Freiras de Goa à espera de Cavaco ( fotos de Luiz Carvalho)
O retrato de Salazar que o Presidente Cavaco evitouAs igrejas de Goa são a marca da presença dos portugueses por aqui durante mais de 500 anos. São brancas, luminosas como a fé que mantêm e propagam. A arquitectura delas tem uma escala harmoniosa entendendo como é importante a relação da forma com a função e do sentimento com a dimensão geométrica.
Hoje o Presidente Cavaco Silva visitou essa velha Goa, católica e profunda. O lugar onde a Índia manda mas que não conseguiu unificar. Os goeses são pacíficos e calmos mas orgulhosos. Sabem que nunca serão como os indianos. Nem na cultura, nem nos genes, nem na religião.
Um grupo de freiras, noviças, vestidas com roupas coloridas, outras mesmo com o hábito, cantaram divinamente a Cavaco. Este retribuiu com simpatia, perguntou como se dizia em goês “good-by” e ao repetir as freiras não resistiram a uma risada de espanto e alegria.
O túmulo de S. Francisco Xavier é omnipresente na igreja grande e fresca que tremeu com a voz de Katia Guerreiro numa canção religiosa trocada com uma outra artista local.
O museu tem uma amostragem extensa da cultura e da História portuguesas. O cuidado com que está preservado é evidente.
Claro que a Fundação Gulbenkian tem feito por aqui um notável, e dispendioso, trabalho de restauração. Que nunca lhe falta a verba e a vontade para manter assim a nossa memória no Mundo.
Augusto Santos Silva, que tinha acabado de chegar de avião, dizia-me com entusiasmo:« como foi possível termos abandonado tudo isto daquela forma, sem salvaguardarmos esta herança. O Salazar era mesmo burro!»
O Presidente percorreu atento o museu, posou ao lado de uma gigante figura de Camões mas soube evitar a tempo a passagem pelo retrato a óleo desse mesmo Salazar, que mandou resistir até à humilhação final.
Hoje o Presidente Cavaco Silva visitou essa velha Goa, católica e profunda. O lugar onde a Índia manda mas que não conseguiu unificar. Os goeses são pacíficos e calmos mas orgulhosos. Sabem que nunca serão como os indianos. Nem na cultura, nem nos genes, nem na religião.
Um grupo de freiras, noviças, vestidas com roupas coloridas, outras mesmo com o hábito, cantaram divinamente a Cavaco. Este retribuiu com simpatia, perguntou como se dizia em goês “good-by” e ao repetir as freiras não resistiram a uma risada de espanto e alegria.
O túmulo de S. Francisco Xavier é omnipresente na igreja grande e fresca que tremeu com a voz de Katia Guerreiro numa canção religiosa trocada com uma outra artista local.
O museu tem uma amostragem extensa da cultura e da História portuguesas. O cuidado com que está preservado é evidente.
Claro que a Fundação Gulbenkian tem feito por aqui um notável, e dispendioso, trabalho de restauração. Que nunca lhe falta a verba e a vontade para manter assim a nossa memória no Mundo.
Augusto Santos Silva, que tinha acabado de chegar de avião, dizia-me com entusiasmo:« como foi possível termos abandonado tudo isto daquela forma, sem salvaguardarmos esta herança. O Salazar era mesmo burro!»
O Presidente percorreu atento o museu, posou ao lado de uma gigante figura de Camões mas soube evitar a tempo a passagem pelo retrato a óleo desse mesmo Salazar, que mandou resistir até à humilhação final.
Amanhã Bombaim.



