domingo, janeiro 07, 2007

Violador português é branco e cábula

Violador português é branco, estudou pouco e não tem remorsos
O violador português é branco, tem cerca de 30 anos, baixa escolaridade e não revela arrependimento pelo crime, mas pena por este o ter conduzido à prisão, onde é mal tratado pelos outros reclusos e guardas, revela um estudo.

Esta caracterização do violador português de adultos foi realizada pela psicóloga Maria Francisca Rebocho Lopes, na dissertação apresentada em Outubro passado à Universidade do Porto para a obtenção do grau de mestre em Ciências Forenses.

Para a investigação, a autora entrevistou e consultou processos de 38 indivíduos que, em 2004 e 2005, se encontravam a cumprir pena por crimes de violação de adultas, dos quais só três (7,9%) eram considerados inimputáveis .

Em declarações à Lusa, Maria Francisca Rebocho Lopes afirmou que, ao longo da investigação, começou por se surpreender com a idade avançada das vítimas: 13,2% tinha mais de 61 anos e a mesma percentagem entre 41 e 50 anos.

A maioria das mulheres tinha entre 21 e 30 anos.

Os violadores eram preponderantemente de raça caucasiana (branca) e com uma idade média de 32 anos.

O estudo identificou uma clara preponderância dos solteiros (50%) e de indivíduos com baixas habilitações literárias: mais de 90% concluíram o segundo ou terceiro ciclo do ensino básico e apenas dois concluíram o ensino secundário.

A escolaridade dos violadores foi a segunda surpresa da investigadora, que encontrou na violação um crime mais associado às classes baixas, ao contrário da ideia comum de que este atinge todas as classes.

Maria Francisca Rebocho Lopes concluiu, através do relato da história de vida dos violadores - «em muitos casos corroborado por dados constantes dos processos individuais» - uma «vivência familiar harmoniosa, sem conflitos graves entre os progenitores ou restantes familiares, assim como uma socialização fácil e adaptada, quer com os seus pares quer com os seus superiores».

Embora a maioria dos detidos consumisse álcool, não se registou qualquer intensificação da sua ingestão no período que antecedeu o crime. Contudo, em 23,7% dos casos, o criminoso encontrava-se alcoolizado.

Na maioria dos casos, o período que antecedeu o crime foi caracterizado pelo autor como «estável, a nível familiar, profissional, social e ao nível do estado psicológico em geral».

A maior parte dos crimes foi cometida em meio urbano, na via pública, sendo clara a existência de uma premeditação.

A investigadora apurou que, numa minoria dos casos, a violação surgiu na sequência de outros crimes, nomeadamente assaltos.

A prática da violação de adultos é, segundo a autora, um acto predominantemente isolado, com uso meramente instrumental da força física e sem a utilização de quaisquer armas.

O violador português usa mais força física quando este crime é premeditado. Nos casos em que a violação não é planeada, o uso da força é sobretudo instrumental.

Após o crime, o violador coloca-se em fuga e abandona a vítima e, mesmo nos casos em que a vítima manifestou resistência, o autor do crime considera que a vítima não sofreu.

Uma quantidade significativa dos detidos inquiridos não revelou qualquer remorso ou arrependimento e, nos casos em que verbalizou estes sentimentos, mostrou «um remorso que, nitidamente, não era sentido, uma vez que era notória a expressão emocional incongruente e superficial».

Segundo a autora, estes criminosos têm «personalidades do tipo psicopático, com características anti-sociais e oposicionais associadas a traços de paranóia, desconfiança e suspeição face aos motivos dos outros».

Desta incursão «ao universo prisional português e ao quotidiano do violador ora recluso», a autora ficou com «a noção de que os sujeitos entrevistados se aproximam muito mais da população portuguesa em geral, com a qual nos cruzamos no dia-a-dia, do que da mítica figura do «violas», o terrível criminoso, indivíduo atávico e aberrante».

A autora atribui estes crimes a «um conjunto de circunstâncias na vida destes sujeitos» que «determinaram que se destacassem das massas, neste caso pela prática criminal».

Sobre a prisão, Maria Francisca de Rebocho Lopes confirmou um estereótipo: «O período de reclusão é, para o condenado por violação, particularmente penoso, pela marcada estigmatização, censura e punição de que são alvo por parte dos restantes reclusos e, muitas vezes, dos guardas prisionais».

Por esta razão, existem casos em que o violador jura vingança e ameaça de morte os autores das denúncias que o levaram à prisão, pois desta forma regressará como homicida, classe mais respeitada no meio prisional.

Diário Digital / Lusa

Que se passa com Britney Spears ?


No falla. Cada semana, las agencias distribuyen noticias, fotos, filmaciones de Britney Spears. El eco de sus ocurrencias llega incluso a España, donde contamos con un frondoso bestiario de personajes autóctonos que viven cara a la galería. Pero ni siquiera nuestros impresentables se atreverían a proclamar que dejan el sexo durante los próximos seis meses, como aseguran que ha dicho ella. Esa promesa de celibato tiene sentido en EE UU, donde podrían quitarla la custodia de sus hijos: cualquier juez quisquilloso dictaminaría que ejercer de madre es incompatible con integrarse en esa pandilla basura que encabeza Paris Hilton.

Ministro de Blair condena "deplorável" execução

Tony Blair ainda nada disse sobre a morte do ex-ditador de Bagdad

O ministro das Finanças britânico, Gordon Brown, condena o enforcamento de Saddam Hussein. Brown, tido como sucessor de Tony Blair, criticou o "deplorável conjunto de acontecimentos" que rodeou a execução do ditador iraquiano, em contraste com o primeiro-ministro britânico, que ainda não teceu qualquer comentário sobre a morte de Saddam Hussein.

Gordon Brown disse hoje, em entrevista à BBC, que "agora que temos o quadro geral do que aconteceu, podemos resumir isto como um deplorável conjunto de acontecimentos" que redundou nas imagens captadas por um telemóvel durante o enforcamento do ex-líder iraquiano.

O ditador foi acicatado com provocações dos soldados e observadores que assistiam à sua execução com gritos de "vai para o inferno". As imagens, que circularam na Internet, geraram ultraje e aumentaram as críticas à decisão de executar Saddam Hussein, quer da parte de países aliados do Iraque quer de países árabes sunitas, bem como alimentaram as tensões sectárias no coração do Iraque.

Gordon Brown lamentou o efeito de choque das imagens e da execução. "Mesmo aqueles que, ao contrário de mim, são a favor da pena de morte acharam isto totalmente inaceitável. Nada fez para diminuir as tensões entre as comunidades xiitas e sunitas".

O Presidente norte-americano, George W. Bush, comentou o enforcamento de Saddam e indicou que este deveria ter-se realizado de uma "forma mais digna", apesar de considerar que foi feita justiça.

Tony Blair ainda não comentou o assunto e, no dia da execução de Saddam, a 30 de Dezembro, encontrava-se de férias em Miami, em casa de um amigo, membro dos Bee Gees.

Anne Nicole Smith depois da meia-noite

Rio ataca que se farta Sócrates

Rui Rio acusou ontem o Governo de “fraca vontade política” para viabilizar a segunda fase de expansão do projecto Metro do Porto, acrescentando que não pode ser problema financeiro. O autarca avisou ainda que a indefinição pode significar um “pesado preço político”.

sábado, janeiro 06, 2007

NatashaVale Men Motors latex dress

Mourinho volta a ganhar


Chelsea goleou Macclesfield
O Chelsea garantiu, este sábado, a continuidade na Taça de Inglaterra, após garantir um confortável triunfo, frente ao desconhecido Macclesfield, por 6-1.

Com Hilário, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho na equipa titular, a formação treinada pelo também português Ricardo Carvalho começou a construir a vitória com um hat-trick de Lampard, ao que se seguiram mais três golos, da autoria de Wright-Phillips, Mikel... e Ricardo Carvalho.

Entretanto, nos restantes jogos da Taça de Inglaterra, o português Boa Morte, ex-Fulham, estreou-se ao serviço do West Ham com uma vitória diante do Brighon, por 3-0, com golos de Noble, Cole e Mullins.

Já o Portsmouth, com Pedro Mendes a titular, derrotou em casa o Wigan, por 2-1, golos de Cole e Kanu, enquanto McCulloch marcou para os visitantes.

O Bolton, com o avançado português Ricardo Vaz Tê a titular, goleou na deslocação ao campo do Doncaster, por 4-0, golos de Davies, Teymourian (2) e Idan.

Finalmente, o Middlesbroug, sem Rochemback, que nem sequer foi convocado, empatou no terreno do Hull (1-1), com golos de Viduka para os visitantes e Forster pa

Porto aguenta( e não chora!) Rui Rio há 5 anos


O presidente da Câmara do Porto comemora, este sábado, cinco anos à frente da autarquia.
Numa sessão solene de celebração, Rui Rio convidou um filósofo francês para falar do enfraquecimento do poder político. No discurso, o presidente criticou a oposição, a comunicação social, o Governo e assumiu-se como político de ruptura.

O presidente portuense fez o elogio das políticas que tem seguido, sobretudo na coesão social, onde reclama evidentes êxitos. Elogiou o trabalho de recuperação da baixa e reclamou do Governo apoio para o metro.

Guiné de novo a ferro e fogo


Guiné-Bissau: Casa de «Nino» Vieira queimada por jovens
A casa ainda em construção do presidente guineense «Nino» Vieira foi hoje queimada e saqueada por centenas de jovens do bairro onde residia o ex-Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), que morreu baleado quinta-feira.

«Ele [»Nino«Vieira] que mande a sua tropa matar-nos, é o que estamos a pedir», diziam os jovens, enquanto saqueavam a casa que o chefe de Estado guineense está a construir no bairro Militar.

Centenas de jovens deste bairro estão a protestar contra as circunstâncias da morte do ex-CEMA, Lamine Sanha, que foi baleado quinta-feira à noite por desconhecidos.

Nas estradas que dão acesso ao bairro Militar, subúrbios de Bissau, centenas de jovens queimaram pneus e montaram barricadas, controlando as entradas e saídas da localidade.

«Lamine Sanhá é um combatente da liberdade da pátria, não merecia esta morte, tão estranha. Estamos aqui para honrar a sua vida», disse à Lusa um jovem, no meio de uma grande confusão que se fazia sentir na residência em construção do presidente João Bernardo «Nino» Vieira.

Os materiais utilizados na construção da casa, um palacete de dois pisos próximo do Bissau Hotel, foram completamente saqueados pelos jovens.

Diário Digital / Lusa

Morte de Saddam é assunto do Iraque

Primeiro-ministro iraquiano diz que matar Saddam foi assunto interno do Iraque

É um "assunto interno que diz apenas respeito aos iraquianos", disse o primeiro-ministro Nouri al-Maliki.

Falando numa cerimónia oficial para assinalar o 86 aniversário da fundação do Exército iraquiano, al-Maliki disse "rejeitar e condenar as reacções, oficiais ou através dos médias, de certos governos".

"Estamos estupefactos com certas reacções de alguns governos que choram o fim do déspota sob o pretexto de que foi executado num dia santo, ele que sempre violou as festas santas", adiantou o primeiro-ministro iraquiano.

O governante considerou que se trata "uma flagrante interferência nos assuntos internos do Iraque e uma afronta às famílias das vítimas" (de Saddam Hussein).

Este foi o primeiro comentário do primeiro-ministro às reacções à execução de Sadam Hussein, enforcado a 30 de Dezembro, durante a festividade muçulmana do dia santo Adha, numa caserna a norte de Bagdad.

Um vídeo pirata da sua morte, efectuado por telemóvel e divulgado na Internet, suscitou a indignação da comunidade internacional.

Capacetes azuis da ONU abusam sexualmente

ONU investigou 319 capacetes azuis por suspeitas de abuso e exploração sexual cometidos nas missões de paz em que estiveram envolvidos entre Janeiro de 2004 e Novembro de 2005.

A sub-secretária das Nações Unidas para as Operações de Paz, Jane Holl Lute, garantiu que o departamento está a colocar em prática novas directrizes para evitar casos de abuso sexual cometidos por soldados de paz, bem como para acelerar o apurar de responsabilidades nos casos que continuam a ser denunciados, como o que veio a público sobre o Sudão e que forçou o repatriamento de quatro capacetes azuis do Bangladesh.

Das denúncias relativas a 319 capacetes azuis resultaram o despedimento imeditado de 18 civis e o repatriamento de 17 polícias e 144 militares, elenca a agência de notícias espanhola EFE.

Jane Holl Lute vincou que o comportamento de qualquer soldado das forças de manutenção de paz enviadas pela ONU afecta a "reputação de todos". O facto das denúncias provirem de países ou zonas de conflito, tumultuadas pela guerra, é um dos motivos apontados pela ONU para as delongas das diligências e as dificuldades nas investigações.

A sub-secretária lembrou que cabe aos países de origem dos acusados julgar os seus cidadãos por tais crimes, mas acrescentou que se os países membros não partilharem dos padrões da ONU para castigar os responsáveis pelos abusos, a ONU poderá declinar que essas nações participem em missões de paz.

Estes números surgem dias depois da denúncia pelo diário britânico "Daily Telegraph" de que capacetes azuis em missão no Sudão terão explorado sexualmente menores durante a missão de paz. Há 13 pessoas sob investigação, segundo o jornal, e quatro militares do Bangladesh já foram repatriados em consequência do processo. Segundo um relatório da UNICEF, a idade dos menores alegadamente abusados não ultrapassa os doze anos./ Público

Lisboa-Dakar arrancou

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Nascer em Badajoz é mais barato do que em Elvas

Os gastos do Ministério da Saúde com o nascimento de bebés portugueses em Badajoz são inferiores em quase metade àqueles que eram cobrados no hospital de Elvas, cujo bloco de partos e urgências encerraram no início de Junho do ano passado, revela um estudo realizado pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo.

O levantamento feito nos primeiros três meses após o encerramento do bloco de partos e da urgência de Elvas mostra também que 90 por cento das grávidas da região alentejana estão a escolher Badajoz como local de nascimento dos filhos, em detrimento dos hospitais de Évora e Portalegre. A taxa de cesarianas efectuadas a portuguesas desceu significativamente desde o encerramento do bloco de partos de Elvas.

A preferência das grávidas portuguesas pelo Hospital Infanta Cristina, em Badajoz, sai muito mais barata ao Estado: o internamento de Obstetrícia custa 1675 euros, contra os 2619 euros praticados no Hospital de Santa Luzia, em Elvas. E o preço do atendimento nas urgências é igualmente inferior: cada urgência custa 120 euros, contra os 130,75 euros que eram cobrados pela unidade alentejana. Também as consultas de Obstetrícia, que continuam a fazer-se em Elvas, saem mais caras ao Estado: cada atendimento de grávidas é cobrado em Portugal a 99,95 euros, enquanto em Espanha custa 65.

Bloco fechou em Junho de 2006

O estudo salienta também que, na fase de planeamento que antecedeu o encerramento do bloco de partos alentejano, foram comparados custos de actividade das duas unidades, relativamente a 2005, tendo-se concluído que um parto em Elvas custava praticamente o dobro do que em Badajoz: 2872,35 euros contra 1829,32 euros.

O bloco de partos do hospital de Elvas fechou no início de Junho do ano passado, por decisão ministerial sustentada num relatório de peritos que apontava problemas de segurança graves para as parturientes e os recém-nascidos.

Apesar de as condições "estruturais e de equipamentos" do bloco de partos serem "totalmente adequadas", os obstetras "não detinham algumas competências adicionais" necessárias e eram insuficientes para a constituição de equipas de urgência, diz agora a ARS. Em 2005, salienta o estudo, realizaram-se 264 partos em Elvas, mas foram registadas 382 crianças no concelho, o que leva ARS a concluir que "30 por cento das grávidas já recorriam ao país vizinho para a realização do parto".

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Video porno de Elsa Raposo vale 250 mil euros

Fotografia de Luiz Carvalho

Citando Paula Lee:


Elsa Raposo, a ex-apresentadora do programa ’Sex-Appel” aparece em mais um escândalo. Um vídeo caseiro, que mostra a ex-apresentadora em cenas de sexo explícito com seu antigo namorado, Mário Esteves, parece que foi parar em mãos erradas e desconhecidas, e o vídeo está sendo vendido por cerca de 250 mil euros.

Vez ou outra vejo a Elsa na televisão, quando assisto tv, o que é raro. E sempre está em causa algum escândalo, ou alguma depressão que ela esteja vivendo. Um dia ela estava num programa de tv e parecia dopadíssima de tranquilizantes. Claro, continuava linda na mesma, eu acho que não há forma daquela mulher ficar feia, mas que é preocupante isso é, até para mim que não a conheço e quase nada sei da vida dela.

Estava lendo sobre esse vídeo no Correio da Manhã, e no artigo havia uma descrição dos últimos acontecimentos na vida da Elsa, principalmente no que diz respeito à sua vida amorosa. Às vezes eu fico pensando comigo: seria apenas um caso de má sorte no amor? A verdade é que ninguém conhece ninguém totalmente. A verdade é que há razões na nossa vida, para algo caminhar para um lado ao invés de caminhar para outro, que às vezes até nós desconhecemos. Quanto menos podemos então adivinhar o que se passa na vida alheia, na cabeça alheia, no coração alheio. Tudo o que pode nos consolar então é a esperança, de novos tempos menos amargos.

Amante Profissional

Gula de Sócrates aumenta combustíveis

O petróleo caiu drásticamente, as gasolineiras baixaram simbólicamente o preço dos combustíveis, Sócrates recarga e aumenta os impostos sobre os produtos petrolíferos.

Querem ter uma economia competitiva ?

Não votaram no Sócrista ? Aturem-no. E paguem.

A notícia:

A gasolina e o gasóleo vão subir três cêntimos na próxima semana, uma alteração que, segundo as principais petrolíferas a operar em Portugal, resulta da decisão do Governo de aumentar o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).

O Governo publicou hoje a portaria relativa ao aumento do ISP para as gasolinas e o gasóleo rodoviário em 2,5 cêntimos por litro, de acordo com o estipulado no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) entregue a Bruxelas, para entrar em vigor na próxima segunda-feira.

A esse valor há que somar o IVA de 21 por cento, o que resulta num aumento de três cêntimos por litro de combustível.

Nas gasolinas sem chumbo o ISP passa de 55,795 cêntimos para 58,295 cêntimos por litro e no gasóleo passa de 33,941 cêntimos para 36,441 cêntimos por litro, o que resulta num aumento de 2,5 cêntimos por litro.

Novo aumento do ISP este ano

O ISP será actualizado mais uma vez este ano em 2,1 por cento, de acordo com a taxa de inflação prevista.

Um representante do Ministério das Finanças disse à Lusa que o Governo optou por proceder a uma actualização do ISP de forma faseada.

No ano passado, o Governo procedeu apenas à actualização prevista no PEC, tendo acabado por não subir o ISP com base na taxa de inflação devido aos elevados preços atingidos pelo petróleo nos mercados internacionais.

O PEC estipula um aumento de 2,5 cêntimos por litro de combustível do ISP, a introduzir até 2008, cuja receita se destina a financiar políticas públicas em sectores como saúde, educação, justiça e obras públicas.

A Repsol afirma que o aumento do imposto vai reflectir-se no consumidor final assim que a portaria entrar em vigor, ou seja, a partir de segunda-feira.

A Galp Energia afirmou também que o aumento do imposto vai ser reflectido nos preços finais já a partir de segunda-feira.

A BP vai reflectir este aumento no preço final ao consumidor a meio da próxima semana.

O Governo prevê arrecadar mais 10,6 por cento de receitas de ISP em 2007, atingindo 3395 milhões de euros.

Tudo sobre as etapas do Lisboa-Dakar

Veja aqui tudo de útil sobre o Lisboa-Dakar. CLIQUE AQUI

Marques Mendes no Brasil ou o Mula da Silva 3

Marques Mendes no Brasil. Impagável

Lonelygirl a impostora que deliciou o You Tube

A miúda que enganou os cibernautas. Julgavam-na real era uma personagem por si inventada. A história é gira.

Cavaco multimédia

Site da Presidência acompanha online visita de Cavaco à Índia
A visita de Estado de Cavaco Silva à Índia, de 10 a 17 de Janeiro, vai ser acompanhada online, na página da Presidência da República, com textos, fotos, sons e videos.

O objectivo, segundo fonte da Presidência, é proporcionar aos cidadãos, através do site www.presidencia.pt, informação o mais actualizada possível sobre a deslocação de Cavaco Silva a Nova Deli, Goa, Mumbai e Bangalore.

A partir de dia 10, após a chegada do Presidente a Nova Deli, haverá imagens (fotos) e serão colocados online os discursos, os sons e os videos dos principais pontos do programa do Presidente da República.

Uma das opções permite aos cidadãos enviar mensagens com comentários sobre a visita ao próprio Presidente.

Segundo os serviços da Presidência, a sua página teve mais de 1,5 milhões de visitas desde a posse de Cavaco Silva, a 9 de Março de 2006./ Diário digital


PS: e poderão também seguir aqui no Fatal e no Expresso online os meus relatos dessa viagem à India feitos pelo Luiz Carvalho ( ou seja: moi même!)

Lisboa-Dakar a bombar rumo ao deserto


Passavam poucos minutos das 08h00 quando a piloto foi a primeira a entrar com o seu novo camião da marca MAN no parque de verificações montado nas traseiras do Centro Cultural de Belém.

"Este ano vou participar com um camião que é mais leve e mais fácil de conduzir, principalmente na passagem sobre as dunas", referiu Elisabete Jacinto, que na 29ª edição da prova volta a comandar a equipa Trifene 200/Man Portugal.

Depois das verificações, que duraram cerca de duas horas, a piloto mostrou-se confiante num bom resultado, mas admitiu que é preciso alguma cautela durante as etapas iniciais.

"Com as minhas capacidades de conduzir e com o camião que tenho este ano, acho que posso fazer uma classificação razoável. É preciso começar à defesa, com cautela, para não desgastar o veículo e podermos chegar ao fim", disse.

Outro dos pilotos que apareceram bem cedo em Belém foi Ricardo Leal dos Santos, que parte para a edição deste ano novamente sozinho, depois de em 2006 ter vencido a categoria de automóveis com apenas um tripulante (45 posto da geral).

"No ano passado foi minha primeira experiência na prova. Este ano espero acabar e quem sabe fazer melhor”, disse enquanto esperava que o seu número, o 358, fosse chamado pela organização para dar início ao processo de verificação do seu Mitsubishi.

Nas motos, Ruben Faria, que esteve em destaque na edição de 2006 com uma vitória na segunda especial e uma quarta posição em solo africano, foi dos primeiros a romper pelo parque de estacionamento.

"Fiquei surpreendido com a minha performance do ano transacto. Este ano as expectativas são muitas, mas admito que estou com um pouco mais de cautela", disse à Lusa, recordando o episódio da prova de 2006, na qual esteve perdido durante 10 quilómetros em Marrocos e acabou por sofrer uma queda.

Sentado na sua KTM, o piloto garantiu que vai "dar o máximo", mas afirmou que não vai entrar na prova "à maluca, como no ano passado".

"Quero alcançar uma boa classificação, com uma performance regular em todas as etapas e não com o desequilíbrio de 2006", disse.

O rali parte de Lisboa na manhã de sábado e termina a 21 de Janeiro, em Dacar./Sic online

Economia portuguesa continua em queda

O clima económico português voltou a deteriorar-se em Dezembro passado, com a confiança da maioria dos sectores empresariais a recuar. Apenas os serviços mantiveram o nível de confiança.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, em Dezembro o indicador de confiança dos Consumidores estabilizou, depois de ter piorado no mês anterior e interrompido a tendência ascendente que se verificava desde Fevereiro.

A estabilização deveu-se «à evolução diversa das componentes do indicador, tendo as expectativas sobre a situação financeira do lar e económica do país registado um novo agravamento, as perspectivas de evolução do desemprego permanecido estáveis e as expectativas de poupança recuperado», refere.

De facto, revela o INE, as expectativas sobre a situação financeira do agregado familiar e económica do país pioraram ligeiramente nos dois últimos meses, interrompendo as tendências ascendentes iniciadas em Outubro e Setembro de 2005, respectivamente. As perspectivas de evolução do desemprego estabilizaram pelo segundo mês consecutivo, depois de terem melhorado continuamente desde Fevereiro.

Portugueses esperam conseguir poupar mais

As expectativas de realização de poupança, por sua vez, retomaram a tendência ascendente iniciada em Outubro do ano passado, atingindo o melhor valor desde Julho de 2004.

Porém, a maioria das restantes variáveis mensais registou evoluções favoráveis em Dezembro. As opiniões sobre a situação económica do país prolongaram a tendência ascendente iniciada em Novembro de 2005, atingindo o máximo desde Junho de 2001.

As apreciações sobre a compra de bens duradouros no momento actual retomaram o movimento ascendente iniciado após a fixação em Maio do mínimo histórico da série. As perspectivas de compra de bens duradouros recuperaram nos últimos três meses, depois de terem atingido em Setembro o pior valor dos últimos dez anos. As opiniões sobre a poupança no momento actual desagravaram-se nos últimos seis meses, registando no período de referência o melhor valor desde Abril de 2004.

Já as apreciações sobre a evolução passada dos preços apresentaram um movimento descendente nos últimos seis meses. No entanto, as opiniões sobre a evolução futura dos preços apresentaram-se ascendentes em Dezembro, contrariando a tendência anterior e voltando a situar-se acima da média da série. As opiniões sobre a situação financeira do agregado familiar agravaram-se ligeiramente em Dezembro, interrompendo a tendência ascendente iniciada em Novembro de 2005. As apreciações sobre o grau de poupança do agregado familiar também se deterioraram, contrariando a tendência ascendente iniciada no princípio de 2006.

Sampaio acha normal coabitação Belém-S.Bento

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio considerou hoje normal a "cooperação estratégica" do seu sucessor, Cavaco Silva, com o primeiro-ministro, José Sócrates, e negou ter admitido o cenário de demissão na crise política de 2004.

Na Grande Entrevista, na RTP, Jorge Sampaio afirmou que o próprio sistema político português (semipresidencialista) leva o chefe de Estado e o primeiro-ministro a entenderem-se.

"Tudo impele a que haja essa cooperação. O sistema político está feito para que haja uma cooperação", afirmou o ex-Presidente, que deixou o Palácio de Belém em Março passado, após dois mandatos (1996-2006).

Sem dar resposta ao ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, que, no lançamento do seu livro "2004 - Percepções e Realidades", o acusou de aliar-se a Cavaco Silva para derrubar o seu Governo de coligação PSD/CDS-PP, em 2004, Jorge Sampaio negou ter colocado a hipótese de demissão nessa altura.

Embora tenha admitido que se as eleições tivessem ditado a vitória do PSD e do CDS-PP teria ficado com "poderes muito reduzidos", Jorge Sampaio excluiu o cenário da demissão.

Demissão "seria acrescentar mais instabilidade"

"Seria acrescentar mais instabilidade" à situação de crise que já existia, argumentou o ex-chefe de Estado.

Na mesma entrevista, o ex-Presidente da República reafirmou a sua decisão de dissolver a Assembleia da República em Novembro de 2004.

"Decidi e tive a resposta. Achei que uma consulta eleitoral era indispensável e o povo deu-me razão", disse Jorge Sampaio.

Dissolução parlamentar "não foi por nenhuma birra"

"Não foi por nenhuma birra", afirmou Jorge Sampaio, que decidiu dissolver o Parlamento, onde PSD e CDS-PP tinham maioria, e antecipar as eleições legislativas que deram a vitória, com maioria absoluta, ao PS de José Sócrates, em Fevereiro de 2005.

Na sua primeira entrevista após deixar o cargo de Presidente, Jorge Sampaio confessou que mantém "relações de respeito e apreço" com o seu sucessor em Belém e que "sempre achou" que Cavaco Silva iria candidatar-se às presidenciais de 2006.

Afirmando ter recuperado a "rotina de cidadão", o hábito de ir ao cinema, o actual enviado especial da ONU para o combate à tuberculose afirmou ainda que não tem ambição de "voltar à vida política activa" no PS nem recandidatar-se a Belém, como aconteceu com Mário Soares há um ano.

Ministro da Saúde fala à SIC



O ministro da Saúde revelou à SIC o que poderá mudar após o referendo ao aborto. Cada intervenção poderá custar ao Estado entre 350 e 700 euros. Além disso, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde serão obrigados a realizar abortos a pedido da mulher se o sim ganhar o referendo em Fevereiro.


Se o sim ganhar no próximo dia 11 de Fevereiro, as interrupções voluntárias de gravidez serão tratadas como qualquer outro acto médico e os hospitais públicos com serviço de ginecologia e obstetrícia vão ter de as fazer.

A ideia não é nova. Em França, os hospitais criaram unidades funcionais só para praticar abortos. Em Portugal poderá acontecer o mesmo. Ou, então, as direcções hospitalares terão de encaminhar as mulheres para o sector privado. Será o orçamento do hospital a pagar os custos.

É, aliás, o que já acontece com as interrupções de gravidez permitidas pela lei actual. O procedimento obriga uma resolução da Assembleia da República.

Correia de Campos ainda não sabe quanto irá gastar o Ministério da Saúde se o sim ganhar o referendo, mas já fez contas a quanto poderá custar cada uma das interrupções de gravidez feitas nos hospitais públicos. Diz o ministro que é possível que os preços variem entre 350 e 700 euros.

Para chegar a estes valores, o ministro teve como base os custos do aborto nos hospitais espanhóis. Até porque, foi à lei espanhola que Correia de Campos foi buscar muitas das suas intenções. Por exemplo, as mulheres que não quiserem ser identificadas não poderão ser atendidas nos hospitais do Estado.

Esta é uma das razões que leva Correia de Campos a admitir que a maioria das interrupções de gravidez seja feita por privadas e só uma pequena parte nos hospitais públicos.

Saddam enforcado em boneco de trapo nos EUA

Ele tem cerca de 30 centímetros, veste uma camiseta onde se lê a frase "droga em corda", vem como uma forca ao redor no pescoço.
Apesar das críticas, o boneco de Saddam enforcado já é, segundo seu fabricante, "um sucesso de vendas".

Taxado de macabro e de brincadeira de mau gosto, o boneco foi criado por uma pequena empresa americana chamada Herobuilders, que o colocou no mercado há uma semana. "Saddam foi a pessoa do ano", disse o dono da empresa, Emil Vicale, justificando o lançamento. "Temos outros três modelos (fardado, com terno e com uma longa barba, quando foi capturado) em diferentes momentos da vida do ex-ditador, portanto achamos que seria genial retratar seu último momento."

Junto com Saddam, foram lançados outros dois bonecos polêmicos: o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o do Irã, Mahmud Ahmadinejad. A réplica do venezuelano vem com um "diferencial": fala. Ele repete diversas vezes o discurso que pronunciou na Assembléia Geral da ONU, em setembro: "O diabo está nessa casa. Ontem o diabo veio aqui. Este lugar cheira a enxofre". Já o iraniano veste uma camiseta com a frase: "Deixem eles comerem o yellow cake", em referência ao concentrado de urânio usado em usinas nucleares.

Suicidas

Dois jovens se enforcaram nos últimos dias, em episódios aparentemente relacionados à execução do ex-ditador. Na Índia, uma adolescente se enforcou depois de dizer que "queria sentir a dor de Saddam". O segundo caso foi em Houston (EUA), com um menino de 10 anos. A polícia acha que ele tentou imitar o enforcamento e acabou perdendo o controle.

O governo do Iraque disse que não cederá à pressão internacional para não executar os dois colaboradores de Saddam. Ainda não há data para o enforcamento, mas o deputado Baha Araji afirmou que será no domingo. Segundo a Casa Branca, o premiê iraquiano, Nuri al-Maliki, concordou com o envio de mais tropas dos EUA ao país.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Dois bodes expiatórios na morte de Saddam

As autoridades iraquianas detiveram dois funcionários do Ministério da Justiça no âmbito do inquérito à gravação pirata, em vídeo, do enforcamento do ex-presidente Saddam Hussein, anunciou hoje um deputado xiita próximo do primeiro-ministro.

«Duas pessoas foram detidas e estão actualmente a ser interrogadas no âmbito do inquérito. Tratam-se de funcionários do Ministério da Justiça» que assistiram, a 30 de Dezembro, à execução de Saddam Hussein, afirmou Sami al-Askari.

Um dia antes, Haydar Majid, porta-voz do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, tinha anunciado uma primeira detenção, de um «guarda» que assistiu ao enforcamento.

Até ao momento não foi apresentada qualquer acusação contra os dois detidos, segundo Askari, que não referiu se estes são suspeitos de terem filmado o enforcamento de Saddam Hussein ou de terem proferido insultos e provocações contra o ex-presidente.

A divulgação do vídeo pirata, na Internet, chocou a comunidade sunita iraquiana, a opinião pública árabe e responsáveis de todo o mundo.

Nas imagens pode ver-se o enforcamento, com todos os pormenores, e ouvir que testemunhas da execução gritaram o nome do chefe radical xiita Moqtada Sadr, bem como insultos a Saddam Hussein nos seus últimos instantes de vida.

Um responsável iraquiano admitiu que algumas das pessoas que assistiram ao enforcamento dançaram em torno do cadáver.

Maliki ordenou a abertura de um inquérito para determinar quem foi o autor da gravação em vídeo, alegadamente gravada através de um telemóvel, e quais os responsáveis pela divulgação da gravação na Internet.

Maliki quer também saber quem foram os autores dos gritos.

Diário Digital / Lusa

10 crimes para o «serial killer» de Santa Comba

António Costa vai responder por três casos de homicídio qualificado, três crimes de ocultação de cadáver, um de profanação, outro de denúncia caluniosa e dois de coacção sexual.

A acusação do Ministério Público (MP) de Coimbra foi enviada ao arguido que se encontra em prisão preventiva na seman a entre o Natal e o Ano Novo, mas o prazo para a abertura de instrução só agora começa a ser contado.


O ex-cabo da GNR foi detido a 23 de Junho do ano passado por suspeita d a morte de três jovens - Isabel Cristina, Mariana e Joana - suas vizinhas em Santa Comba Dão.

Em todos os casos terá havido a intenção de abusar sexualmente.

A primeira vítima foi Isabel Cristina Isidoro, de 18 anos, que desapare ceu a 24 de Maio de 2005 e que seria encontrada mais tarde numa praia da Figueira da Foz.

Seguiu-se Mariana Lourenço, da mesma idade, em Outubro, tendo o seu corpo sido descoberto em Junho de 2006 na Barragem do Coiço, em Penacova.

A terceira vítima, Joana Oliveira, de 17 anos, desapareceu em Maio e o corpo foi resgatado em Junho de 2006 na Barragem da Aguieira, após a detenção do cabo Costa pela Polícia Judiciária de Coimbra.

O MP de Coimbra considerou que António Costa terá mantido relações sexuais com a primeira vítima mas, por não ser claro que aquela não dera o seu consentimento, as autoridades terão optado por crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

No que diz respeito às outras duas jovens, o MP sustenta que o ex-cabo terá tentado beijar as duas jovens - por isso imputa-lhe o crime de coacção sexual -, e num dos casos a verificação do cadáver demonstra que a jovem foi despida e vestida já depois de morta.

O último crime que lhe é imputado - denúncia caluniosa - diz respeito às cartas que António Costa enviou durante o inquérito aos investigadores e ao juiz.

De acordo com o Público as autoridades deram por encerrada a investigação, não havendo indícios de ter havido qualquer outra vítima./ citando Lusa

quarta-feira, janeiro 03, 2007

TSF despede director do gratuito Diário Desportivo

A TSF despediu hoje o jornalista Fernando Correia, alegando que a direcção do novo diário desportivo gratuito é “incompatível” com as funções que o jornalista desempenhava actualmente nesta estação de rádio, soube o EXPRESSO.
Fernado Correia, voz mítica dos relatos de jogos futebol, apresentava ainda o «talk show» radiofónico “Bancada Central” (que hoje já não é transmitido) e será o director de um novo diário desportivo gratuito intitulado ‘Diário Desportivo’.
O novo jornal, conforme noticiou o EXPRESSO na sua última edição, estará nas bancas a 8 de Janeiro e terá uma tiragem inicial de 100 mil exemplares, a distribuir na Grande Lisboa (70 mil) e Grande Porto. Terá ainda 24 páginas de noticiário, de segunda a quinta, e 32, às sextas.
Recorde-se que a TSF, onde Fernando Correia trabalhava desde a fundação, é parte integrante da Lusomundo Media, propriedade de Joaquim Oliveira, que detém ainda o diário desportivo “O Jogo”. / Expresso, Paulo Paixão.

A carta que Saddam escreveu antes de ser fuzilado

O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, executado na forca neste sábado (30), disse em carta de despedida divulgada na quarta-feira (27) que sua execução seria um sacrifício para o país, e que os iraquianos devem se unir para combater as forças dos Estados Unidos.

"Ofereço aqui minha alma a Deus como sacrifício, e se quiser Ele a mandará para o céu com os mártires...", disse Saddam na carta manuscrita.

Os advogados disseram que o texto foi escrito logo depois de Saddam ser sentenciado à morte, em novembro, pela morte de 148 xiitas na aldeia de Dujail, onde o ex-ditador sofreu um atentado em 1982.

A rede britânica BBC publicou os principais trechos da carta (em inglês). O original foi escrito em árabe.

Leia abaixo a carta de Saddam Hussein, traduzida pelo G1 a partir do material da BBC:

"No passado, como todos vocês sabem, tomei parte no campo de batalha da jihad.

Deus, louvado seja Ele, desejou que eu enfrentasse isso da mesma maneira e com o mesmo espírito no qual estávamos antes da revolução, mas com um problema que é maior e mais severo.

Oh, meus amados, essa situação dura que nós e nosso grande Iraque estamos enfrentando é uma nova lição e uma nova provação que julgará o povo, a cada um de acordo com suas intenções, de forma que ela se torne um sinal diante de Deus e do povo no presente e depois que nossa situação atual se transforme em história gloriosa.

É, acima de tudo, a fundação sob a qual o sucesso das fases futuras da história poderá ser construído.

Nesta situação, e em nenhuma outra, os verdadeiros são os honestos e fiéis, e os opostos a eles são os falsos.

Quando a gente insignificante usa o poder dado a ele pelos estrangeiros para oprimir seu próprio povo, ela só consegue ser sem valor e simplória. No nosso país, só o bem poderá resultar daquilo que estamos experimentando.

À grande nação, ao povo do nosso país, e à humanidade: muitos de vocês sabem que o autor desta carta é fiel, honesto, preocupado com os outros, sábio, de julgamento sólido, decidido, cuidadoso com a riqueza do povo e do estado... e que seu coração é grande o suficiente para abraçar a todos sem discriminação.

Seu coração sofre pelos pobres e ele não descansa enquanto não ajuda a melhorar a condição deles e cuida de suas necessidades.

Seu coração contém todo o seu povo e toda a sua nação, e ele anseia por ser honesto e fiel, sem fazer diferença entre seu povo, a não ser no que diz respeito a seus esforços, eficiência e patriotismo.

Fala hoje em nome de vocês e dos seus olhos, e dos olhos de nossa ação e os olhos dos justos, o povo da verdade, onde quer que a bandeira deles seja hasteada.

Vocês conhecem bem seu irmão e líder, e ele nunca se curvou aos déspotas e, de acordo com os desejos dos que o amaram, permaneceu uma espada e uma bandeira.

É assim que vocês querem que seu irmão, filho ou líder seja... e os que liderarem vocês no futuro deverão ter as mesmas qualidades.

Ofereço aqui minha alma a Deus como sacrifício, e se quiser Ele a mandará para o céu com os mártires, ou então adiará isso... então sejamos pacientes e confiemos nele contra as nações injustas.

Apesar de todas as dificuldades e tempestades que nós e o Iraque tivemos de enfrentar, antes e depois da revolução, Deus Todo-Poderoso não quis a morte para Saddam Hussein.

Mas, se Ele a quiser desta vez, a vida de Saddam é criação Dele. Ele a criou e protegeu até agora.

Assim, por esse martírio, Ele trará glória para uma alma fiel, pois almas mais jovens que Saddam Hussein partiram nesse caminho antes dele. Se Ele quer martirizá-la, nós agradecemos e damos graças a Ele, antes e depois.

Os inimigos de nosso país, os invasores e os persas, descobriram que nossa unidade é uma barreira entre eles e a nossa escravização.

Eles semearam sua discórdia antiga e nova entre nós.

Os estrangeiros que carregam a cidadania iraquiana, cujos corações estão vazios ou cheios do ódio plantado neles pelo Irã, corresponderam a isso, mas como estavam errados quando pensaram que conseguiriam dividir os nobres de nosso povo, enfraquecer sua determinação e encher os corações dos filhos da nação com ódio uns contra os outros, em lugar do ódio contra seus verdadeiros inimigos, que os levaria numa só direção, a lutar sob a bandeira de 'Deus é grande': a grande bandeira do povo e da nação.

Lembrem-se de que Deus permitiu que vocês se tornassem um exemplo de amor, perdão e coexistência fraterna...

Eu os conclamo a não odiar, porque o ódio não deixa espaço para a justiça e nos torna cegos, fecha todas as portas do entendimento e nos impede de pensar de forma equilibrada e fazer a escolha certa...

Também os conclamo a não odiar os povos dos outros países que nos atacaram, e a diferenciar entre os que tomam as decisões e esses povos...

Todos os que se arrependerem -seja no Iraque ou no exterior- devem ser perdoados...

Vocês devem saber que, entre os agressores, há pessoas que apóiam a luta de vocês contra os invasores, e alguns deles foram voluntários para a defesa legal dos prisioneiros, incluindo Saddam Hussein...

Algumas dessas pessoas choraram muito quando me disseram adeus...

Querido e fiel povo, digo adeus a vocês, mas estarei com o Deus misericordioso que ajuda os que se refugiam nele e que nunca desapontará nenhum crente fiel e honesto... Deus é grande... Deus é grande... Longa vida à nossa nação... Longa vida ao nosso povo grande e lutador...

Longa vida ao Iraque, longa vida ao Iraque... Longa vida à Palestina... Longa vida à jihad e aos mujahideen.

Saddam Hussein
Presidente e comandante-em-chefe das Forças Armadas Mujadi Iraquianas


Escrevi esta carta porque os advogados me disseram que a chamada corte criminal -estabelecida e batizada pelos invasores- permitirá que os chamados réus tenham a chance de uma última palavra.

Mas essa corte e seu juiz não nos deram a chance de dizer uma palavra, e deram seu veredicto sem explicação, e leram a sentença – ditada pelos invasores – sem apresentar provas.

Eu queria que o povo soubesse disso."


Guarda que filmou morte de Saddam foi preso


BAGDAD - As autoridades iraquianas prenderam nesta quarta-feira (3) um guarda que estava presente na execução de Saddam Hussein para prestar esclarecimento sobre a autoria do vídeo pirata que mostra a morte do ex-ditador, informou a agência France Presse.

Segundo a agência, um porta-voz do premiê iraquiano confirmou a prisão.

O governo iraquiano deu início às investigações para descobrir o autor do vídeo, aparentemente feito pelo celular.

Saddam Hussein foi executado na forca no sábado (30), após ter sido condenado, em novembro, por crimes contra a humanidade.

Punição
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, está decidido a punir o autor do vídeo pirata, cuja divulgação pela internet aumentou as tensões sectárias no Iraque.

Maliki, que ordenou a abertura de uma investigação oficial, "leva muito a sério" o assunto e "quer castigar o responsável, seja quem for", declarou um deputado xiita ligado ao chefe de governo, que pediu anonimato.

O vídeo mostra a execução do ex-ditador iraquiano passo-a-passo, e recrudesceu as tensões entre xiitas e sunitas no país.

Na gravação, Saddam Hussein é executado enquanto várias testemunhas gritam o nome de seu principal inimigo xiita, o líder radical Moqtada al-Sadr, o que fez com que muitos encarassem a execução como vingança sectária em vez de um ato de justiça.

Os dois minutos e quatro segundos que mudaram a vida de Saddam



Dura dois minutos e trinta quatro segundos e resume a condição humana, o destino de uma vida. Falo do vídeo da morte de Saddam, o não oficial, aquele que foi feito com uma câmera de telemóvel

Trata-se de um plano sequência, sem cortes nem montagens, de uma brutalidade total. Primeiro vemos umas imagens entornadas de uma escada metálica, depois há uma panorâmica vertical tímida como a procurar o protagonista, finalmente lá está o homem a caminho do cadafalso, também a cambalear como o primeiro movimento da cãmera.

Depois há um zoom nervoso, aí temos a vitima já com a corda a ser-lhe colocada e uma mão, a mão da morte, de um dos carrascos embuçados, apontando o momento final. Ouvem-se insultos. Alguém pede respeito pela solenidade do acto.

É tudo rápido, friamente decidido, como se tivesse sido uma cena encenada até à exaustão.

Nada falha. Nem a corda, nem a postura do velho ditador, nem os acólitos daquela festança mórbida, vingativa, bárbara.

O meu filho de 5 anos ainda olha desconfiado para a cena que lhe apareceu entre um zapping que o levava a procurar o Canal Panda ou o Circo da SIC. Não comentou, não terá percebido, mas o seu olhar revelou uma estranha sensação. Na verdade este Mundo, mesmo o virtual, não é só feito por criaturas cândidas como o Noddy, e os malvados estão muito longe de serem os Mafarricos.

Infelizmente terá assimilado esta imagem, porventura a sua primeira imagem do horror verdadeiro, da crueldade humana.

Esta encenação medíocre, concebida por um realizador falhado chamado George Bush, estava a chegar ao fim quando a cãmera de imagem granulosa, e daí mais impressionista, mais autêntica, mais emotiva, ainda fez uma última panorâmica até à mancha que dava a adivinhar um rosto vencido, morto, reduzido agora à sua condição de cadáver transportável como troféu até a um santuário para outros fanáticos venerarem.

O fim dos ditadores costuma acabar mal.

Lembro-me daquela imagem sem perdão de Ceauscescu e Helena, caídos no chão, depois de mortos no calor da revolução romena.

Mas ali havia uma espontaneidade que não houve na farsa que foi o julgamento de Saddam. Na frieza e no cinismo de uma Europa que ainda condenou a justiça da forca mas nada fez para evitar mais um erro estúpido de Bush, que nos devolve a brutalidade da barbárie e nos coloca, a nós que acreditamos nos valores e na democracia, num espelho onde nos revemos baços, distorcidos, irreconhecíveis.

Este filme é uma obra-prima. Para quem duvida que a forma é conteúdo não pode aqui ser mais desmentido.

Posto no You Tube, onde já teve milhares de visitas, começa a incomodar a América.

Luiz Carvalho,

Também em: Expresso online

Gratuito desportivo chega a Portugal

O primeiro jornal desportivo gratuito português, o "Diário Desportivo", dirigido pelo jornalista Fernando Correia, vai ser apresentado hoje em Lisboa, com o lançamento do número zero.

Fernando Correia, responsável pelo programa "Bancada Central" da rádio TSF, diz pretender "fazer um diário sobre todas as modalidades desportivas" e não apenas futebol.

O projecto contará com uma redacção fixa de oito jornalistas, para além do director e de um director-adjunto, e aposta em colaboradores externos.

Numa primeira fase o novo jornal terá uma tiragem de 100.000 exemplares e será distribuído nas zonas da Grande Lisboa e do Grande Porto, a partir da próxima segunda-feira.

Segundo o director de publicidade do jornal, Paulo Anes, as zonas de distribuição do título serão as mesmas de outros gratuitos, ou seja, "as zonas de grande circulação" de pessoas, "como os transportes e os super e hipermercados, mas o 'Diário Desportivo' entrará ainda noutras áreas", como estádios de futebol, companhias áreas, cadeias de hotéis e bancos.

O jornal será distribuído todos os dias úteis, estando ainda previsto o lançamento de uma revista.

O "Diário Desportivo" é lançado por uma empresa constituída para o efeito, a IGD — Imprensa Gratuita Desportiva, e não conta com o apoio de qualquer grupo de comunicação social já existente, segundo o director.

O novo título será apresentado amanhã no Porto, começando no dia seguinte uma acção promocional especial, em simultâneo com o arranque do rali Lisboa-Dakar./ Lusa

Saddam Hussein para recordar

Colecção:T. Dworzak/Magnum Photos

terça-feira, janeiro 02, 2007

Instante fatal: mais de mil visitors hoje

o Instante Fatal na berlinda. saudações cibernaúticas !!!

A esquerda vai de Rolls-Royce

Camaradas respondam-me: Se o Lula é torneiro mecânico, de esquerda, Presidente do Brasil, vive à custa do erário brasileiro e vai de Rolls porque é que eu simples assalariado não posso andar de Porcheta ? Alguém mi ispilica ? ehehehe!!!! Tenham dó !

Soraia Chaves, no final da noite

Rostos de mortos no Iraque


Notável trabalho multimédia do New York Times ( e eu sempre a citar os clássicos).

Clique aqui para ver.

1milhão e quinhentos mil por mês vêem onlines

Jornais online portugueses em alta, pese embora uma descida de 4,2% relativamente ao ano passado. Só em Portugal os jornais online descem. Infelizmente as tiragens em papel também.

Em Novembro, acederam a «sites» de informação de jornais, a partir de casa, 1.478 mil portugueses, menos 4,2% que no mês anterior, mas o terceiro maior valor registado durante o ano, revela o estudo Netpanel da Marktest, divulgado esta sexta-feira.
Entre os «sites» portugueses da imprensa escrita, o do «Jornal de Notícias» (JN) foi o que mais cresceu em utilizadores únicos, quando comparado com o mês de Outubro, registando um acréscimo de 27,2%, passando para os 341 mil utilizadores.

É no entanto o «Público» que continua a liderar esta tabela, com 443 mil utilizadores únicos. Seguem-se o «Record», com 408 mil, «A Bola», com 401 mil. Acima do JN está ainda o «Diário Digital» com 360 mil utilizadores.

A média diária de utilizadores ascende a 321 mil, representando um decréscimo mensal de 2,4%. Foram visitadas perto de 90 milhões de páginas, 6% menos que no mês anterior, O tempo total de navegação ficou-se pelas 1,3 milhões de horas, uma diminuição de 11,4% face a Outubro.
e

Comeu e não pagou

Divertido e deprimente como o Brasil

Ponha o video do seu Réveillon no You Tube

O portal de vídeos YouTube criou uma área em seu site no qual quer hospedar vídeos do Réveillon em várias partes do mundo. A nova área está recebendo arquivos que contenham resoluções de ano-novo, desenhos, imagens da comemoração do Réveillon e outras celebrações.

Os melhores vídeos podem ser exibidos na homepage do portal durante os dias 31, neste domingo, é 1º de janeiro, segunda-feira.

A campanha também recebe destaque na página principal do site, que exibe a estampa da Chevrolet, patrocinadora da ´edição especial´.

O portal também deve ter material promocional especial sobre o Réveillon, feito em parceria com a Warner Music, que proverá vídeos de shows na virada do ano em Nova York, Los Angeles e Houston.

Embora interessante, a idéia atraiu poucos usuários: até o final da tarde deste domingo, a página especial exibia pouco mais de 50 arquivos, alguns inclusive do Réveillon de 2005-2006.

Sócrates corta bonificação a 494 mil famílias

O Governo reduziu em 1% o "spread" incorporado na taxa de referência para o cálculo da bonificação dos juros aplicada aos créditos à habitação, que ainda beneficiam deste apoio estatal.


O Governo reduziu em 1% o "spread" incorporado na taxa de referência para o cálculo da bonificação dos juros aplicada aos créditos à habitação, que ainda beneficiam deste apoio estatal.

A fórmula de cálculo da taxa máxima atribuída pelo Estado aos empréstimos, que é revista semestralmente, correspondia, até agora, ao valor da Euribor a 6 meses no primeiro dia útil do mês anterior ao do início de cada semestre, acrescido de um "spread" de 1,5%. No entanto, a portaria nº1433-D/2006 vem alterar esta disposição legislativa, passando a atribuir apenas um "spread" de 0,5% a acrescer à Euribor. Esta alteração é justificada pela forte concorrência existente entre os bancos na fixação de "spreads".

Com o novo cálculo da TRCB, a taxa que irá vigorar no primeiro semestre de 2007 é de 4,221% (ver texto em baixo). No entanto, caso não houvesse a actual alteração, o tecto máximo para a bonificação dos contratos de crédito habitação seria de 5,221%. O novo regime entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2007./ Jornal de Economia




Descrição dos principais carros de fórmula 1


Não é muito habitual aqui no Fatal mas por isso mesmo. Vejam esta infografia multimédia do Elpais. Muito bom.

Futebolistas ameaçam com greve

O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, apelou hoje à mobilização dos futebolistas para as causas colectivas e reiterou a ameaça de greve, face ao fim do regime de excepção quanto ao pagamento de IRS.

“Greve? Se tiver de chegar, tem de chegar, até para se ver até que ponto o futebol afecta terceiros. O SJPF tem tido sempre posições ponderadas, mas também grande verticalidade e independência”, frisou Joaquim Evangelista à Lusa.

O que está em causa, neste momento, é o facto de os jogadores passarem a pagar IRS segundo o regime geral, face ao fim do regime transitório de enquadramento dos agentes desportivos.

“Tem de haver um tratamento adequado para as profissões de desgaste rápido, como propõe a União Europeia, que consagra este regime. Os benefícios nos descontos para a Segurança Social e o IRS são uma forma de minimizar esta especificidade. É assim em toda a Europa”, sublinhou o líder do sindicato dos jogadores.

Reunião geral em Janeiro

A nova Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto “consagra a especificidade, mas tem de ser regulamentada o mais depressa possível”, alerta Joaquim Evangelista, que anunciou à Lusa a marcação de uma reunião geral de futebolistas para Fevereiro.

“Os jogadores têm de se mobilizar para as questões fundamentais da sua vida, têm de ter uma consciência colectiva”, frisou o presidente do SJPF, deixando claro: “Apenas cinco por cento são estrelas. É preciso desmistificar isso.”

De acordo com Joaquim Evangelista, os jogadores não podem continuar a ser prejudicados: “Toda a gente ganha com o futebol, ganham os políticos, os empresários, os dirigentes, as televisões, os jornais, mas são sempre os jogadores, os que geram a riqueza, a pagar a factura. Isto não pode continuar a acontecer.”

Nesta luta, Joaquim Evangelista espera ter os clubes do seu lado, mas também diz que não necessita deles para a empreender: “Na questão dos salários em atraso, temos dialogado em articulação com clubes, Liga e Federação, e não se tem falado do tema, apesar de eles subsistirem.”/ citando LUSA

Cristina Aguilera abre o ano em Times Square

IRS ataca futebolistas, Simão Sabrosa pagará 672 mil euros por ano

Os jogadores profissionais de futebol vão pagar, a partir deste ano, IRS sobre 100% dos seus rendimentos. Até aqui o imposto era calculado tendo em conta apenas 60%. Simão Sabrosa pagará cerca de 672 mil euros por ano.

Este é o resultado prático do fim do regime transitório de enquadramento dos agentes desportivos, previsto no artigo 3-A do Decreto-Lei 442-A/88, de 30 de Novembro, que consagrava a hipótese dos desportistas optarem por duas formas de tributação: ou o englobamento dos rendimentos auferidos exclusivamente na sua actividade desportiva, e neste caso as taxas só incidiriam sobre uma percentagem desse rendimento; ou através de tributação autónoma, mediante a aplicação da taxa e parcela a abater correspondentes a 60 por cento das taxas aplicáveis aos restantes contribuintes.

O discurso do Presidente da República

O discurso de Cavaco à Nação. Terá entrado Cavaco numa nova fase e ter começado a exigir obra feita ao Governo?


No início deste Novo Ano, quero saudar todos os Portugueses e dirigir-lhes votos de felicidades para 2007.

O ano que hoje começa é crucial para o futuro do nosso País.

É chegado o tempo de ultrapassar a fase de reduzido crescimento económico e de acertar o passo com os nossos parceiros europeus, consolidando um novo ciclo de desenvolvimento.

Vivemos num mundo globalizado, onde a concorrência entre as diversas economias é cada vez mais intensa.

A Europa tem de competir com a China, a Índia e outros países asiáticos, onde a mudança é feita a um ritmo sem precedentes.

Portugal só poderá estar entre os primeiros se souber adaptar-se a esta nova realidade. Temos de afirmar as nossas competências e provar que compreendemos o mundo complexo de que fazemos parte.

O quadro internacional apresenta-se particularmente difícil. Basta pensar no elevado preço do petróleo, na subida das taxas de juro e nas ameaças à paz e estabilidade em várias partes do mundo.

Não podemos esperar que alguém nos poupe ao esforço exigido para resolver os nossos problemas.

A nossa responsabilidade é garantir as condições necessárias ao desenvolvimento naquilo que depende apenas de nós.

Também neste ano de 2007, no seu segundo semestre, Portugal vai presidir ao Conselho da União Europeia. Trata-se de uma tarefa exigente, complexa e de grande responsabilidade.

Mas a presidência da União Europeia será igualmente uma oportunidade, que tão cedo não se repetirá, para afirmar o prestígio de Portugal.

Portugueses,

Este é um tempo de esperança. A esperança que nos deve unir na procura e na partilha dos melhores caminhos para o futuro de Portugal.

Para estarmos entre os melhores, devemos ter a ambição de estabelecer metas exigentes, que a todos comprometam e responsabilizem.

Os Portugueses exigem realizações concretas. E o Presidente da República, no início deste ano de 2007, acompanha-os nessa exigência de resultados.

É muito importante que em 2007 se registem progressos claros em, pelo menos, três grandes domínios da nossa vida colectiva: desenvolvimento económico, educação e justiça.

Em primeiro lugar, no domínio do desenvolvimento económico, que é essencial para que haja mais emprego, mais justiça social e melhores condições de vida.

A dimensão dos países já deixou de ser determinante no sucesso. Importa, isso sim, instaurar uma cultura que dê espaço à iniciativa, ao uso das competências e à valorização do mérito.

Podemos ter sucesso, assim tenhamos ambição.

Cabe aos empresários serem verdadeiros agentes da mudança, aumentando a produtividade, investindo mais e, sobretudo, investindo melhor, com uma aposta decisiva na inovação e na qualidade.

É crucial que 2007 fique marcado por uma recuperação do investimento.

O desenvolvimento exige que o Estado seja mais eficiente no uso dos seus recursos e que actue com rapidez e transparência.

O Estado não deve ser um obstáculo, antes deve favorecer a competitividade das empresas e contribuir para que os cidadãos desenvolvam as suas potencialidades.

O esforço de reequilíbrio das finanças públicas é, sem dúvida, um factor decisivo para um crescimento económico sustentado, havendo, no entanto, que actuar por forma a preservar a coesão social e a solidariedade para com os que mais precisam.

Em segundo lugar, é importante que 2007 fique marcado por melhorias visíveis no funcionamento do nosso sistema de ensino.

A formação dos jovens é determinante para combater as desigualdades. Só ela pode garantir o pleno aproveitamento das oportunidades que se abrem aos Portugueses num mundo sem fronteiras.

As políticas activas para valorizar a escola e estimular os jovens a prosseguir os seus estudos são a aposta mais duradoura que podemos lançar a bem do nosso futuro.

Esta é uma tarefa que a todos deve mobilizar: professores, pais e alunos, cada um com a sua responsabilidade, mobilizados num quadro que cabe ao poder central e às autarquias orientar e apoiar.

O tempo urge. A qualidade no ensino, o estímulo à excelência e o combate sem tréguas ao insucesso e abandono escolar têm que ter sinais positivos já em 2007.

Em terceiro lugar, 2007 é o ano em que devem ser concretizados passos decisivos para a melhoria do funcionamento do sistema de justiça.

No ano passado, reduziu-se alguma da crispação que marcava o sector da Justiça. Foi mesmo possível chegar a um entendimento político alargado com vista à credibilização e ao reforço da confiança no sistema judicial.

Dos protagonistas deste sector espera-se um contributo activo para a eficiência do sistema de justiça.

Portugueses,

Em 2007, não podemos falhar as metas que queremos atingir. Para isso, é fundamental que haja um clima de confiança e estabilidade que favoreça o desenvolvimento económico e social, credibilize as instituições e permita a realização das reformas inadiáveis.

Deve ainda existir um salutar relacionamento institucional entre o Governo da República e os seus interlocutores, desde os órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas às forças partidárias e aos parceiros sociais.

O Presidente da República, no quadro dos poderes que a Constituição lhe atribui, tem procurado assegurar as condições políticas para que Portugal siga um caminho de futuro, no respeito pelas opções democráticas dos cidadãos.

Mas Portugal precisa de todos, porque só com um esforço comum podemos alcançar o progresso, o bem-estar e a justiça que todos desejamos.

Não ignoro as esperanças e os anseios dos Portugueses e as dificuldades por que passam alguns. Tenho-os ouvido ao longo destes meses, nomeadamente através dos «roteiros» que me levaram a vários pontos do País.

Compreendo os sentimentos daqueles que se têm mostrado insatisfeitos e querem um País melhor. Partilho dessa insatisfação, quero um Portugal melhor e, por isso, serei também exigente quanto aos resultados.

Só assim poderemos compreender e aceitar que os sacrifícios do presente são essenciais para preparar um futuro melhor.

Temos de nos concentrar nos grandes desafios que se colocam ao nosso País.

Mas deve haver sempre lugar a um olhar atento para o sofrimento dos menos afortunados, dos doentes e das crianças vítimas de violência, para as dificuldades das pessoas com deficiências, para a solidão dos idosos, para a angústia dos que não têm emprego. Tenho-os no meu pensamento.

Desde o início do meu mandato que me tenho empenhado em lançar as sementes de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.

Nesta ocasião, quero também dar uma palavra de apreço e admiração para os que estão longe da Pátria, os Portugueses espalhados pelo Mundo. Contamos com eles e, em nome de Portugal, quero dizer-lhes que podem contar connosco.

Nesta quadra festiva, dirijo-me igualmente aos militares destacados em missão no estrangeiro, longe das suas famílias. Quero agradecer-lhes o grande serviço que estão a prestar a Portugal e ao ideal da paz no mundo.

Portugueses,

Cada povo faz o seu destino. Tenho confiança no futuro porque acredito nos Portugueses.

No ano que agora começa, espero que vejamos sinais de um tempo melhor. E é na esperança de um tempo melhor que desejo a todos os Portugueses e às suas Famílias um Feliz Ano Novo.

Caos em Santa Maria

A confusão instalou-se, esta segunda-feira, no Hospital Santa Maria, em Lisboa. Às 20:00, ainda havia mais de 100 pessoas a aguardar há várias horas um primeiro contacto com um médico. Havia mesmo doentes à espera de consulta desde as 10:00.

«Não nos dão soluções, não nos dizem nada, não chamam ninguém. Estamos aqui horas a fio sem saber o que fazer», queixava-se uma doente, em declarações à reportagem da TVI.

A justificação para estes atrasos reside numa mistura entre a falta de recursos humanos e o excesso de doentes. «Há médicos a menos e doentes a mais. Não é uma situação de agora. É uma situação relativamente crónica e nós temos um sistema de triagem que seleccionou os doentes pela gravidade. Os doentes graves foram todos vistos. É o atendimento possível», desculpa-se António Pedro Machado, chefe de equipa de urgência.

Muitos doentes ligaram para a TVI, durante a tarde desta segunda-feira, a denunciar o tempo excessivo de espera.

Chet Baker, Time after time

Para acabar, começar, bem a noite. Viva o Jazz!!!

Chad e Steve, os fundadores do You Tube

Vida e morte de Saddam Hussein


Veja aqui um trabalho multimédia do whashington Post sobre Saddam. Imperdível.

Sequestrado em Gaza um fotojornalista peruano da agência France- Press


GAZA (PALESTINA).- El periodista gráfico Jaime Razuri, profesional peruano de 50 años que trabaja para la Agencia France-Presse, ha sido secuestrado en Gaza por cinco encapuchados, y de momento se desconoce su paradero, según fuentes de la seguridad palestina.

El secuestro, agregaron, se produjo cuando Razuri se hallaba en una intersección de calles junto al edificio donde varias empresas periodísticas tienen sus oficinas y redacciones.

De momento, ninguna de las facciones armadas que operan en la franja autónoma de Gaza se ha adjudicado el secuestro, y por tanto también se desconoce el móvil de los secuestradores.

Se trata del primer secuestro de este tipo en este nuevo año. El año pasado fueron raptados más de 20 periodistas y funcionarios extranjeros de organismos internacionales en la franja de Gaza.

En la mayoría de los casos los secuestrados fueron puestos en libertad después de poco tiempo, y en ninguno de ellos las víctimas fueron sometidas a torturas.

En octubre del año pasado fueron víctimas de sendos secuestros el cooperante español Roberto Vila, quien trabaja para un organismo de asistencia a los palestinos y al fotógrafo de la Agencia Associated Press Emilio Fernández Morenatti; ambos recuperaron su libertad en algunas horas.

El secuestro más prolongado lo sufrieron un corresponsal de la cadena de televisión Fox, de Estados Unidos, y su camarógrafo, quienes estuvieron cautivos durante dos semanas por un grupo llamado 'Brigadas de la Sagrada Yihad'.

Los secuestradores llegaron ha lanzar un ultimátum pidiendo la liberación de todos los musulmanes presos en Estados Unidos a cambio de los reporteros.

Estos últimos fueron puestos en libertad después de adoptar la religión islámica, según un comunicado oficial de esa facción.

O video oficial da morte de Saddam

O video da morte de Saddam Hussein

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Saddam Hussein, vida e morte

Com a devida vénia ao Público de hoje:

Saddam Hussein sonhou reconstruir a Babilónia e recuperar o esplendor de Nabucodonosor, tendo criado à sua volta um culto de personalidade, espalhando o seu rosto por todo o Iraque, em cartazes, pinturas, fotografias e tornando-se omnipresente no país que governou durante 25 anos. Este mesmo homem morreu hoje, sozinho, sem povo, pela lei da forca.

Dizem os peritos que não foram os dotes oratórios nem o carisma que levaram Saddam ao poder absoluto.Foi, antes, a sua ambição e a capacidade para ser impiedoso com os seus inimigos – e estes foram muitos ao longo dos anos, desde os curdos que mandou gasear no Norte do país, a alguns dos seus mais próximos colaboradores, e mesmo familiares, que mandou matar ou assassinou com as próprias mãos quando perdeu a confiança neles.

E o que o manteve no poder – onde se revelou sempre um líder desconfiado, vivendo no medo constante de ser assassinado – foi a rede familiar e tribal de que se rodeou e que constitui até hoje o núcleo duro do seu regime.A infânciaNasceu a 28 de Abril de 1937 em Ouija, uma aldeia de casas de tijolo, próxima de Tikrit, 170 quilómetros a Norte de Bagdad. Numa sociedade tribal como a iraquiana, é importante saber Saddam é sunita e que nasceu no clã al-Bejat, pertencente à tribo Albu Nasir.

O seu pai, um camponês pobre, morreu pouco tempo antes do filho nascer, e a sua mãe, Subna al-Tulfah, voltou a casar-se com Ibrahim al-Hassan.Saddam não se dava bem com o padrasto. A sua biografia oficial relata uma infância difícil, com Ibrahim a obrigá-lo a acordar de madrugada para ir tratar dos rebanhos. Ele queria estudar e – contrariando a família – um dia pôs-se a caminho da escola sozinho. Devido ao mau relacionamento com o padrasto, quando Saddam tinha dez anos, Subna decidiu enviá-lo para Bagdad para viver com o tio Khairallah Tulfa, oficial do Exército e militante antibritânico (o tio era também o futuro sogro de Saddam, que aos cinco anos já tinha sido prometido em casamento à sua prima Sajida).

A juventudeFoi aos 18 anos que Saddam se filiou no Partido Baas, aderindo aos seus ideais laicos e nacionalistas. Mas foi também nesse ano que viu rejeitada a sua candidatura à Academia Militar, por falta de habilitações. Os biógrafos apontam 1958 como a data do seu primeiro assassínio político – a vítima foi um militante comunista, morto em Tikrit com um tiro na cabeça. Terá sido esta acção – pela qual passou alguns meses na prisão – que chamou a atenção dos dirigentes do Baas para o jovem militante. Saddam foi então incluído num comando de dez homens com a missão de assassinar o primeiro-ministro Abdel Karim Qassem (o general que em 58 derrubara a monarquia).

O atentado falha, Saddam é ferido numa perna e foge, a pé e a cavalo, para a Síria, depois de ter retirado, ele próprio, a bala com uma faca. Durante os três anos seguintes, Saddam viveu em Damasco e no Cairo, onde estudou Direito. Foi a única altura da sua vida em que viveu no estrangeiro – mesmo depois de se ter tornado Presidente, as suas deslocações fora do país foram raras.O terrorO regresso a Bagdad dá-se depois de o Baas ter, finalmente, conseguido derrubar Qassem, num golpe dirigido pelo coronel Ahmad Hassan al-Bakr, que era também seu tio.

O cristão Michel Aflak, ideólogo do Baas, convida-o para a direcção do partido. Saddam é “investigador”, o que significa que é o responsável pelos interrogatórios. “Recorreu à tortura e, como qualquer um que faz essa actividade, eliminou fisicamente pessoas”, garante Said Aburish. Segundo este especialista, Saddam acreditava na máxima iraquiana que diz “se matas um homem, mata também todos os que possam falar desse crime”.

Nos anos 60 “executou ele próprio um bom número de opositores”, escreve Aburish num perfil do líder iraquiano publicado no “Nouvel Observateur”. “Quando chegou ao topo do poder, continuou. Matou o ministro da Saúde, com uma bala na cabeça, em pleno conselho de ministros”. Às vezes tinha momentos de súbita compaixão. Um dia, quando fazia a ronda das prisões, encontrou um homem com um ar miserável. Deu ordens para que lhe dessem roupas decentes e um pouco de dinheiro e o libertassem.

Só mais tarde se soube a razão: muitos anos antes, este homem tinha por hábito dar uma gorjeta ao miúdo que lhe vendia cigarros. O miúdo era Saddam. O poderPela mão de Al-Bakr foi subindo a escada do poder. Primeiro é vice-secretário-geral adjunto do Conselho do Comando da Revolução, depois vice-presidente, depois comandante do Exército. Em 1979, afasta Al-Bakr do poder e, com 42 anos, chega à chefia do Estado.

Ao longo dos anos foi-se afastando da ideologia do Partido Baas – e de toda e qualquer ideologia que não fosse o fascínio pelo poder. Criou um culto da personalidade espalhando a sua imagem por todo o país, vestido de civil, de militar, de camponês, de devoto muçulmano, com o traje do seu clã, com toga de juiz, a rezar, a discursar, a disparar. É omnipresente e todo-poderoso. Mas não confiava em praticamente ninguém. Dizia-se que apenas os filhos e um ou dois fiéis sabiam sempre onde ele se encontrava.

A base do seu poder tinha deixado há muito de ser o partido. Saddam rodeou-se de membros da sua tribo e da sua família. Mas o terror que inspirava mesmo aos que lhe eram mais próximos fazia com que estes apenas lhe dissessem o que ele queria ouvir. Uma intervenção inesperada, uma iniciativa podiam custar a vida ao seu autor. Por isso, todos ouviam Saddam em silêncio reverencial. “Só os muito experientes – ou muito loucos – davam uma opinião honesta. Muitos dos que o fizeram foram mortos em 24 horas”, avança o “Guardian”. A famíliaSaddam casou com a prima, a quem tinha sido prometido aos cinco anos. De Sajira teve os seus cinco filhos: Udai, o mais velho, violento e instável, habituado a assassinar a sangue frio os que o contrariam, Qusai, que se tornou o braço direito do pai, muito mais discreto, mas também mais frio e cerebral que o irmão, e as três raparigas, Raghad, Rana e Hala.

As duas mais velhas caíram em desgraça quando abandonaram o país junto com os seus maridos, em 1995. A deserção de Hussein Kamel e de Saddam Kamel Hassan al-Majid (o fundador da Guarda Republicana) foi um duro golpe para Saddam. O Presidente garantiu-lhes que se regressassem ao país não seriam alvo de nenhuma vingança.

Os dois genros deixaram Amã, onde se tinham refugiado, e voltaram a Bagdad. Quarenta e oito horas depois, as filhas de Saddam tinham-se divorciado dos maridos e pouco tempo depois estes eram mortos. O medo da morteA ideia de que queriam matá-lo tornou-se obsessiva. Saddam nunca dormia no mesmo sítio, e evitava passar as noites nos seus palácios. No entanto, conta-se que preparava tudo em cada um deles – mesa posta para as várias refeições, camas prontas – para despistar os seus inimigos. Levantava-se de madrugada, não dormia mais do que quatro ou cinco horas por noite. Quando acordava ia nadar, para tentar melhorar os problemas provocados por uma hérnia discal. Sofria de dores nas costas, que nos últimos anos o obrigavam a andar um pouco curvado. Mas o pavor de que aos 65 anos o vejam como um velho, ou como um líder enfraquecido, faziam com que tomasse precauções para não ser fotografado nem filmado com as costas curvadas. É por isso também que continuava a pintar o cabelo de preto e não usava óculos em público, exceptuando no tribunal, quando já estava a ser julgado por crimes contra a humanidade.Tinha vários sósias, completamente iguais a ele. Espalhava-os por vários sítios, para que ninguém soubesse onde estava o verdadeiro Saddam. Estilhaçava a sua imagem, num jogo de espelhos.A guerra com o IrãoEm 1979, ano em que Saddam assumiu a liderança absoluta, o ayatollah Khomeini derrubou o Xá do Irão. Para travar uma revolução semelhante em Bagdad, Saddam mandou executar Mohammed Bakr al-Sadr, chefe do partido xiita al-Dawa, ordenou a deportação de 30 mil iraquianos de origem iraniana e invadiu a vizinha República Islâmica.
As monarquias árabes do Golfo ofereceram a Saddam milhares de milhões de dólares e os EUA forneceram dados de satélite que obrigaram Khomeini a aceitar um cessar-fogo. Balanço final: o Iraque acabou a guerra com 200 mil mortos, 400 mil feridos e 70 mil prisioneiros.


Saddam ficou com dívidas no valor de 25.700 milhões de dólares.A invasão do Kuwait Em 1988, quando matou 5000 curdos em Halabja com armas químicas adquiridas aos EUA, Saddam ainda era um protegido do Ocidente. A partir de 1989, porém, o Kuwait começou a exercer pressões sobre o Iraque para que a sua soberania fosse reconhecida. Em meados de Julho de 1990, Saddam tentou primeiro apoderar-se de duas ilhas do emirado, Bubiyan e Warba, assim como do campo petrolífero de Rumailah.

No último minuto, optou por uma invasão total. Foi um erro terrível. Em 1991, a URSS juntou-se aos EUA numa vasta coligação. O Iraque que ambicionava ser uma superpotência regional ficou reduzido a uma servidão semicolonial. O declínio Depois de Saddam capitular, os EUA ainda lhe deixaram margem de manobra. Esmagou revoltas de curdos no Norte e de xiitas no Sul. Mandou assassinar os genros, que haviam desertado para a Jordânia expondo alguns dos seus segredos, como o desenvolvimento de um programa nuclear.

Dificultou as inspecções dos peritos de desarmamento da ONU. Venceu até um referendo com "100 por cento" dos votos. Em 20 de Março de 2003, sob o pretexto de que Saddam tinha armas de destruição maciça e apoiava a Al-Qaeda, americanos e britânicos iniciaram outra guerra para derrubar o tirano. A queda finalEm 22 de Julho, já com um novo Conselho de Governo em Bagdad, os filhos de Saddam, Udai e Qusai, foram mortos.

Alguns fiéis do ex-Presidente continuaram a resistir, com atentados visando vários alvos. Em Dezembro de 2003, Saddam foi finalmente capturado, num esconderijo subterrâneo, sem resistir. Depois disso, veio o julgamento. Uma justiça em que respondia pelo primeiro nome, sem títulos nem cargos, algo ao qual o ditador não estava habituado.

No dia 5 de Novembro de 2006, Saddam foi condenado à pena de morte pelo massacre de 146 xiitas, na década de 80. Hoje de madrugada, faltou a Saddam um sósia, quando o laço se apertou em redor do seu pescoço, no adeus ao homem que comandou o Iraque a ferro e fogo.

Alexandra Prado Coelho/Público

Maria João Avillez na última entrevista na SIC

Acabo de ver a entrevista de Maria João Avillez ( a última na SIC notícias) ao Ricardo Pererira, ao Herman José e ao Nuno Artur.
Muito comovente. Ali estavam reunidos, a falar com uma sinceridade já pouco usual em Portugal, sobre humor, televisão, sobretudo: qualidade, qualidade, qualidade. Três pessoas que amam o que fazem e que muito têm contribuido para o retrato colectivo de um país em bolandas.

O Herman conheco-o quase há trinta anos, sempre o admirei imenso, embora che que caiu nos últimos anos no facilitismo, e pior: a massa subiu-lhe à cabeça e tornou-se num novo-rico arrogante. Há outra interpretação para os dias mais tolerantes: ele é um puto maravilhado com os brinquedos ( eu a uma escala bem mais inferior sou bastante assim).

O Ricardo estive há espera dele e dos gatos há dois anos para os fotografar no Jardim das Amoreiras. Estava irritado: " quem me manda fotografar uns idiotas que ninguém conhece?".

O Nuno Artur conheço-o há alguns anos, temos amigas e amigos comuns e é uma pessoa que eu admiro e por quem tenho uma amizade grande, embora não convivamos.

Foi um grande momento de televisão.
Gente que passou pela SIC, e gente que está de saída da SIC.
Quando toca a talentos, não ha substituíveis.

Também gostei da forma como Herman e Nuno falaram de Mário Soares. Na verdade foi um tempo que não volta: isto é, não vamos ter uma presidência tão influente e mobilizadora nacional como aquela.

2007 na fotografia

Cá estamos em 2007. Desejo um bom ano a todos os que por aqui passam pelo Instante Fatal, um blogue que comecei por graça e que está a tomar bastante tempo dos meus dias, depois desta atenção que tem merecido dos cibernautas.

Apostei num espaço interactivo e que possa estabelecer um fio emocional com quem o visita. Acho que tem resultado e estou feliz com o resultado atingido.
Espero melhorar e evoluir.

Quero muito que 2007 seja um regresso em pleno à fotografia. Não só nesta minha função de responsável pela fotografia do Expresso, mas mais do que isso, um regresso efectivo àquilo que eu gosto profundamente de fazer: fotografar. Acho que é mesmo aquilo que me realiza profundamente. Como um fotógrafo não pode viver isolado do Mundo eu gosto de me rodear por muita coisa que me enriquece os dias.
Fotografar permite-nos entender a vida de outra forma. Perpetuamo-la e estamos dentro da acção. Tornamo-nos voyuers e actores ao mesmo tempo.

Aprendemos a ordenar a vida numa hierarquia gráfica, a dar-lhe um sentido, uma intenção, o nosso significado.