sexta-feira, dezembro 15, 2006

A calma dos portugueses

Nada melhor do que ir a um serviço público para avaliarmos da produtividade portuguesa. Por exemplo: manhã numa estação dos correios. Quinze minutos para pôr uma encomenda. Antes não sei quantas simpáticas velhinhas a pagarem a àgua, a luz, a receberem a reforma. Mas também gente nova que podia resolver aqueles pagamentos no multibanco ou na net. A empregada do balcão muito simpática aproveita para falar um pouco. As pessoas vão ali como vão ao comércio de bairro. E gostam de poder falar com alguém. Lindo, mas bom para quem não tem defacto nada para fazer.

Outro exemplo. Hoje ao balcão da TMN ( mas podia ser outra qualquer operadora). Um cliente fala do seu telemóvel como se estivesse a levar o cão ao veterinário. " Pois, ele deixou de responder ao comando de voz. Ah, sim? o cartão pode ser reparado ? Não sabia. Pois, as fotos são formadas por milhões de pontinhos e quando se faz uma foto de papel aquilo não tem qualidade... a publicidade é muito bonita ! Bom, então deixo-o cá, mas veja se o que me vão dar para substituir pode fazer chamadas de vídeo. Não ? Bom, paciência. Vai durar três meses a reparar? Pode ser menos ? Era bom, este modelo também já está ultrapassado..."

Já que têm tanto tempo os portugueses bem podiam aproveitá-lo de forma mais saudável. Apanhar este fantástico Sol, por exemplo, que nos recarrega a alma.

Circo Papião, David Carvalho equilibrista

Senhoras e senhores, meninas e meninos apresento-vos david Carvalho num perigoso exercíco de equilibrismo::))) O pai Luiz Carvalho nunca foi tão longe!
PS: os blogues também são bons por permitirem estas vaidades

Querido diário

Querido diário:

Dois livros a reter: o de Jorge Simão sobre Fado e o de retratos de Augusto Brázio. Dois grandes fotógrafos com quem gosto de trabalhar e dois àlbuns notáveis.

Terceiro livro de fotografia: o de Eduardo Gageiro já à venda. Estejam atentos à entrevista da ÚNICA do próximo sábado com Gageiro. Um portfolio e uma conversa com a Ana Soromenha e comigo. Deu-me um grande prazer falar com o Gageiro depois de 25 anos de relações cortadas. Alguns amigos que o detestam vão ficar irritados mas não deixarei de ser menos amigo deles.

O Sol esteve radioso e o frio caiu ao anoitecer como uma lâmina numa paisagem rural de àgua e caminhos abandonados.

Hoje apetecia-me fotografar sem fim.
Estou vivo, portanto.

Duas ou três ideias sobre blogues e audiências

Acho que despertei ontem alguma polémica com o meu post " porque gosto da Carolina".

Sinceramente: gosto mesmo. Tem fibra, picante, inconsciência, consciência, malvadez, pecado, ousadia, sacaníce, muitos condimentos , todos mesmos, para uma grande história. Dava um filme em grande à Hollyood e ponho já o Scorcese a filmar.

Um blogue não tem regras estabelecidas e é por natureza contra a corrente, pela liberdade, pela emoção, pela sinceridade. Um blogue é um espaço onde tudo está em aberto. É pessoal, intransmissivel e não tem de responder perante ninguém. Por isso aqui no Instante Fatal eu digo e faço coisas que jamais faria no online do meu jornal ( vejam os meus postes no Flagrante Deleite).

Aqui não sou jornalista, não estou a fazer jornalismo.
Aqui sou o cidadão Luiz Carvalho. Ponto.
E faço o que me dá na gana com a condição de não ofender nem prejudicar nada nem niguém.
Quando critico ou louvo políticos faço-o enquanto individuo. Ou quando aplaudo amigos ou cito familiares.

Portanto não se admirem de às vezes ser mais solto ou irreverente.
O facto de transcrever ou linkar para notícias e sites é já em si uma edição ( não jornalística). As minhas escolhas são por si uma ideia, uma caminho, um convite para quem me lê.

Não se esqueçam que o Google é isso: um agregador. Por vezes eu sou um agregador à minha maneira.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Romy Schneider lembrei-me dela não sei porquê


Talvez seja da hora. Sempre foi a minha actriz preferida. Por vezes lembro-me dela como de alguém que perdi e de quem tenho uma imensa saudade.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Carolina adivinha Pinto da Costa na prisão



Carolina Salgado diz numa entrevista publicada hoje na revista Focus que o presidente do FC Porto será preso quando sair do clube, na sequência do processo Apito Dourado.

Questionada pela revista se Pinto da Costa ainda vai continuar muito tempo à frente do FC Porto, Carolina Salgado responde que "sim".

"Quando ele sair do clube vai acontecer-lhe o mesmo que a Vale e Azevedo (antigo presidente do Benfica que esteve preso devido a fraudes na transferência de jogadores). Vai preso. Aí é que ele vai ver os poucos amigos que tem. Está rodeado de bajuladores e oportunistas", revela.

Na entrevista à revista Focus, a antiga companheira de Pinto da Costa declara que muitos dirigentes devem estar contentes com a sua separação.

Carolina Salgado diz ainda que não escreveu o livro "Eu, Carolina" por vingança e que deseja após esta publicação "encerrar um capítulo e voltar ao anonimato".

No livro, a antiga companheira de Pinto da Costa denuncia alegadas situações de corrupção desportiva, evasão fiscal, violação do segredo de justiça, agressões, perjúrio e fuga à justiça, que envolvem Pinto da Costa, arguido no processo de corrupção no futebol conhecido como "Apito Dourado".

Carolina Salgado revela ainda ter contratado duas pessoas - a mando do presidente do FC Porto - para agredir Ricardo Bexiga, então vereador da câmara de Gondomar, cujas denúncias deram origem à investigação do "Apito Dourado".

De acordo com a imprensa de terça-feira, a colaboração de Carolina Salgado com a justiça pode "ajudar a reabrir várias certidões entretanto arquivadas" do processo Apito Dourado.

Este processo, que incluiu investigações a alegados casos de corrupção e tráfico de influências entre o futebol profissional português e as autarquias, foi investigado durante quase dois anos e teve o despacho de acusação em 08 de Fevereiro deste ano.

Fonte: Lusa

Porque gosto da história de Carolina Salgado

Instante Fatal em quarta posição no Google, ontem, na pesquisa "Carolina Salgado".



Alguns leitores do Instante Fatal têm-me criticado por ter cedido às audiências e de ter dado aqui espaço ao livro e a toda a polémica em torno de Carolina Salgado.

Eu sou um fanático das audiências.

Defendo até ao fim que os jornalistas têm de trabalhar para os leitores e que não há leitores maus, há mau jornalismo. Sem leitores não há jornalismo e sem eles não há empregos.

Quando fui editor multimédia do Expresso aumentei em poucos meses significativamente as audiências. E nunca cedi, nem me deixariam, a tentações fáceis.
Apostei na qualidade, na surpresa, na emoção, na agilidade, na utilidade para com os leitores.


Atraír o público é uma arte, tal como é uma arte sermos pessoas com qualidades para os outros nos seguirem, admirarem ou amarem.

Uma geração de jornalistas, dos anos 70, habituou-se a trabalhar para um público que não tinha escolhas, logo era fácil monopolizar os temas quer na forma quer nos conteúdos. Quando vemos a RTPmemória achamos inacreditável como a televisão era tão má há 15 anos. Era porque o monopólio estatal exercia a sua ditadura da mediocridade.

Depois muitos jornalistas habituaram-se a considerar que o patrão ( quer fosse Estado ou privado) só tinha de pagar os prejuízos dos jornais, ou televisões, ou revistas, porque o contrário era ceder à qualidade. Escreviam para eles, para os amigos. O leitor era burro se não os entendesse.

Um dos maiores embustes foi o mito do segundo canal da RTP.
As mentes defensoras do jornalismo dito sério achavam que aquele canal era bom porque era chato, cinzento, esquerdista e muito, muito, mal feito. Aquelas reportagens tipo diaporama da Diana Andringa, e de outros da mesma escola, eram o exemplo de televisão séria.
Até o Carlos Pinto Coelho já estava na calha para se tornar o idiota padrão do jornalismo cultural. ( que nunca doam as mãozinhas ao boxeur!!)

Estes dogmas são mortais na nossa sociedade. Por isso não evoluímos.

Ontem no LUX, no lançamento do excelente livro sobre fadistas do meu colega Jorge Simão ( grandes fotos Jorginho!!!) e da Alexandra Carita, um editor de um recém criado tablóide estava escandalizado porque o Expresso tinha sido desenhado por um designer espanhol. Como se o design tivesse pátria. Mas estava feliz porque a sopa de letras onde trabalha tem um ovo estrelado na testa. E tinha sido matutado por um jeitoso nacional. ( é um ex-intelectual resignado às maravilhas do entulho gráfico e o que é nacional é bom!!)

Isto remete-se para esta grande verdade: os nossos olhos só vêm o que nós queremos e a nossa inteligência é completamente selectiva.

Voltando aqui: o meu interesse pela história da Carolina aponta em vários sentidos. Acho a história políticamente importante, acho-a socialmente um retrato de um certo país que temos, humanamente é terrível: é um murro no estômago, um drama shakesperiano de amor, ódio, traição, com muita bimbalheira pelo meio num toque final com música de Nino Rota.

Ainda voltarei ao tema.

Cavaco Silva contesta qualidade técnica da RTP

Madaíl põe na sua lista procurador do DIAP

Já tínhamos política- futebol, vamos ter justiça-futebol.
A mistura parece-me explosiva.
Com a devida vénia ao Record:


Gilberto Madaíl lidera a única lista concorrente às eleições para os órgãos sociais da FPF, marcadas para dia 6 de Janeiro.

O prazo para apresentação de candidaturas terminou às 16 horas de ontem e os serviços administrativos da FPF terão três dias para confirmar a eligibilidade de todos os nomes apresentados.

Gilberto Madaíl não mudou muito a actual composição dos órgãos sociais, mantendo todos os presidentes dos diferentes pelouros, com excepção do Conselho de Justiça, que passará a ser presidido pelo juiz jubilado Herculano Lima.

Para número 2 deste conselho foi apresentado o nome de António José Almeida Pereira, procurador adjunto e número 2 do DIAP do Porto.Almeida Pereira, adepto assumido do FC Porto, foi responsável, por exemplo, pelo processo que decorreu no Tribunal de Matosinhos contra o antigo árbitro José Guímaro. Mais recentemente, tem conduzido processos relacionados com o caso Apito Dourado.

A composição do Conselho de Justiça foi a que mais trabalho deu, devido à recente imposição do Conselho Superior de Magistratura. Mas, para além dos dois primeiros nomes, os restantes cinco vogais são todos advogados, soube Record, cumprindo-se a imposição estatutária.

A recente oposição da Associação de Futebol de Braga levou a que esta não esteja representada formalmente na lista ontem apresentada por Madaíl, apesar de Mesquita Machado manter a presidência da Mesa da Assembleia Geral e Cerqueira Alves continuar como membro da direcção, mas os dois na qualidade de independentes.

Ângelo Brou, actual vice-presidente em representação da Liga, dará, como se previa, o lugar a Hermínio Loureiro, mas continuará na FPF com o cargo de secretário-geral (que poderá passar a designar-se director executivo).

O Conselho de Arbitragem sofre algumas alterações, com a saída de Azevedo Duarte (de novo Braga penalizada), e as entradas de Abílio Domingos, Juvenal Silvestre, Jovita Fernandes e José António Pereira.Autor: JOSÉ CARLOS FREITASGilberto Madaíl lidera a única lista concorrente às eleições para os órgãos sociais da FPF, marcadas para dia 6 de Janeiro.

O prazo para apresentação de candidaturas terminou às 16 horas de ontem e os serviços administrativos da FPF terão três dias para confirmar a eligibilidade de todos os nomes apresentados.Gilberto Madaíl não mudou muito a actual composição dos órgãos sociais, mantendo todos os presidentes dos diferentes pelouros, com excepção do Conselho de Justiça, que passará a ser presidido pelo juiz jubilado Herculano Lima.

Para número 2 deste conselho foi apresentado o nome de António José Almeida Pereira, procurador adjunto e número 2 do DIAP do Porto.Almeida Pereira, adepto assumido do FC Porto, foi responsável, por exemplo, pelo processo que decorreu no Tribunal de Matosinhos contra o antigo árbitro José Guímaro. Mais recentemente, tem conduzido processos relacionados com o caso Apito Dourado.

A composição do Conselho de Justiça foi a que mais trabalho deu, devido à recente imposição do Conselho Superior de Magistratura. Mas, para além dos dois primeiros nomes, os restantes cinco vogais são todos advogados, soube Record, cumprindo-se a imposição estatutária.A recente oposição da Associação de Futebol de Braga levou a que esta não esteja representada formalmente na lista ontem apresentada por Madaíl, apesar de Mesquita Machado manter a presidência da Mesa da Assembleia Geral e Cerqueira Alves continuar como membro da direcção, mas os dois na qualidade de independentes.

Ângelo Brou, actual vice-presidente em representação da Liga, dará, como se previa, o lugar a Hermínio Loureiro, mas continuará na FPF com o cargo de secretário-geral (que poderá passar a designar-se director executivo).O Conselho de Arbitragem sofre algumas alterações, com a saída de Azevedo Duarte (de novo Braga penalizada), e as entradas de Abílio Domingos, Juvenal Silvestre, Jovita Fernandes e José António Pereira.Autor: JOSÉ CARLOS FREITAS

Sportinguista de gema, no país do futebol

Com a devida vénia à Joana Latino da SIC

terça-feira, dezembro 12, 2006

O último adeus a Pinochet

Uma imagem terrível esta sobre o fim de Pinochet.

Carolina Salgado põe boca no trombone

Carolina Salgado não faz mais declarações aos jornalistas porque podia comprometer o processo que visa a concessão do estatuto de arrependida, previsto para casos de criminalidade altamente organizada.

Aquilo que não foi possível esclarecer no Ministério Público de Gondomar poderá agora dissipar-se com os depoimentos de Carolina Salgado acerca dos cinco últimos campeonatos.

Apesar de homologados desportivamente, não há risco de prescrição se forem considerados crimes de corrupção desportiva e outros delitos contra a economia.MAIS AMEAÇAS DE MORTECarolina Salgado está a receber mais ameaças de morte desde que chegou a sua casa, em Gaia.
Todas as ameaças são feitas por telemóvel. Carolina só tinha dado o seu número a pessoas de confiança – mas agora está de relações cortadas com algumas. A ex-companheira de Pinto da Costa poderá em breve ter escolta do Corpo de Segurança Pessoal da PSP. Face às ameaças, os seus dois filhos ontem não foram ao colégio.

As fugas de informação, vindas da Polícia Judiciária do Porto, são exemplo de que não se pode confiar em ninguém, segundo fonte ligada ao processo, admitindo-se que a investigação passe da PJ do Porto para a Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), a unidade de elite da Polícia Judiciária, porque santos da casa (Directoria do Porto) não fazem milagres, segundo pessoas próximas da condução deste processo.De acordo com uma magistrada do Ministério Público, a oportunidade de combater a corrupção da arbitragem do futebol, negociatas com passes de futebolistas, fuga ao Fisco e crimes cometidos à sombra das claques é uma ocasião única e histórica, que não pode ser desperdiçada.

Os dados que a ex-mulher de Pinto da Costa tem e o seu cruzamento com informações já recolhidas pelas autoridades policiais podem dar uma machadada decisiva nos meandros criminosos dos clubes. Carolina Salgado pode vir até a mudar de identidade e sair do País com os filhos, com apoio do Estado.
O atentado contra Ricardo Bexiga, há dois anos, é apenas um dos casos. Ricardo Bexiga foi ontem à tarde ao DIAP do Porto entregar um exemplar do livro ‘Eu, Carolina’, tendo feito novas declarações à magistrada do Ministério Público.

AGRESSÕES CONTINUAM NO MINISTÉRIO PÚBLICO DO PORTOO processo do atentado contra Ricardo Bexiga continuará a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto, pois a matéria em causa ocorreu na comarca do Porto e o caso também não apresenta complexidade que justifique a sua avocação.

A titular do processo continuará a ser a procuradora adjunta Graça Ferreira, ao contrário do que noticiámos anteriormente.A procuradora da 4.ª secção do DIAP do Porto, Clara Oliveira, não viu necessidade de chamar a si o processo e, por isso, nem sequer propôs a avocação à coordenadora daquele departamento do Ministério Público, Hortênsia Calçada. Esta procuradora-geral adjunta afinal não recebeu qualquer proposta de avocação, pelo que nunca poderia despachar o que não existe.

Segundo fonte do MP, Graça Ferreira é considerada bastante competente para prosseguir com a condução do processo sobre as agressões a Ricardo Bexiga, cometidas em 25 de Janeiro de 2005, quando o vereador da Câmara de Gondomar saía do seu escritório de advocacia, na zona da Alfândega, no Porto.
O caso de Carolina Salgado está a ser acompanhado pelo procurador-geral distrital do Porto, Pinto Nogueira, com a correspondente informação à Procuradoria-Geral da República, em Lisboa, porque já não estará em causa um atentado contra o ex-vereador de Gondomar, mas toda a corrupção no futebol. / Correio da Manhã

2940 visitas hoje no Instante Fatal

É a grande audiênçia no Instante Fatal. Quase três mil visitantes únicos num dia, 4575 páginas vistas.
Três mil visitantes é um número invejável ( representa a audiênçia de alguns jornais online de referência) e isto só tem explicação devido à turbulência que o furacão Carolina Salgado provocou na rede e outros provocadores, para já não falar das Mães de Bragança ::))


No Calor da Noite com Carolina Salgado

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Carolina Salgado, o que fazia a Pinto da Costa

Carolina Salgado nos Gatos Fedorentos

Carolina Salgado nos Gatos Fedorentos

Sim Carolina oí ó ai, Sim Carolina ó ai meu bem

A Saia da Carolina
Tem um lagarto pintado
A Saia da Carolina
Tem um lagarto pintado
Sim Carolina oí ó ai,
Sim Carolina ó ai meu Bem
Sim Carolina oí ó ai,
Sim Carolina ó ai meu Bem

Bexiga tem medo

Ricardo Bexiga acredita que há em Portugal uma situação de grave promiscuidade entre o desporto e a política. O ex-vereador socialista da Câmara de Gondomar foi ouvido esta segunda-feira no DIAP, no âmbito da agressão que sofreu no ano passado. O socialista juntou ao processo uma cópia do livro de Carolina Salgado. E diz que ainda teme pela sua segurança.


Ricardo Bexiga foi agredido, no ano passado, por dois indivíduos encapuzados quando saía do seu escritório.

Hoje, à saída do DIAP, Bexiga, não revelou pormenores sobre a audição, alegando segredo de justiça. Mas é sabido que o ex-vereador juntou ao processo as declarações da ex-companheira de Pinto da Costa, Carolina Salgado, dadas ao jornal Sol.

o ex-vereador juntou também ao processo um exemplar do livro "Eu, Carolina", da antiga companheira do líder dos "dragões", que revela detalhes sobre a ocorrência de que Bexiga foi alvo.

A agressão

No livro, a autora revela que a agressão sofrida por Bexiga, em 25 de Janeiro de 2005, foi levada a cabo a mando do presidente do FC Porto e pela qual ela (Carolina) teria pago aos agressores.

O ex-verador da Câmara de Gondomar revelou que já sabia deste pormenor. Diz que lhe foi contado pela própria Carolina Salgado.

"Grave promiscuidade" entre desporto e futebol

O ex-vereador socialista afirmou hoje que a agressão que sofreu em 2005 demonstra as "dificuldades" que sentem os que fazem intervenção cívica e evidencia a "grave promiscuidade" entre desporto e política.

Segundo o actual deputado do PS, o que vem escrito no livro da ex-companheira de Pinto da Costa "demonstra que o processo Apito Dourado não tem só a ver com corrupção desportiva".

"Tem a ver também com a promiscuidade, extremamente grave, entre a política e o desporto", frisou Ricardo Bexiga, antes de entrar nas instalações do DIAP.

Apelo à segurança

Ricardo Bexiga afirmou que ainda hoje teme pela sua segurança.

Nesse sentido deixou um apelo ao ministro da Justiça, Alberto Costa, e ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, para "darem todas as condições para que os órgãos de investigação criminal funcionem em Portugal e possam esclarecer os factos gravíssimos" relatados no livro de Carolina Salgado.

"Vou acreditar no funcionamento da justiça. Sou advogado", disse Bexiga.

SIC online

Bexiga dá ao DIAP Eu Carolina

Ricardo Bexiga, cujas denúncias deram início ao processo Apito Dourado e que foi agredido por dois indivíduos encapuzados, em Janeiro de 2005, vai entregar a biografia de Carolina Salgado ao Ministério Público, por quem vai ser ouvido segunda-feira. No livro, que vai ser apresentado amanhã, a ex-companheira de Pinto da Costa, que também deverá ser ouvida em breve, confessa ter sido ela que contactou e pagou aos indivíduos que alegadamente espancaram o ex-vereador do PS em Gondomar.

Contactado pelo PortugalDiário, Ricardo Bexiga disse ter já entregue ao Departamento de Investigação e Acção Penal do Ministério Público (DIAP) a biografia de Pinto da Costa, publicada num dos números de Novembro da revista Tabu, do semanário Sol, em que Carolina Salgado já se referia ao incidente da agressão.

O ex-vereador de Gondomar foi violentamente espancado por dois homens encapuzados, no dia 25 de Janeiro de 2005. As agressões aconteceram por volta das 19h30 desse dia, quando o advogado saía do seu escritório, no Porto, e se dirigia para a sua viatura, que estava no parque de estacionamento da Alfândega.

Os agressores atacaram-no com uma trave de madeira, entre dois carros estacionados no parque, durante cinco minutos. Bexiga ainda tentou esquivar-se, mas não conseguiu evitar um corte na cabeça, tratado com 17 pontos, e várias outras contusões, pelas quais foi assistido no Hospital de Santo António.

Carolina Salgado já apresentou pessoalmente desculpas a Ricardo Bexiga pelo seu alegado envolvimento.

O PortugalDiário apurou que este encontro, que aconteceu em Setembro, terá sido patrocinado pelo pai da ex-companheira de Pinto da Costa, que contactou uma pessoa próxima do ex-vereador socialista, para que Carolina Salgado pudesse falar com ele.

Na sua biografia, a ex-companheira de Pinto da Costa conta a sua vida e faz diversas acusações ao presidente do FC Porto.

Pinto da Costa, contactado hoje pela SIC Notícias, escusou-se a tecer qualquer comentário sobre o caso.

Desde a separação, que aconteceu em Março de 2005, a relação entre o dirigente dos «dragões» e Carolina Salgado tem sido turbulenta e marcada por vários processos-crime.

De acordo com o Sol, Pinto da Costa apresentou uma queixa-crime no DIAP, a 27 de Novembro, contra a ex-companheira, que também consta como suspeita em três casos de incêndio.

De acordo com o semanário, Pinto da Costa já havia também apresentado queixa contra Carolina Salgado por furto e abuso de confiança, em Maio de 2005.

Portugal Diário

A bronca de Carolina Salgado na Luz em 2005

No jogo na Luz entre o Benfica e o Porto, em Março de 2005, Carolina Salgado atacou forte e feio Veiga e amigos, relembremos o que contava então o Correio da Manhã:





Tudo porque Carolina Salgado, companheira de Pinto da Costa, terá decidido ‘despedir-se’ insultuosamente dos responsáveis ‘encarnados’, aproveitando o livre trânsito que possui e que lhe permitiu invadir uma área de acesso reservado aos intervenientes no jogo e outros credenciados.

E foi precisamente à saída dos balneários, antes de alguns responsáveis rumarem ao interior do autocarro do Benfica, que soltou a língua com impropérios vários. José Veiga foi então o alvo privilegiado, mas nem só o homem forte do futebol escutou os insultos.

Igualmente presentes estavam Lourenço Pereira Coelho, Shéu e até Trapattoni. Luís Filipe Vieira, que viajou para o Porto no seu carro pessoal, não assistiu ao incidente. Veiga, em conjunto com as forças de segurança, acordava os termos da saída do autocarro do Dragão.

Aliás, foi mesmo na presença de agentes da PSP à civil que Carolina Salgado chamou a si o protagonismo. Acompanhada por elementos da segurança portista, a companheira de Pinto da Costa ‘forçou’, com a sua intervenção, a PSP a encaminhar de imediato Veiga para o autocarro.

Contudo, por esta altura, alguns jogadores não tinham ainda abandonado os balneários, casos de Geovanni, Alcides, Everson e Nuno Gomes. E também estes, principalmente Nuno Gomes, foram confrontados com vários insultos, então já com responsáveis da SAD portista ali presentes. Valeu a pronta intervenção da PSP, apressando os jogadores, para evitar males maiores.

Certo mesmo é que o ‘caso’ provocou incómodo entre a comitiva, até pelos cuidados que rodearam os preparativos do encontro. É que, por acção dos dirigentes, os adeptos foram impedidos de transportar para o ‘Dragão’ cartazes provocatórios, alguns visando precisamente Carolina Salgado. Eis um exemplo: imagine um preservativo gigante com a seguinte frase ‘Carolina, podes vir’.

"NÃO MERECE ANDAR NO FUTEBOL"

“As atitudes tomadas pela pessoa em causa (Carolina Salgado) não nos espantaram, uma vez que tiveram o mesmo sentido provocatório que as tidas na Luz”. Foi desta forma que o Benfica reagiu às cenas ocorridas após o jogo.

Mas o responsável pela comunicação ‘encarnada’, Cunha Vaz, vai mais longe: “Lamentamos que um jogo que decorreu com ‘fair play’ fique manchado por actos de algumas pessoas que não merecem andar no futebol”.

RESSACA DO CLÁSSICO

LUISÃO LESIONADO FALHA TREINO

Luisão ressentiu-se de um toque sofrido no clássico e não treinou ontem, tendo ficado pelo ginásio. O central está assim em dúvida para o embate de amanhã com o Beira-Mar para a Taça de Portugal (20h30, RTP 1). Trapattoni não pode contar com Simão e Karadas (ambos castigados) e deve apostar em Nuno Gomes e Delibasic no ataque.

DIEGO PROMETE RENDER MAIS

Diego apresentou o ‘site’ www.diego10.com.br e prometeu dar mais ao FC Porto: “Sou muito exigente com o meu futebol, com o meu potencial e acho que tenho sempre a melhorar”, apontou o craque brasileiro. “Acredito que já tenho rendido próximo do meu ideal, mas ainda falta mais um pouco...”, admitiu Diego, que quer continuar no Dragão: “Assinei um contrato de cinco anos e não vejo possibilidade de sair”, tranquilizou os adeptos, a quem promete um golo frente ao Penafiel para a galeria de vídeos do seu ‘site’.

DRAGÕES 'MANCOS' DO LADO DIREITO

José Couceiro debate-se com dúvidas para o lado direito da defesa, na sequência do quinto cartão amarelo visto por Seitaridis que o impede de defrontar o Penafiel. Com Ricardo Costa também a cumprir castigo e Bosingwa a recuperar de lesão, adensam-se as interrogações para a deslocação a Penafiel. Raúl Meireles poderá ser a solução para lateral direito, enquanto Pedro Emanuel regressa ao eixo da defesa.

Lisboa afundada em dívidas e incompetência


Outro escândalo político é o que se passa na Câmara de Lisboa. O governo de Carmona Rodrigues, um sonso incompetente que até agora nada fez pela cidade a não ser gastar balúrdios em obras idiotas e em assessores carissimos,tornou Lisboa num caos.

Só em juros pelas dividas, a Câmara tem de pagar por dia 100.000 euros. A direita não se entende. Maria José Nogeira Pinto chantagea, o PS espera, e a cidade está a afundar-se.

João Soares, que foi um exímio Presidente, perdeu para um grupo de malfeitores. Mas , mais uma vez, os eleitores preferiram mudar em nome de nada, a votarem em alguém que tivesse dado provas de honestidade e competência.

Depois a derrota de Carrilho foi a derrota de uma campanha atribulada mas que na essência dava para perceber que Carrilho seria sempre um Presidente a léguas de qualidade de Carmona: É culto e foi um excelenete ministro da cultura.

Agora Lisboa espera. Que passe, que aconteça. Que renasça. Quando? Um dia de São nunca à tarde.

Mas o povo é soberano e pelos visto ordena. Mas mal

Porque gera Cavaco Silva unanimismo?


Há mistérios na política que o bom senso desconhece. Um deles, e que me intriga de sobremaneira, é a forma como o cavaquismo se vem enraizando nos portugueses, mesmo naqueles que sempre foram de esquerda e detestaram a política do Homem de Boliqueime.

Claro que digo isto sem ofensa para com o nosso PR e muito menos por falta de consideração pessoal. Aliás, como pessoa, Cavaco e a sua esposa Dona Maria são pessoas de grande afabilidae, como o era o casal Eanes, aliás muito parecidos em gostos e em prática política. Acho que não devemos misturar simpatia pessoal com política.

O que me admira, e hoje tive mais uma vez essa prova provada, é que a esquerda está toda rendida a Cavaco Silva, dos radicais aos católicos, aos maçons, aos moderados. Se Deus não existe não há espiga: Cavaco faz de conta.

Durmam descansados, a Pátria tem pai e nem se recomenda, venera-se.

A direita também não está preocupada: votou nele, mas agora até dá jeito apoio ao Sócrates ( outro revisionista socialista que todos chupam como mel) enquanto os neo-liberais se não reorganizam, ou Durão volta, ou Santana sobe ao céu.

Portugal está pobre, não vai crescer, não vai reduzir o déficit. Enquanto o resto da Europa vive à larga, esquecendo crises, consumindo, nós falamos de crise, caça às bruxas, operações da PJ, processos judiciais com laivos de vinganças. As empresas passaram a ser suspeitas de criminosas, os profissionais liberais prevaricadores ao fisco, os professores bandidos, os médicos saqueadores de bancos, os políticos tachistas, o Alberto joão Jardim bandido, o futebol o pior inferno ao cimo da Terra e Sócrates: o político corajoso que apoiado por Cavaco está a endireitar a Pátria.
A fome juntou-se à vontade de comer.

Ainda não houve um português que tivesse passado a viver melhor desde quer estes cromos estão no poder, mas a maioria aplaude.

O povo gosta de ser chicoteado. É uma tradição da Idade Média.

Sem sentido critico, sem sentido da História, os portugueses passaram uma esponja pelos anos de chumbo, quando a sociedade portuguesa cresceu mas não se consolidou, quando se gastou em betão e se poupou na educação, quando se devia ter emagrecido o Estado e se encheram os quadros com sobrinhos e apaniguados. Foi o cavaquismo, um regime sem sensibilidade social, sem cultura, sem sentido do futuro.
O resultado está aí, mas todos se esqueceram, apostando agora nas acções do PR: a inclusão, ou seja, uma boda aos pobres. Sempre a àrvore e não a floresta.

É este o país que temos por vontade de todos. Da maioria, esse conceito democrático cada vez mais questionável, mas com que teremos de viver.

Pinto da Costa é o meu pai, é só rir !

Perfil secreto de Pinochet feito pela CIA

INSTANTE FATAL COM 901 VISITAS HOJE !!!!

Grande dia para o Instante Fatal.
901 visitas o grande record do blogue.
Obrigado a todos pela preferência


domingo, dezembro 10, 2006

Os últimos anos de Pinochet em Fotos


Veja aqui os últimos anos de Pinochet em fotografias.

Pinochet morreu, Fidel agonia, Salazar volta


Pinochet morreu.

Fidel já não se vai aguentar até ao Natal.

Pinto da Costa foi humilhado em público por uma ex- alternadeira.

Cavaco foi gozado, hoje, pelos gatos Fedorentos depois de se ter queixado da má qualidade técnica da RTP.

Confesso que eu próprio já não me sinto muito bem. Adormeçi a ver o professor Marcelo e não tive coragem intelectual para ler até ao fim a entrevista de Maria Cavaco Silva à Visão onde ela confessa ser do centro-esquerda.

Portugal, e pelos vistos o Mundo, estão mesmo com uma crise ambiental.

Depois do meu colega Jorge Fiel, um portista total, ter escrito um post no seu blogue do Expresso online sobre traques, já estou vacinado para ler sem repugnância excessiva as passagens de Carolina Salgado onde revela ao lado obscuro e libertário de Pinto da Costa: soltar pela calada gazes tóxicos em sessões públicas, ( ao lado do pobre Rio!!) e que ela tentava amenizar, perfumar, acendendo cigarros. Pelos vistos a gente do Porto anda a dar rateres por todo o lado, fazendo juz ao termo "escrita de merda".

O que faz uma pobre de Cristo para proteger o seu homem, o seu tutor, o seu protector, o seu porco!!!... pobre santinha!

Com Pinochet morto e enterrado, resta a Cavaco comprar um plasma para Belém. Pode ser que assim a RTP passe a ter melhor qualidade técnica.
Pinto terá de se cuidar. Nada que uma boa esfrega não resolva naquela Salgado.
Que solte o bobi, o tareco, que venham todos à molhada !

O pior, o grave meus caros, vai ser mesmo olharmos para a Dona Maria e cheirarmos por ali ideologia do centro-esquerda. Só se for no design das roupas ou no bom gosto dos reposteiros de Belém. Ainda bem que deixei de ser de esquerda há muito tempo: agora pertencia ao clube de Maria Cavaco Silva ! Safa!Safa!...

A esquerda andava órfão, evitava de ter dado em pirosa.
Depois admirem-se que Salazar não esteja na moda.
Ao qu ìsto chegou ! Até já o António quer saír do caixão !

"Eu Carolina" esgota, Barbas compra uma dúzia

A cena é vermelha. Barbas o grande encarnado da Luz, o farol da àguia da Segunda Circular, lá esteve no Forúm de Almada. Beijou Carolina e saiu com dúzias de livros por baixo das barbas.
Portugal precisa disto. E se Cavaco não agita àguas, o Barbas avança. O debate ideológico norte-sul está aberto.

Bendita pátria que tais filhos tem !

Tranquila e junto à amiga, Maria Fernanda Freitas, a professora que redigiu ‘Eu, Carolina’, a ex-companheira de Pinto da Costa – que chegara ladeada, por, pelo menos, três guarda-costas –, emociona-se com o apoio dos muitos adeptos benfiquistas, liderados pelo conhecido ‘Barbas’, António Ramos.

“Carolina, Carolina, Carolina...” gritavam, em uníssono, homens e as mulheres comandados pelo ‘Barbas’ que ali foi expressamente para conhecer e apoiar Carolina Salgado (que quase deixava escapar uma lágrima de emoção).

O que Carolina ignorava é que, momentos antes da calorosa recepção, o ‘Barbas’ discursava em seu favor. “Toda a gente já levou tareia no Estádio do Dragão.

Eu, infelizmente, não posso ir às Antas porque sou agredido. Felizmente que apareceu uma mulher com coragem. Ela pode ter os defeitos todos do Mundo, mas teve muita valentia. E mesmo o que ela fez no Estádio da Luz [quando assistiu ao jogo Benfica-Porto na época 2004-05 fez gestos insultuosos para os benfiquistas], era uma mulher de coragem que estava lá no meio dos ‘dragões’.
Por isso, vim aqui para ela me autografar um livro e para a conhecer pessoalmente. Finalmente houve alguém com coragem para denunciar tudo e todos.

Andamos aqui há 20 anos a ser massacrados por um homem que não tem escrúpulos... O Belenenses e outros clubes vão para a segunda divisão quando o Pinto da Costa quer. Ou seja, o Pinto da Costa e o futebol foram mais ditadores do que o Salazar”, disse o mediático ‘Barbas’ que comprou 12 livros.

Sem querer precisar o número de exemplares publicados – “penso que foram editados entre cinco e sete mil exemplares” – Teresa Coelho prevê que uma segunda edição chegue às bancas em breve, a não ser que algo o impeça.

COMENTÁRIOS

"ESPERO QUE ELA TENHA FORÇA" (Rosário Landin, 50 anos, Leitora)

“O meu filho está detido, no Linhó, e passei o telefone à dona Carolina porque ele queria dar-lhe uma palavra de força. Ele é fã dela e eu também. Espero que ela tenha muita força.”

"ESTOU MUITO EMOCIONADO" (Manuel Pombo, 59 anos, Leitor)

“Tenho seguido a história dela e o senhor Pinto da Costa parece ter sido mauzinho. Ele serviu-se da Carolina para muitas coisas, quando não precisou mais deixou-a. Estou muito emocionado...”

"A EDITORA NADA RECEBEU" (Teresa Coelho, Editora)

“Até hoje a editora nada recebeu. Desconheço qual o mecanismo legal, mas se o senhor Pinto da Costa avançar com uma providência cautelar, os advogados da editora farão o que for necessário.”/ Correio da Manhã

Guterres na Libéria com refugiados

Reposição do meu vídeo sobre António Guterres na Libéria com refugiados

Carolina Salgado arguida

Carolina do Costa no tempo em que os animais falavam


Carolina Salgado será constituída arguida caso confirme ao Ministério Público a co-autoria moral no caso das agressões a Ricardo Bexiga, antigo deputado da Assembleia da República e vereador da Câmara Municipal de Gondomar, a 25 de Janeiro de 2005.



De acordo com fonte do Ministério Público contactada pelo CM, Carolina Salgado, que assumiu ter contratado dois homens para agredir Ricardo Bexiga a pedido de Pinto da Costa, então seu companheiro, será chamada brevemente ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto para prestar declarações.

É que, para defesa da própria e por uma questão de legalidade processual, logo que assuma perante as autoridades a intermediação neste atentado contra Ricardo Bexiga – tal como consta do livro agora lançado – a antiga mulher de Pinto da Costa será constituída arguida, sendo-lhe de imediato lidos os direitos e deveres processuais.

BEXIGA NO DIAP

Entretanto, Ricardo Bexiga desloca-se amanhã à tarde ao DIAP do Porto para prestar declarações sobre as agressões de que foi vítima a 25 de Janeiro de 2005, no Porto.

As denúncias de Carolina Salgado vieram acrescentar novos dados ao processo e poderão contribuir para identificar os dois autores materiais, bem como o mandante do crime, que terá sido o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, devido ao caso ‘Apito Dourado’, segundo a sua ex-companheira.

Carolina Salgado revela no seu livro ‘Eu, Carolina’ que foi Pinto da Costa quem encomendou as agressões, porque o ex-vereador do Partido Socialista da Câmara Municipal de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro – também arguido no processo ‘Apito Dourado’ – seria uma das principais testemunhas dos factos que deram origem ao caso da alegada corrupção no futebol e no qual o presidente do Futebol Clube do Porto é arguido.

As revelações de Carolina Salgado dão um novo alento ao caso das agressões a Ricardo Bexiga, quando tudo indicava que os autos seriam arquivados por falta de provas. Até ao momento ainda não foram identificados os agressores. No entanto, segundo a versão de Carolina Salgado, Pinto da Costa terá contratado dois homens pelo preço de dez mil euros.

O jovem advogado e político, ex-deputado na Assembleia da República a quem, há quase dois anos, foi partido o braço esquerdo e desferidos golpes com um barrote na cabeça, que teve de ser suturada com 15 pontos, acredita que com o depoimento da ex-companheira de Pinto da Costa o caso vai poder finalmente se esclarecido.

Ricardo Bexiga, que já tinha prestado declarações no DIAP, voltará a ser inquirido pela magistrada titular do processo. A colaboração de Carolina Salgado poderá revelar-se decisiva.

PROCESSO AVOCADO

Dada a gravidade deste caso, a procuradora da 4.ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, Clara Oliveira, deverá chamar a si o processo das agressões a Ricardo Bexiga, segundo referiu a mesma fonte judiciária ao CM.

Com as declarações públicas de Carolina Salgado foi proposta já a avocação do processo à coordenadora do DIAP, Hortênsia Calçada.

O caso ainda está com a procuradora adjunta Graça Ferreira, que amanhã à tarde ainda será a magistrada que inquirirá Ricardo Bexiga.

A procuradora-geral adjunta Hortênsia Calçada ainda não despachou sobre a proposta de avocação.

AUTORA DESCONHECE NOTIFICAÇÃO

“Não sei de nada”. É desta forma que Carolina Salgado responde quando questionada sobre a possibilidade de vir a ser constituída arguida no processo. Depois das afirmações bombásticas no dia de apresentação do seu livro, nas quais reiterou as ameaças à sua integridade física, Carolina Salgado remeteu-se ontem ao silêncio, respondendo sempre a todas as perguntas dos jornalistas com a frase “Não sei de nada. Não tive tempo para ver nada.”

A opção é clara e, sabe o ‘CM’, passa por analisar com a devida atenção todas as notícias que vieram a público, respondendo, depois, da melhor forma, ao que foi sendo dito e escrito na Comunicação Social. Na segunda sessão de autógrafos do dia, realizada numa grande superfície em Alfragide, bem mais calma do que a primeira em Almada, Carolina Salgado afirmou desconhecer as intenções de Pinto da Costa, que pretende retirar o livro das bancas com uma providência cautelar.

PINTO DA COSTA EM SILÊNCIO

Pinto da Costa recusa comentar as revelações da sua antiga companheira, designadamente as agressões ao ex-deputado do PS e vereador da Câmara de Gondomar Ricardo Bexiga. No livro agora publicado, Carolina Salgado confirma algumas das notícias já conhecidas, segundo as quais Pinto da Costa foi avisado com antecedência de que seria detido e alvo de busca domiciliária, em Vila Nova de Gaia.

A ex-companheira do presidente do FC Porto confirma que a informação confidencial foi obtida do interior da Polícia Judiciária do Porto e quem terá dito tudo a Pinto da Costa foi o advogado Lourenço Pinto, na presença dos irmãos Reinaldo Teles e Joaquim Pinheiro, dirigentes do FCP. Pinto da Costa foi o único arguido do caso ‘Apito Dourado’ que não foi apanhado desprevenido.

DEZ ANOS DE CADEIA

Pinto da Costa arrisca uma pena de prisão efectiva até dez anos caso se prove ter sido ele quem mandou agredir o antigo deputado do PS e vereador em Gondomar Ricardo Bexiga. Mas se o Ministério Público qualificar as agressões como tentativa de homicídio na forma qualificada, as penas podem subir de 12 para 25 anos de prisão, por se verificar uma especial censurabilidade de atentar contra um membro de um órgão de autarquia local, além de ser testemunha, que estava a colaborar com as autoridades judiciárias e advogado de profissão.

MAGISTRADOS PROTEGIDOS

Os vários magistrados do caso ‘Apito Dourado’ chegaram a ter protecção policial na sequência de suspeitas de vigilâncias, mas neste momento nenhum tem escolta do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, apurou o CM. O procurador Carlos Teixeira bem como a juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira estiveram sob protecção da PSP. Um outro jurista igualmente protegido foi Ricardo Bexiga, então principal vereador no PS na Câmara de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro. Os magistrados têm direito a uso e porte de arma, de calibre de guerra.

REACÇÕES

"GOVERNO DEVE PRONUNCIAR-SE" (João Palma, Ministério Público)

“Este caso enquadra-se no ambiente de descredibilização das entidades judiciárias fomentado pelo poder político, com excepção do Presidente da República. Mas estas pressões superam tudo o que é admissível num regime democrático. Era bom que o Governo e a Assembleia da República se pronunciassem sobre isto para nós também sabermos com o que é que podemos contar.”

"PJ NÃO SE DEIXA ATEMORIZAR" (Carlos Anjos, Polícia Judiciária)

“Haja o que houver em qualquer processo os funcionários de investigação criminal da Polícia Judiciária não são susceptíveis a qualquer tipo de pressão. Posso dizer, no entanto, que há sempre acções que se fazem nesse sentido. Contudo, como referi, os profissionais da PJ não se deixam atemorizar. E se sentirmos que nos andam a controlar, a nossa ânsia investigatória aumenta sempre.”

"ACTUAÇÃO GRAVÍSSIMA" (António Martins, Ass. Juízes)

“Este tipo de actuação é gravíssima e deve levar a uma investigação exaustiva. Este caso demonstra que a independência dos juízes não é um conceito abstracto. Procuraram telhados de vidro, mas não foram encontrados. Os cidadãos portugueses podem estar descansados com os seus magistrados, mas é preciso que a comunidade exija que os juízes continuem a ter um estatuto que lhes permita isenção.”

"FUI PERSEGUIDO" (Carlos Teixeira)

Carlos Teixeira, procurador, chegou a ter protecção policial durante o período (Abril de 2004) em que foram detidos vários arguidos do processo ‘Apito Dourado’.

Correio da Manhã – Durante a fase de investigação do processo ‘Apito Dourado’ foi alvo de algum tipo de perseguição?

Carlos Teixeira – Em 2004 fui perseguido duas vezes. Perseguições de automóvel. Foram ambas nas ruas de Gondomar, onde resido. Reportei essa situação à minha hierarquia [o actual procurador-geral distrital do Porto, Pinto Nogueira].

– Teve protecção policial?

– Sim, durante pouco mais de uma semana, em Abril de 2004 [altura em que foram detidos vários arguidos do processo ‘Apito Dourado’, caso de Valentim Loureiro]. Depois considerei que não valia a pena. Não dei qualquer importância a essa situação.

– As perseguições de que falou aconteceram antes ou depois de ter dispensado a protecção policial?

– Algum tempo depois.

– Reconheceu a pessoa que o perseguiu?

– Na segunda vez que fui perseguido, reconheci-a perfeitamente.

– É arguido no processo ‘Apito Dourado’?

– Não posso falar sobre isso. Digo, apenas, que reconheci o indivíduo, apesar de ele ter tentado esconder a cara com o braço quando parei o meu carro ao lado do dele.

– Chegou a falar com esse indivíduo?

– Não. Encostei o carro ao lado do dele para ver se ele me enfrentava. E olhei para ele. O indivíduo tentou esconder a cara com o braço. Depois fui-me embora e ele veio atrás de mim.

– Alguma vez sentiu que teve a integridade física em risco?

– Não.

– A sua família também chegou a ser importunada?

– Que eu saiba, não.

– Conhece outras pessoas – juízes, magistrados do Ministério Público ou inspectores da PJ – que intervieram no processo ‘Apito Dourado’ que tenham sido perseguidas?

– Sei que aconteceram algumas coisas a outras pessoas, mas não vou dizer o que sucedeu nem quem são.

– Chegou a ter medo?

– Não. Nunca deixei de fazer o que tinha de ser feito.

PERFIL

Carlos José do Nascimento Teixeira nasceu em Vinhais (Bragança), no dia 15 de Março de 1965. Divorciado, dois filhos, tirou o curso de Direito na Universidade de Coimbra e é adepto do Rebordelo (equipa que milita da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Bragança). Além de procurador no Tribunal de Gondomar, desde 1997, é formador no Centro de Estudos Judiciários.
Joaquim Gomes / Octávio Lopes
/Correio da Manhã

BBC mostra que chaufeur de Diana estava ébrio

Amanhã num documentário a BBC vai demonstrar que o ADN de Henri Paul, o condutor do Mercedes S500 que transportava Diana e Dodi na noite do acidente em Paris estava bêbado, anuncia o Elmundo.


Portugueses querem Salazar na RTP

Foto de Rosa Casaco

A RTP desmente mas parece que Salazar foi dos mais votados para figurar na lista dos 100 mais portugueses de sempre.
Esta é uma verdadeira batata quente que a administração da RTP tem na mão. É o que faz ter complexos de esquerda e querer agradar a gregos e troianos...

Salazar parece estar na moda.
A sua figura cria uma misteriosa curiosidade nos portugueses. Em tempo de crise não há nada como voltar aos valores do passado e àqueles que nos seguram a memória. O sucesso que está a ter o livro de Fernando Dacosta será também sintomático dessa curiosidade.

E com um primeiro ministro cinzento, solitário e austero, os portugas revivem o passado em S. Bento e sonham com paz e tranquilidade.
Um país de sonho perturbado pelos apitos dourados...

475 visitantes hoje no Instante Fatal

Na blogosfera a audiência também conta e muito. O Fatal voltou hoje a bater o seu record de audiência: 475 visitantes únicos. Obrigado pela curiosidade e preferência.
Desde que surgiu em Abril deste ano o meu blogue nunca parou de subir o que me torna refém desta audiência estimulante.


sábado, dezembro 09, 2006

O video que explica o Apito Dourado

Veja e comente toda a história multimédia do Apito Dourado

Mafia vigiava investigadores do Apito Dourado


Os vários magistrados do processo ‘Apito Dourado’ foram submetidos durante meses a fio, em 2004 e 2005, à vigilância de detectives privados, visando a sua vida privada e familiar, incluindo a orientação sexual. Carlos Teixeira, procurador titular do ‘Apito Dourado’, foi o mais visado, chegando a ser perseguido durante a noite à saída do Tribunal de Gondomar. As vigilâncias incluíram dirigentes e inspectores da PJ, além de funcionários judiciais, para tentar condicionar e obstruir a acção dos profissionais da Justiça.


As vigilâncias ilegais serviriam para fazer chantagem a juízes e a magistrados do Ministério Público, tentando perturbar as investigações criminais à corrupção na arbitragem do futebol, mas os objectivos frustraram-se, apenas tendo sido afastado o então subdirector da PJ do Porto, Reis Martins, porque tinha um processo disciplinar em curso, na ocasião em que dirigia a investigação do ‘Apito Dourado’.

Segundo apurou o Correio da Manhã junto de várias fontes ligadas ao processo, as vigilâncias e as perseguições tiveram a participação de elementos ligados à DINFO (antiga Secreta militar) e de um antigo inspector-chefe da Polícia Judiciária, que possui uma empresa de segurança e detectives privados, que tem entrada condicionada na Directoria da PJ do Porto.

O escândalo só não foi mais longe porque os magistrados e os investigadores da Polícia Judiciária nunca se intimidaram, já que não tinham telhados de vidro. Apenas Reis Martins se debatia com uma investigação, por alegadamente ter ajudado a agredir os assaltantes do filho, com apoio de elementos do corpo de segurança da PJ e agindo à revelia do piquete. Teve de pedir a aposentação, não só para escapar ao procedimento disciplinar como para evitar a publicação de notícias do caso quando supervisionava as investigações criminais ao ex-presidente da CM do Marco, Avelino Ferreira Torres.

As perseguições só acabaram quando Pinto Nogueira, que era coordenador do ‘Apito Dourado’, sendo agora o procurador distrital da República no Porto, denunciou então tal situação numa entrevista ao ‘DN’, mas as vigilâncias terão continuado.

ESPIAR É CRIME QUE DÁ PRISÃO

Espiar a vida de um cidadão é um crime previsto e punido com pena de prisão até um ano ou com multa até 240 dias, tratando-se de devassa da vida privada.

De acordo com o artigo 192.º do Código Penal, quem sem consentimento e com intenção, devassar a vida privada das pessoas, designadamente a intimidade da vida familiar ou sexual, está sujeito a prisão até um ano ou multa até 240 dias.

A devassa tipificada pelo Código Penal contempla interceptar, gravar, registar, utilizar, transmitir ou divulgar conversa ou comunicação telefónica, ou então captar, fotografar, filmar, registar ou divulgar imagem das pessoas ou de objectos ou espaços íntimos, assim como observar ou escutar às ocultas pessoas que se encontrem em lugar privado. É ainda punido divulgar factos relativos à vida privada ou doença grave de outra pessoa.

A Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 26.º, n.º 2, determina que “a lei estabelecerá garantias efectivas contra a utilização abusiva ou contrária à dignidade humana de informações relativas às pessoas e famílias”, no âmbito dos direitos, liberdades e garantias.

O CASO DO DIVÓRCIO DE CARLOS TEIXEIRA

Carlos Teixeira, procurador adjunto do Ministério Público de Gondomar responsável pelas investigações do ‘Apito Dourado’, foi o mais visado, porque não se limitaram a vigiá-lo mas ainda a persegui-lo a alta velocidade quando saía do Tribunal de Gondomar.

O caso do divórcio de Carlos Teixeira, saídas do magistrado e colegas, para jantar, onde iam comer, o que comiam e quanto pagavam, ou se as refeições eram oferecidas, tudo era alvo do interesse dos detectives.

UMA AMIGA DA JUÍZA 'RIVAL' DO GONDOMAR

Uma das atoardas que tentaram montar contra Ana Cláudia Nogueira – a primeira juíza de instrução criminal do ‘Apito Dourado’ – era que era muito amiga de uma nora de José Oliveira, presidente do Dragões Sandinenses, o rival do Gondomar SC, preterido na subida à Honra em 2003/04. Tentaram desacreditar a imagem da jovem magistrada que nunca hesitou a autorizar investigações criminais a alguns dos mais poderosos do futebol português.

Também a vida pessoal da juíza foi passada a pente fino pelos detectives, ao ponto de saberem que queria construir uma vivenda na sua terra natal, cidade de Espinho.

RESPONSÁVEIS DA PJ TAMBÉM FORAM VIGIADOS

Reis Martins foi o único responsável da PJ do Porto que saiu, porque tinha algo que o comprometia, o caso da agressão aos assaltantes do filho, apesar de nessa ocasião ainda não ter sido repreendido por escrito por fazer justiça pelas próprias mãos. Mas o próprio director da PJ do Porto, juiz Ataíde das Neves, entretanto promovido a desembargador, colocado na Relação de Coimbra, também foi vigiado. As idas ao golfe e as saídas à noite foram ainda objecto de vigilâncias ilegais.

A coordenadora de investigação criminal, Edite Dias, responsável da 1.ª Secção Regional de Investigação de Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira da PJ do Porto, também viu a sua vida privada vasculhada, assim como o chefe da 1.ª brigada, António Gomes.

FUGAS DE INFORMAÇÃO IRRITAM JUÍZES

As constantes fugas de informação no ‘Apito Dourado’ têm irritado todos os magistrados que trabalham neste processo, chegando a promover reuniões com funcionários judiciais, o que nunca resultou, pois as fugas não partiram do tribunal.

No entanto, é certo e sabido que têm partido dos arguidos as revelações em segredo de justiça, até por só depois de serem notificados os arguidos é que as fugas de informação surgem cirurgicamente. O Ministério Público de Gondomar tem todas as provas nesse sentido.

E os que mais se queixam da violação de segredo de justiça são aqueles que mais depressa dão para a Imprensa muitas fotocópias de peças processuais do ‘Apito Dourado’, para denegrirem outros arguidos ou para tentar que outros dirigentes de clubes sejam também eles arguidos, partindo dos dirigentes do Norte as tentativa para envolver dirigentes de clubes do Sul. E as fugas de informação são no caso ‘Apito Dourado’ uma das armas privilegiadas para se desacreditar o processo e até os próprios responsáveis, com a divulgação de escutas telefónicas da Polícia Judiciária, a fim de serem envolvidos Luís Filipe Vieira e José Eduardo Bettencourt, por nunca terem sido chamados ao processo do ‘Apito Dourado’.

A PJ terá agora como testemunha Carolina Salgado, depois da publicação do seu livro.

AS FASES SEGUINTES

INSTRUÇÃO DO PROCESSO

Na próxima terça-feira começa a instrução com inquirição de testemunhas indicadas pelos arguidos, mas sempre à porta fechada, por pedido de alguns arguidos.

DEBATE INSTRUTÓRIO

Na presença dos arguidos, advogados e Ministério Público esgrimem argumentos perante o juiz de instrução criminal.

DECISÃO INSTRUTÓRIA

Juiz decide se mantém inalterada a acusação do Ministério Público ou altera parte do libelo acusatório, reti-rando um ou outro aspecto da acusação, passando o processo à fase pública.

MARCAÇÃO DO JULGAMENTO

Tribunal de Gondomar marca julgamento, com tribunal colectivo (três juízes), no qual nunca poderá participar o seu juiz de instrução criminal.

UM PROCESSO COM MUITA GENTE GRANDE

Pinto da Costa, na qualidade de presidente do FC Porto, Pinto de Sousa (antigo presidente do Conselho de arbitragem), José Luís Oliveira (vice-presidente da Câmara de Gondomar e ex-presidente da comissão administrativa do Gondomar Sport Clube) e Valentim Loureiro (antigo presidente da Liga e actual presidente da mesa da assembleia geral daquele organismo) são os rostos mais mediáticos de um processo que tem 27 arguidos, entre os quais 12 árbitros ou ex-árbitros e ainda dirigentes ligados a estruturas do futebol.
Joaquim Gomes, Porto

Correio da Manhã

As fotos de André Carvalho

Vale a pena ver as fotos de André Carvalho.
E nao parca a ÚNICA desta semana com um portfolio seu sobre a neve

Luiz Carvalho fala de jornalismo online

Revi agora no You tube a minha entrevista ao Clube de Jornalistas e não resisto a postá-la

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Pinto da Costa dá baile a Luis Filipe Vieira

Pinto da Costa responde a Luis Filipe Vieira taco a taco. Como irá responder à Carolina ?

ÃH? ÃH? ÃH? Luis Filipe Vieira ouvido na PJ


O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, já foi ouvido pela Polícia Judiciária no âmbito do caso Mantorras, tendo sido constituído arguido, noticia hoje o "Jornal de Notícias".

Luís Filipe Vieira foi ouvido no âmbito do caso Mantorras - a transferência do avançado angolano do Alverca para o Benfica está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ) - no passado dia 17.

A PJ está a investigar o paradeiro de uma "parte importante" dos "cinco milhões de euros que, em 2000, foram pagos pelo Benfica por 50 por cento do passe" do futebolista angolano, escreve o mesmo diário, acrescentando que, "depois de entrar nas contas do Alverca, uma fatia substancial da verba não ficou no clube".

Durante a transferência, Luís Filipe Vieira surge inicialmente como vendedor, enquanto presidente do Alverca, e depois como comprador, quando tomou posse como gestor do futebol do clube da Luz.

Vieira não comenta caso

Também de acordo com o "Jornal de Notícias", o presidente do Benfica não quis comentar o assunto.

Luís Filipe Vieira juntou-se assim a outros dois arguidos no mesmo processo: os empresários de futebol Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa.

Crâneo do Porto defende Pinto da Costa

Intelectual do Porto, inimigo de Rui Rio, em defesa de Pinto da Costa.
O Porto é uma naçom

Excertos de "Eu Carolina" para rir e chorar


Uma dança ao som de Brand New Days, de Sting, celebrou o princípio da relação entre Jorge Nuno Pinto da Costa e Carolina Salgado, que esta quinta-feira lançou um livro que não deve estar muito tempo nos escaparates.

"Eu, Carolina" é um livro de 162 páginas que compromete Jorge Nuno Pinto da Costa em muitas situações, nomeadamente no que diz respeito ao processo Apito Dourado.

No início do livro, Carolina revela que conheceu o presidente do FC Porto, com a mediação de Reinaldo Teles, um dos homens da SAD portista que frequentava o Calor da Noite, bar de alterne, onde a autora trabalhava madrugada dentro.

Joaquim Oliveira, empresário dos media, também frequentava o local assiduamente, e quando surgia era “sinónimo de festa de arromba”.

“As minhas pernas começaram a tremer, senti um frio no estômago e tive que sair da pista de dança”, lembra quando viu Pinto da Costa pela primeira vez.

“Previ que estava a nascer um grande amor e não me enganei. Dançámos três músicas seguidas e a sensação que tinha era que apenas existíamos nós, não havia ninguém em volta. Fez-me sentir uma verdadeira princesa”, confessa.

Estávamos no Outono de 2000.

Depois, o início das revelações que comprometem Pinto da Costa: “Sempre que, durante um jogo, o Jorge Nuno achava que o árbitro tinha prejudicado o FC Porto, ligava ao senhor José António Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem, que lhe atendia o telefone, começando por manifestar a sua indignação perante a incompetência do árbitro, mas acabando sempre por marcar um jantar para fazer as pazes.”

Pinto da Costa festejou vitória da Grécia

Uma das confissões mais relevantes da ex-mulher de Pinto da Costa reside no facto de o presidente do FC Porto ter festejado o triunfo da Grécia no Euro 2004.

“O Jorge Nuno alterou-se com o senhor Scolari quando percebeu que este não cederia às suas vontades. O que incomodava Jorge Nuno era o facto de toda a gente ter percebido que o presidente do FC Porto perdera o poder que gostava de ostentar sobre todos os aspectos do futebol português, incluindo a equipa de todos nós. Conheço casas onde o desaire [refere-se à derrota de Portugal na final do Euro 2004 com a Grécia] foi festejado com a abertura de uma garrafa de champanhe. A minha, por exemplo. E assumo o risco da impopularidade que uma revelação destas pode causar. Politicamente falando era intolerável para o Jorge Nuno ter de suportar a vitória portuguesa no Euro 2004, que, para ele, não seria mais do que o sucesso de Scolari contra a sua pessoa“, revela.

Apito de alerta do amigo Lourenço Pinto...

Como dissemos acima, Carolina Salgado confessa ao pormenor como Pinto da Costa geriu a sua vida quando o processo Apito Dourado rebentou.

“Foi o doutor Lourenço Pinto quem, às sete da manhã, nos telefonou para casa avisando que o major, o doutor Pinto de Sousa e alguns funcionários da Câmara de Gondomar tinham recebido a visita da PJ. O Jorge Nuno ficou deveras perturbado com o que estava a acontecer ao major. Receava que o major ou Pinto de Sousa falassem de mais. Esta era a sua preocupação”, relata.

Na véspera da sua detenção, que nunca chegou a acontecer, Pinto da Costa contou com uma preciosa ajuda, nada mais nada menos que Lourenço Pinto, advogado do major Valentim Loureiro.

Tendo em conta o acontecimento, o conhecido advogado, segundo Carolina Salgado, marcou um almoço no restaurante Boucinha, em Vila Nova de Gaia.

“À mesa fomos informados com pormenor da situação. Na manhã do dia seguinte, uma brigada da PJ iria entrar na nossa casa e na casa de Reinaldo Teles com mandados de busca e de detenção (…) Foi muito acentuado que os agentes eram de Lisboa, como se por isso o perigo triplicasse, o que não me pareceu uma análise correcta. (…) Quer o Jorge Nuno, quer o Reinaldo Teles ficaram petrificados com as informações. O Reinaldo ficou branco, quanto ao Jorge Nuno, o que ouviu, da boca do dr. Lourenço Pinto, deu-lhe positivamente a volta à barriga. Não havia tempo a perder. O Jorge Nuno tinha de sair do país”, diz.

António Araújo não foi avisado, segundo Carolina Salgado, por ser “o elo mais fraco” e para que a estratégia montada “funcionasse na perfeição”.

A mãe de Carolina estava incumbida de atender os agentes da PJ, tendo de dizer a frase previamente combinada: “O senhor Jorge Nuno e a esposa aproveitaram o feriado para dar um passeio.” Isto numa altura em que o casal se encontrava na Galiza.

Como curiosidade, a mulher de Reinaldo Teles recebeu os agentes da PJ com uma frase elucidativa da sua seriedade: “Não dormiu cá. De certeza que passou a noite com alguma amante!”

Reinaldo Teles pernoitou num hotel do Porto.

Carolina Salgado lembra que ela e Pinto da Costa resolveram deixar o cofre da casa aberto, “numa atitude de descaramento e provocação”.

Já em Espanha, “Jorge Nuno acusava o Major de ter falado de mais e não ter cuidado”.

Confraternização com árbitros
Para sustentar a sua tese, Carolina faz uma confissão bastante perniciosa para o líder portista: “Os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte eram visitas de nossa casa, sempre trazidos pelo António Araújo. Por ser muito cuidadoso, Jorge Nuno nunca falou com um árbitro ao telefone, nem precisava de o fazer, visto que eles iam lá a casa para confraternizar.”

No dia do encontro, em casa, com o Beira-Mar, a contar para a Liga, Pinto da Costa combinou ir depor. Mas se ficasse detido havia uma estratégia bem montada: “Se, por acaso, Jorge Nuno ficasse detido por ordem da juíza, tal como aconteceu com o major, os Super Dragões invadiriam o Tribunal, destruindo tudo à sua passagem, e libertariam o presidente. Cá fora, eu estaria à sua espera num local previamente combinado e fugiríamos para Espanha, de onde só regressaríamos sabe-se lá quando.”

Entretanto, Carolina recorda que teve o “desprazer de ouvir Joaquim Pinheiro [irmão de Reinaldo Teles] dizer em voz bem alta que se não fosse ele o presidente estava engavetado, devido a uma informação de um amigo seu da PJ do Porto”.

Redacção Sportugal

Carolina Salgado diz de que


As declarações de Carolina Salgado à SIC e TVI ( as que vi e ouvi) a propósito do seu livro não são escaldantes são uma bomba.

A rapariga vai ter de explicar aquilo tudo em tribunal e vai ser complicado

Mas o que eu gostei foi daquela de Pinto da Costa jantar com àrbitros e depois comerem uns chocolatinhos. Eheheh! Entao e a fruta era depois ?

Também gostava de cafuné ? Ai meus lindos ! Se a vida está mal para o Pintinho que fará para nós !!

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Dona Branca e Rosa Casaco não viraram costas

Quando pagamos com o cartão Visa, passamos na auto-estrada, os carros à civil da Brigada de Trânsito nos filmam, passeamos pelo centro comercial, consultamos a internet, ou fazemos um inocente telefonema, tudo fica num servidor que se for necessário juntará factos digitados e fará um memorando das nossas vidas.
Nos tribunais servem de prova, em casa denunciam escapadelas, no trabalho motivam para repreensões ou mesmo despedimentos.
Pese embora as várias comissões criadas para o controle das bases de dados, para a vigilância de atentados contra a moral ou de reguladores de quem divulga cenas eventualmente indiscretas, é evidente que as nossas vidas andam a ser registadas passo a passo.
A privacidade de cada um nunca foi tão violada.
E se pela calada somos fichados, pelo lado social raramente resistimos a abrir a porta da privacidade.

Esta semana, numa revista do coração, uma jornalista deixava-se fotografar no estrangeiro a fazer compras. Mesmo sendo uma jornalista séria, sóbria e competente acabou por cair na tentação do mundanismo e na frivolidade.

As figuras públicas, da política à cultura, ao negócio, escancaram as casas, mostram as namoradas em roupa escaldante, debitam banalidades com projectos de vida.
Hipotecam o futuro com promessas de amor, juras de fidelidade, desejos, para mais tarde-pouco mais tarde- caírem no ridículo e no descrédito.
Entretanto ficou a imagem produzida, estudada.
O público gosta, agradece e não esquece.

Nunca se falou tanto de protecção ao cidadão e nunca o cidadão permitiu tanta confiança.
Mas há outra vertente, que é a sistemática obstrução ao exercício do jornalismo.
(Descansem que não vou dar uma seca de direitos e ética, como se fosse do Sindicato dos Jornalistas, de que aliás deixei de ser sócio).

O que está a acontecer é que as áreas de acesso para os repórteres trabalharem são cada vez mais restritas, o controle mais burocrático. O jornalista está a ficar cada vez mais longe da acção. Fica onde o Poder quer, vê o que lhe deixam.

Na Presidência da República há agora mais baias, em S. Bento controle como num aeroporto, nas cerimónias oficiais mais grades da polícia, mais pools, mais dificuldades.
Durão começou a fazer-se rodear de gorilas, mas foi com Santana que o espectáculo dos seguras à volta do primeiro atingiu o ridículo. Santana gosta tanto de segurança que ainda hoje não dispensa dois polícias atrás. Fazem parte do cenário, ficam bem no boneco. Mostram poder e demonstram poder quando os fotógrafos disparam.
O pânico de atentados ou de cenas criticas para os governantes começou com Cavaco ainda primeiro-ministro.
Guterres tinha uma segurança discreta e Soares fugia à socapa dos polícias pessoais.
Sampaio tinha um corpo de protecção civilizado e discreto.

Outra vertente onde começa a haver dificuldade em trabalhar é junto das fontes, daqueles que são objecto da notícia.
Cada vez há mais gente a só se deixar entrevistar se a cara não aparecer, o nome for fictício e a história contada de forma a não identificar pormenores.
Quer dizer: histórias sem história. Uma reportagem sem rosto, nome, pormenores, é um relato frio e distante, pouco empolgante e de verdade duvidosa perante o leitor ,já que para uma história ser verosímil tem de conter algo que lhe dê credibilidade.
Em quase trinta anos de profissão confesso que raramente encontrei alguém que se recusasse a ser fotografado.
A fotografia da Dona Branca, que eu fiz depois de 2 meses de investigação( estava no Tal&Qual), conseguia fazer depois de convencer a simpática avózinha de que nada de mal lhe aconteceria (infelizmente não foi bem assim), e a história das fotografias de Rosa Casaco frente á Torre de Belém, para o Expresso em 1997, só foram possíveis depois de eu ter ganho a confiança sincera do antigo inspector da polícia política.

O jornalismo é também uma prova de fundo para comunicarmos com as fontes e depois com o leitor. Sem esta atitude o jornalismo torna-se cinzento, burocrático, vencido.

A moda que as televisões adoptaram em Portugal de entrevistar pessoas de costas, som distorcido, com uma edição de imagem caprichosa e maneirista ( coisa que não vejo numa CNN ou na ABC) fizeram escola, como muita coisa má.
A reacção contra as fotografias e as descrições mais particulares nos textos é um sintoma de que as pessoas estão a evitar aparecer nos jornais. Resta saber se é por mera defesa pessoal ou se por acharem que nós não estamos a dar confiança à forma como fazemos jornalismo.

Um tema interessante para comentarmos aqui.

Também em www.expresso.pt

Mário Soares, fotos para a História

Com Linda de Suza em Beja, 1987. Foto Luiz Carvalho
Lisboa, Largo do Carmo, comício 1984. Foto Luiz Carvalho.

Manifestação na Avenida da Liberdade. 1975. Foto de Luiz Carvalho.


Longa vida a Mário Soares, hoje com 82 anos


Foto de Luiz Carvalho

Esta foto foi feita há dois anos na FIL.

Soares fazia 80 anos e reunia à sua volta figuras nacionais de todos os quadrantes políticos. Mesmo quem tinha participado com ele em duelos políticos acabou por aparecer.
Chama-se a isto democracia e chamam-se a homens como este, símbolos que ainda restam de tolerância e progresso.

Neste jantar houve uma figura que não quis ir: Cavaco Silva.
A Historia explicará porquê.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Morreu Leonard Freed


Leonard Freed um dos decanos da Magnum desapareceu.
Não sei se aMagnum vai voltar algum dia a ter a pujança dos anos 40-90.
Eu acho que não.
A nova geração da Magnum não me parece tão sólida como a dos velhos mestres.
E não seria por acaso que Henri Cartier-Bresson não queria Martin Parr como menbro efectivo.


A nova Magnum também reflete os tempos e o seu inmotion é do melhor que há em multimédia.


Uma foto por dia: Ben tira fotos a si próprio e já vai em 1,6 milhões de visitas no You tube

Uma foto por dia

Alentejo, Carrascal, do meu contentamento. Foto Luiz Carvalho.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Valentim loureiro ataca Mário Crespo

Chet Baker para ouvir

O passado nas mãos numa tarde deprimente


Peguei na caixa llford que o Eduardo Gageiro me passou com algumas fotografias sobre o seu último livro.

Vamos publicar uma entrevista com ele no Expresso, feita pela Ana Soromenho e por mim.

As fotografias são de um relevo de imagem profundo e de um preto e branco poderoso.

Depois o José Ventura regressado de Londres passa-me para a mão a sua Leica M6 que ele usou nas ruas londrinas. Usou T-Max e vai revelar os filmes em casa depois digitalizamos e aquilo dará um portfolio. Uma coisa de malucos !

De súbito caiu-me nas mãos, numa tarde chuvosa, deprimente, entre reuniões e uma sessão especial de fotografia de estúdio, o passado nas mãos através de um objecto: a Leica.


Por vezes não sabemos o que nos faz falta, o que nos traz mais tristes, depois damos conta que arredámos da nossa vida pequenas coisas, caprichos mesmo, que nos acalentavam a alma.

A Leica e o ritual do preto e branco, fazem-nos falta, mesmo que já não fossemos capazes de voltar a trabalhar da maneira antiga.
Só há uma solução: comprar uma M8.

Onde pára Avelino Ferreira Torres

Um vídeo de Luiz Carvalho feito para o Expresso multimédia em 2005

Hot,hot,hot

Descansemos esta noite na paz das deusas

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Ponte Salazar e o discurso de Tomás

Grande momento histórico. E grande filme ! À distância o ridículo não mata, alimenta a saudade.

Duas fotos por dia

Walker Evans. Ponto.

Uma foto por dia

Ansel Adams. Ponto

O regresso de Linda de Suza

Habituem-se ao Boca de feijão


Aqui no Boca de feijão um excelenete link para quem gosta de Chet Baker

domingo, dezembro 03, 2006

Paris Hilton para adolescentes

Comentaristas raivosos


Relendo agora na calma os comentários feitos ao meu post sobre o BESfoto, Catrica, Siza e tal, verifico que há uma enorme intolerância quando se manifesta uma opinião de forma mais frontal, desabrida e sincera.
Na verdade vivemos num país cavaquista onde o que está a dar é o consenso, o cinzentismo, o politicamente correcto.

Fotograficamente falando é incorrecto criticar alguns artistas que fazem parte de circuitos dados como credíveis e inabaláveis. São vacas sagradas.
A forma violenta, agressiva e arrogante com que alguns dos comentadores anónimos me atacaram mostrou bem que eu estava certo: a matilha quando atacada reage em conjunto e torna-se mortal. Muitos destes sonsinhos da arte podem parecer artistas frágeis, sensíveis mas quando postos em causa mostram a sua raça: ferram pela calada.

Usam todas as estratégias baixas para denegrir os outros. Começam por criticar erros de ortografia dados na pressa da escrita e atiram-se quais gatos a bofe às minhas fotografias. Eu ralado....

Alguém muito próximo me dizia há pouco que não devia dar confiança a esta gentalha e tem toda a razão.
Para quem sobrevive de subsídios, bolsas sem fundo e exposições medíocres o pior que pode acontecer é ser posto em causa e na praça pública. Os fotógrafos de pés de barro.

Imaginam o que seria deste grupelho se lhes cortassem os Encontros de Coimbra, os de Braga, os Besfotos, e o apadrinhamento de algumas câmaras ? Teriam de ir trabalhar, o que era problemático, pois a maioria nem sabe o que é a técnica mais básica da fotografia.
Não há pachorra... mas quem paga somos nós com os nossos impostos. Já pensaram nisso?

sábado, dezembro 02, 2006

O que fica depois de ler jornais


Refugiado no Alentejo passei boa parte do dia a ler jornais e revistas. Entre o Expresso, o DN, o Sol, a Lux, a Vip, Sábado, Focus, Visão, Tal & Qual, Autohoje, Público, e sei lá que mais, o que é que me marcou como histórias ou notícias? Para ser franco muito pouco.
Um grupo de estudiosos da imprensa fechou hátempos durante uma hora vinte leitores habituais do New York Times numa sala para que no fim eles opinassem sobre o jornal que entretanto tinham lido. Resultado: quase ninguém se lembrava da manchete e tinham uma ideia muito superficial das notícias lidas.

Eu estou na mesma. De rajada: gostei da crónica do Miguel Sousa Tavares a desancar na publicidade à Tv Cabo (Expresso), da entrevista da Alice Vieira (Sol), do artigo sobre Salazar (DN), das escapadelas da Cristina Moller (VIP) apesar de ser uma canalhice de paparazzi, adorei uma foto da Alexandra Lencastre do Carlos Ramos, onde ela aparece de meia de liga (sábado) onde também fixei a história muito bem contada do acidente com os 4 portugueses no Chile, lembro-me do portfolio sobre o Natal (Expresso), claro que é feito por mim (!), adorei tb. no Expresso da reportagem sobre o azeite ( excelentes fotos do Tiago Miranda), lembro do bluff da entrevista com o Sô Zé com revelações que já tinham sido ditas no processo de Camarate e a partir daqui já tenho de fazer um esforço. Ah, excelente o artigo na Visão sobre o You Tube e os videos que por lá andam de portugueses. Muito bom, oportuno.
E o que me lembrar para afrente já não saberei dizer se vi neste ou naquele jornal, excepção para a edição do Expresso que sei de cor e salteada, daí também não querer estar a citar muito, pois estive a semana toda a ver o jornal nascer.

Ao fim de umas horas a ler jornais a sensação é de algum cansaço. E pergunto sempre como podemos chegar aos leitores em os cansar ao sábado com temas chatos e redutores. As pessoas têm mais que fazer na vida do que ler jornais e só o farão se soubermos nós jornalistas ir ao encontro delas, surpreendendo-as e fazendo-lhes sentir que não podem passar sem os nossos jornais. Temos de ser úteis em todos os sentidos.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

HERMÈS ANUNCIA VENDA DE 36% DA LEICA


Acções passam a pertencer aos austríacos da ACM Projektentwicklung Segundo nota do jornal Financial Times publicada na última quinta-feira, está em processo de finalização um acordo que definirá a venda de 36% de participação da Leica Camera, pertencente ao grupo francês de artigos de luxo Hermès, para a empresa austríaca de investimento ACM Projektentwicklung. Em 2000, a Hermès tornou-se accionista maioritária da tradicional marca alemã de máquinas fotográficas, incentivada pela reputação da empresa e pelo trabalho de Henri Cartier-Bresson, que estimulou o reconhecimento da Leica através de suas obras. No primeiro semestre de 2006, o lucro líquido calculado foi de 117,5 milhões de euros, cerca de 8% a mais que no ano anterior. A venda vem seguida de um lançamento, o modelo digital M8.