magnum Photos is a photographic co-operative owned by it's members. To date the agency has 60 members worldwide and within those last 60 years Magnum photographers have covered countless events, interpreted the world and it's people and told many important stories through photography. Magnum also managed to stay an independend co-operative despite the efforts of others to bring Magnum under their control.

Henri Cartier-Bresson once said "Magnum is a community of thought, a shared human quality, a curiosity about what is going on in the world, a respect for what is going on and a desire to transcribe it visually."

I was blessed and honored to contribute a tiny little bit to Magnums history by my work in various fields at the Magnum New York office. I did not only have the chance to meet great people, learn about the industry and Magnum but I also had the chance to look behind the curtains, to see that not everything and everybody is always perfect. And this is what makes Magnum even more likeable. It's a human organization.

The Magnum Festival: Celebrating the Art of Documentary And to celebrate it's birthday Magnum will launch The Magnum Festival: Celebrating the Art of Documentary. "The Magnum Festival will take place in New York City throughout the month of June with dozens of activities, exhibitions, public and private events all embracing the documentation of life spanning the globe. Through a series of city wide events the Magnum Festival will highlight photography, film and journalism."

"Documentary, in its many forms, creates understanding, appreciation and in many cases mobilize change,” said Magnum’s Managing Director, Mark Lubell. "Whether through pictures, moving images or the written word, documenting the life around us is vital to the preservation of our stories for generations to come.”

For more details and scheduled events visit the Magnum Festival website.

Happy Birthday again and may Magnum be able to fulfill the high expectations in the next 60 years to come.

YOperiodista

O EL Pais acaba de por online mais um site, agora feito com o contributo total dos leitores. O diário espanhol tem mostrado uma rara ousadia em lançar novos produtos multimédia, correndo o risco de ter razão antes de tempo. A verdade é que na internet tudo muda a um ritmo veloz e estamos longe de termos consolidado conceitos, verdades absolutas. O experimentalismo faz parte do meio. Mas a preocupação em servir os leitores é óbvia. Que fazemos sem leitores ? nada.

Estranho ataca Paula Lee em casa

Paula Lee, autora do blogue Amante Profissional, conta como foi agredida em sua casa e esteve quase a morrer. De arrepiar. Leia aqui

Sócrates gosta que lhe chamem Tony

Ao Le Point Sócrates confessou que gosta que o chamem de Tony Blair português. Não me parece que Tony Blair goste que o chamem de Mr. Engenheiro.

Citando a Agência financeira:

«Assumo essa comparação e entendo-a como um elogio. Em dez anos de poder, Tony Blair concretizou mudanças consideráveis no seu país», declarou José Sócrates à revista francesa.

No entanto, mais à frente, quando procurava apresentar uma explicação sobre a sua linha política, o primeiro-ministro sublinhou que o seu modelo de inspiração para as reformas nacionais «não é tanto o Reino Unido, mas os países nórdicos, em particular a Suécia», dia a agência «Lusa».

Neste contexto, Sócrates recusou também a ideia de que o seu executivo nada tenha de esquerda, dando como exemplos medidas como as leis da paridade, da procriação médica assistida e, na sequência do referendo de Fevereiro, o aborto.

Interrogado sobre «o segredo» de ter «elevados índices de popularidade», apesar de ter tomado medidas impopulares, o primeiro-ministro riu-se e comentou: «é sem dúvida um milagre«.

«Penso que os portugueses compreenderam a necessidade de reformas. Fundamentalmente, trata-se de reformar um Estado social que delapidava parte do seu dinheiro a alimentar interesses corporativos», respondeu o primeiro-ministro.

Além de uma entrevista com José Sócrates, a «Le Point» publica também uma extensa reportagem sobre a actual situação política em Port

Google vale 49 mil milhões de euros

O motor de busca na Internet Google é a marca mais cara do mundo, valendo 49 mil milhões de euros, divulgou hoje a empresa de pesquisa de mercado Millward Brown num estudo realizado em conjunto com o Financial Times.
O valor da marca Google aumentou, de acordo com o 'ranking' BrandZ - As 100 Marcas Mais Poderosas, 77% no espaço de um ano, tendo ultrapassado a Microsoft que era, em 2006, a mais valiosa do mundo.
Este ano, a Microsoft de Bill Gates desceu para terceiro lugar, tendo passado a valer 40,5 mil milhões de euros, abaixo da General Electric que vale 45,6 milhões.
O quarto posto entre as marcas mais poderosas foi ocupado pela Coca-Cola cujo valor ascende a 32, 5 mil milhões de euros.
Entre as 10 marcas com valores mais elevados, oito são norte- americanas, sendo as de tecnologias e as de consumo geral as mais presentes na lista.
No conjunto, estas 10 marcas - Google, Microsoft, China Mobile, Wal-Mart, Coca-Cola, Citi, IBM, Toyota, McDonald's e Bank of América - valem 1,2 biliões de euros, mais 10,6% do que no ano passado.
O segmento de tecnologias é aquele onde as marcas valem mais, sendo que as cinco mais poderosas (Google, Microsoft, IBM, Nokia e HP) chegam aos 155,6 mil milhões de euros.
O motor de busca na Internet Google é a marca mais cara do mundo, valendo 49 mil milhões de euros, divulgou hoje a empresa de pesquisa de mercado Millward Brown num estudo realizado em conjunto com o Financial Times.

Diário digital

A Bela e o engenheiro


Gosto de "A Bela e o mestre".
Vi-o hoje pela primeira vez e fiquei agarrado ao dito pequeno écran. É sublime em ironia, retrato social, com umas tipas boas como o milho, ignorantes como uma parede, mas com muitos pontos de desconto: o corpo paga onde a mente falha. E quem mais pontos mostra, mais pode gaguejar.

Aquilo tem qualquer coisa de felliniano.
Eu gosto desse olhar neo-realista, com algum picante.
Claro que a TVI é de um cinismo total. O que ela quer é mostrar as concorrentes descascadas, depois de as ter seleccionado à lupa. A ideia é gira e até cultural. No meio daquela santa ignorância sempre há uma bela que fica a saber que a Paula Rego não é a Odete Santos e que o Martin Luther King não foi o fundador de uma cadeia de hamburgueres.
O júri está à altura. Por acaso passei o fim de semana com o Rui Zink na quinta de uns amigos, de que falarei aqui amanhã, com fotos.

Proponho para a próxima série: A Bela e o Engenheiro.

domingo, abril 22, 2007

Governo publica na internet lista de cábulas

Gostei de ouvir hoje Marcelo Rebelo de Sousa pegar na minha alegoria ao curso saído na Farinha Amparo, de Sócrates. E gostei daquele " já se sabe que o curso dele não vale uma coisa por aí além, para não dizer NADA". Mais umas palavras assassinas ditas directamente de Maputo. E também acaba por ter a minha opinião sobre o discurso lamentável de Mário Soares na jantarada da FIL.
E, atenção: se o governo não fechar mesmo a Universidade Independente depois da farsa daquela conferência de imprensa, e que descaradamente procurava "limpar" Sócrates, então mais bronca virá.
Apesar de eu pensar que isto não vai parar. As ligações intimas e perigosas ao professor das 4 cadeiras, mais ao pai do engenheiro da treta, mais ao bancário Vara agora banqueiro, haja jornalismo de investigação e conte-se a verdade.

Sócrates que legitimou a devassa aos cidadãos, quer através do cartão único, quer através dos poderes exacerbados das finanças, sem que o cidadão possa ter mecanismos imediatos e acessíveis de contestação, talvez possa sentir na pele o que é a violência, mesmo quando praticada em nome da democracia.

O governo só tem uma saída: publicar na internet a lista dos cábulas, ao lado da dos contribuintes faltosos. Andam todos a enganar o país.


Vosso,

Luiz Carvalho

Jardim diz que Deus castigou Sócrates


Jardim: Problemas académicos de Sócrates são «castigo divino»
Os problemas enfrentados por José Sócrates por causa da polémica à volta do seu percurso académico são um «castigo divino pelo mal que está a fazer à Madeira e aos portugueses», defendeu hoje Alberto João Jardim.

«Nosso Senhor não castiga nem com paus nem com pedras. Ele [José Sócrates] quis fazer mal a tanta gente que agora está a ser castigado», disse na Camacha o presidente demissionário do Governo Regional da Madeira, durante o comício do arranque oficial da campanha do PSD para as eleições antecipadas de 6 de Maio.

O comício, que Jardim preferiu designar como «uma conversa olhos nos olhos com os madeirenses», ficou marcado por um feroz ataque ao primeiro-ministro e aos socialistas, a quem Jardim se referiu muitas vezes simplesmente como «aqueles gajos» ou «aqueles desgraçados».

O líder do PSD-M preocupou-se em desvalorizar o cabeça de lista dos socialistas na Região, Jacinto Serrão, fazendo questão de nem sequer pronunciar o seu nome durante os cerca de 30 minutos que durou a sua intervenção. «O senhor Sócrates é o meu adversário nesta eleição», frisou, responsabilizando o primeiro-ministro e secretário-geral do PS pela aprovação da Lei das Finanças Regionais que está na base da sua demissão do cargo de presidente do Governo Regional da Madeira.

Alberto João Jardim traçou como seu «desígnio pessoal» contribuir para a derrota de José Sócrates do Partido Socialista nas legislativas de 2009, considerando que as eleições antecipadas de 6 de Maio são uma «primeira oportunidade» para os madeirenses demonstrarem o seu desacordo com a política do actual Governo da República. «Em 2009 temos que pôr o Sócrates na rua. A 6 de Maio todo o país vai estar atento às nossas eleições», disse, acusando o PS de ter aprovado uma Lei de Finanças Regionais que é prejudicial para a Madeira apenas com o «objectivo de lixar o PSD».

Jardim chamou ainda «traidores e colaboracionistas» aos socialistas que aplaudiram a entrada em vigor da Lei das Finanças Regionais, dizendo que «o sonho de alguns é ver Lisboa a nomear um governador-civil para a Madeira». Mesmo sem referir o nome dele, considerou que Jacinto Serrão foi duplamente desautorizado pelo PS nacional, que este semana, pela voz de Vitalino Canas, veio contrariar o líder regional ao garantir que não vai haver qualquer alteração à LFR seja quem for o vencedor das eleições antecipadas. «Quanto mais falam mais se enterram», sentenciou.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, abril 20, 2007

As lágrimas amargas de um engenheiro

O jantar de ontem de aniversário do PS na velha FIL, em Lisboa, foi nem mais nem menos uma acção de graças ao grande líder “engenheiro”.
Sócrates parece adoptar alguns dos tiques do seu ex -colega de bancada televisiva, Pedro Santana Lopes: chorou (começa a ser uma linha dos socialistas depois de Sampaio) e sobretudo fez-se de vítima.

Mário Soares fez a apologia do governo, outra coisa não seria de esperar, mas ao justificar a embrulhada em torno do curriculum de Sócrates como uma cabala da direita contra o primeiro-ministro, dizendo que já o mesmo tinha sido feito a Ferro, foi descabido. Só reforçou a ideia na opinião pública que o descrédito do “engenheiro” está a ser remendado com desculpas de mau pagador, ou se quiserem, de cábula.

Sou simpatizante de Mário Soares mas confesso que me irritou ouvi-lo falar ontem. Que ele diria se o que se está a passar com Sócrates tivesse sido com Pedro Santana Lopes.

E já agora, também se pode dizer que muitas das coisas que se diziam de Santana eram do domínio da calúnia como aquilo que se pôs a correr de que ele daria festas noite dentro na residência de S. Bento. Cabalas é o que mais há em política, infelizmente.

A lamechice de Sócrates, logo seguida do triunfalismo bacoco ao referir os grandes sucessos do governo, não dão para rir, nem chorar, apenas lamentar profundamente. E quando Soares disse que este governo estava a governar para os mais carenciados, não sei o que terão pensado os desempregados, os funcionários públicos, aqueles que têm de recorrer ao Serviço Nacional de Saúde, e muito, muitos mais.
Eu por mim, que nem sou carenciado, pus logo a mão na carteira.

Vosso,
Luiz Carvalho

( depois de um leitor ter sentido a falta deste adeus!)

Em busca dos tarecos de Pinto da Costa

A imagem passou de repente na televisão. Numa reportagem, Pinto da Costa reavia os tarecos que Carolina Salgado lhe havia levado da casa que outrora fora o cenário central de uma história de amor, agora despedaçada, como aquela carga revolta.

O líder dos Dragões remexia, dentro de uma carrinha de transporte, numa tralha de coisas pessoais, intransmissíveis, e que Carolina Salgado sabia que não valendo nada, valiam magoando em quem as perdia.Não parecia ser roupa interior, apesar de ser roupa suja- aquilo que chamamos aos despojos de uma relação fiel, duradoura, vivida... com final infeliz.

Mas o que me chamou a atenção naquele "frame" da televisão foi o busto de Pinto da Costa transportado debaixo do braço por um empregado, passando frente ao protagonista. Homem habituado a cenas fortes , Pinto da Costa não se deixou impressionar. A sua imagem ia ali transportada sem dignidade, entre um monte de sucata e uma porta que seria a de um armazém qualquer. O busto que lhe garantiria a eternidade parecia nada valer, como a estátua de Saddam que dobrou e caíu na rua do povo, ou a cabeça decapitada de Salazar, em Santa Comba a seguir ao 25 de Abril, desaparecida no calor da luta.

As imagens valem mais com os artistas mortos. Tornam-se então emblemáticas, objectos venerados.Na verdade, o mimetismo das esculturas não consegue impressionar os seguidores de deuses, como os corpos reais. E Pinto da Costa sabe-o. Que vale uma estatueta ao lado da sua figura ágil, jovem para a idade, de passo determinado e de silêncio absoluto para com os jornalistas, que timidamente tentavam arrancar-lhe uma declaração sobre o evento? Vale zero. E lá foi o mono para a dispensa da História do Glorioso.

Passados uns dias acabei por rever a cena numa fotografia de um jornal, mas confesso que não me impressionou como aquele instante em que a vi e que não pude congelar. Foi uma fotografia minha falhada, de certa forma.
Uma imagem de que Pinto da Costa-fotógrafo nunca sentiria falta.

Vosso,

Luiz Carvalho


Também em: http://expresso.clix.pt/

quarta-feira, abril 18, 2007

Piquenique de tiros nos Estados Unidos

Assim se divertem os americanos. Famílias aos tiros.

O Mundo do Padre Cândido

Uma reportagem de luiz Carvalho, feita em 2003, em Sernancelhe e sarzeda, Beira-Alta sobre esta figura de referência. Um homem de cultura e fé. Um salazarista convicto.

Uma reportagem de Luiz carvalho, em 2003, nas Terras do Demo, com o Padre Cândido

terça-feira, abril 17, 2007

Carla Matadinho, José Castelo Branco e Soraia Chaves, na corrida ao ouro

Galeria de notáveis nos Globos. A corrida ao ouro no Campo Pequeno.

Carla Matadinho, Soraia Chaves e José Castelo Branco, Lili Caneças e muitos outros.

Fotos de Luiz Carvalho.

CLIQUE AQUI

João e Alberto um quarto de século no poder


Gosto destes tipos: do Costa que é Pinto e do João que é Alberto. Porquê ? São genuínos e verdadeiros, são ícones de um Portugal que está a desaparecer com a burocracia de Bruxelas. Não pretendem ser aquilo que não são, são politicamente incorrectos e em última análise são mesmo intoleráveis. Têm obra feita, são ganhadores, irritam os conservadores, sendo eles uns conservadores do quilé.

Um amigo meu muito comuna, que detesta o Jardim, teve de o gramar para uma entrevista. A primeira vez o homem gostou dele, respondeu-lhe a umas perguntas na rua. E só deu entrevista a ele.
À segunda vez , foi recebido com honras, como se fosse um jornalista daquele jornal pago pelo governo. Ele já nem comenta quando lhe chamo , em tom de gozo,"vendido à causa madeirense". Não responde. Nem as derrotas do Benfica o deixam tão silencioso!
O seu silêncio revela que tem algum pejo em reconhecer que nem tudo é mau na Madeira.
No fim admitiu que viveria muito bem numa daquelas casas de habitação social...

Calma ! Não julguem que sou parvo. Claro que nós pagamos aquilo, que aquilo é uma espécie de democracia, que a oposição é uma desgraça, mas também não é o Zimbabué.

Pinto da Costa no seu quarto de século promete continuar. Tal como o Alberto, vai voltar a ser eleito. O povo gosta de valores seguros e de homens com huevos.

Eu até preferia uns líderes mais bem vestidos, estilo Armani da Maconde, mais bem falantes, educados e polidos, mais de esquerda, mais feministas e mais correctos. Mas, pelos vistos, esses soam a falso, querem ser o que não são, custam-nos caro, vão-nos aos impostos e fazem-nos passar pela vergonha de termos no Poder líderes sem curriculum, nem carisma, nem nada. Que canudo !!! ( como dizem na terra dos meus pais, na Beira-Alta).

Yours

Luiz Carvalho

segunda-feira, abril 16, 2007

25 anos de Pinto da Costa no 25 de Abril,


Pinto da Costa vai fazer 25 anos à frente do FCP. É obra e é de homem ! É uma vitória de prata que é dourada!!!

Contra tudo, contra todas e com muitos, Pinto da Costa conseguiu a façanha que Salazar não ousou: estar no Poder durante um quarto de século, sem grandes oposições e sempre com um sucesso tremendo. No futebol quem ganha é quem marca e Pinto da Costa pode dizer com orgulho que por detrás das goleadas esteve sempre um líder atento, um dirigente exigente, um timoneiro.

Homem sensível e inteligente, confesso que me emocionei há uns anos quando no final de um almoço com a associação de jornalistas europeus, de que eu faço parte, vi Pinto da Costa a recitar José Régio como ninguém. Num almoço de jornalistas não havia um gravador, uma camera de televisão, eu próprio acho que tinha deixado a máquina no carro.
Foi nesse instante que Maria Elisa terá ficado encantada, foi ela que o convidou como Presidente da associação.

Eu não sou grande adepto de futebol, quando o sou voto Sporting, mas reconheço que Pinto da Costa é uma figura exemplar.
Já não há portugueses assim. Para o melhor e para o pior.
Dia 25 de Abril vai voltar a recandidatar-se. A vitória é certa.

25 de ABRIL SEMPRE ! PINTO DA COSTA É DO POVO!
Se foi para isto que fizeram a abrilada...está bem.
Pelo menos este não tem pretensões a doutor nem engenheiro. E é uma máquina de fabricar golos, vitórias.

E se a Carolina Salgado está longe, ele já recuperou os tarecos, o busto, e vai em frente.
Penso eu de que.


Vosso

Luiz Carvalho

domingo, abril 15, 2007

Cavaco sobre a licenciatura de Sócrates:" Isso agora não interessa nada !"

Cavaco e Sócrates: uma relação de vento em popa

"Até choras por andar de lambreta!"- era uma frase que o meu pai gostava de usar para parodiar situações. Eu ouvia em pequeno e só mais tarde descodifiquei. Acho muita piada à frase. Aplica-se bem a esta montagem que descobri na net e que sintetiza a relação de proteccionismo do nosso PR ao nosso PM.

Ontem Cavaco em Santarém, onde eu estive hoje, dizia com aquele sorriso próprio de tímidos que a controvérsia sobre a licenciatura de Sócrates não tem importância dada a complexidade dos problemas do país. Portanto: se o país não tivesse chatices a trapalhada do canudo daria muito mais que falar e até podia ser mais cavada.

Depois da entrevista à RTP a coisa amainou, mas as novas trapalhadas voltaram a acender o rastilho.
O cinismo hoje de Marcelo na RTP foi mortal. Começou por desvalorizar a coisa, até porque há uma faixa de portugueses que está a defender a atitude de Sócrates porque se revê naquele tipo de baldas, depois Marcelo deu estocada final relançando a ideia de que aquilo foi mesmo um curso da treta.

Os fedorentos gozaram que nem os porcos. Está difícil para Sócrates passar uma esponja e limpar esta nódoa.

Seu

Luiz Carvalho

PS: Parece que os alunos vão poder faltar às aulas e não chumbar por faltas. Pelos vistos é o estilo e a prática do primeiro-ministro já a fazer jurisprudência. Depois queriam que os portugueses estivessem contra ele ? Excelência ? qualidade ? rigor? Ahahahahahahaah!!!!

Dois anos de governo Sócrates

Confissões de um calinas

sábado, abril 14, 2007

Meia Culpa: filha de criminoso é lá alternadeira, os mandantes licenciaram-se na cadeia

Há 10 anos Amarante era cenário de um trágico crime na noite. Um bar de alterne era atacado pela madrugada com clientes e alternadeiras lá dentro. Dez mortes, acho, e muitos feridos. Uma desgraça protagonizada por um outro dono de uma outra boîte, O Diamante Negro, em nome ao que consta de inveja e vingança.
Era uma história que desenhava um pouco o que tinha mudado na província portuguesa. O mundo rural dava lugar ao mundo suburbano, um mundo de droga, vicio, prostituição, negócios escuros. Portugal estava a mudar no final do Cavaquismo dos milhões da Europa, o tempo do dinheiro fácil, do facilitismo.

Por essa altura tudo se dava e comprava. José Sócrates era um obscuro deputado guterrista, pronto a enfileirar os conquistadores do novo poder alternativo ao acabadismo Silva.

Portugal mudou muito, mas nem tanto. Passados 10 anos a filha de quem mandou incendiar a Meia Culpa trabalha agora como alternadeira no mesmo local que o pai mandou liquidar na acção de 3 malandros que entretanto se licenciaram na cadeira. Mas ao que consta estudaram e fizeram exames.

Este país está cheio de óptimas histórias para o cinema.
Este país é uma fita.

VEJA AQUI A HISTÓRIA DE UMA ALTERNADEIRA

sexta-feira, abril 13, 2007

Licenciatura de Sócrates nos Lusíadas

As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,
Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;
E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo
A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valerosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.

No tempo em que os engenheiros falavam

Engenheiro Duarte Pacheco, quando ser engenheiro não era grau social

Nos meus 52 anos sou já do tempo em que os engenheiros eram uns tipos de tirar o chapéu.
Havia no Portugal antigo uma classe de técnicos de grande prestígio.

Eram os técnicos que tinham permitido a Duarte Pacheco fazer obra pública e a deixar para a História do país uma colecção de obras notáveis: o viaduto com o nome do dito, a ponte da Arrábida, os edifícios de referência como o Técnico, o EDEN, as avenidas novas, as escolas dos centenários…nunca mais acabaria de citar o que foi obra feita nos anos 40-70 do século passado.

O meu padrinho de baptismo era um engenheiro do Ministério das Obras Públicas, um técnico à prova de bala, o homem que introduziu em Portugal o betão armado e que projectou algumas das vivendas modernistas da Foz do Porto, no estilo Bauhaus. Era o engenheiro Jorge Viana, que no final de carreira era inspector superior do Ministério das Obras Públicas. Este grupo de notáveis também incluía arquitectos constituíam uma elite. Era um orgulho trabalhar com eles.

Ainda me cruzei na década de setenta - oitenta com alguns deles, com quem trabalhei como estagiário de arquitectura na Direcção-Geral das Construções Escolares, e como arquitecto na Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, entre 79 e 89.

Estes técnicos acabaram por contaminar em qualidade e excelência muitos ateliers privados para onde trabalhavam fora das horas públicas - como sucede hoje a muitos médicos.

Quando depois do 25 de Abril se começou a pôr em causa a exclusividade, alguns abandonaram o Estado, os melhores e mais bem pagos. Ficaram os que não tinham trabalho privado, ou seja: os medíocres. Os técnicos antigos reformaram-se, ficaram os novos formados sem o mesmo rigor e o saber. As Universidades entraram em roda livre depois do 25, as novas gerações eram mais ignorantes, com muito menos trabalho de campo e experiência.

Quando Sócrates quer ser engenheiro eu percebo: os agentes técnicos com quem trabalhei adoravam ser chamados de engenheiros. Era um estatuto de borla, para eles que nunca tinham conseguido fazer o que desejavam.: ser mesmo engenheiros.
Mas para isso teriam de ter o 7º ano, a difícil admissão ao Técnico, vencer os dois primeiros anos do Técnico, que não eram pêra doce. O mesmo se aplica aos arquitectos. Não era nada fácil entrar em arquitectura na ESBAL, mas já era fácil entrar em pintura ou escultura na ESBAL: para estes dois cursos bastava o 5º ano e um exame de desenho de estátua.

A mesma diferença de grau académico entre um agente técnico ( correspondente a um guarda-livros) ou um engenheiro.

Sócrates achou que com umas transferências, trocas e baldrocas, acabaria por ser um engenheiro. Para ele não era uma questão académica era uma questão de título.

Parece que 60 por cento de quem o ouviu na tv ficou convencida.

Num país de cábulas estavam à espera de quê ? Milagres ?

quinta-feira, abril 12, 2007

Sócrates venceu mas não convenceu

O povo respirou de alivio: o primeiro-ministro confessou-se ao país, justificou porque andou armado em engenheiro, fez de vitima, mostrou orgulho na sua carreira académica, falou firme, estava bonito na imagem, enfim: os portugueses por natureza pouco interessados em questões de lana caprina como o ensino, voltaram a identificar-se com o chefe.

Finalmente os cábulas têm cobertura ideológica e política, os xicos-espertos podem verificar que não estão sozinhos, os que se marimbam na academia e no estudo sentem-se, enfim, no país desejado.

Não sei o que sentirá o nosso Presidente Cavaco. Ele que alugou um quartito em Campo de Ourique, modesto, austero, que queimou as pestanas a estudar economia, que carregou com o peso dos dossiers e que depois rumou a Inglaterra para mais uns anos de marranço, que dirá deste passeio de Sócrates por 3 universidades para tirar um canudo inútil porque não dá para exercer profissionalmente o que devia dar. Isto é: ele estudou engenharia numa universidade que a Ordem dos Engenheiros não reconhece o curso.

É como tirar a carta de condução na escola da Brandoa e depois a BT não reconhecer a carta para poder conduzir.

Sócrates terá convencido os tolos e os ignorantes que se identificam com os cábulas. Mas a elite passou a olhá-lo como um provinciano, um novo-rico da política que faz do status um modo de vida. Um faz de conta.

Poderemos dormir descansados, que este homem nos vai cobrar impostos e tratar da vidinha ?

António Barreto comenta Sócrates na RTP

António Barreto no Público:
O sr. primeiro-ministro negou ontem na televisão, indignadamente, que fosse "um especialista em relações públicas". Temos de o acreditar. Mas não há dúvida que ontem na televisão o sr. primeiro-ministro até pareceu "um especialista em relações públicas". Para começar, arrumou com brandura o caso da sua carreira académica, que afinal não é um caso. A Universidade Independente mandou e ele cumpriu. Quanto à burocracia, não sabe, nem se interessa. Quanto ao dr. António José Morais, que lhe "deu" quatro cadeiras, não o conhecia antes. Quanto ao resto, toda a sua vida de estudante só revela "nobreza de carácter", vontade de "melhorar" e de se "enriquecer" (intelectualmente). Um exemplo que ele, aliás, recomenda aos portugueses. Ponto final.A minha ignorância não me permite contestar explicações tão, por assim dizer, "transparentes". Claro que nunca ouvi falar de um professor que "desse" quatro cadeiras no mesmo ano ao mesmo aluno, nem num reitor que ensinasse "inglês técnico", nem num conselho científico que fabricasse um "plano de estudos" para "acabar" uma licenciatura. Falha minha, com certeza. Se calhar, agora estas coisas são normais. O sr. primeiro-ministro também declarou que ele e o seu gabinete não telefonam a jornalistas com a intenção malévola de os "pressionar". Pelo contrário, só os querem esclarecer. Ficamos cientes.Fora isto, Sócrates demonstrou facilmente que o governo é óptimo e que ele é determinado, decidido, inabalável, responsável e bom. Portugal inteiro está, como lhe compete, agradecido. a O debate começou bem e foi ficando progressivamente mais complicado, a partir mais ou menos dos 20 minutos. Porque um debate que normalmente seria sobre o estado da Nação a meio de um mandato do Governo, acabou por ser sobre o currículo académico do primeiro-ministro. José Sócrates começou bem, tentando mostrar algum sentido de Estado ao querer separar o seu caso do da Independente. Foi habilidoso. O seu caso exigia, porém, prova documental, e talvez uma entrevista numa televisão não fosse a melhor maneira de a produzir. Conseguiu desmontar bem o alegado caso de assassínio de carácter, mas acabou por se atrapalhar nos pormenores. Ficou muito emperrado na questão emenda dos documentos da Assembleia da República, bem como nas notas lançadas pela Independente a um domingo. As questões de facto foram remetidas para casos de secretaria. José Sócrates quis ainda reconhecer que existem diferenças entre dar explicações aos jornalistas e fazer pressões e foi cínico sobre a OPA. Ninguém acredita que o Governo não tivesse desse indicações à Caixa Geral de Depósitos. Foi de uma candura que soou a cinismo. Foi interessante nesta entrevista a palavra blogosfera ter entrado nesta entrevista na discussão política.a O único momento verdadeiramente surpreendente da entrevista do primeiro-ministro à RTP foi quando explicou que escreve o pronome seu no fim das cartas, para ser como o inglês yours. Isso e a ideia de que, afinal, o substantivo engeheiro não designa uma competência mas sim um rótulo social definiram uma entrevista que valeu pelo que não se viu. Desde logo não se viu o balanço dos dois anos do Governo, que era a justificação da entrevista. Ora, gastou-se mais tempo com a Independente. A entrevista ou era uma coisa ou era outra. As duas, não podia ser. O dois-em-um não podia dar certo. José Alberto Carvalho conseguiu o tom certo numa conversa que o entrevistado queria de bom tom. Esforçou-se e tinha sem pre uma pergunta engatilhada. Nomeadamente no dossiê Independente. Maria Flor Pedroso, que é da rádio, estava a jogar fora e deixou-se ficar num papel mais apagado. Ganhou a noite, o primeiro-ministro? Pareceu-me que sim. E como, nestas coisas de televisão, o que importa é parecer, se pareceu, deve ter sido. A entrevista foi um bom sintoma daquilo a que está reduzida a política portuguesa: um aeroporto que ainda não existe e uma coisa que não se sabe se alguma vez foi uma universidade. Onde estão a ideologia, a Europa, as questões sociais? Nada. Sócrates gosta de passar a imagem do homem de acção que fala pouco. O problema é não ter obra para mostrar. Pouco mais pode fazer do que imitar o treinador do Benfica: prometer a Lua, iludir as derrotas e prometer a taça no ano que vem. Mas os eleitores sabem que é a fingir. a Simplesmente patético! Um primeiro-ministro a defender-se com um arguido! Um primeiro-ministro a considerar insinuações as mais legítimas dúvidas da imprensa e da opinião pública! Um primeiro-ministro que acha normal que um deputado, ministro depois, se matricule em curso superior e obtenha diploma académico de recurso (feito em três universidades diferentes), ainda por cima em estabelecimento não reconhecido pela respectiva Ordem profissional! Um primeiro-ministro que não percebe que um deputado e um membro do governo não têm os mesmos direitos, ou antes, as mesmas faculdades que os outros cidadãos e não podem nem devem apresentar-se como candidatos a cursos pós-laborais que lhe confiram estatuto académico a que aspiram! Um primeiro-ministro que considera normal e desculpável que os seus documentos oficiais curriculares sejam corrigidos e alterados ao gosto das revelações públicas!Era tão melhor julgar os políticos por razões políticas e não por motivos pessoais ou de carácter! São, infeliz e necessariamente, sinais dos tempos. Dinheiro, sexo, cultura, vida familiar, gosto e carácter transformaram-se em critérios de avaliação. O facto, gostemos ou não, faz parte das regras do jogo. Com a política totalmente centrada na personalidade do líder, é natural que a totalidade da personalidade seja motivo de interesse e escrutínio. A ponto de, infelizmente, superar os fundamentos e os resultados da acção política. Sócrates está a pagar os custos desta nova tendência. E a verdade é que ele não soube, não quis ou não pôde matar o abcesso à nascença. O facto de o não ter feito avolumou o episódio. Ter dado à imprensa e à opinião pública espaço e tempo para deslindar o confuso mistério dos seus diplomas foi um erro fatal. Ter tentado exercer pressões sobre a imprensa e os jornalistas foi igualmente uma imperícia infantil. Ter a necessidade de mostrar diplomas na televisão revela uma situação em que a palavra já vale pouco e a confiança se esvai. Ter tentado justificar o facto de se matricular, como "humilde deputado", e de se graduar, como ministro, é inútil. Mas revela uma crença perigosa: a de que acha natural e legítimo que um deputado e um membro do governo possam fazer tudo isso!É possível que este homem seja Primeiro-ministro mais dois anos ou até que consiga ser reeleito. Mas uma coisa é certa: a confiança está ferida. Ora, enquanto a utilidade pública vai e vem, a confiança, quando quebra, não tem cura. As feridas de carácter não cicatrizam.

.

Sócrates alterou registo biográfico no Parlamento para explicitar bacharelato

Público:

Os dois registos biográficos do deputado José Sócrates na VI legislatura, existentes na Assembleia da República, com informações diferentes quanto à profissão e habilitações literárias são, afinal, um original corrigido e uma fotocópia feita antes da correcção. Isso mesmo confirma uma nota do gabinete de imprensa do gabinete do primeiro-ministro divulgada esta tarde, após serem conhecidos os dois documentos.
A pedido de vários órgãos de comunicação social, a secretaria-geral da Assembleia da República (AR) divulgou hoje os fac-similes dos dois registos existentes nos serviços. Ambos têm a mesma data (13 de Fevereiro de 1992) e são em tudo idênticos. Mas num deles consta a profissão de engenheiro e na rubrica das habilitações a referência “Engenharia Civil”, enquanto no outro surge a profissão de engenheiro técnico e nas habilitações académicas surge a abreviatura “Bach.” antes da “Engenharia Civil”.Questionado sobre a disparidade, o gabinete de imprensa de José Sócrates confirma ter sido feita uma alteração no documento original: “Do confronto dos documentos resulta que foi feita uma clarificação do registo inicial, no sentido de precisar as habilitações académicas de bacharelato em Engenharia Civil, exactamente para que não pudessem subsistir quaisquer dúvidas”. Sublinha ainda o facto de que “em nenhum deles é referido pelo deputado José Sócrates ter, àquela data, uma licenciatura em Engenharia Civil”.A questão foi levantada na ontem, quando a consulta feita aos livros de biografias dos deputados existentes na Biblioteca Parlamentar revelava a disparidade das habilitações do deputado José Sócrates entre a V legislatura (1987/91) e a VI legislatura (1991/95). Na primeira, lê-se nas habilitações literárias de Sócrates o bacharelato em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, e na profissão engenheiro técnico. Na segunda já se refere a licenciatura em engenharia civil e a profissão de engenheiro.Confrontado com a situação, o gabinete do primeiro-ministro atribuía a segunda informação a erro dos serviços parlamentares. E estes responderam às dúvidas do PÚBLICO referindo a existência de dois registos biográficos diferentes com a mesma data. Hoje, a secretária-geral da AR, Adelina Sá Carvalho mostrou ao PÚBLICO os dois documentos, mas não conseguiu explicar a disparidade das informações neles constantes, alegando não poder “responder retroactivamente” à sua entrada em funções.Adelina Sá Carvalho confirmou, no entanto, ao PÚBLICO que os deputados podem fazer alterações aos seus registos a qualquer momento, sem que haja registo das datas em que as fazem. E acrescentou ser normal haver fotocópias em vários serviços do parlamento, uma vez que as mesmas informações têm de ser usadas para fins diferentes.Quem não se conforma com a atribuição de erros aos serviços parlamentares é o antigo adjunto da Divisão de Edições, Álvaro Gonçalves, responsável pela publicação das biografias dos deputados até à V legislatura. “Sinto-me ofendido pelo ataque cerrado aos funcionários parlamentares, que são sempre o elo mais fraco”, afirmou ao PÚBLICO.Reformado desde Janeiro de 1992, Álvaro Gonçalves também não sabe explicar o que pode ter acontecido em concreto com a situação de José Sócrates. Mas afirma que sempre foi prática dos serviços questionarem directamente os deputados quando tinham dúvidas sobre as informações constantes nos registos. “Eu próprio o fiz muitas vezes. Tentei, por exemplo, que a Natália Correia preenchesse as habilitações literárias e ela nunca o quis fazer, ou que o João Cravinho dissesse quais as obras que eram da sua responsabilidade, e ele negou”, conta.

Reacções à entrevista do primeiro-ministro

PÚBLICO:

Várias personalidades da vida pública reagiram à entrevista do primeiro-ministro, José Sócrates, na RTP1.

"As explicações são tardias e esclarecem muito pouco. A entrevista não dissipou dúvidas sobre se tinha tido licenciatura com tratamento de favor. Não é importante para um primeiro-ministro ser engenheiro. A legitimidade de um primeiro-ministro vem dos votos, não dos títulos académicos. Mas, utilizar um título que não se tem, fazer passar-se por aquilo que não se é revela uma falha de carácter, mina a credibilidade e afecta sua a autoridade. Numa matéria desta natureza, depois de esclarecimentos não convincentes, o primeiro-ministro deve ser o primeiro interessado em pedir a uma entidade independente, não tutelada pelo Governo, uma investigação a toda a esta situação. Quem não deve não teme."
Luís Marques Mendes, Líder do PSD

O PCP regista o esclarecimento do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre o processo que envolveu o seu percurso académico e a sua licenciatura. Sem prejuízo da utilidade de se ver esclarecida esta questão, não é possível deixar de observar que a mesma tem sido sobretudo utilizada como instrumento de distracção dos reais problemas do país. O que afecta seriamente a credibilidade do primeiro-ministro é o rasto de promessas não cumpridas e as inúmeras decisões que se traduziram no agravamento dos principais problemas do país.
Vasco Cardoso, da comissão política do PCP

José Sócrates não esclareceu porque falou tão tarde. Disse que estava à espera que decorresse o processo de investigação em relação à Universidade Independente mas este ainda está em curso. É uma falácia política. Qualquer cidadão colocado perante tantos factos – a questão da data de lançamento da conclusão do curso, estatísticas erradas que dizem que não houve licenciados no seu ano de curso – teria uma reacção: eu reconheço que a minha vida académica parece uma trapalhada, mas não é, porventura por culpa da instituição. Eu nunca vi um tão grande amontoado de factos erróneos, contradições. Não há como não admitir que a situação precisa de se explicar.
Lobo Xavier, militante do CDS

Há esclarecimentos que o primeiro-ministro não deu. Usou ou não de forma indevida títulos académicos a que não tinha direito? A resposta é sim, voluntariamente ou quanto mais não seja por omissão. Nenhum deputado permite que se reproduzam documentos que lhe atribuem títulos académicos que não tinha. Foi um jovem que se deixou deslumbrar. Quanto ao processo Universidade Independente caiu em contradições: hoje [ontem] falou dos seus professores, ao PÚBLICO disse que não se lembrava dos professores. Pode ser vítima de caos administrativo mas isto tem que ser esclarecido. O caso não acabou.
Pacheco Pereira, historiador e militante do PSD

Eu conheço José Sócrates há muito tempo, a sua verticalidade. Nunca tive dúvidas. O primeiro-ministro respondeu a todas as insinuações, a todas, teve a coragem, serenidade e humildade de levar para ali documentos. Não percebo como se pode pedir mais explicações. Não passa de uma telenovela de tretas. Nenhum partido falou nisto na Assembleia da República o que mostra maturidade da democracia portuguesa.
Jorge Coelho, militante do PS

Busto de Pinto da Costa tirado a Carolina Salgado

Pinto da Costa foi à PSP buscar objectos que Carolina Salgado lhe terá tirado.
Lindo ! Uma carrinha cheia de tralha pintista. Um dos objectos recuperados é um busto do próprio Pinto da Costa. Adorava ter feito aquela fotografia: um empregado de PC transportando o busto do chefe.

Com passo firme e determinado, Pinto da Costa não falou aos jornalistas.
Busca, busca bobby, ataca, ataca!!!! penso eu de que...

PS: amanhã falarei sobre a entrevista de Sócrates. Para já: ficámos na mesma.

quarta-feira, abril 11, 2007

Marques Mendes gestor da Universidade Atlântica em 1999

Sócrates em 1991 já se dizia engenheiro

O desconsolo de Sócrates ao reitor Arouca

As perguntas a que Sócrates não respondeu

Do Público:

As perguntas que esperam uma resposta
As duas referências públicas do primeiro-ministro a este caso foram feitas
por escrito – ao PÚBLICO e à SIC –, mas nunca responderam a questões
concretas. Aqui ficam as questões mais importantes a que José Sócrates
deve responder para clarificar o dossier.
1. Por que razão José Sócrates deixou o ISEL para acabar o curso na UnI?
2. José Sócrates pediu equivalência a 25 cadeiras das 31 que completavam a licenciatura
da UnI. Acabou por receber equivalência a mais uma disciplina, ou seja, a UnI deu-lhe
equivalência a 26 cadeiras. Por que motivo no ISEL teria de completar mais 12 cadeiras
para se licenciar e na UnI apenas teve que fazer mais cinco?
3. António José Morais, então director do Departamento de Engenharia Civil da UnI,
leccionou quatro das cinco cadeiras concluídas na Independente. Segundo o próprio,
este grupo de disciplinas, algumas do 3.º ano, outras do 5.º, representava todas as
cadeiras leccionadas por aquele professor na UnI. António José Morais foi,
simultaneamente ao período em que lhe deu aulas, adjunto do secretário de Estado da
Administração Interna, Armando Vara, colega de Governo de Sócrates, e mais tarde
director do Gabinete de Equipamento e Planeamento do Ministério da Administração
Interna.
3.1. José Sócrates já conhecia António José Morais antes de este ser seu
professor na UnI?
3.2. António José Morais já havia sido seu professor no ISEL?
3.3. Por que razão José Sócrates não identificou António José Morais como
tendo sido seu professor, nas conversas que manteve com o PÚBLICO, ao longo
de uma semana?
3.4. Quantas horas de aulas por semana compunham o horário curricular?
4. Nessas conversas que manteve com o PÚBLICO, antes da publicação da primeira
peça sobre o caso, Sócrates afirmou-se “insultado” pelas perguntas que lhe foram feitas,
disse ter frequentado as aulas e concluído os exames com aproveitamento, mas nunca
forneceu provas sobre o que afirmava.
4.1. José Sócrates não guardou nenhuma prova documental da sua carreira
académica? Nunca levantou nenhum dos diplomas?
4.2. Qual o motivo que levou Sócrates a delegar no reitor da UnI todos os
esclarecimentos, documentais ou testemunhais, sobre o caso, sabendo-se que
Luís Arouca já havia estado na origem de indicações erradas sobre o seu
currículo publicadas no jornal 24 Horas, em que terá referido cadeiras que não
existiam no seu plano de curso?
4.3. Por que razão Sócrates se recusou sempre a responder por escrito às
perguntas formuladas, também por escrito, pelo PÚBLICO?
4.4. Como é que, durante quase uma semana, não foi capaz de citar um seu
colega ou um dos seus dois professores da UnI?
4.5. Qual o motivo por que não apresentou, por exemplo, a sua monografia de
Projecto e Dissertação, tese final do curso?
5. Da matrícula de José Sócrates na UnI consta que não apresentou qualquer documento
de prova das cadeiras já feitas no ISEC e no ISEL e só apresentou atestado das 12
cadeiras concluídas no ISEL, em Julho de 1996, ou seja, quando estava praticamente a
concluir o curso na UnI.
5.1. A que se deveu este atraso?
5.2. Como pôde a UnI aceitar a inscrição, aprovar um plano de equivalências,
permitir a frequência de aulas e a realização de exames sem o documento que
atestava as cadeiras finalizadas no ISEL?
6. Quatro notas das cadeiras concluídas na UnI foram lançadas em Agosto e o diploma
tem data de 8 de Setembro de 1996.
6.1. Sabendo-se ser anormal o lançamento de notas em Agosto, bem como a
passagem de diplomas ao domingo, que justificação é dada para isso?
7. Numa das folhas consultadas pelo PÚBLICO aparece a palavra “isento” no topo da
página.
7.1. Sócrates pagou propinas?
7.2. Que valor foi fixado?
7.3. A despesa entrou no IRS?
8. O reitor Luís Arouca disse por várias vezes que só conheceu Sócrates quando este
ingressou na universidade. No entanto, em trocas de correspondência anteriores,
Sócrates despedia-se “... do seu, José Sócrates”.
8.1. Quando é que Luís Arouca e José Sócrates se conheceram?
9. A que se referia José Sócrates quando, num fax enviado a Luís Arouca que está no
seu dossier de licenciatura, escreveu: “Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos
(o de 1995 fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo.”
10. Por que motivo não foram corrigidos todos os erros constantes da biografia
publicada no Portal do Governo, mantendo-se a referência errada a uma pós-graduação
em Engenharia Sanitária e continuando a ser omitido o MBA em Gestão já depois de o
termo “engenheiro” ter sido substituído pelo de “licenciado em Engenharia Civil”?

terça-feira, abril 10, 2007

Sócrates, engenheiro da Farinha Amparo

Factos: em 1993 Sócrates era referido num curriculum da AR como engenheiro civil. Como quem faz esse curriculum são os visados, ou dele têm conhecimento, se ele achasse que estava errado, corrigia-o. Eu só escrevo no meu curriculum o que acho verdadeiro e útil. Não vou escrever que em 1970 tirei um curso de fotografia de dois meses na ex- mocidade Portuguesa ( por acaso tirei).

Sócrates tirou um curso de agente técnico que está para um engenheiro como um decorador está para um arquitecto, um enfermeiro para um médico ou um trolha... para um agente técnico.

Em 1996 quando a Universidade Independente ainda não tinha licenciatura em engenharia, Sócrates fez 4 cadeiras com um professor que disse agora desconhecer mas que esteve no governo Guterres e no actual. Nenhum aluno de então se lembra dele nas aulas, salvo o seu motorista de então, que aceita abonar a sua presença. Enquanto o secretário de estado do ambiente Sócrates marrava nas aulas, o motorista esperava cá fora!! Topam ?

Alguém o viu em exames. Entrava depois do inicio, saía antes do fim, ficava na fila do fundo sozinho.

A quinta cadeira foi dada pelo reitor, que nunca dera aquela cadeira e a filha assinou o canudo a um domingo.

Perante estes factos, publicados pelo Público e pelo Expresso, divulgados logo pela Rádio Renascença, o gabinete de Sócrates desatou a ameaçar com processos judiciais a Renascença, Santos Silva chamou de "jornalismo de sarjeta" ao Público.

Há 20 dias que Sócrates está calado tentando gerir este silêncio da mesma forma que o fez durante dois meses depois de ter tomado posse como primeiro-ministro. Não dizia nada a ninguém.

Sócrates acha que fazer de morto resulta sempre. Desta vez não resultou. Fraco, como parece ser em engenharia, fez mal os cálculos e estatelou-se.

Amanhã vai à RTP dizer o quê? Que aquele curso de pós-graduação que tirou numa semana das 9 às 5 , é para esquecer? Já sabemos. Que nem na Ordem os agentes técnicos está inscrito ? já sabemos. Que a bagunçada na UNI o prejudica ? É mentira: Gago disse ontem que há um ano aquilo era uma escola fixe.

O que vai dizer então ? Que estudar não interessa nada ? Que pode despedir os professores porque afinal para se ter canudo não é preciso estudar nem ir às aulas ?
Poupem-nos por favor!...

A arrogância de Sócrates neste caso do canudo saído na Farinha Amparo é igual à que ele põe no caso da Ota, do TGV, da saúde, dos excedentes da função pública.

crates acha que deve ser ele a marcar a agenda, e o que não cai na sua estratégia tenebrosa de propaganda e informação é mal vinda.

Sócrates não governa o país. Governa o silêncio, o seu silêncio.

Portugal em dois anos não arrancou. Não conheço um português médio que viva melhor- vivem todos pior- ficámos para trás não na última carruagem do TGV mas na última carruagem do comboio correio que sai de Sta. Apolónia e para em Alfarelos e que tarda a chegar à Europa.

Esta mentira é tão descarada como aquela em que fez cair os portugueses, quando ganhou umas eleições a dizer que não aumentaria os impostos e depois o fez.

Esta questão das habilitações da treta de Sócrates é triste.
Estamos perante um caso lamentável de novo- riquismo, de faz de conta. Um provinciano que queria à viva força ser engenheiro
Quem quer um país de excelência, culto, responsável, competente, trabalhador, pode apresentar um curriculum assim?

Imagina-se isto em Cavaco, Soares, Guterres, mesmo em Durão ou até em Santana ?

Comprava um carro usado a Sócrates ?

Blow-Up

O You Tube só me traz agradáveis surpresas. Até tem o Blow-Up, um dos filmes da minha vida.

A Dama de Xangai de Orson Welles, homenagem

Ted Conferencia de James Nachtwey

segunda-feira, abril 09, 2007

OMO o detergente que mais lava em Portugal

O OMO é o detergente com mais sucesso em Portugal.
Deve ser dos sítios do globo onde se lava mais branco. Temos memória curta. Atiramo-nos às figuras públicas como gato a bofe, fazemos julgamentos populares, usamos e abusamos da má língua até engolirmos o nosso veneno mas no fundo somos uns tansos, uns otários ( Viva a Ota, eheheh!!) que à primeira oportunidade devolvemos a inveja, o ódio, em forma de lavadela em barrela a condizer.

Vem isto a propósito da forma como as televisões e as revistas do coração têm feito uma lavagem a Carlos Cruz. Eu percebo que é aceitável que uma figura polémica e popular, controversa, chame público pelas melhores e piores razões. E se Cruz vendeu pelas piores razões, agora pode vender pelas melhores.

As parangonas da passada semana que puseram o arguido da Casa Pia como se se tratasse do regresso de um herói, fazendo dele uma vitima, um protagonista de uma história menor em que ele teria sido vitima, o retrato de um bom pai de família (somos todos meus caros, todos) que agora tem dificuldade em realizar que quando vem a Lisboa não vai a caminho do tribunal é de um ridículo atroz.
As revistas rosa que passaram das historietas das madames recauchutadas, às mais lamentáveis intromissões na esfera privada com o uso de uns franco atiradores, designados à pressa por paparazis, descobrem agora outra face: o branqueamento de protagonistas envolvidos em sérios casos de justiça. Já tinha acontecido com a trágica morte do empresário que levou à prisão da socialite sua esposa, acontece agora com Cruz.

Não se trata de condenar ninguém, para isso existem os tribunais. Mas se não os devemos julgar na praça pública, também não os devemos endeusar ou torná-los em pobres vitimas.

domingo, abril 08, 2007

81 anos

Eu com a minha mãe em Portalegre, em 1957. Fotografia do meu pai com Zeiss 6x9

A minha mãe fez hoje a bonita idade de 81 anos.
Não tenho palavras. Um grande beijo mãe.

Mesmo que a noite esteja escura,
Ou por isso,
Quero acender a minha estrela.

Mesmo que o mar esteja morto,
Ou por isso,
Quero enfunar a minha vela.

Mesmo que a vida esteja nua,
Ou por isso,
Quero vestir-lhe o meu poema.

Só porque tu existes,
Vale a pena!

Lopes Morgado, Mulher Mãe

Primavera no Alentejo vista à luz fria da tarde


Fotografias de Luiz Carvalho

Carrascal, Arraiolos, ontem ao fim da tarde. A minha aldeia devolve-me a luz, o verde da Primavera, o frio a cortar quando o Sol vai.
Duas fotos diferentes. Uma a côr, outra a p/b, feitas com a Ricoh GR. O p/b foi feito directamente na câmera. Na fotografia a opção pela luz exacta, a côr ou o p/b, o enquadramento, a focal, a exposição, tudo determina o resultado final da imagem.

13ª da PSP do Porto acusada de ameaçar casal gay

Um casal homossexual algarvio em férias pascais no Porto disse ter sido insultado e ameaçado de agressão, pouco depois da meia-noite de hoje, no interior da 13ª esquadra da PSP daquela cidade, em incidentes que associa a "preconceito" sexual. O casal acusa ainda a PSP da 13ª esquadra (Monte dos Burgos) de não aceitar a queixa que pretendia formalizar contra os polícias.

Contactado pela Lusa, o oficial de dia no Comando Metropolitano da PSP, subcomissário Reis, assinalou a inexistência de qualquer registo de incidentes com os dois cidadãos mas aconselhou-os, "caso seja verdade o que dizem", a formalizarem queixa noutra esquadra.

"Se porventura isso aconteceu, eles devem queixar-se contra os elementos que o fizeram. A ser verdade, é inaceitável", afirmou o oficial.

Bruno Pinho e João Paulo contaram à Lusa que foram "perseguidos" por um carro-patrulha enquanto realizavam um passeio nocturno pela cidade.

"Os polícias acabaram por nos interpelar em termos mal- educados, declarando-nos suspeitos por sermos desconhecidos na cidade, e exigiram-nos a identificação", relataram.

"A cidade está inundada de espanhóis, mas nenhum deles, pelos vistos é suspeito. Só nós é que somos", comentaram.

Como não tinham identificação, prontificaram-se a ir buscá-la à residência onde estão, no Carvalhido, e apresentaram-na na 13ª esquadra.

"Por não sermos do Porto, podíamos nem sequer aparecer, mas quisemos cumprir a nossa obrigação legal", assinalaram, contando que aproveitaram a deslocação para formalizar queixa contra os agentes que os tinham abordado na rua, pela forma "grosseira" como actuaram.

"O agente que nos atendeu começou a elaborar a queixa mas, depois de chamar os agentes que nos tinham abordado na rua, para nos reconhecerem, atirou os bilhetes de identidade, ameaçou-nos com o bastão e mandou-nos para o cà, assegurando que já não aceitava queixa nenhuma", contaram.

Bruno Pinho e João Paulo, que associaram a conduta policial a alegado "preconceito" face à sua orientação sexual, asseguraram que irão "pôr em campo" a sua advogada, formular queixa no Departamento de Investigação Penal e, "se for preciso", recorrer ao Ministério da Administração Interna. Público/lusa

Cristina Garcia Rodero, Páscoa na Sicilia

Foto de Cristina Garcia Rodero. Sicilia na Semana Santa.

A licenciatura SIMPLEX de Sócrates

Depois de Gago fechar a Independente Sócrates virá falar à Nação sobre as tropelias em torno do seu curriculum. Com diz hoje o DN online o primeiro-ministro irá usar a faculdade como bode expiatório. Mas eu gostava de saber se as questões abaixo postas são ou não são factos incontornáveis?

1- Em 1996 a Independente não licenciava engenheiros
2- Em 1996 não tinha conselho cientifico
3- O mesmo professor fez-lhe quatro cadeiras
4- O reitor fez-lhe o exame de inglês técnico
5- A filha do reitor assinou o canudo a um domingo
6- Os colegas não o viram nunca nas aulas. Só nos exames. Entrava, ficava a um canto e saía antes do fim.
7- O professor que lhe deu quatro cadeiras acabou no governo, era amigo de Vara ( que também se doutorou por lá num esquema semelhante) e acabou expulso do governo depois de ter nomeado uma empregada brasileira do restaurante Bacalhau para alta responsável), é ver no expresso de Hoje
8-Sócrates usava papel timbrado do governo para comunicar com o reitor

As embrulhadas não acabam.




Para quem defende o rigor, a qualidade do ensino, a excelência, a competência na função pública, para quem quer um país moderno, culto e capaz, não me parece grande curriculum, nem atitude recomendável.

Estes moralistas acabam sempre por revelar a sua verdadeira face.
Mesmo que o curriculum seja verdadeiro, e eu nem duvido, o que me parece evidente é que foi tudo saído na Farinha Amparo, sem esforço, sem rigor, sem qualidade. Simplex meus caros !!!

Motorista de Sócrates ia levá-lo às aulas à noite !!!

Muito bom o artigo no DN de hoje que em baixo transcrevo com vénia e mais uma novidade: o ex-motorista de Sócrates, quando ele era secretário de estado de Guterres, testemunha e diz que o levava às aulas e ficava à espera. Bom: que aluno interessado ele era ! Os meus alunos faltosos ponham aqui os olhos !!!

E já agora: éramos nós que pagávamos as horas ao motorista e as despesas ?



Na terça ou na quarta-feira, depois de Mariano Gago decidir o futuro da Universidade Independente, Sócrates fará uma intervenção pública em sua defesa, cujo formato ainda não está definido. Na segunda-feira à tarde, o ministro da Ciência e do Ensino Superior comunica a decisão do Governo sobre a Independente, que poderá passar pelo encerramento da escola.

Pressionadíssimo para vir a público defender-se, Sócrates decidiu ficar calado enquanto o processo de investigação à Independente não estivesse concluído. Agora, o DN sabe que o primeiro-ministro vai publicitar os diplomas do curso de Engenharia Civil que concluiu no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, a frequência do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, a licenciatura na Universidade Independente e o MBA concluído no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) com 17 valores.

Sobre as irregularidades processuais, Sócrates justificará que nenhum aluno pode ser responsável por trapalhadas de secretaria - como, de resto, já o seu gabinete veio a público declarar. Provavelmente, Sócrates aproveitará para lembrar que a Universidade Independente em que se matriculou era, à época, uma instituição tão honorável que Manuela Ferreira Leite, enquanto ministra da Educação de Cavaco Silva, lhe deu o alvará e o título de "instituição de utilidade pública". Sócrates justificará que frequentou o ensino superior durante seis anos - quatro no ISEC, um no ISEL, as cadeiras da Universidade Independente e o MBA no ISCTE -, o que fará dele um cidadão com um currículo académico acima de muitos dos seus críticos.

A falta da frequência das aulas, denunciada publicamente por alguns dos seus colegas, também será desmentida pelo primeiro-ministro. Uma curiosidade: o seu motorista, à época em que era secretário de Estado, ofereceu-se para testemunhar as noites em que ficou à espera que o então secretário de Estado de António Guterres saísse das aulas.

José Sócrates não poderá esclarecer todas as dúvidas que persistem em torno da licenciatura, nomeadamente o facto de não existir Conselho Científico (o órgão que dá equivalências) na altura em que pediu as equivalências. Dirá que fez o que qualquer cidadão faz quando se dirige a uma universidade reconhecida pelo Estado para ministrar Engenharia Civil, nomeadamente por Manuela Ferreira Leite, que agora o critica: pediu equivalências, deram-lhe.

Luis de Miranda Rocha, morreu um amigo

Morreu Luis de Miranda Rocha. Só hoje o soube quando ouvia o Rádio Clube Português enquanto avançava de carro pela minha aldeia alentejana.

O Luis de Miranda Rocha foi o jornalista que em 1972 no Observador acompanhou a primeira reportagem da minha vida sobre os pescadores avieiros do tejo, do Patacão. Fiz as fotos e escrevi o texto que o Luis me ajudou a editar. Eu tinha 17 anos, e tinha ido coloborar para a Linkrevista do Artur Anselmo, levado por um colega meu do Liceu Padre António Vieira ( não me lembro do nome dele) muito ligado à direita radical, mas muito culto e de quem eu gostava.
Porventura o Luis nem já se lembraria de mim. Há pouco tempo lembrei-me dele já não sei porquê.

Há pessoas que nos marcam na vida por pequenos gestos, por ajudas tão importantes que nem damos conta da sua dimensão.

O Luis morreu cedo, muito cedo. Dá que pensar os talentos do jornalismo que se perderam, que estão em reformas, no esquecimento, na inactividade. Não estou a pensar nos velhos, estou a pensar em muitos que nem sequer fizeram sessenta e que desapereceram dos jornais, das rádios, das televisões.

A nova lei fascista contra o tabaco


A nova lei anti-tabaco é fascista. É absurda, fora da realidade e é uma afronta aos cidadãos. A nova lei anti-tabaco é o retrato de um governo estúpido, autoritário que não governa a pensar nos cidadãos.
Este governo não é amigo do cidadão, usa o seu voto para facturar em multas e em deixar uma ideia de que está a fazer o que tem de ser feito porque é politicamente correcto.
Sou contra o tabaco nos locais fechados e no local de trabalho. Na redacção do Expresso foi proibido fumar há poucos meses. Mas quando o era permitido eu era o primeiro a protestar e a não permitir ninguém ao pé de mim a fumar.
Já ia batendo num tipo que fumava no Corte Inglês para cima do meu filho, então com meses. Não fumo em casa. Mas fumo charuto, cigarrilhas nos intervalos, e não acho que o meu fumo incomode quem quer que seja pois tenho cuidado em atender ao local onde estou.

Não me parece que fumar num centro comercial incomode, ou no átrio do edifício do Expresso ou ar livre.

Mas também acho que fora deste critério ninguém deve ter o direito de incomodar e prejudicar quem quer que seja.

Agora a lei do governo é uma vergonha.
É uma lei que vem de um governo onde o primeiro-ministro fuma e deixa fumar nos voos oficiais com jornalistas a bordo. É uma lei de um primeiro-ministro que fuma em off em
S. Bento, embora envergonhado como um puto que está a cometer um acto de indisciplina e que vai levar tau-tau dos pais.

A hipocrisia tem limites. Sócrates quer reduzir cada vez mais a liberdade dos cidadãos. Começa no cartão de identificação comum, passa para o controle das finanças sobre toda a vida dos contribuintes, continua nas taxas e impostos sem fim sobre tudo e sobre todos vai por aí fora.
As pessoas calam, consentem. Para onde vamos ?

quinta-feira, abril 05, 2007

O novo livro de Alex Webb


Vale a pena ver este novo livro do Alex Webb. Clique aqui.

PSP super-star com uma loira de pivot

O sindicato da polícia,(o mesmo que usa encapuzados para atacar o ministro da tutela?)está indignado. O sindicato indigna-se porque o presidente benfiquista criticou a postura e o estilo de fazer segurança num estádio
Não sou adepto do Benfica, muito menos do ex-rei dos pneus, mas acho que ele tem razão.

A Polícia percebeu que tem de fazer marketing e a melhor maneira é pôr uma loira armada em pivot da televisão, a explicar para uma câmera em travelling o que a equipa de polícias está a fazer. Aquela cena da polícia a descrever: “ agora aquele grupo de polícias avança, troca as voltas aos manifestantes, contorna por trás, aperta dali..”- o género era este e é caricato.

Na sociedade da televisão a polícia usa as técnicas do marketing para mostrar que é moderna e eficiente, pese embora que muitas esquadras mais parecem uns pardieiros e até o sistema informático parece só funcionar bem quando é para fazer caça à multa. Os multibancos dos carros da polícia funcionam, mas o cruzamento de dados dos bandidos parece que não.

Eu gostava de ver a sub -comissária a fazer relatos daqueles durante as operações stop nas rotundas a incomodar cidadãos pacíficos, a horas de trabalho, prejudicando tudo e todos à cata da falta de um documento para facturar multa. “ agora aproxima-se aquele carro a 40à hora, vai ser mandado parar pela brigada, o condutor não tem a morada da carta a dar com a do seguro e…é multa, é multa!!!”- porque não faz cenas destas a PSP?

quarta-feira, abril 04, 2007

Globos de Ouro


Fotos : Luiz Carvalho

terça-feira, abril 03, 2007

Prémio Visão: critica com gosto

Ainda a propósito do meu post de ontem sobre o júri do Prémio Visão.

Para não ficarem dúvidas nos moralistas que comentam no anonimato esclareço:

1- Tenho o maior respeito pelo Prémio Visão e acho, sinceramente, que tem contribuído em muito para o crescimento do fotojornalismo português. Já fui premiado( portanto não tenho de estar desconsolado) sou amigo de muita gente da revista, são uns excelentes profissionais e amigos. O ano passado fui convidado para o jantar com o júri e eu próprio me tenho empenhado na divulgação do prémio, quer quando fui editor multimédia, quer agora como coordenador de fotografia tendo entrevistado o Nachtwey com a Cândida Pinto e o António Pedro Ferreira e este ano o Jean François Leroy.
Portanto: estou em casa e de boa fé e faço figas para haver mais e melhor Prémio Visão.

Também gostava de acrescentar que um blogue é um espaço de debate de ideias, muito ao correr da pena, muito na emoção e que não é uma crónica limada e rigorosa.
Aqui escrevo ao correr do pensamento, nunca corrijo o que escrevo e daí o risco. E às vezes algum disparate.

Gosto de correr riscos, mas não sou parvo, mas adorava ver certas pessoas a fazer o mesmo.

2- Também admiro o júri de grandes personalidades do fotojornalismo mundial. São do melhor que há. Apenas disse ontem que achava que o júri parece desconhecer por vezes a realidade portuguesa e acaba por votar em trabalhos que não traduzem o que acontece no país.

3- Acrescentei que seria bom haver portugueses no júri independentes das capelinhas.

4- E disse que achava a vitória do Manuel de Almeida incontornável porque a foto é mesmo boa e mais: é uma lição para aqueles que têm a mania que são artistas e na hora falham as fotos porque a snobeira lhes faz mal à vista. Ainda disse que o vencedor é um tipo divertido e que acaba de dar uma lição em quem não acreditava nele como fotógrafo e o boicotou na Lusa.

Para os intriguistas que andam no anonimato cobarde a insultar a inteligência alheia penso ter esclarecido. Claro que entra-lhes a 100 e sai a 200. Nada a fazer meus caros !...

segunda-feira, abril 02, 2007

Prémio Visão, um júri estrangeirado

O Prémio Visão tem uma indiscutível importância no jornalismo português.
Digo
jornalismo e não fotografia. É uma evidência, mas a prática leva-nos por vezes a encontrar na fotografia de imprensa mais arte que informação.

Os prémios são como os passatempos da RTP: falíveis, subjectivos. Polémicos sempre.

Sobre o prémio deste ano:não há fotografo que eu conheça que não se ria da forma como os prémios foram atribuídos. Claro que todos concorreram, não ganharam nada e ainda por cima conhecem o trabalho do Manuel de Almeida.
O Manuel é um bonacheirão, um pândego e tem uma qualidade enorme: é corajoso, voluntarioso e arrisca o pêlo. Em Timor já foi ferido porque escorregou e caiu.

A foto vencedora é um bom shot. Não é uma foto com intenção, enquadramento, técnica, sensibilidade. É uma foto que testemunha. Manuel era o homem certo, na hora certa com uma máquina na mão. Disparou. Ganhou. Óptimo.


Não se percebe porque não há portugueses no júri, como se só os estrangeiros pudessem garantir a qualidade final. E a verdade é que não o têm conseguido fazer. O júri escolhe por vezes banalidades, lugares comuns, deixa-se levar pelo exotismo.
Há trabalhos de colegas, de grande qualidade, que não passaram nem a menções honrosas.


O concurso devia reformular o júri. Devia ter um editor internacional, um fotojornalista estrangeiro e um português convidado, um editor português fora dos jornais, e uma personalidade portuguesa acima das tricas fotográficas. Enfim: devia ter participação nacional mesmo em minoria.

Nem sempre as sumidades acertam e a vitória deste ano foi a prova provada.

( versão revista)


Bom site de fotojornalismo

O Alexandre Vaz mandou-me este link: http://www.lightstalkers.org/alexandrevaz para eu comentar. Convido também todos os meu leitores-fotógrafos ( ou mesmo os que aqui espreitam as Matadinhas deste mundo!) a verem o site ( excelente ) e a entrarem na discussão.

O silêncio em volta da licenciatura de Sócrates

Sócrates faz de morto quando lhe convém.
Se alguém sabe usar o silêncio é Sócrates.
O que é notável num homem que se passa constantemente, tem mau feitio e berra que se farta ao telefone. É o animal feroz, segundo ele se confessou um dia no terraço do Hotel do Chiado ao Vítor Rainho, durante uma daquelas entrevistas de vida, caras ao Rainho e caras em si mesmas.

O primeiro-ministro fala, fala em excelência, acha que o MIT é uma coisa fabulosa para Portugal, mas quando lhe toca parece que acabou por tirar um curso á pressa.
Licenciaturas Simplex.
Claro que um canudo não faz de um burro um barra, mas convenhamos que é melhor termos um Primeiro-Ministro com uma formação académica notável a um agente técnico de engenharia que não se sabe bem como, acabou por se licenciar em engenharia. Aliás, Sócrates também não consegue explicar.
O Professor Karamba não fazia melhor !

Claro que os jornais têm silenciado esta cegada. E a oposição, talvez medrosa de arriscar porque porventura terá também alguns doutores de aviário nas suas fileiras, cala-se.

Hoje já se falava que um ex-braço direito de Barroso também lhe teria saído o canudo na farinha Amparo...

Se o Público e o Expresso não tivessem pegado na história outra vez já ninguém se lembrava do "caso do canudo do engenheiro primeiro-ministro passado a um domingo, assinado pelo reitor e sua filha." Lindo ! O Sr. lei do Noddy adoraria investigar !!! E no fim era o Mafarrico a ser apanhado.

Aflito o governo quer mostrar serviço e Gago manda fechar a Independente, como se o estado da desgraçada universidade tivesse alguma coisa a ver com o curriculum universitário de Sócrates, que mesmo que seja tudo verdade, já percebemos: cursos daqueles são às paletes. O Vara também tem um daqueles canudos e parece que quando foi Presidente do Instituto para a segurança rodoviária não se esqueceu de quem lhe deu a mão para fazer uns testes passáveis.

O homem que Sampaio obrigou Guterres a demitir, ogénio que inventou as matrículas K, a tolerância zero e as datas de registo dos carros nas matrículas ( tudo coisas que na Europa não existem), Armando Vara o bancário da CGD que virou banqueiro da CGD, depois de passar pelo governo PS, também é doutor da mula russa.

Fazem de mortos e esperam que o tsunami passe. Chiu!!...

Agora meus caros amigos: estou orgulhoso. Tenho mais habilitações do que Sócrates e o meu curso de arquitectura, se o quis ter tive de estudar e bem, depois de um dia de trabalho nas construções escolares. Andei 6 anos para ser arquitecto. Não me deram cadeiras, tirando a de estruturas do 2º ano a que passei com a cadeira de projecto ( acho que era assim que se chamava) por não ter havido professor.

Eu posso projectar uma casa mas se Sócrates fizer os cálculos... a casa nem se chegará a levantar. Como depois disto posso confiar neste homem para me governar ?

domingo, abril 01, 2007

Luiz de Carvalho- introdução 2007

Encontrei um meu homónimo no You Tube. Depois não digam que não tenho sentido de humor !!

A bronca de Salazar na RTP em video e ao vivo

Cavaco em gincana para não convidar Mário Soares

Cavaco Silva o obreiro da entrada de Portugal na Europa. Quando entrou em 1987 para 1º ministro chegou a falar em renogociar a adesão e a propôr um referendo /Foto Luiz Carvalho

Há muito tempo que Mário Soares não reunia à sua volta tanto apoio e consenso.
A diatribe pacóvia de Cavaco Silva de o ter excluído da homenagem aos obreiros da entrada de Portugal da Europa virou o feitiço contra o feiticeiro.

Não lembraria ao careca fazer tamanha diatribe para contornar Mário Soares. O Presidente da Republica acha que os funcionários, burocratas, agentes, e até ex- 30 ministros dos negócios estrangeiros podem entrar na festa, mas o primeiro-ministro da altura não ! Fantástico ! Grande critério !

É de mais ó Nabais !

Cavaco, qual escorpião às costas do elefante, não resiste a meio da travessia de espetar o ferrão, está visto. E isto pode ser o pronúncio de outras atitudes do Presidente que muitos opositores temiam e que ele tem feito um esforço notável para não pôr cá para fora.

Personalidades que estiveram contra Soares na campanha vieram agora apoiá-lo e ele esteve muito bem. Limitou-se a dizer que não comentava os critérios do Presidente e que isso nem merecia dizer mais nada. Toma!

Aqui para nós deve ter sido um alívio para Soares não ter que aturar essa cerimónia. Ainda fazia como no dia da posse de Cavaco e desaparecia porta fora.