terça-feira, setembro 19, 2006

O trajecto do Gordon

Citando o Elmundo:

El ciclón tropical 'Gordon' prosigue su imparable recorrido hacia las costas gallegas, donde provocará, a partir del miércoles y sobre todo el jueves, vientos huracanados de más de 120 kilómetros/hora, lluvias muy intensas y olas de hasta nueve metros de altura.

Según fuentes del Instituto nacional de Meteorología, la tormenta tropical 'Gordon' atravesará las islas Azores como huracán, y durante el hoy se desplazará hacia el este, a medida que interacciona con una depresión extratropical. Según informó Ángel Rivera, Jefe de Predicciones del INM, la tormenta "ha seguido una trayectoria algo inusual aunque no extraña, haciendo una curva para desplazarse desde el Caribe hacia el norte de Estados Unidos para, a causa de los vientos del oeste, desplazarse hacia la región de las Azores y posteriormente Europa".

Según los expertos, tras su paso por las Azores la tormenta perderá algo de intensidad, aunque luego se volverá a intensificar a medio camino entre las islas portuguesas y Galicia para azotar con fuerza la costa gallega.

La tormenta trocipal afectará a partir del hoy a las zonas marítimas situadas entre Azores y la Península, originando un temporal muy duro a huracanado, y mar arbolada o montañosa, con olas de hasta nueve metros.

Además, según Rivera, es probable que a última hora del miércoles y durante la mañana del jueves se den en Galicia vientos del suroeste muy fuertes, de hasta 120 kilómetros/hora, ocasionalmente con rachas huracanadas". También es probable que la tormenta de lugar a precipitaciones localmente intensas en Galicia.

El paso de un huracán de este tipo por las Azores es un fenómeno meteorológico "raro", ya que desde 1850 han llegado hasta las islas portugesas nueve huracanes similares, el último, 'Charlie"', en 1992.

José Pinto Monteiro, temos novo procurador

Quem é Pinto Monteiro

Fernando José Matos Pinto Monteiro, que vai ser nomeado procurador-geral da República, é juiz de carreira e preside, neste momento, à primeira secção do Supremo Tribunal de Justiça.

Pinto Monteiro foi secretário-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses nos anos 80, alto-comissário-adjunto na Alta Autoridade Contra a Corrupção, juntamente com o coronel Costa Brás, membro da Comissão de Gestão e do Conselho Pedagógico do Centro de Estudos Judiciários, onde também leccionou e presidiu a exames.

Nomeado para o Supremo Tribunal de Justiça em 1998, Pinto Monteiro foi ainda juiz desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa e é professor convidado na Universidade Autónoma de Lisboa.

Em 2004, Pinto Monteiro foi derrotado nas eleições para presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

Natural do concelho de Almeida, Pinto Monteiro formou-se em Coimbra e iniciou-se na magistratura como procurador do Ministério Público em Idanha-a-Nova.

Presidente do Irão em directo

Proponho-vos este excelente trabalho multimédia da TIME sobre o Presidente do Irão

On The Road

Apetecia-me estar por ali, entre uma estrada ao caír da noite, ter sono, cansaço e um motel cheio de néons. Podia ouvir-se Miles Davis, baixinho, para acalentar a alma.

Leica M Digital, finalmente !


Aí está o pior que temia: uma M digital para me obrigar a gastar pelo menos 4000 euros que vou ter de inventar.
Na Photokina a câmara mais desejada por fotógrafos leica-maníacos vai ser apresentada à sociedade. Alguém me pediu aqui no blogue para eu dar a minha opinião.
Difícil porque ainda não a vi. Do que li sobre o animal retive: Vai ser cara ( 4000 euros), vai ter um factor 1,3 ( pouco simpático porque vai transformar a ninha 35 numa 50) e terá uma tri-elmar 16-35 que vai custar caro.
Dizem que não vai ter o disparar das de filme- por causa do obturador metálico e vertical.
Mas parece-me à partida bastante aliciante. Os 10 milhões parecem-me mais que suficientes e as lentes Leitz ajudam, e de que maneira!

Se a Epson fizer a nova Rd1 ( Rd2) com full frame, não sei se a Leica M8 ficará muito bem vista.
Veremos. O que me irrita mesmo é o factor 1,3. E o preço claro.

Homenagem a Josie Marsan


Dedico a música- só a música - ao João Carlos Santos - o fotógrafo mais negro da Baía.

Video jazz



Para acalmar os ânimos

Instante fatal com 273 visitors

segunda-feira, setembro 18, 2006

A Maria Elisa da discórdia

Há figuras públicas que geram à sua volta um movimento incompreensível de amor e ódio.

Maria Elisa é uma dessas.
Só pelo simples facto de eu ter escrito no meu blogue "institucional", o "Flagrante deleite" no Expresso online caíram resmas de protestos.

Eu fui chamado de tudo e ela foi desancada até à quinta casa.
Mesmo um amigo meu, das pessoas mais bem formadas, católico e militante na luta contra a exclusão, me chamou "defensor de vigaristas". A seguir desenrolou cenas do passado que me deixaram atónito.

Tenho pela Maria Elisa uma amizade de há muito tempo. Sempre a achei uma mulher inteligente e cheia de charme, frágil e combativa, com um toque snob que lhe fica bem.
Gosta de londres e da BBC, tem um bom gosto cultivado e é uma profissional excelente de televisão.
É a melhor de todas.

Quando trabalhei no Tal e Qual nos anos oitenta, fui surprendido por uma manchete feita pelo " turco", alcunha do intratável Hernâni Santos, em que uma fotografia de uma cena de um filme português obscuro, a mostrava deitada e despida com o Jaka Jamba- mais tarde dirigente da UNITA- em que o título era "Olá D. Maria Elisa!".

Esta sacaníce tinha a ver com o facto de no tempo da administração Proença de Carvalho, que ela ter sido directora de programas, quando os jornalistas da 2 foram postos na prateleira por então a AD os achar uns perigosos agitadores. (O Santos fazia parte desse grupo e não esperou pela manchete da vingança). Acabou mal: hoje dedica-se à lavoura e dá umas aulecas de jornalismo.

A diferença paga-se caro em Portugal e tudo serve para lançar as pessoas na lama quando elas não se encaixam na ordem estabelecida.

É verdade que a jornalista tem tido um percurso sinuoso, mas só os burocratas e aqueles que não arriscam a vidinha o não têm.
Quantas outras figuras não andaram a saltar de partido, trabalho e convicção ?
E quantos são assim apedrejados ?

Instante Fatal acaba de atingir 200 visitors num dia

Há uma semana estava contente com 100 visitors hoje acabo de atingir 200 visitors.
Até à meia noite é sempre a contar. Vou ter de me aplicar mais nesta minha aventura internáutica.

Obrigado a todos

Fungá-gá da bicharada

Há muito tempo que não ia ao Jardim Zoológico de Lisboa.

Depois das insistências do meu David, 5 anos, lá fui com a ilusão de ali reencontrar algum ambiente daquelas distantes tardes dos anos sessenta quando o meu padrinho, um engenheiro do topo da excelência do ministério de Duarte Pacheco, me levava ali como missão de pelo menos uma vez por ano cumprir o seu papel de padrinho.

Fiquei deprimido. O Jardim Zoológico é hoje o espelho do país. Os animais mal se vêem, estão tristes e fechados em recintos decadentes, patrocinados por mecenas de subúrbio. O custo das entradas é uma afronta ( 35 euros 2 adultos e uma criança) e a qualidade do serviço prestado ao utente está ao nível da Feira Popular que Santana matou num dos seus golpes de incompetência.

Para uma criança ver os animais tem de andar quilómetros. A sinalética não funciona. Tudo aquilo tem um ambiente pobre e triste, um cenário povoado por gente da província e muitos imigrantes que sacrificaram um razoável pedaço do seu salário para verem uma galeria de animais aprisionados. Nada daquilo tem alegria, pedagogia, amizade pelos bichos.

Claro que sou um exagerado e faço de pormenores muitas vezes dramas. Mas foi o que senti.
Até o teleférico que passa sobre o jardim raramente deixa ver os bichos, excepto os leões e as girafas. A maior parte do percurso vêem-se àrvores e mesmo um depósito de entulho que há a norte do recinto.

Esta visita que o meu filho adorou, principalemente pelo comboio e pelos carrinhos de feira, deixou-me a pensar noutras realidades nacionais. e uma delas, porventura a mais dissimulada no quotidiano, tem a ver com esta nossa tacanhez de não admitirmos que devemos ser melhores, com padrões europeus. Falta-nos ambição nos nossos projectos. Ficamos contentes com o adquirido, com aquilo que nos protege: a mediania e a rotina.

Quer se trate de feiras de diversões, jornais, televisão, fotografia, investimento, por aí fora, ficamos contentinhos com o esperado e trememos com o inesperado.

Portugal está a viver um dos momentos mais cinzentos da sua História. Por isso não crescemos. Quando avançamos fazêmo-lo sem ambição, sem ousadia, sem alegria, sem rasgo.
Eu próprio sinto-me muitas vezes a gerir estas rotinas e estes medos de ousar, talvez porque quando ouso demasiado apanho depois o ricochete.

Não é por acaso que este Presidente que uma maioria tangencial elegeu é o arquétipo do que eu acabo de escrever. Temos um Presidente que quer o consenso a todo o preço, como se as alianças e a unicidade de pensamento e de acção fossem vitais para a democracia e não o contrário.
Os países precisam de debate, divergências, luta política, ideias em confronto, discussão.
Um país não precisa de " àmens", precisa de vigor e debate de ideias.
É isso a política, é isso a democracia.
Os portugueses podem estar a apreciar esta modorra mas vão mais uma vez pagar caro este cinzentismo, esta falta de rumo, esta rendição.

Neste contexto percebe-se como os projectos medíocres podem triunfar, tal como têm ganho os patos bravos que fizeram de Portugal um território de entulho betonado.

Amanhã é outro dia. É o que nos vale. E o melhor é não fazermos mesmo vida de ursos.

domingo, setembro 17, 2006

A última sessão de Marilyn Monroe

59 fotografias de Marilyn Monroe tiradas por Bert Stern. Foi a última sessão fotográfica do mito. Morreu no dia seguinte. Até 30 de Outubro no Museu Maillot em Paris.

Sol final

O meu comentário de manhã foi a quente.
Mantenho o que escrevi mas limei algumas frases.

Ficaram ainda mais àcidas.

Eu nunca iria para o Sol porque não acredito em projectos nascidos para matar.
E não acredito em jornalismo feito à anos setenta.

Os jornais mudaram muito na América e na Europa porque tiveram de acompanhar os novos públicos. Não é possível fazer jornais feios, com intrigalhada política, faits-divers para papalvos, sem estilo, sem qualidade.

Um jornal de referência tem de ter qualidade.
Começa no grafismo, passa para as fotografias, infografias, acaba nos textos ( também eles mais apelativos, sintéticos, informativos e curtos).

Ora, o Sol não tem nada disto. É um produto já visto em melhor. Como escrevi de manhã:
É como os carros de Leste nos anos 70: começavam a fabricar modelos que o ocidente tinha posto de lado.

O Sol até pode vingar, e oxalá isso aconteça, desejo-o do fundo do coração.
Não vivo feliz com o insucesso dos outros e acho que a concorrência sã é mais que desejável.

Agora acho que nasceu mal: não é um projecto novo, inovador. Não terá nunca o papel que o Público teve na imprensa portuguesa de noventa.

o Sol chega a parecer um caso psicótico( dá pena) com secções copiadas de outras existentes no Expresso, e que desapareceram, com soluções gráficas que foram usadas até à exaustão, com uma política editorial entre o sensacionalismo e o light medíocre, e que foram em certa medida responsáveis por o Expresso ter perdido 30 mil leitores em 3 anos.
Esta é a verdade.

Faz-me lembrar aqueles quarentões que foram enganados pela mulher e acabaram por arranjar uma semelhante mas mais feia e mais velha ( e mais pobre!).

Nem quero com isto dizer que o Expresso é agora um jornal virtuoso, sem defeitos. Nada disso.
Temos de ter todos a humildade de olharmos para o que fazemos e melhorarmos sempre mais. E teremos muito a melhorar.
Só que o Expresso não se renovou contra ninguém. Só se renovou para ser um jornal melhor, cada vez melhor.

E isso eu sei que vai conseguir. E não precisará de desejar o mal de ninguém.

E daqui redobro os meus votos sinceros de sucesso ao Sol.
Até porque o Sol quando nasce é para todos e já dizia o camarada que "um dia" brilhará para todos nós. O que vale é que eu não sou comunista logo não tenho de subscrever.

sábado, setembro 16, 2006

Sol a quente

Acabo de ver o Sol.

Primeiras impressões a quente, com o risco de ser parcial.
(Este comentário faço-o enquanto internauta e leitor.)

1- É um remake do Expresso antes do Berliner. Um remake é sempre mau, quando é baseado no passado pior. Faz lembrar os carros de Leste no tempo do comunismo: a Lada começava a fabricar uma réplica do Fiat quando o modelo acabava.

2- O grafismo é do passado. Ponham 10 jornais europeus ao lado e vejam a diferença. Se aquele grafismo fosse arquitectura era português suave.

3- A sensação de entulho é evidente.
É como querer ir almoçar e em vez de ir ao Porto de Sta. Maria ir ao David da Buraca.
Não há hierarquização dos temas. Tudo tem o mesmo valor: a Rebelo ou o Rebelo de Sousa com Isaltino.

4- A Tabu é de arrepiar. Feio sou eu. Aquilo faz doer os olhos a um cego.
A história de capa até é boa mas o embrulho é em papel manteiga. Parece a ilustração daqueles livros mexerucas da ex- Agência Portuguesa de Revistas.

A reportagem da casa do General Vieira uma anedota, tão má que não dá para comentar. O que safa aquilo é a cama. Impagável,

Voltaram as festas. A noite. O Algarve. A seguir deve vir uma capa sobre o Gigi ( bem simpático por sinal). Demodé.

5- A edição de fotografia não existe. Está tudo retalhado. Não vi uma fotografia para lembrar. Não há edição fotográfica. Admirava se houvesse.


Nem imagino o Vilhena a editar aquilo.
6-É tudo menos o que devia ser um jornal nascido no seculo xxi. Não traz uma ideia nova, um conceito inovador.
É velho, ressabiado, cheio de nostalgia da Duque de Palmela.
Só falta escrever numa Hermes (já que deixaram o hermes) .
Lamento. Não sou nada contra a concorrência. Pelo contrário. Mas é uma chatíce quando ela não dá luta, não motiva nem compete.

Digo-o com toda a amizade sincera pelas pessoas que lá estão, meus ex-colegas por quem nutro amizade e até tenho uma certa saudade de alguns.
Principalmente digo-o em relação ao arquitecto José António Saraiva que sempre me tratou bem e nos demos com mútua consideração.
Mas também não me vou inibir de escrever o que penso.


Nota final.

Acabo de constatar que o Sol online fecha para fim de semana. A página está muda e queda desde ontem. Hello!! hello! O Sol apagou-se ? Ou tem o horário do comércio a retalho ?

Militares Gays casam em Sevilha

Espanha está a mudar mesmo. Zapatero e as suas leis de longo alcance estão a dar frutos proibidos. Hoje dois militares da Força Aérea casaram em Sevilha, com pompa e circunstância e coragem, há que dizê-lo.
As voltas que o Franco deve ter dado na tumba !!!...

Uma foto por dia

Pôr do Sol. Maputo. 1991. Foto de Luiz Carvalho

As provocações da Brigada de Trânsito

Respondendo a comentários do meu post sobre a bisga do Ministro:

Sem desprezo para os citroens, já tive 5 na vida ( um 2cv, 2 dyanes, um Visa).

Acho que a lei é para cumprir. Mas é ridículo um ministro cheio de pressa ir a 120 na auto estrada para não furar a lei. É burocrático e um ministro que tem este comportamento é um assustado, um enrascado.

O ano passado apanhei na A23 ( penso que é esta a que vem de Leiria para as Caldas) um Lancia da policia, daqueles que andam a fazer segurança aos ministros) que veio sempre a 200 e eu atrás dele a alguma distância. Acho isto mais grave. Os polícias nem vinham a acompanhar nenhuma personalidade ( só se vinham a fugir de mim !!!).

Acho imoral os BMW da BT colarem-se a carros potentes para os fazerem andar depressa.

Vou contar esta:

Juro pelos meus filhos: numa manhã de sábado, um Impresa da BT colou-se atrás de mim a seguir às portagens de Carcavelos.
Eu vi-o, vinha a 100, tinha acabado de pagar a portagem, encostei à direita, passei para 60 à hora e o gajo não me largou, sempre colado a mim até à àrea de serviço de Oeiras.
Depois desistiu e acelerou a fundo e desapareceu.
Eu ia num Porsche.
O tipo queria conversa com multa.
Isto não é polícia, não é comportamento sério, isto é indigno de uma corporação militar.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Sol online

Não posso deixar de comentar aqui as minhas primeiras impressões sobre o Sol online. Tenho de o fazer desasombradamente, apenas como internauta.

Primeira impressão: é feio como os trovões. O web designer que fez aquilo deve viver numa galáxia onde são os patos bravos que fazem os projectos.
Se aquilo fosse uma casa tinha nascido na Brandoa.

Segunda impressão: com um peso na homepage de 800kps ( quando devia ser 30) deve ser para net puxada a tractor.

Terceira impressão: as notícias são um bónus ao leitor, automáticas, quando deviam ser editadas e tratadas pela redacção. Parece ser uma moda que se está a instalar. Perigoso: qualquer dia os leitores vão achar que notícias é entulho desprezível e que pode ser dado por empreitada.

Quarta impressão: a ideia das secções é boa e pode atraír leitores. Pode ser alimentada com artigos do papel.

Quinta impressão: o destaque para os blogues no topo é bom, previligia a interacção e pode criar um fluxo de visitors apreciável.

Sexta impressão: chamar às galerias multimédia é de rir. Aquilo nem flash tem, nem vídeos. As fotos são desgraçadas, layout horrendo. Não há cultura internet.

Última decepção: Uma peneira a tapar o Sol

As maiores felicidades para os meus ex-colegas e para o Manuel Agostinho, o Sol-multimédia.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Em defesa do ministro acelera

Esta história de andarem a crucificar o ministro por ter sido apanhado a 210 quilómetros por hora parece-me ridícula.

Até já o presidente dos automobilistas alcoolizados ou lá o que é quer levar o pobre ministro a ser interrogado na AR. Tenham juízo !

O que é grave que esse ministro só acelera na auto-estrada mas não carrega no pedal da economia.

O que estes novos moralistas não entendem é que um BMW foi feito para andar a 250 quilómetros por hora e é seguro a essa velocidade se: o trânsito o permitir, a estrada tiver visibilidade e bom piso, se as condições meteorológicas forem favoráveis, se o condutor for seguro e outras variáveis.

Os aviões andam a 900 quilómetros por hora e não são multados por excesso de velocidade. E quando caem espatifam-se todos. Também vão proibir os aviões de subirem a mais de 5 metros ?

Um BMW a 4o quilómetros por hora numa rua do Bairro Alto com crianças e velhos a passarem é muito mais perigoso.

Deixem-se de demagogia barata.

Uma foto por dia

Santa Apolónia. 1980. Fotografia de Luiz Carvalho

O caldo entornado

As quintas-feiras são agora um dia de grande recolhimento. Estou há 14 horas no jornal, tirando as duas em que fui a casa almoçar, inspirando-me num amigo meu que nunca falha a sesta à hora do almoço.
Portanto, depois de ter mudado não sei quantas fotos e páginas, aqui estou a blogar para não adormecer estúpido.

Estive agora a ler alguns comentários à minha foto de ontem e vou responder:

Eu quando enquadro mexo o corpo, a máquina, os olhos, pareço um tontinho. O que procuro é o equilíbrio do quadro. Não entorno por moda, apesar de na foto da Guiné correr o risco de esvaziar o rio(!).

Para ser franco nunca tinha notado a inclinação. Mas eu sou muito mau em pormenores, o que é grave num fotógrafo.
Por exemplo há 8 anos escolhi uma foto da Assembleia onde estava o Cavaco ao fundo a falar quando ele já se tinha reformado ( pensávamos nós!!). Na altura isso custou-me uma carreira brilhante :))))

Meus caros: o que é preciso é disparar e sentir que a coisa está no ponto.
Penso eu de que.

Muito obrigado pela vossa atenção no meu trabalho.

O 13 da sorte

O 13 acaba de passar. E já tenho 52.

Uma foto por dia

Praia nos arredores de Bissau. 2001. Foto de Luiz Carvalho

Paris Hilton para fanáticos

Dossier multimédia sobre Paris-Hilton. Mais divertido do que a Floribela e inofensivo para as crianças.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Menino mendigo de Cusco

Bela fotografia de Martin Chambi ( 1891-1973) que está exposto em Espanha na Fundación Telefónica até Novembro.

Segurança social estala centrão

Quando a esmola é muita o pobre desconfia.
O breve consenso em torno da reforma da justiça, entre Sócrates e Mendes, era um prenúncio bom de mais para ter futuro noutras àreas.

Hoje Mendes já diz que Sócrates está a ser indelicado e a grande divergência de fundo neste tema já a flutua: os socialistas querem sistema misto, mas pouco, os socias-democratas querem preponderância da vertente privada.
Era de esperar a desinteligência.

Até porque sejamos claros: se os dois partidos do centrão já são tão iguais, com convergência na segurança social o que ficava a divergir ? Quase nada.

Se Mendes se torna num "yes man" de Sócrates, num amiguinho das reformas em nome do regime, então é que o PSD vai pelo cano abaixo. Igual ao PS ainda vai desiludir mais o eleitorado flutuante.

Mesmo que o canalizador Silva tente desentupir o cano.

Jobs for the boys


Com a devida vénia ao Elmundo, vai a novidade mesmo em espanhol:
( Só gostava de saber o que é feito do génio Gates !!!!!!!!!!!!!!!!)

SAN FRANCISCO.- El fabricante informático Apple ha anunciado que lanzará un servicio de descarga de películas a través de su tienda de música por Internet iTunes. En concreto, según explicó en una rueda de prensa el presidente ejecutivo Steve Jobs, comercializarán filmes de Disney, Pixar y Touchstone.

Actualmente, el catálogo incluye alrededor de 75 películas, según dijo Jobs, quien añadió que el tiempo medio para descargarlas es de 30 minutos con una conexión de banda ancha a Internet.

Las películas tendrán un formato 640x480 y calidad cercana al DVD. Los filmes de estrenos recientes costarán inicialmente 12,99 dólares, si se compran con anticipación o durante la primera semana en que estén disponibles.

Además, en el evento de presentación de las novedades de la empresa, que tuvo lugar en San Francisco (EEUU), Apple ha dado a conocer nuevas versiones del reproductor digital iPod, entre ellos, uno con la mayor capacidad de memoria de su historia, 80 gigabites, que costará 349 dólares. Estas nuevas versiones soportaran videojuegos como el Pac-Man y el Tetris.

Los nuevos dispositivos cuentan con una pantalla 60% más brillante, autonomía de 6,5 horas en modo video y la capacidad de reproducción sin pause, es decir, sin parar entre canción y canción.

terça-feira, setembro 12, 2006

Caros amigos

Estive a ler mesmo agora 6 comentários ao meu post de ontem sobre a Maria Elisa.

Vejo que o Paulo Querido, o Rodrigo Cabrita, a Susana Paiva, o Paulo e um ilustre anónimo, apreciaram a minha atitude de não ter fotografado as divas que o destino me ofereceu.

Vou fazer de seguida a crónica para a próxima Fotodigital e falarei disso mais em pormenor. Mas não fiquem muito impressionados com a minha " coragem". Aquilo custou-me, mas o que tem de ser, tem de ser.

Abraços e beijinhos para a Susana.

Sessão com Maria Elisa

Maria Elisa no estúdio de Pedro Ferreira numa sessão para a Única. Foto Luiz Carvalho

Conheço-a há já muitos anos, cheguei mesmo a colaborar com ela durante o período em que esteve na Gulbenkian, e o reencontro de hoje à tarde para uma sessão de fotografia foi muito estimulante.
Ela deu uma grande entrevista para a ÚNICA e que vai saír no próximo sábado e eu achei que devia ser fotografada por alguém que fosse um mestre do retrato.
Claro que não sou eu.
Falei com o Pedro Ferreira- o mesmo que fez aqueles retratos do Mourinho na última Máxima- depois a Maria Elisa aceitou e lá fomos para Benfica para o estúdio do Pedro.

Confesso que sofri ao ver Maria Elisa a ser fotografada e eu ali a assitir na minha qualidade de editor. Se não fosse ter puxado da minha fiel Ricoh GR e ter feito umas fotos do making-off teria ficado desesperado.

Mas acho que fiz o que devia.
Neste momento a minha missão no jornal é editar e não fotografar. poderei fazê-lo ocasionalmente mas neste momento a minha obsessão é fazer da fotografia do EXPRESSO algo de novo na imprensa portuguesa.

Por isso acabei por não fazer ontem a sessão com a Binoche, foi o Brázio a fazê-lo e muito bem, apesar de confessar uma certa mágoa.

Soares em forma-Pacheco embaraçado

Soares está a dar uma verdadeira tareia a Pacheco Pererira no debate da RTP sobre terrorismo global.
O regresso de Soares à televisão, ao debate público, ao confronto de ideias não podia ter sido melhor. Apesar de se reconhecer algum cansaço, a verdade é que a lucidez está lá toda, exposta com clarividência, acessível a todos, explicada.
O velho leão da política assume-se como um democrata, defensor da legalidade internacional tutelada pelas Nações Unidas, apela ao diálogo(que não é o mesmo que capitulação), demonstra o fracasso total de Bush no Afeganistão, no Iraque, na força que deu ao Irão e ainda o chama de fanático e demonstra-o contando uma divertida história de Bush onde ele confessou falar directamente com Deus.
Pacheco ficou KO e usou uma linguagem redonda, complexa...uma seca total.

À mesma hora gostaria de imaginar Cavaco a ver, e os seus comentários domésticos com a Dona Maria.

segunda-feira, setembro 11, 2006

domingo, setembro 10, 2006

11 de Setembro, o dia da nossa fé

Há 5 anos estava a almoçar no Café IN, à beira do Tejo, com o meu amigo António Pedro Ferreira (Tópê).
Um plano demasiado longo na tv do restaurante chamou-nos a atenção.
Ainda vimos o 2º avião a embater nas torres.
Por baixo havia uma legenda a dizer "live" e então percebi que algo de grave se passava.
O Tópê disse:" até já se vêem desastres em directo na televisão !"

A minha mulher estava em casa grávida do David e telefonou-me: " atiraram aviões contra as Torres Gémeas". Lembro-me de ter dito: " Vamos pagar muito caro tudo isto nas nossas vidas, tal como temos estado a pagar a primeira Guerra do Iraque".

As nossas vidas mudaram muito desde esse dia. Tudo o que aqui disser será de uma banalidade chocante, comparado com a complexidade que tudo isto envolve.

Não sou muito crente mas se há dia em que se deve rezar é precisamente hoje. Por tudo. E por todos os mártires do terrorismo, qualquer que seja. Qualquer.

Uma foto por dia

Nova Iorque vista da Estátua da Liberdade. 1991. Foto Luiz Carvalho

EXPRESSO, o dia D do berliner




As horas que antecederam o nascimento do EXPRESSO em formato berliner.
Dia 8 de Setembro, redacção do Expresso e gráfica Mirandela.

sábado, setembro 09, 2006

Provocadora Moss

Uma foto por dia

Fotógrafo no Terreiro do Paço. 1984. Fotografia de Luiz Carvalho

Rendez-vous avec Juliette Binoche

Durante anos tive na minha casa de celibatário, um duplex num prédio antigo em Lisboa entre o Intendente e a Graça, um poster gigante de Binoche nua abraçando um amante num filme de Téchiné ( não me recordo o título). Esse poster está ainda hoje na sala do meu filho André.
Amanhã tenho um encontro no Hotel Bairro Alto com a actriz para lhe fazer um retrato para a secção "íntimo" da Ùnica.
Confesso que não estou muito à vontade: não vou ter decerteza muito tempo para a fotogafar e sinto uma enorme reponsabilidade.
É-me sempre difícil fotografar pessoas de quem muito gosto. Não sei se é timidez...vou acreditar que sim.

Amanha conto aqui como decorreu a sessão.

EXPRESSO DE BORLA ONLINE

A partir da madrugada de hoje a edição online do EXPRESSO ( edição igual à do papel e reservada assinantes) vai abrir a toda a gente durante 15 dias.

John Travolta com a boca na botija

Travolta de 52 anos foi apanhado por um paparazzi a beijar o amigo antes de embarcar para o seu jacto.

Desde há muito que se especulava sobre as preferências sexuais do actor mas agora a foto feita à sucapa ainda vai deitar mais gasolina no boato.

O actor que é exímio em escapar aos fotógrafos caiu desta vez. O pior para ele é que vai protagonizar num filme o papel de mauzão e Hollyood não gosta nada de cenas destas na vida real em heróis da tela.

160 000 , edição esgotada












Às primeira horas da manhã o EXPRESSO esgotou a sua edição de 160 mil exemplares. Se mais houvesse mais se teria vendido. O meu pai que tem uma tabacaria em Alvalade, onde vende 30 por semana teria vendido o dobro, e não se conformava por não lhe terem mandado mais.

Para a semana a edição será reforçada de forma a poder chegar a muito mais gente, com o aparecimento do jornal do arquitecto Saraiva.

sexta-feira, setembro 08, 2006

O 11 de Setembro no Elmundo


Natascha em directo


O vídeo de Natascha na ORF

Uma foto por dia

Amanhecer do Sol no último dia da Expo 98. Fotografia de Luiz Carvalho

Ou quando o Sol chega atrasado aos grandes acontecimentos.

Novo EXPRESSO já está


ENTER ! Foi Francisco Pnto Balsemão que deu o "enter" no computador de Marco Grieco, o director de arte do EXPRESSO, para avançar para a gráfica o primeiro número em formato berliner.
Não é só o "miúdo" que encolheu, foi uma restruturação grande e profunda da redacção, com novos conceitos de trabalho. Mais organização, mais criatividade, mais atenção para com os leitores.
E como não é o tamanho que conta mas o conteúdo, os leitores vão ter amanhã uma agradável surpresa. Este EXPRESSO á mais EXPRESSO.
Pela parte que me conta estou muito satisfeito com os resultados fotográficos. A ÚNICA desta semana é para mim um grande motivo de orgulho.

Desempregadas da Varig posam para Playboy


Desempregadas mas bem pagas.

Sabrina Knop, Juliana Neves y Patricia Kreusburg, dispensadas pela Varig, decidiram aceitar posar para a Palyboy brasileira de Setembro.
O número promete e é caso para dizer que há males que vêm por bem.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Natascha, a imaginada e a real





















A verdadeira imagem de Natascha foi finalmente revelada, consentida por ela, quebrando o tabu tão apetecido de deslindar por parte do público e muito mais pela comunicação social.
Os jornais e as televisões quando não sabem, imaginam, inventam mesmo, tal como as mentes curiosas que há mais ou menos dentro de cada ser humano.

O rosto imaginário da menina raptada passados 10 anos de cativeiro, trabalhado em photoshop, acabou por se revelar longe da real Natascha, como o provam as fotografias entretanto divulgadas.

É muito curiosos este exercício de comparação entre as duas fotografias e que vem reforçar a ideia de que nem tudo o que imaginamos é. Mais: uma fotografia sem ser manipulada ganha autenticidade à prova de bala.

Ao dar-se a ver e ao falar da sua história, Natascha desmistificou uma lenda que começava a crescer à sua volta.

Daqui a meses ninguém mais se vai lembrar dela e regressará devagar ao Mundo real.
Oxalá para sua felicidade, que bem precisa.

Mais miss Kate


Irresistível ( a campanha claro). Acabo de encontrar esta nova imagem. O que é bom é para partilhar. MAIS VIDEO AQUI

quarta-feira, setembro 06, 2006

Kate Moss a agente provocadora


Kate voltou está perdoada. A maldita cocaína deixou de fazer mossa na vida da modelo.
Esta foto faz prova: a campanha da marca de lingerie Agente Provocador acaba de fazer com ela esta campanha de arrasar

Vestir a camisola


A azáfama que se vive hoje na redacção do EXPRESSO não deixa de ser um grande estímulo profissional. Desde 1989, ano em que entrei no jornal, acho que nunca vi tamanho empenho, emoção e amor à camisola. É uma noite inesquecível para se fazer um novo grande jornal.
( desculpem o meu entusiasmo)

Uma foto por dia

Nazaré, 2003, no mesmo sítio onde Henri Cartier-Bresson fez uma foto em 1956. Fotografia de Luiz Carvalho

O sistema solar


Por uma questão de princípio não gosto de falar em projectos concorrentes, pode parecer ressabiamento ou fragilidades afins.

No entanto não resisto a linkar para o Paulo Querido sobre o ovo estrelado.

terça-feira, setembro 05, 2006

Mentiras, fotografia e jornalismo

Fotografias que mentem, manipuladas.

O tema existe desde que a fotografia nasceu. Agora a manipulação torna-se mais fácil. A honra da imagem fotográfica está em causa ? Talvez...

Penso que a credibilidade do jornalismo também passa pela honra das fotografias.
Quem mente uma vez mente sempre e, tal como a virgindade, a confiança também só se perde uma vez.

Sou absolutamente pela defesa das fotografias não manipuladas. Jamais Salomé !!!...

Cliquem aqui para verem um slideshow sobre as mentiras fotográficas

Uma foto por dia

Terreiro do Paço, Lisboa, 2000. Fotografia de Luiz Carvalho

É uma das minhas primeiras fotografias digitais, feita com uma Canon D30. Não tem nenhum truque; é apenas o reflexo de um beijo numa paragem de autocarro.

Simplesmente Bobby


Lindsay Lohan atira um beijo para os fotógrafos no Festival de Cinema de Veneza, onde foi apresentado com grande sucesso "Bobby", a fita sobre a história de Robert Kennedy

Donas de Casa Desesperadas é hoje


Confesso-me um fanático da série, já o escrevi aqui uma vez. É difícil encontrar em televisão um trabalho tão criativo e surpreendente, divertido e profundo sobre a América. Nem " O Sexo e a Cidade" chegava a este aprumo. Portanto... hoje acabam as postagens depois da meia-noite.

Fotodigital já saiu

Saiu hoje mais um número da Fotodigital, a revista portuguesa dedicada à fotografia, dirigida pelo meu amigo José Antunes.

Sou suspeito em elogiar porque tenho lá uma crónica "Perto da Vista" e que sei que é lida por alguns dos ciberamigos que por aqui passam no Instante.

Não queria deixar de a recomendar a quem se sente fotógrafo ou faz disso profissão.
Publicar uma revista com esta qualidade em Portugal é preciso coragem e sentido do risco.

Daqui um grande abraço para o José Antunes.

Faz hoje 70 anos a mais célebre foto de guerra

A fotografia mais famosa de guerra faz hoje 70 anos.

Foi no dia 5 de Setembro de 1936 que Robert Capa, um fotógrafo húngaro de nome verdadeiro Andre Friedman, conseguiu no planalto próximo de Cerro Muriano, arredores de Córdoba, fazer a fotografia do miliciano republicano a cair morto por uma bala franquista.

Por detrás desta fotografia corre uma grande discussão sobre a sua veracidade.

Fraude para uns, documento ímpar para outros.

Como o negativo desapareceu, e só existe uma prova da altura de onde se têm feito sucessivas cópias, há anos que se especula se o soldado não terá encenado a queda para a fotografia.
Algumas investigações recentes confirmam que aquele soldado morreu naquele dia e àquela hora e a forma como ele se deixa cair de punho cerrado só seria possível estando morto, pois numa encenação a tendência era para abrir a mão para amparar a queda.


Capa consagrou-se com a sua reportagem sobre a Guerra Civil Espanhola.

As suas imagens não mostram tanto a acção da guerra mas sim os seus efeitos devastadores, as cicatrizes deixadas no povo espanhol.
Ele dizia que " se uma fotografia não é boa é porque o fotógrafo não estava suficientemente perto" e no terreno ele praticava esta sua teoria: mantinha uma relação estreita, quase intima com quem fotografava, envolvia-se na acção, estava perto da vista e do coração, como nesta foto com uma força evocativa que não ficará atrás da Guernica de Picasso.

A revista francesa VU foi a primeira publicação a editar a reportagem de Capa e logo lhe chamou " o maior fotógrafo de guerra do Mundo".

Por acaso ele aparecia com uma máquina de filmar, pois Capa era já um avançado repórter multimédia: chegou a fotografar e a filmar o mesmo acontecimento.
Só passado um ano a LIFE pegou na imagem e a publicou para os seus 50 milhões de leitores.
Mas mesmo que tivesse sido encenada, o que duvido já que Capa mostrou sempre uma grande coragem fisica a fotografar o que o levou a pisar uma mina na Indochina e a morrer à frente de um pelotão françês, em 15 de Maio de 1956, esta fotografia nunca sairá da acebça de quem a viu como um ícone do século passado.

Hoje em Cerro Muriano vai haver uma homenagem a Robert Capa com uma visita guiada aos sítios fotografados pelo grande mestre do fotojornalismo.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Perpignan adiada

Devia estar a esta hora em Perpignan no Festival Visa Pour l`Image. É um acontecimento que desejo há anos visitar mas a antecipação da saída da primeira edição em berliner do Expresso, acabou por me reter em Lisboa, mais propriamente em Paço de Arcos. Tentarei ainda lá dar um salto sexta, caso corra bem o fecho da edição. Voltarei com breves e curiosidades sobre este grande encontro de fotojornalistas.

Uma foto por dia

Violência numa escola de Lisboa. 2000. Fotografia de Luiz Carvalho

Com esta fotografia ganhei o Prémio Visão na categoria Vida Quotidiana, salvo erro em 2001. É uma das últimas fotografias feitas em filme, com uma Leica M e uma 21mm. Fica aqui para evocação da abertura das aulas que aí vem.

Instante Fatal atinge 120 visitors/dia


Caros cibernautas: confesso que andava ansioso por ver este número mágico no site meter: 100.
Hoje pela primeira vez o Instante Fatal ultrapassou as 100 visitors. Sei que é um número muito baixo comparado com os blogues mais famosos. Mas eu parti do nada, comecei por uma brincadeira, como um consolo por ter deixado o Expresso Online ( onde regressei já com um blogue sobre fotojornalismo e afins, o Flagrante Deleite) e isto tem crescido sustentadamente. Fico feliz por mim e por todos os que têm seguido este atrevimento. Obrigado.
Acreditem que eu acredito na internet, e tal como me diz o meu colega e amigo João Carlos Santos: " O Luis está viciado em net !". ( e faz o gesto de " xutar para a veia", às gargalhadas!).

Quem matou os jornais ?


Leia aqui o fabuloso artigo do The Economist.

domingo, setembro 03, 2006

Diário de Bimba Flor

Se aquelas atrevidas têm um confessionário na net, para contarem coisas porcas, porque não hei-de eu, singela rapariga, ter o meu diário ? Pedi ao meu amigo LC que me desse um pouco de espaço no seu Fatal, ele respondeu-me que isso seria como o destino: a hora estava marcada, faltava eu dar à pena.
Depois de ter sido entrevistada na tv fiquei ainda mais famosa. Pior: tornei-me numa intelectual: tenho fome de ler, troquei o programa da Fátima pelo da Babá sobre livros e convidados, quero assinar o JL, passearei na Feira do Livro e prometo levar o reformado Carlos Pinto Coelho a sessões para idosos, na condição de ele nunca se atrever a tirar-me uma fotografia ! ( Já lhe disse que isso será considerado fotofilia) .
A-con-te-ce !!!! Meu Deus o balúrdio que aquilo custou ao erário público ! Tanto perfume derramado, tantas crianças que podiam ter comido à pala daquela cultura ! O boxeur é que fez bem. Aliás, foi mesmo a única coisa bem feita que ele fez como ministrro.
Estou-me a dispersar ( esta palavra foi-me ensinada pela Tia Teresa)e tenho de voltar a marrar os diálogos para amanhã.
Aquilo sim, é que é escrita criativa !

Boa noite e se isto ultrapassa as marcas do disparate, deixem lá. A vida é bela, já dizia a Floribela.

O Vídeo do encontro Chaves-Fidel



Veja aqui o novo vídeo do encontro Chaves-Fidel (Já que estamos em maré vermelha).

Uma foto por dia

Última sessão fotográfica de Àlvaro Cunhal. Lisboa, 2000. Fotografia de Luiz Carvalho

Foi a última vez que estive com Cunhal e foi a última vez que ele aceitou ser fotografado e entrevistado. A conversa para o EXPRESSO foi feita pela Maria João Avillez e eu, a muito custo, consegui convencer o líder histórico dos comunistas a deixar-se posar para mim. Começou por recusar mas logo percebeu que eu só pretendia dele um retrato natural e descontraído.
Sempre me comoveu a personalidade de Cunhal, mas calma ! Isto nada tem a ver com simpatia comunista. Tem a ver com admiração por gente talentoso, inteligente, por mestres.
Postei isto hoje, porque a Festa do Avante terminou. E se o Marcelo lá foi é porque o comunismo deixou de ter peçonha ! eheeh!... ( a não ser que ele já esteja a namorar o eleitorado de esquerda para quando se candidatar à Presidência !)

Blogue FLAGRANTE DELEITE NO EXPRESSO


FLAGRANTE DELEITE é o a partir de hoje o meu blogue no EXPRESSO Online. Ali comentarei fotografias, imagens em movimento, relatos por detrás da produção de reportagens. Será um blogue menos intímista que o FATAL, pela simples razão que está integrado no site do jornal; Também confesso que tudo dependerá da forma como evoluir e está longe dos meus propósitos fazer uma coisa cinzenta.

De toda a maneira tudo o que lá postar vai estar sempre aqui ao mesmo tempo no FATAL.

sábado, setembro 02, 2006

Bimba Flor desbronca-se

Barbarela: Que te leva a ser uma vedeta entre os mais jovens?

Bimba Flor: A paz no Mundo, o Amor, o sorriso de uma criança quando pega no comando e lhe sai as Doce em versão Panda.

Barbarela: Achas que és uma referência para os teus fãs ?
Bimba Flor: Sim, quero sê-lo sobretudo se forem fãs pobres, esfarrapados, órfãos de pai e mãe e que já tenham ido ao Fátima Lopes.

Barbarela: Qual é a tua mensagem ?

Bimba Flor: Espalharei aos milhões de pequenos ecrãs: amor, quero dar amor, posso ir mais longe do que o Padre Borga e o Roberto Leal no espalhanço do evangelho.

Barbarela: Gostavas de escrever um livro e depois ires ao "Escrita em dia" ?

Bimba Flor: É o meu sonho: escrever com a devoção da Margarida Robalo Pinto ou como a Clara Paste Correia. Hei-de lá chegar se me continuarem a fazer entrevistas deste gabarito.

Barbarela : E as crianças ?

Bimba Flor: Porque lhes damos estas dores e porque emborcam tudo assim.

Barbarela: E os pais ?

Bimba Flor: Oh filha, esses estão a divorciar-se, ou já estão, e a maioria está a pensar em como hão-de mandar um SMS à amante para se verem amanhã. Desde que eu desçi à Terra os lares estão mais calmos: as crianças calam-se quando chego.
O resto não interessa nada e, citando Teresa Guilherme, " quem tem ética passa fome!".

Uma foto por dia

Lisboa, 1989, Rua Brancamp. Fotografia de Luiz Carvalho

Tirei esta fotografia pouco tempo depois de ter entrada para o EXPRESSO. Senti na altura que esta cena já fazia parte do antigamente lisboeta. A cidade, entretanto, mudou muito de personagens e de cenário.

O passado de Merche Romero, o futuro de Natascha Kampusch





A fotografia recuperada de Merche Romero, dos tempos em que se chamava Merçê e concorria a Miss Rio Maior, e a imagem de Natascha Kampusch, a jovem de dezoito anos que desde os dez viveu com o seu raptor numa cave escondida na Áustria, reconstruída no photoshop para dar uma ideia do que ela é hoje, têm ambas uma curiosa aventura.

Estas duas fotos trazem consigo a crueldade do tempo e o desejo imaginário que há em muitos de nós.

A menina gorducha, vestida de suburbana, que perdia o título de miss para uma actual secretária em Santarém (e que é hoje uma anónima no meio de papelada de um stand de carros) deu lugar a uma das mais desejadas mulheres portuguesas.

A outra gorducha que aos dez tinha um sorriso angélico, diz hoje aos dezoito ( depois de ter fugido da “cave Adão”) ter gostado do carcereiro. A foto imaginada, pode não corresponder à realidade, mas não deve andar longe do personagem real.

As imagens como testemunho ou como objecto da imaginação acabam por tornar reféns delas as suas vitimas: os retratados.
Daí a relutância de certas culturas em se deixarem fotografar e a preocupação de figuras públicas em construírem a sua personalidade visível a partir de estereótipos, controlando ao pormenor tudo o que dão a mostrar.

Acabamos sempre reféns da nossa imagem.
Susan Sontag escreveu em On Photography: «fotografar é possuir um objecto».

Se tínhamos como adquirido que as estratégias perversas de «o que parece é» só se aplicavam a artistas e derivados e a políticos burgueses, a imagem do camarada Jerónimo de camisola de alças amarela a bulir na construção da Festa do Avante, numa réplica de manequim da GAP em versão proletária, não podia ter sido mais surpreendente: é o regresso aos tempos da propaganda soviética, do ícone do homem de mármore, aos heróis de papel.

Acabamos sempre reféns da nossa imagem.

( também em www.expresso.pt)

sexta-feira, setembro 01, 2006

Ocaso,Sol e o Navio Almirante



Este Setembro traz uma rentrée animada nos jornais. O Independente encontra o ocaso ao fim de 18 anos, haverá um Sol nascente e um Navio Almirante que, ao fim de 33 anos, vai aparecer num novo formato, o berliner, falo claro está do EXPRESSO.

Estes três acontecimentos não podem deixar de conter coincidências e, pode dizer-se, marcas do destino.
O Independente nasceu contra o EXPRESSO; Paulo Portas, um dos fundadores, chegou a dizer que só deixaria de ser director quando vende-se mais um exemplar do que o EXPRESSO.
O Sol é um projecto que traz o mesmo estigma: fazer sombra ao título de referência, como uma família de herdeiros que quer matar o pai.

Quer o Independente, quer o Sol, nascem contra o EXPRESSO, ao contrário do Público que nasceu como projecto autónomo, sem querer ser alternativa ao EXPRESSO, apesar de ter sido fundado por uma esmagadora maioria de gente que de lá saíu.
Entretanto dia 9 o novo EXPRESSO no formato berliner vai ser um acontecimento: é o primeiro jornal naquele formato e já há quem lhe queira seguir o exemplo.

Dia 1 de Setembro é uma data com bom “karma”, não só pelo aniversário do fundador e do director do EXPRESSO coincidirem , mas porque os tempos são de ousadia e futuro.
A imprensa está mesmo a mudar.

Uma foto por dia


Festa do Avante. 1995. Fotografia de Luiz Carvalho

Fato impecável, camisa branca, bandeira vermelha com foiçe e martelo, descobri esta minha foto para uma homenagem à Festa do Avante que hoje começa. Não sou nada comunista, bem pelo contrário, mas acho esta festa anual tão envolvente como o 13 de Maio em Fátima. Haja fé e todos nos salvaremos !...

Apresentadora da CNN fala em directo da sua vida

Não resisto a transcrever mesmo em espanhol:

WASHINGTON.- EEUU ahora sabe que la presentadora de CNN Kyra Phillips adora a su marido y cree que su cuñada quiere controlarlo todo, ya que lo contó en directo desde un servicio por error, mientras la cadena emitía un discurso del presidente George W. Bush.

Bush prometía desde Nueva Orleans que su país responderá mejor a cualquier desastre en el futuro, en el primer aniversario del desastre producido por el huracán 'Katrina', cuando por encima entró la voz, llena de eco, de Phillips.

"La mayoría de los hombres son unos cerdos. Yo tengo mucha suerte en ese sentido. Mi marido es guapo y una persona cariñosa de forma genuina, sabes, sin ego, ¿sabes lo que digo? Simplemente un ser humano apasionado, compasivo y estupendo, estupendo. Ellos existen. Existen. Son difíciles de encontrar, sí, pero los hay por ahí", comentó.

Al fondo se oyó la voz de su interlocutora, no identificada, y el abrir de un grifo, mientras Bush seguía su perorata, prácticamente ininteligible por la confusión de ruidos.

Phillips continuó: "Los hermanos tienen que ser protectores, excepto el mío. Yo soy quien le tiene que proteger".

"¿De veras?", le preguntó la otra.

"Está casado, tiene tres hijos, pero su esposa quiere controlarlo absolutamente todo", respondió Phillips, sin pelos en la lengua.

"¿Kyra?", se escuchó en ese momento. Era otra voz de mujer. "Sí, cariño", replicó la periodista. "Tu micrófono está encendido. Apágalo. Has estado en directo", le advirtió.

Daryn Kagan, otra presentadora de CNN, entró inmediatamente al aire para hacer un resumen apresurado del discurso del presidente.

La cadena posteriormente emitió una declaración en la que explicó haber tenido "problemas con el sonido" durante el discurso. "Pedimos disculpas a los televidentes y al presidente por los trastornos ocasionados", afirmó CNN.

También envió un mea culpa formal a la Casa Blanca. Cuando entró en el aire tras la transmisión, Phillips se disculpó "por un problema que tuvimos con los micrófonos", según lo describió.

No se sabe si ya hizo las paces con su cuñada.

Marina Mota e o oceano de solidão

Ao contrário da maioria dos portugueses, para quem o sucesso de deve sempre a uma manobra oportunista ou a um bafejo da sorte, eu gosto de gente com sucesso, quando se percebe que por detrás houve trabalho e sobretudo talento. Daí ter ficado muito chocado com a notícia dada esta semana por uma revista de televisão que Marina Mota está desempregada há 3 anos e que a sua vida parece ser hoje um grande oceano de solidão.
Para mim a Marina era a sucessora da Ivone Silva, uma mulher cheia de genica e talento- cheguei a entrevistá-la e a fotografá-la- e que o desemprego e o insucesso nunca lhe bateria à porta.
Esta história remeteu-me para outras figuras que eu conheço, algumas com quem tenho uma relação de amizade, são pessoas talentosas com uma cultura e um saber acima da média e que no entanto deixaram morrer a sua carreira aos 50 anos e estão agora entre o desemprego, a reforma e o esquecimento.
São pessoas que não souberam gerir o génio e que também achavam, com alguma arrogância, que eram indispensáveis e que nunca ninguém as poderia pôr em causa, mesmo que fossem preguiçosos e com ondas temporárias e irregulares no trabalho.
Não estou a dizer que seja este o caso de Marina Mota. Até porque nem sequer li ainda a entrevista, nem me cabe estar a fazer juízo de valor.
O que me faz escrever sobre este tema, do insucesso, é que hoje já não há vacas sagradas nas profissões. E que quem quiser tocar viola tem de ter unhas, provar que é útil e que merece a confiança depositada por quem aposta em si.
Tempos difíceis, e estimulantes, estes em que vivemos.