segunda-feira, dezembro 11, 2006
A bronca de Carolina Salgado na Luz em 2005
Tudo porque Carolina Salgado, companheira de Pinto da Costa, terá decidido ‘despedir-se’ insultuosamente dos responsáveis ‘encarnados’, aproveitando o livre trânsito que possui e que lhe permitiu invadir uma área de acesso reservado aos intervenientes no jogo e outros credenciados.
E foi precisamente à saída dos balneários, antes de alguns responsáveis rumarem ao interior do autocarro do Benfica, que soltou a língua com impropérios vários. José Veiga foi então o alvo privilegiado, mas nem só o homem forte do futebol escutou os insultos.
Igualmente presentes estavam Lourenço Pereira Coelho, Shéu e até Trapattoni. Luís Filipe Vieira, que viajou para o Porto no seu carro pessoal, não assistiu ao incidente. Veiga, em conjunto com as forças de segurança, acordava os termos da saída do autocarro do Dragão.
Aliás, foi mesmo na presença de agentes da PSP à civil que Carolina Salgado chamou a si o protagonismo. Acompanhada por elementos da segurança portista, a companheira de Pinto da Costa ‘forçou’, com a sua intervenção, a PSP a encaminhar de imediato Veiga para o autocarro.
Contudo, por esta altura, alguns jogadores não tinham ainda abandonado os balneários, casos de Geovanni, Alcides, Everson e Nuno Gomes. E também estes, principalmente Nuno Gomes, foram confrontados com vários insultos, então já com responsáveis da SAD portista ali presentes. Valeu a pronta intervenção da PSP, apressando os jogadores, para evitar males maiores.
Certo mesmo é que o ‘caso’ provocou incómodo entre a comitiva, até pelos cuidados que rodearam os preparativos do encontro. É que, por acção dos dirigentes, os adeptos foram impedidos de transportar para o ‘Dragão’ cartazes provocatórios, alguns visando precisamente Carolina Salgado. Eis um exemplo: imagine um preservativo gigante com a seguinte frase ‘Carolina, podes vir’.
"NÃO MERECE ANDAR NO FUTEBOL"
“As atitudes tomadas pela pessoa em causa (Carolina Salgado) não nos espantaram, uma vez que tiveram o mesmo sentido provocatório que as tidas na Luz”. Foi desta forma que o Benfica reagiu às cenas ocorridas após o jogo.
Mas o responsável pela comunicação ‘encarnada’, Cunha Vaz, vai mais longe: “Lamentamos que um jogo que decorreu com ‘fair play’ fique manchado por actos de algumas pessoas que não merecem andar no futebol”.
RESSACA DO CLÁSSICO
LUISÃO LESIONADO FALHA TREINO
Luisão ressentiu-se de um toque sofrido no clássico e não treinou ontem, tendo ficado pelo ginásio. O central está assim em dúvida para o embate de amanhã com o Beira-Mar para a Taça de Portugal (20h30, RTP 1). Trapattoni não pode contar com Simão e Karadas (ambos castigados) e deve apostar em Nuno Gomes e Delibasic no ataque.
DIEGO PROMETE RENDER MAIS
Diego apresentou o ‘site’ www.diego10.com.br e prometeu dar mais ao FC Porto: “Sou muito exigente com o meu futebol, com o meu potencial e acho que tenho sempre a melhorar”, apontou o craque brasileiro. “Acredito que já tenho rendido próximo do meu ideal, mas ainda falta mais um pouco...”, admitiu Diego, que quer continuar no Dragão: “Assinei um contrato de cinco anos e não vejo possibilidade de sair”, tranquilizou os adeptos, a quem promete um golo frente ao Penafiel para a galeria de vídeos do seu ‘site’.
DRAGÕES 'MANCOS' DO LADO DIREITO
José Couceiro debate-se com dúvidas para o lado direito da defesa, na sequência do quinto cartão amarelo visto por Seitaridis que o impede de defrontar o Penafiel. Com Ricardo Costa também a cumprir castigo e Bosingwa a recuperar de lesão, adensam-se as interrogações para a deslocação a Penafiel. Raúl Meireles poderá ser a solução para lateral direito, enquanto Pedro Emanuel regressa ao eixo da defesa.
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Lisboa afundada em dívidas e incompetência

Outro escândalo político é o que se passa na Câmara de Lisboa. O governo de Carmona Rodrigues, um sonso incompetente que até agora nada fez pela cidade a não ser gastar balúrdios em obras idiotas e em assessores carissimos,tornou Lisboa num caos.
Só em juros pelas dividas, a Câmara tem de pagar por dia 100.000 euros. A direita não se entende. Maria José Nogeira Pinto chantagea, o PS espera, e a cidade está a afundar-se.
João Soares, que foi um exímio Presidente, perdeu para um grupo de malfeitores. Mas , mais uma vez, os eleitores preferiram mudar em nome de nada, a votarem em alguém que tivesse dado provas de honestidade e competência.
Depois a derrota de Carrilho foi a derrota de uma campanha atribulada mas que na essência dava para perceber que Carrilho seria sempre um Presidente a léguas de qualidade de Carmona: É culto e foi um excelenete ministro da cultura.
Agora Lisboa espera. Que passe, que aconteça. Que renasça. Quando? Um dia de São nunca à tarde.
Mas o povo é soberano e pelos visto ordena. Mas mal
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Porque gera Cavaco Silva unanimismo?

Há mistérios na política que o bom senso desconhece. Um deles, e que me intriga de sobremaneira, é a forma como o cavaquismo se vem enraizando nos portugueses, mesmo naqueles que sempre foram de esquerda e detestaram a política do Homem de Boliqueime.
Claro que digo isto sem ofensa para com o nosso PR e muito menos por falta de consideração pessoal. Aliás, como pessoa, Cavaco e a sua esposa Dona Maria são pessoas de grande afabilidae, como o era o casal Eanes, aliás muito parecidos em gostos e em prática política. Acho que não devemos misturar simpatia pessoal com política.
O que me admira, e hoje tive mais uma vez essa prova provada, é que a esquerda está toda rendida a Cavaco Silva, dos radicais aos católicos, aos maçons, aos moderados. Se Deus não existe não há espiga: Cavaco faz de conta.
Durmam descansados, a Pátria tem pai e nem se recomenda, venera-se.
A direita também não está preocupada: votou nele, mas agora até dá jeito apoio ao Sócrates ( outro revisionista socialista que todos chupam como mel) enquanto os neo-liberais se não reorganizam, ou Durão volta, ou Santana sobe ao céu.
Portugal está pobre, não vai crescer, não vai reduzir o déficit. Enquanto o resto da Europa vive à larga, esquecendo crises, consumindo, nós falamos de crise, caça às bruxas, operações da PJ, processos judiciais com laivos de vinganças. As empresas passaram a ser suspeitas de criminosas, os profissionais liberais prevaricadores ao fisco, os professores bandidos, os médicos saqueadores de bancos, os políticos tachistas, o Alberto joão Jardim bandido, o futebol o pior inferno ao cimo da Terra e Sócrates: o político corajoso que apoiado por Cavaco está a endireitar a Pátria.
A fome juntou-se à vontade de comer.
Ainda não houve um português que tivesse passado a viver melhor desde quer estes cromos estão no poder, mas a maioria aplaude.
O povo gosta de ser chicoteado. É uma tradição da Idade Média.
Sem sentido critico, sem sentido da História, os portugueses passaram uma esponja pelos anos de chumbo, quando a sociedade portuguesa cresceu mas não se consolidou, quando se gastou em betão e se poupou na educação, quando se devia ter emagrecido o Estado e se encheram os quadros com sobrinhos e apaniguados. Foi o cavaquismo, um regime sem sensibilidade social, sem cultura, sem sentido do futuro.
O resultado está aí, mas todos se esqueceram, apostando agora nas acções do PR: a inclusão, ou seja, uma boda aos pobres. Sempre a àrvore e não a floresta.
É este o país que temos por vontade de todos. Da maioria, esse conceito democrático cada vez mais questionável, mas com que teremos de viver.
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Pinto da Costa é o meu pai, é só rir !
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Perfil secreto de Pinochet feito pela CIA
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INSTANTE FATAL COM 901 VISITAS HOJE !!!!
901 visitas o grande record do blogue.
Obrigado a todos pela preferência
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domingo, dezembro 10, 2006
Os últimos anos de Pinochet em Fotos
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Pinochet morreu, Fidel agonia, Salazar volta

Pinochet morreu.
Fidel já não se vai aguentar até ao Natal.
Pinto da Costa foi humilhado em público por uma ex- alternadeira.
Cavaco foi gozado, hoje, pelos gatos Fedorentos depois de se ter queixado da má qualidade técnica da RTP.
Confesso que eu próprio já não me sinto muito bem. Adormeçi a ver o professor Marcelo e não tive coragem intelectual para ler até ao fim a entrevista de Maria Cavaco Silva à Visão onde ela confessa ser do centro-esquerda.
Portugal, e pelos vistos o Mundo, estão mesmo com uma crise ambiental.
Depois do meu colega Jorge Fiel, um portista total, ter escrito um post no seu blogue do Expresso online sobre traques, já estou vacinado para ler sem repugnância excessiva as passagens de Carolina Salgado onde revela ao lado obscuro e libertário de Pinto da Costa: soltar pela calada gazes tóxicos em sessões públicas, ( ao lado do pobre Rio!!) e que ela tentava amenizar, perfumar, acendendo cigarros. Pelos vistos a gente do Porto anda a dar rateres por todo o lado, fazendo juz ao termo "escrita de merda".
O que faz uma pobre de Cristo para proteger o seu homem, o seu tutor, o seu protector, o seu porco!!!... pobre santinha!
Com Pinochet morto e enterrado, resta a Cavaco comprar um plasma para Belém. Pode ser que assim a RTP passe a ter melhor qualidade técnica.
Pinto terá de se cuidar. Nada que uma boa esfrega não resolva naquela Salgado.
Que solte o bobi, o tareco, que venham todos à molhada !
O pior, o grave meus caros, vai ser mesmo olharmos para a Dona Maria e cheirarmos por ali ideologia do centro-esquerda. Só se for no design das roupas ou no bom gosto dos reposteiros de Belém. Ainda bem que deixei de ser de esquerda há muito tempo: agora pertencia ao clube de Maria Cavaco Silva ! Safa!Safa!...
A esquerda andava órfão, evitava de ter dado em pirosa.
Depois admirem-se que Salazar não esteja na moda.
Ao qu ìsto chegou ! Até já o António quer saír do caixão !
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"Eu Carolina" esgota, Barbas compra uma dúzia
Portugal precisa disto. E se Cavaco não agita àguas, o Barbas avança. O debate ideológico norte-sul está aberto.
Bendita pátria que tais filhos tem !
Tranquila e junto à amiga, Maria Fernanda Freitas, a professora que redigiu ‘Eu, Carolina’, a ex-companheira de Pinto da Costa – que chegara ladeada, por, pelo menos, três guarda-costas –, emociona-se com o apoio dos muitos adeptos benfiquistas, liderados pelo conhecido ‘Barbas’, António Ramos.
“Carolina, Carolina, Carolina...” gritavam, em uníssono, homens e as mulheres comandados pelo ‘Barbas’ que ali foi expressamente para conhecer e apoiar Carolina Salgado (que quase deixava escapar uma lágrima de emoção).
O que Carolina ignorava é que, momentos antes da calorosa recepção, o ‘Barbas’ discursava em seu favor. “Toda a gente já levou tareia no Estádio do Dragão.
Eu, infelizmente, não posso ir às Antas porque sou agredido. Felizmente que apareceu uma mulher com coragem. Ela pode ter os defeitos todos do Mundo, mas teve muita valentia. E mesmo o que ela fez no Estádio da Luz [quando assistiu ao jogo Benfica-Porto na época 2004-05 fez gestos insultuosos para os benfiquistas], era uma mulher de coragem que estava lá no meio dos ‘dragões’.
Por isso, vim aqui para ela me autografar um livro e para a conhecer pessoalmente. Finalmente houve alguém com coragem para denunciar tudo e todos.
Andamos aqui há 20 anos a ser massacrados por um homem que não tem escrúpulos... O Belenenses e outros clubes vão para a segunda divisão quando o Pinto da Costa quer. Ou seja, o Pinto da Costa e o futebol foram mais ditadores do que o Salazar”, disse o mediático ‘Barbas’ que comprou 12 livros.
Sem querer precisar o número de exemplares publicados – “penso que foram editados entre cinco e sete mil exemplares” – Teresa Coelho prevê que uma segunda edição chegue às bancas em breve, a não ser que algo o impeça.
COMENTÁRIOS
"ESPERO QUE ELA TENHA FORÇA" (Rosário Landin, 50 anos, Leitora)
“O meu filho está detido, no Linhó, e passei o telefone à dona Carolina porque ele queria dar-lhe uma palavra de força. Ele é fã dela e eu também. Espero que ela tenha muita força.”
"ESTOU MUITO EMOCIONADO" (Manuel Pombo, 59 anos, Leitor)
“Tenho seguido a história dela e o senhor Pinto da Costa parece ter sido mauzinho. Ele serviu-se da Carolina para muitas coisas, quando não precisou mais deixou-a. Estou muito emocionado...”
"A EDITORA NADA RECEBEU" (Teresa Coelho, Editora)
“Até hoje a editora nada recebeu. Desconheço qual o mecanismo legal, mas se o senhor Pinto da Costa avançar com uma providência cautelar, os advogados da editora farão o que for necessário.”/ Correio da Manhã
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Guterres na Libéria com refugiados
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Carolina Salgado arguida
Carolina do Costa no tempo em que os animais falavamCarolina Salgado será constituída arguida caso confirme ao Ministério Público a co-autoria moral no caso das agressões a Ricardo Bexiga, antigo deputado da Assembleia da República e vereador da Câmara Municipal de Gondomar, a 25 de Janeiro de 2005.
É que, para defesa da própria e por uma questão de legalidade processual, logo que assuma perante as autoridades a intermediação neste atentado contra Ricardo Bexiga – tal como consta do livro agora lançado – a antiga mulher de Pinto da Costa será constituída arguida, sendo-lhe de imediato lidos os direitos e deveres processuais.
BEXIGA NO DIAP
Entretanto, Ricardo Bexiga desloca-se amanhã à tarde ao DIAP do Porto para prestar declarações sobre as agressões de que foi vítima a 25 de Janeiro de 2005, no Porto.
As denúncias de Carolina Salgado vieram acrescentar novos dados ao processo e poderão contribuir para identificar os dois autores materiais, bem como o mandante do crime, que terá sido o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, devido ao caso ‘Apito Dourado’, segundo a sua ex-companheira.
Carolina Salgado revela no seu livro ‘Eu, Carolina’ que foi Pinto da Costa quem encomendou as agressões, porque o ex-vereador do Partido Socialista da Câmara Municipal de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro – também arguido no processo ‘Apito Dourado’ – seria uma das principais testemunhas dos factos que deram origem ao caso da alegada corrupção no futebol e no qual o presidente do Futebol Clube do Porto é arguido.
As revelações de Carolina Salgado dão um novo alento ao caso das agressões a Ricardo Bexiga, quando tudo indicava que os autos seriam arquivados por falta de provas. Até ao momento ainda não foram identificados os agressores. No entanto, segundo a versão de Carolina Salgado, Pinto da Costa terá contratado dois homens pelo preço de dez mil euros.
O jovem advogado e político, ex-deputado na Assembleia da República a quem, há quase dois anos, foi partido o braço esquerdo e desferidos golpes com um barrote na cabeça, que teve de ser suturada com 15 pontos, acredita que com o depoimento da ex-companheira de Pinto da Costa o caso vai poder finalmente se esclarecido.
Ricardo Bexiga, que já tinha prestado declarações no DIAP, voltará a ser inquirido pela magistrada titular do processo. A colaboração de Carolina Salgado poderá revelar-se decisiva.
PROCESSO AVOCADO
Dada a gravidade deste caso, a procuradora da 4.ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, Clara Oliveira, deverá chamar a si o processo das agressões a Ricardo Bexiga, segundo referiu a mesma fonte judiciária ao CM.
Com as declarações públicas de Carolina Salgado foi proposta já a avocação do processo à coordenadora do DIAP, Hortênsia Calçada.
O caso ainda está com a procuradora adjunta Graça Ferreira, que amanhã à tarde ainda será a magistrada que inquirirá Ricardo Bexiga.
A procuradora-geral adjunta Hortênsia Calçada ainda não despachou sobre a proposta de avocação.
AUTORA DESCONHECE NOTIFICAÇÃO
“Não sei de nada”. É desta forma que Carolina Salgado responde quando questionada sobre a possibilidade de vir a ser constituída arguida no processo. Depois das afirmações bombásticas no dia de apresentação do seu livro, nas quais reiterou as ameaças à sua integridade física, Carolina Salgado remeteu-se ontem ao silêncio, respondendo sempre a todas as perguntas dos jornalistas com a frase “Não sei de nada. Não tive tempo para ver nada.”
A opção é clara e, sabe o ‘CM’, passa por analisar com a devida atenção todas as notícias que vieram a público, respondendo, depois, da melhor forma, ao que foi sendo dito e escrito na Comunicação Social. Na segunda sessão de autógrafos do dia, realizada numa grande superfície em Alfragide, bem mais calma do que a primeira em Almada, Carolina Salgado afirmou desconhecer as intenções de Pinto da Costa, que pretende retirar o livro das bancas com uma providência cautelar.
PINTO DA COSTA EM SILÊNCIO
Pinto da Costa recusa comentar as revelações da sua antiga companheira, designadamente as agressões ao ex-deputado do PS e vereador da Câmara de Gondomar Ricardo Bexiga. No livro agora publicado, Carolina Salgado confirma algumas das notícias já conhecidas, segundo as quais Pinto da Costa foi avisado com antecedência de que seria detido e alvo de busca domiciliária, em Vila Nova de Gaia.
A ex-companheira do presidente do FC Porto confirma que a informação confidencial foi obtida do interior da Polícia Judiciária do Porto e quem terá dito tudo a Pinto da Costa foi o advogado Lourenço Pinto, na presença dos irmãos Reinaldo Teles e Joaquim Pinheiro, dirigentes do FCP. Pinto da Costa foi o único arguido do caso ‘Apito Dourado’ que não foi apanhado desprevenido.
DEZ ANOS DE CADEIA
Pinto da Costa arrisca uma pena de prisão efectiva até dez anos caso se prove ter sido ele quem mandou agredir o antigo deputado do PS e vereador em Gondomar Ricardo Bexiga. Mas se o Ministério Público qualificar as agressões como tentativa de homicídio na forma qualificada, as penas podem subir de 12 para 25 anos de prisão, por se verificar uma especial censurabilidade de atentar contra um membro de um órgão de autarquia local, além de ser testemunha, que estava a colaborar com as autoridades judiciárias e advogado de profissão.
MAGISTRADOS PROTEGIDOS
Os vários magistrados do caso ‘Apito Dourado’ chegaram a ter protecção policial na sequência de suspeitas de vigilâncias, mas neste momento nenhum tem escolta do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, apurou o CM. O procurador Carlos Teixeira bem como a juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira estiveram sob protecção da PSP. Um outro jurista igualmente protegido foi Ricardo Bexiga, então principal vereador no PS na Câmara de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro. Os magistrados têm direito a uso e porte de arma, de calibre de guerra.
REACÇÕES
"GOVERNO DEVE PRONUNCIAR-SE" (João Palma, Ministério Público)
“Este caso enquadra-se no ambiente de descredibilização das entidades judiciárias fomentado pelo poder político, com excepção do Presidente da República. Mas estas pressões superam tudo o que é admissível num regime democrático. Era bom que o Governo e a Assembleia da República se pronunciassem sobre isto para nós também sabermos com o que é que podemos contar.”
"PJ NÃO SE DEIXA ATEMORIZAR" (Carlos Anjos, Polícia Judiciária)
“Haja o que houver em qualquer processo os funcionários de investigação criminal da Polícia Judiciária não são susceptíveis a qualquer tipo de pressão. Posso dizer, no entanto, que há sempre acções que se fazem nesse sentido. Contudo, como referi, os profissionais da PJ não se deixam atemorizar. E se sentirmos que nos andam a controlar, a nossa ânsia investigatória aumenta sempre.”
"ACTUAÇÃO GRAVÍSSIMA" (António Martins, Ass. Juízes)
“Este tipo de actuação é gravíssima e deve levar a uma investigação exaustiva. Este caso demonstra que a independência dos juízes não é um conceito abstracto. Procuraram telhados de vidro, mas não foram encontrados. Os cidadãos portugueses podem estar descansados com os seus magistrados, mas é preciso que a comunidade exija que os juízes continuem a ter um estatuto que lhes permita isenção.”
"FUI PERSEGUIDO" (Carlos Teixeira)
Carlos Teixeira, procurador, chegou a ter protecção policial durante o período (Abril de 2004) em que foram detidos vários arguidos do processo ‘Apito Dourado’.
Correio da Manhã – Durante a fase de investigação do processo ‘Apito Dourado’ foi alvo de algum tipo de perseguição?
Carlos Teixeira – Em 2004 fui perseguido duas vezes. Perseguições de automóvel. Foram ambas nas ruas de Gondomar, onde resido. Reportei essa situação à minha hierarquia [o actual procurador-geral distrital do Porto, Pinto Nogueira].
– Teve protecção policial?
– Sim, durante pouco mais de uma semana, em Abril de 2004 [altura em que foram detidos vários arguidos do processo ‘Apito Dourado’, caso de Valentim Loureiro]. Depois considerei que não valia a pena. Não dei qualquer importância a essa situação.
– As perseguições de que falou aconteceram antes ou depois de ter dispensado a protecção policial?
– Algum tempo depois.
– Reconheceu a pessoa que o perseguiu?
– Na segunda vez que fui perseguido, reconheci-a perfeitamente.
– É arguido no processo ‘Apito Dourado’?
– Não posso falar sobre isso. Digo, apenas, que reconheci o indivíduo, apesar de ele ter tentado esconder a cara com o braço quando parei o meu carro ao lado do dele.
– Chegou a falar com esse indivíduo?
– Não. Encostei o carro ao lado do dele para ver se ele me enfrentava. E olhei para ele. O indivíduo tentou esconder a cara com o braço. Depois fui-me embora e ele veio atrás de mim.
– Alguma vez sentiu que teve a integridade física em risco?
– Não.
– A sua família também chegou a ser importunada?
– Que eu saiba, não.
– Conhece outras pessoas – juízes, magistrados do Ministério Público ou inspectores da PJ – que intervieram no processo ‘Apito Dourado’ que tenham sido perseguidas?
– Sei que aconteceram algumas coisas a outras pessoas, mas não vou dizer o que sucedeu nem quem são.
– Chegou a ter medo?
– Não. Nunca deixei de fazer o que tinha de ser feito.
PERFIL
Carlos José do Nascimento Teixeira nasceu em Vinhais (Bragança), no dia 15 de Março de 1965. Divorciado, dois filhos, tirou o curso de Direito na Universidade de Coimbra e é adepto do Rebordelo (equipa que milita da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Bragança). Além de procurador no Tribunal de Gondomar, desde 1997, é formador no Centro de Estudos Judiciários.
/Correio da Manhã
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BBC mostra que chaufeur de Diana estava ébrio
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Portugueses querem Salazar na RTP
Foto de Rosa CasacoA RTP desmente mas parece que Salazar foi dos mais votados para figurar na lista dos 100 mais portugueses de sempre.
Esta é uma verdadeira batata quente que a administração da RTP tem na mão. É o que faz ter complexos de esquerda e querer agradar a gregos e troianos...
Salazar parece estar na moda.
A sua figura cria uma misteriosa curiosidade nos portugueses. Em tempo de crise não há nada como voltar aos valores do passado e àqueles que nos seguram a memória. O sucesso que está a ter o livro de Fernando Dacosta será também sintomático dessa curiosidade.
E com um primeiro ministro cinzento, solitário e austero, os portugas revivem o passado em S. Bento e sonham com paz e tranquilidade.
Um país de sonho perturbado pelos apitos dourados...
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475 visitantes hoje no Instante Fatal
Desde que surgiu em Abril deste ano o meu blogue nunca parou de subir o que me torna refém desta audiência estimulante.
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sábado, dezembro 09, 2006
O video que explica o Apito Dourado
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Mafia vigiava investigadores do Apito Dourado

Os vários magistrados do processo ‘Apito Dourado’ foram submetidos durante meses a fio, em 2004 e 2005, à vigilância de detectives privados, visando a sua vida privada e familiar, incluindo a orientação sexual. Carlos Teixeira, procurador titular do ‘Apito Dourado’, foi o mais visado, chegando a ser perseguido durante a noite à saída do Tribunal de Gondomar. As vigilâncias incluíram dirigentes e inspectores da PJ, além de funcionários judiciais, para tentar condicionar e obstruir a acção dos profissionais da Justiça.
Segundo apurou o Correio da Manhã junto de várias fontes ligadas ao processo, as vigilâncias e as perseguições tiveram a participação de elementos ligados à DINFO (antiga Secreta militar) e de um antigo inspector-chefe da Polícia Judiciária, que possui uma empresa de segurança e detectives privados, que tem entrada condicionada na Directoria da PJ do Porto.
O escândalo só não foi mais longe porque os magistrados e os investigadores da Polícia Judiciária nunca se intimidaram, já que não tinham telhados de vidro. Apenas Reis Martins se debatia com uma investigação, por alegadamente ter ajudado a agredir os assaltantes do filho, com apoio de elementos do corpo de segurança da PJ e agindo à revelia do piquete. Teve de pedir a aposentação, não só para escapar ao procedimento disciplinar como para evitar a publicação de notícias do caso quando supervisionava as investigações criminais ao ex-presidente da CM do Marco, Avelino Ferreira Torres.
As perseguições só acabaram quando Pinto Nogueira, que era coordenador do ‘Apito Dourado’, sendo agora o procurador distrital da República no Porto, denunciou então tal situação numa entrevista ao ‘DN’, mas as vigilâncias terão continuado.
ESPIAR É CRIME QUE DÁ PRISÃO
Espiar a vida de um cidadão é um crime previsto e punido com pena de prisão até um ano ou com multa até 240 dias, tratando-se de devassa da vida privada.
De acordo com o artigo 192.º do Código Penal, quem sem consentimento e com intenção, devassar a vida privada das pessoas, designadamente a intimidade da vida familiar ou sexual, está sujeito a prisão até um ano ou multa até 240 dias.
A devassa tipificada pelo Código Penal contempla interceptar, gravar, registar, utilizar, transmitir ou divulgar conversa ou comunicação telefónica, ou então captar, fotografar, filmar, registar ou divulgar imagem das pessoas ou de objectos ou espaços íntimos, assim como observar ou escutar às ocultas pessoas que se encontrem em lugar privado. É ainda punido divulgar factos relativos à vida privada ou doença grave de outra pessoa.
A Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 26.º, n.º 2, determina que “a lei estabelecerá garantias efectivas contra a utilização abusiva ou contrária à dignidade humana de informações relativas às pessoas e famílias”, no âmbito dos direitos, liberdades e garantias.
O CASO DO DIVÓRCIO DE CARLOS TEIXEIRA
Carlos Teixeira, procurador adjunto do Ministério Público de Gondomar responsável pelas investigações do ‘Apito Dourado’, foi o mais visado, porque não se limitaram a vigiá-lo mas ainda a persegui-lo a alta velocidade quando saía do Tribunal de Gondomar.
O caso do divórcio de Carlos Teixeira, saídas do magistrado e colegas, para jantar, onde iam comer, o que comiam e quanto pagavam, ou se as refeições eram oferecidas, tudo era alvo do interesse dos detectives.
UMA AMIGA DA JUÍZA 'RIVAL' DO GONDOMAR
Uma das atoardas que tentaram montar contra Ana Cláudia Nogueira – a primeira juíza de instrução criminal do ‘Apito Dourado’ – era que era muito amiga de uma nora de José Oliveira, presidente do Dragões Sandinenses, o rival do Gondomar SC, preterido na subida à Honra em 2003/04. Tentaram desacreditar a imagem da jovem magistrada que nunca hesitou a autorizar investigações criminais a alguns dos mais poderosos do futebol português.
Também a vida pessoal da juíza foi passada a pente fino pelos detectives, ao ponto de saberem que queria construir uma vivenda na sua terra natal, cidade de Espinho.
RESPONSÁVEIS DA PJ TAMBÉM FORAM VIGIADOS
Reis Martins foi o único responsável da PJ do Porto que saiu, porque tinha algo que o comprometia, o caso da agressão aos assaltantes do filho, apesar de nessa ocasião ainda não ter sido repreendido por escrito por fazer justiça pelas próprias mãos. Mas o próprio director da PJ do Porto, juiz Ataíde das Neves, entretanto promovido a desembargador, colocado na Relação de Coimbra, também foi vigiado. As idas ao golfe e as saídas à noite foram ainda objecto de vigilâncias ilegais.
A coordenadora de investigação criminal, Edite Dias, responsável da 1.ª Secção Regional de Investigação de Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira da PJ do Porto, também viu a sua vida privada vasculhada, assim como o chefe da 1.ª brigada, António Gomes.
FUGAS DE INFORMAÇÃO IRRITAM JUÍZES
As constantes fugas de informação no ‘Apito Dourado’ têm irritado todos os magistrados que trabalham neste processo, chegando a promover reuniões com funcionários judiciais, o que nunca resultou, pois as fugas não partiram do tribunal.
No entanto, é certo e sabido que têm partido dos arguidos as revelações em segredo de justiça, até por só depois de serem notificados os arguidos é que as fugas de informação surgem cirurgicamente. O Ministério Público de Gondomar tem todas as provas nesse sentido.
E os que mais se queixam da violação de segredo de justiça são aqueles que mais depressa dão para a Imprensa muitas fotocópias de peças processuais do ‘Apito Dourado’, para denegrirem outros arguidos ou para tentar que outros dirigentes de clubes sejam também eles arguidos, partindo dos dirigentes do Norte as tentativa para envolver dirigentes de clubes do Sul. E as fugas de informação são no caso ‘Apito Dourado’ uma das armas privilegiadas para se desacreditar o processo e até os próprios responsáveis, com a divulgação de escutas telefónicas da Polícia Judiciária, a fim de serem envolvidos Luís Filipe Vieira e José Eduardo Bettencourt, por nunca terem sido chamados ao processo do ‘Apito Dourado’.
A PJ terá agora como testemunha Carolina Salgado, depois da publicação do seu livro.
AS FASES SEGUINTES
INSTRUÇÃO DO PROCESSO
Na próxima terça-feira começa a instrução com inquirição de testemunhas indicadas pelos arguidos, mas sempre à porta fechada, por pedido de alguns arguidos.
DEBATE INSTRUTÓRIO
Na presença dos arguidos, advogados e Ministério Público esgrimem argumentos perante o juiz de instrução criminal.
DECISÃO INSTRUTÓRIA
Juiz decide se mantém inalterada a acusação do Ministério Público ou altera parte do libelo acusatório, reti-rando um ou outro aspecto da acusação, passando o processo à fase pública.
MARCAÇÃO DO JULGAMENTO
Tribunal de Gondomar marca julgamento, com tribunal colectivo (três juízes), no qual nunca poderá participar o seu juiz de instrução criminal.
UM PROCESSO COM MUITA GENTE GRANDE
Pinto da Costa, na qualidade de presidente do FC Porto, Pinto de Sousa (antigo presidente do Conselho de arbitragem), José Luís Oliveira (vice-presidente da Câmara de Gondomar e ex-presidente da comissão administrativa do Gondomar Sport Clube) e Valentim Loureiro (antigo presidente da Liga e actual presidente da mesa da assembleia geral daquele organismo) são os rostos mais mediáticos de um processo que tem 27 arguidos, entre os quais 12 árbitros ou ex-árbitros e ainda dirigentes ligados a estruturas do futebol.
Correio da Manhã
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As fotos de André Carvalho
Vale a pena ver as fotos de André Carvalho.E nao parca a ÚNICA desta semana com um portfolio seu sobre a neve
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Luiz Carvalho fala de jornalismo online
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sexta-feira, dezembro 08, 2006
Pinto da Costa dá baile a Luis Filipe Vieira
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ÃH? ÃH? ÃH? Luis Filipe Vieira ouvido na PJ

A PJ está a investigar o paradeiro de uma "parte importante" dos "cinco milhões de euros que, em 2000, foram pagos pelo Benfica por 50 por cento do passe" do futebolista angolano, escreve o mesmo diário, acrescentando que, "depois de entrar nas contas do Alverca, uma fatia substancial da verba não ficou no clube".
Durante a transferência, Luís Filipe Vieira surge inicialmente como vendedor, enquanto presidente do Alverca, e depois como comprador, quando tomou posse como gestor do futebol do clube da Luz.
Vieira não comenta caso
Também de acordo com o "Jornal de Notícias", o presidente do Benfica não quis comentar o assunto.
Luís Filipe Vieira juntou-se assim a outros dois arguidos no mesmo processo: os empresários de futebol Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa.
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